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Pequenos Grupos 

 

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora 2003-2006 e o Projeto Nacional de Evangelização “Queremos Ver Jesus – Caminho, Verdade e Vida” apontam para a evangelização da Pessoa, da Comunidade e da Sociedade.

Os Pequenos Grupos visam a evangelização no âmbito da Pessoa, promovendo a sua dignidade.

São grupos de cristãos que querem fazer a experiência do encontro com o Deus do amor e da vida e para isso se reúnem nas próprias casas para partilhar a fé, a vida e a prática da oração em comum. E à luz da Palavra de Deus, juntos, assumem o compromisso de ações práticas para a transformação da realidade que os cerca.

  • Os Pequenos Grupos têm três pilares:

 

 

 

         

As pessoas encontram-se uma ou duas vezes por mês utilizando o Subsídio Integrado do Regional Sul II durante o ano todo. As reuniões dos Pequenos Grupos têm um jeito próprio de ser e não se confundem com a reunião mensal de Pastorais ou Movimentos.

O objetivo dos Pequenos Grupos é reunir as pessoas em “família”, onde Jesus possa fazer-se presente, conforme a sua promessa: “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles” (Mt 18, 20).

 Mais:

1.  O que é o  Pequeno Grupo?

É um grupo de cristãos e cristãs que se reúnem nas próprias casas a exemplo das primeiras comunidades cristãs para rezar, refletir e partilhar à luz da Palavra de Deus a realidade do dia-a-dia, com o compromisso de ações práticas para a transformação da realidade.

É um grupo de mais ou menos 5 famílias que querem fazer a experiência do encontro com o Deus do amor e da vida; famílias que querem aprender juntas a prática da oração em comum, da vivência fraterna.

São famílias que quando se reúnem transformam seus lares em igrejas domésticas.

É um lugar onde as famílias se encontram, se conhecem, se tornam amigas; partilham entre si as alegrias e as dificuldades. Nos Pequenos Grupos as famílias caminham juntas para Deus.

É um lugar em que as pessoas são valorizadas, conhecidas pelo nome; no Pequeno Grupo todos se sentem iguais, filhos e filhas de um mesmo Pai.

O Pequeno Grupo é um novo jeito de ser Igreja: uma Igreja que vai ao encontro das pessoas; uma Igreja que acontece nas casas, nos prédios, nas ruas, nas favelas, nos bairros; uma Igreja que nasce do povo; uma Igreja que liga a Palavra de Deus à vida.

O Pequeno Grupo é um meio eficiente de evangelização na cidade e no interior.

É um berço de carinho e ternura para com o povo simples, onde as pessoas mais carentes poderão ser atendidas em suas mais urgentes necessidades.

Nos Pequenos Grupos acontece a catequese permanente com adultos, crianças e jovens; um lugar onde todos aprendem e ensinam.

O Pequeno Grupo é um canteiro onde surgem novas lideranças, carismas e serviços; é o chão de onde brotam as pastorais.

Todos conhecemos o ditado: Uma andorinha só não faz verão. Do mesmo modo, uma gota d’água não faz a chuva e um único tijolo não faz a casa... Uma só família não muda o mundo, mas reunidas num Pequeno Grupo as famílias são Igreja! E isso faz diferença!

 

2. O que queremos com os Pequenos Grupos?

Favorecer às pessoas, sobretudo às famílias vizinhas, que se conheçam e criem laços de união, amizade e solidariedade.

Favorecer aos fiéis a oportunidade de viverem com simplicidade a vida cristã.

Dar vez e voz a todas as pessoas, sobretudo aos mais humildes.

Ajudar as pessoas a descobrirem a ação de Deus no dia-a-dia de suas vidas.

Ajudar o povo a beber de sua própria sabedoria.

Evangelizar, a exemplo de Jesus, pela Palavra de Deus e pelo testemunho.

   

 

Tornar a Palavra de Deus mais conhecida.

Animar as pessoas para a vida em comunidade a exemplo da Santíssima Trindade.

Superar o anonimato, o individualismo, a divisão, o egoísmo, as fofocas entre vizinhos, o espírito de competição e a ganância que o mundo de hoje produz nas pessoas.

Despertar e exercitar a consciência da cidadania cristã.

Provocar a consciência crítica diante da realidade social, política e econômica.

Disse-nos o Pedro, da Paróquia N. Sra. de Guadalupe: “A participação no Pequeno Grupo melhorou bastante o conhecimento e a amizade entre os nossos vizinhos. Eu mesmo, antes de participar dos Pequenos Grupos, não conhecia as pessoas que moram na minha rua. Hoje, nos ajudamos, somos amigos e a vida cristã é muito diferente de antes. Só agora posso dizer que, de fato, somos vizinhos!”

 

3. Por que criar Pequenos Grupos e participar deles?

·    O nosso Deus é Pai, Filho e Espírito Santo. Foi esse Deus Trindade que criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança. Cada um de nós traz em si os traços de Deus Trindade, isto é, um anseio profundo de viver em comunhão. E quando conseguimos viver em comunhão sentimos uma grande alegria interior, pois experimentamos um pouquinho a vida de Deus.

·    No Pequeno Grupo vive-se o amor, a partilha e se faz a experiência da comunhão. Na pequena comunidade as pessoas são acolhidas com mais carinho, e a união entre todos se torna mais forte que na comunidade em geral.

 

Pequeno Grupo na Santa Paula - foto.

* O mundo de hoje tenta abafar a fé no coração das pessoas. Precisamos nos unir, fazer a experiência dos discípulos de Emaús que sentiram seus corações arder enquanto Jesus estava com eles. Isto nos dará força para testemunhar a fé ao nosso redor. Quem participa dos Pequenos Grupos se entusiasma em seguir Jesus.

* Muitas pessoas se unem para fazer o mal. No Pequeno Grupo nos unimos para termos mais força para fazer o bem e, desse modo, socorrer as pessoas que estão padecendo diante dos nossos olhos e que sozinhos não conseguimos ajudar.

* Os Pequenos Grupos ajudam a evangelizar cristãos que são batizados, mas não evangelizados, que vivem numa Igreja em que há ainda pouca evangelização e muita sacramentalização.

* Os Pequenos Grupos ajudam a purificar a fé corrigindo os exageros da religiosidade popular e também de certas práticas supersticiosas.

 

Queremos formar Pequenos Grupos para que ninguém se sinta sozinho, na solidão, abandonado, numa vida triste. Pois quem vive sozinho, na solidão, se sente mal espiritual e fisicamente: está doente ou em breve ficará.

Precisamos viver em comunhão para nos mostrarmos ao mundo com o rosto alegre e testemunharmos que a felicidade jorra de uma única fonte: Deus.

Contou-nos a Izabel, da Paróquia Santo Antonio: “Um dia faltou água em casa e eu fui até a casa da vizinha para perguntar se na casa dela tinha água. Cheguei lá e notei que tinha muita gente rezando. Também eu entrei e rezei. Depois daquele dia eu nunca mais deixei de participar do Pequeno Grupo e estou muito feliz”.

 

4. Por que os Pequenos Grupos acontecem nas casas?

A casa dos cristãos é um ambiente sagrado porque nela moram pessoas unidas por Deus pelo sacramento do matrimônio. Ela é chamada a ser um reflexo da casa de Nazaré, a casa que hospedou a Sagrada Família.

* A casa é aquele lugarzinho que não trocamos por nenhum outro. Quem esteve longe de casa por um certo tempo sabe muito bem como é bom retornar. Mas não é só isso: muitas vezes Deus se revela a nós em nossas próprias casas. Foi justamente isso que aconteceu com Maria quando recebeu o convite para ser a Mãe do Salvador em sua casa (Lc 1, 25ss).

* Jesus gostava de ir às casas das pessoas: foi à casa de Zaqueu, de Marta e Maria que eram seus amigos, foi à casa da sogra de Pedro, à casa de Simão e muitas outras. Jesus dava tanta importância às casas que os Evangelhos nos contam 18 parábolas sobre a vida doméstica.

* E mais: Jesus mandou celebrar a Páscoa numa casa (Mt 26, 28). Enviando os discípulos em missão pediu que entrassem nas casas para evangelizar (Mc 6, 10); que levassem a paz nas casas (Lc 10, 5). A última ceia realizou-se numa casa (Mt 26, 18).

* Os apóstolos juntamente com Maria estavam reunidos em uma casa quando desceu o Espírito Santo, no dia de Pentecostes (At 1, 13-14).

*  A Igreja primitiva evangelizava nas casas: “De casa em casa não cessavam de ensinar” (At 5, 42; 20, 20).

*  A casa era o lugar onde se reunia a Comunidade dos primeiros tempos. Por mais de 100 anos, quando não havia igrejas ou templos, foi a casa que aqueceu a vida da comunidade cristã. Os primeiros cristãos se reuniam nas casas para rezar, refletir, partilhar o pão e celebrar (At 2, 42-47).

* O céu – segundo o que nos disse Jesus – será residir na casa do Pai, onde “há muitas moradas” (Jo 14,2).

Por tudo isso que dissemos, os encontros dos Pequenos Grupos não devem ser feitos na Matriz, na Capela ou nas suas dependências, mas lá onde as pessoas vivem.

Algo que contribui imensamente para a criação de novos Pequenos Grupos é a visita nas casas. As pessoas gostam de ser visitadas. A visita é um gesto profundo, é sinal de consideração, de amizade, de sensibilidade humana, de respeito e carinho pelas pessoas. Para chegar a formar Pequenos Grupos a visita deve ser evangelizadora e repetida muitas vezes.

 

Visitar as casas é uma missão de todos nós!

 

É comum a idéia de que evangelizar é colocar-se atrás de um microfone e falar para uma assembléia. Evangelizar é bem mais que isso. Quando nos reunimos em nossas casas espontaneamente começamos a contar para os outros as coisas bonitas de Deus em nossas vidas, a exemplo de Maria no encontro com Isabel. Maria cantou as maravilhas que Deus realizou em sua vida, e isso é evangelizar.

Os Pequenos Grupos evangelizam porque se reúnem nas casas e assim favorecem o diálogo por meio do qual surgem perguntas, partilhas e somos ajudados pelos exemplos dos outros.

 

 Foto - Encontro de Formação para Coordenadores e Animadores Paroquiais dos Pequenos Grupos - 2010.

Atividades:

  “Projeto Permanente da Diocese de Ponta Grossa”.

XVIII Plano de Ação Evangelizadora – 2004-2007. 

  • Na Diocese:

1.     Promover a Semana dos Pequenos Grupos anualmente em Dezembro.

2.    Formação para os Animadores dos Pequenos Grupos nos Setores.

 

  • Nos Setores:

1.     Organizar Encontros de Formação para Animadores de Pequenos Grupos.

 

  •  Nas Paróquias:

1. Onde não existem Pequenos Grupos que se comece.

2. Onde já existem, devem ser fortalecidos.

 

* Obs.: Os Pequenos Grupos são uma Atividade Permanente da Ação Evangelizadora da Diocese de Ponta Grossa por decisão da 10a. Assembléia Diocesana da Ação Evangelizadora (2007-2010).  

  •  Assembléia Diocesana de Revisão da 10ª. Assembléia Diocesana da Ação Evangelizadora.

No dia 20 de Junho de 2009, no centro de pastoral da Paróquia São Sebastião em Ponta Grossa, das 09:00 hrs. até 16:00 hrs., aconteceu a Assembléia Diocesana de Revisão da 10ª. Assembléia Diocesana da Ação Evangelizadora da Diocese de Ponta Grossa.

Propostas para a Atividade Permanente do  Pequenos Grupos:

Pequenos Grupos: 

  1. Viver a proposta das SMP aproveitando as visitas domiciliares para convidar as pessoas para participar e formar os pequenos grupos;
  2. Voltar a Formação para os Pequenos Grupos;
  3. Aproveitar as Celebrações para motivar a participação nos Pequenos Grupos, Incentivo constante para Celebração nas Casas;
  4.  Formar equipes de coordenação nas paróquias com lideranças motivadas para multiplicar os Pequenos Grupos.

Contatos:

Coordenação: Sr. Wilson Kowalczuk

Rua: Monte Alverne, 483 - Jardim Carvalho - CEP: 84.016-010

E-mail: wilkow@uol.com.br / Fone: (42) 3224-0622

Ponta Grossa - Pr.

Assessor Diocesano:  Pe. Mario Spaki – Fone: (042) 3225-3429

 E-mail: spaki@terra.com.br

 

 

 

 

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