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 Mutirão Nacional para a Superação da Miséria e da Fome

 "Melhor que o pão, é o pão partilhado"  - Dom Élder Câmara.

  1. Mutirão na Igreja do Brasil - CNBB - 40.ª Assembléia Geral da CNBB, de 10 a 19 de abril de 2002.

No dia do "Pão descido do céu", somos chamados a perceber a urgência do pão partilhado na terra. 

Os Bispos do Brasil, reunidos na 40.ª Assembléia Geral da CNBB, de 10 a 19 de abril de 2002, decidiram propor um Mutirão Nacional para a Superação da Miséria e da Fome. Para isto, aprovaram o Documento Exigências Evangélicas e Éticas de Superação da Miséria e da Fome (Documentos da CNBB, nº 69), explicitando as orientações e a mística do Projeto e fixando algumas propostas concretas de ação. O lançamento do Mutirão em todo o território nacional está marcado para o dia 30 de maio - festa de Corpus Christi.

O evento expressa a presença pública da Igreja, num compromisso evangelizador. "O que fizestes ao menor, a mim o fizestes, disse Jesus"(Mt 25,40). Não se trata só de fazer algo para o pobre, mas com o pobre que é o sujeito privilegiado da sua própria libertação. Por isso, "um dos primeiros sinais de efetiva evangelização, no início deste milênio, será a eliminação da fome decorrente da miséria, em nosso país." (Doc 69, nº. 66) Dentre as propostas concretas constantes nos números 58 a 65 do Documento, destaquem-se aquelas que nas Dioceses e em seus diversos níveis de organização sejam passíveis de operacionalização.

Impõe-se, hoje, a construção de uma nova sociedade, de justas relações entre homens e mulheres e entre todas as pessoas que buscam alternativas solidárias. O resgate da dignidade humana, especialmente dos pobres, não pode limitar-se à assistência emergencial, mas exige que todos participem na transformação da sociedade e da economia, promovendo uma ordem voltada para o bem comum.

Hoje se pede de nós a coerência da fé. Vamos com gratidão receber o "pão que desceu do céu", mas vamos também iniciar a partilha do "pão nosso de cada dia". Assim será possível, de novo, saciar a fome da multidão, como aconteceu no deserto.

 O Reino fundamenta-se na solidariedade, cuja raiz "é a paz, fruto da justiça" (Is 32, 17) que congrega irmãos e irmãs ao redor da mesa, no banquete da vida e na partilha do mesmo pão. Neste momento, soa em nossos ouvidos e em nossos corações a recomendação de Jesus: "Dai-lhes vós mesmos de comer"

A logomarca é composta por uma figura (símbolo) e por uma parte textual.

Na concepção da logomarca partiu-se da premissa que a superação da miséria e da fome passa pela valorização da vida, transcendendo-lhe o âmbito individual e considerando a contribuição para o bem-estar do próximo como o nosso bem-ser. 

O símbolo constitui-se de três mãos juntas compondo um coração.

Distintamente, as mãos significam o Mutirão, que luta em prol do fim da miséria e da fome, e o coração remete à compaixão e à vida. Como um todo, representam a realização dos objetivos propostos, já que uma atitude solidária só se concretiza através de união (mutirão) e amor (coração). 

 

     2. Mutirão Diocesano para a Superação da Miséria e da Fome - Diocese.

Cartilha Diocesana do mutirão

“A vida dos pobres é o pão que necessitam; Quem deles os priva é um assassino”.

Quem subtrai o pão do suor é como quem mata o seu próximo. (Eclo 34,2 1-22)

“Mutirão contra a Fome” é o nome que damos à proposta que todos os Bispos do Brasil, unanimemente, lançaram na 40ª Assembléia de abril de 2002, com a publicação do documento “Exigências Evangélicas e Éticas pela Superação da Miséria e da Fome —Documento 69”. Mais que uma proposta, é um apelo urgente à mobilização de todos os brasileiros, para que não tolerem mais o escândalo de irmãos sofrendo fome e desnutrição crônica num país tão rico em produção de alimentos.

O Mutirão Nacional de Superação da Miséria e da Fome foi assumido pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (2003-2006) e pelo “Projeto de Evangelização Queremos ver Jesus — Caminho, Verdade e Vida” (2004-2007) como parte integrante da ação evangelizadora da Igreja no Brasil.

A vontade manifestada pelo novo Governo, saído das eleições, de reduzir a “zero” a fome no Brasil, não nos dispensa de um grande esforço: Igreja e Sociedade Civil. Pelo contrário, torna ainda mais urgente o nosso trabalho junto a quem sofre mais, que só tardiamente são alcançados pelas políticas públicas. Fome não espera.

Os Bispos nos disseram os motivos, Éticos e Evangélicos, que tornam o empenho na luta contra a miséria e a fome um dever grave e urgente. Esta cartilha, elaborada depois de consulta aos muitos grupos e instituições que já trabalham pela superação da fome, quer indicar o que fazer às nossas comunidades, paróquias, movimentos e pastorais. Para todos há umas tarefas acessíveis, de comprovada eficácia, que realmente pode contribuir para mudar a situação.

 O Brasil é um país com condições privilegiadas para assegurar uma alimentação de boa qualidade para todo o seu povo. No entanto, milhões de brasileiros passam fome.

No Brasil existem 54 milhões de pessoas em situação de pobreza. Dentre esses brasileiros, há 22 milhões cuja renda mensal não lhes permite sequer adquirir o alimento necessário para que vivam em condições mínimas de saúde.

“O profeta Isaías já dizia em nome de Deus”:

“O jejum que eu quero é repartir a comida com quem passa fome, hospedar em sua casa os pobres sem abrigo, vestir aquele que se encontra nu e não se fechar à sua própria gente”. (Is 58,6-7).

Vários outros fatores colaboram para a ocorrência do problema da fome no país: o desemprego, os baixos salários, a concentração de renda, a má distribuição da terra, o desperdício na produção e na comercialização de alimentos e a ausência ou ineficiência de políticas sociais voltadas para a erradicação do problema.

Jesus fez da prática da solidariedade o critério para o juízo final: “Eu estava com fome e me destes de comer...” (Mt 25,35).

A pobreza e a fome decorrente não é algo ocasional. A história de nosso pais mostra que há décadas mantém-se em nossa sociedade uma situação de enorme desigualdade, com uma concentração de renda extremamente elevada, fazendo com que riqueza e miséria convivam lado a lado no cotidiano nacional.

No Brasil, é grande a distância entre ricos e pobres: os 10% mais ricos se apropriam de 50% do total da renda do país e os 50% mais pobres dispõem de cerca de 10% da renda. Destes, os 10% mais pobres não chegam a possuir 1% da renda.

“Como é possível que, em nosso tempo, ainda haja alguém que morra de fome, esteja condenado ao analfabetismo, viva privado dos cuidados médicos mais elementares e não tenha uma casa onde se abrigar?” (João Paulo II, Novo Millennio Ineunte, 50).

Em nossa Diocese encontramos esta situação muito presente, segundo o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) que avalia as condições de vida de uma população, dos dezessete municípios que compõem a nossa Diocese, quatro estão entre os dez piores índices do nosso Estado. São eles: Ventania, Imbaú, Reserva e Ortigueira.

Diante disto, o Mutirão foi colocado, em nossa Diocese, como prioridade permanente, por ocasião da VII Assembléia Diocesana de Revisão em outubro de 2002. Foi reassumido na IX Assembléia Diocesana em 19 de junho de 2004 e está de acordo com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora 2003-2006 e o Projeto Nacional de Evangelização “Queremos ver Jesus — Caminho, Verdade e Vida”.

As Diretrizes falam da “participação de uma sociedade justa e solidária” constituindo, assim, um dos objetivos da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE, 156).

O alimento é direito de todos, porque todos têm direito à vida, preservando a própria pessoa e sua dignidade. Não é possível aceitar que tantos irmãos morram de fome num país em que sobram terras e comida.

E preciso realizar, com urgência, uma justa redistribuição de renda, pois não basta produzir alimentos em quantidade, se a população não tem acesso. A questão da fome é uma questão de respeito e de valorização da vida. A fome não atinge só o faminto, é uma negação da dignidade humana, é uma cassação da cidadania, um insulto a nossa própria condição humana. Não é ético admitir a fome no Brasil.

Há necessidade de uma mudança de mentalidade, mais de acordo com o Evangelho, um combate às conseqüências, mas igualmente às causas.

 

  • Objetivo Geral

Levar as pessoas em seus diversos níveis de organização, cristãos ou não cristãos, a tomarem conhecimento da realidade da fome e da miséria em nossa região, provocando o despertar para a exigência Evangélica e Ética a que todos somos convidados a responder positivamente na contribuição para a solução do problema da erradicação da fome, que direta ou indiretamente atinge a todos. Feito isso, promover ações em parceria com entidades sociais e órgãos públicos que passem pela assistência imediata, pela conscientização e pelas atividades de geração de renda a curto, médio e longo prazo.

 

  • Objetivos Específicos da Comissão Diocesana

* Formar uma comissão permanente Diocesana que assuma o trabalho de animação e formação do Mutirão na Diocese;

* Incentivar a formação nas paróquias de uma comissão paroquial com pessoas que já trabalham com as pastorais sociais, movimentos e associações que atuam nesta área. Ex: Promoções Humanas, Pastorais da Criança, Vicentinos, Pastoral da Saúde e outros;

* Promover encontros de formação para membros dos CPP’s e CPC’s, entidades assistenciais, lideranças políticas e comunitárias;

* Buscar articulação e parceria com entidades governamentais e não governamentais; outras confissões religiosas. Abrangendo toda a sociedade civil;

* Trabalhar na divulgação, conhecimento e aprofundamento do documento 69, utilizando os meios de comunicação (rádios, jornais e televisão, murais, etc);

* Ser o elemento unificador dos programas e projetos sociais da Diocese com a Cáritas Diocesana.

* Trabalhar melhor a participação das paróquias nas ações da Cáritas, através de orientação em como utilizar os recursos do fundo de solidariedade;

* Incentivar o envolvimento dos Pequenos Grupos no Mutirão, elaborando material de conscientização para o estudo nos mesmos;

* Informar as equipes a respeito de como montar projetos de renda alternativa e onde conseguir recursos.

 

  • Comissão paroquial do multirão.

Quem deverá integrar a comissão paroquial?

A comissão paroquial será formada por um representante de cada pastoral, movimento e associação que trabalha na área social e outras pessoas voluntárias que desejem trabalhar no Mutirão; procurando envolver pessoas de todas as comodidades e ainda pessoas que são ajudadas pelas iniciativas do Mutirão.

Qual a função da comissão paroquial?

A função da comissão paroquial será conhecer as ações de combate à fome e à miséria que já são desenvolvidas na paróquia e fora dela, integrar-se aos grupos que as estão promovendo, visando fortalecê-las e aumentar seu campo de atuação, evitando trabalhos paralelos e duplicação de esforços.

As pastorais sociais, movimentos e associações deixarão de existir em função da comissão paroquial?

Não, elas conservarão suas identidades e carismas colocando-os em comunhão, promovendo atividades conjuntas porque o fim é o mesmo: a superação da miséria e da fome.

A quem estará ligada  a comissão paroquial?

A comissão paroquial do Mutirão deve estar em comunhão com o Pároco e seu respectivo Conselho Pastoral Paroquial (CPP).

Quais os objetivos específicos das comições paroquias?

• Usar o espaço litúrgico (missas e celebrações) para incentivar as atividades do mutirão;

• Incentivar a Pastoral do Dízimo da paróquia, resgatando a dimensão social do dízimo;

*Estudar o documento 69 da CNBB, dentro dos CPP’s e CPC’s para que haja conscientização e mudança de mentalidade acerca do Mutirão;

• Apoiar projeto de lei de iniciativa popular para que no mínimo 5% do orçamento seja destinado à assistência social em todos os municípios da diocese;

* Mobilizar toda a comunidade para que o Mutirão seja assumido como compromisso de todos.

 

  • Propostas de Ação para Concretização do Mutirão

Para que o mutirão seja uma realidade, é necessário que cada comunidade assuma ações concretas que traduzam a proposta desejada e necessária de vir ao encontro daqueles que sofrem por causa da fome e da miséria. Assumir a proposta Ética e Evangélica na construção de uma sociedade justa e solidária exige uma ação prática que venha em benefício das necessidades locais das comunidades. Essas ações podem ser divididas em quatro níveis: Emergencial, Conscientizado e Educação, Cidadania e Promoção Humana e Inclusão Digital. Cada comunidade de acordo com sua realidade implantará a proposta do mutirão. A seguir estão algumas pistas de atividades em cada nível.

 

1 - Área Emergencial

“Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mc 6,37)

Nesse primeiro nível de articulação a intenção é ir ao encontro daqueles que necessitam imediatamente escapar da dor da fome. E um primeiro passo necessário se quisermos realizar qualquer outra forma de trabalho com aqueles que sofrem a dor da falta de alimentação. Trata-se apenas do primeiro momento no resgate pedagógico da pessoa humana em sua dignidade. O grande desafio é sair desse momento que, por sinal, grande parte de nossas comunidades já realizam.

Sugestão de atividades:

* Promover Campanhas contra o desperdício de alimentos;

* Criar nas Comunidades os Bancos de alimentos Contra a Fome, que são estoques de alimentos para atender os mais necessitados;

* Promover uma grande Campanha de alimentos pelas comunidades e marcar o dia da partilha;

* Instalar e motivar a campanha para coleta periódica de doações nas celebrações, durante o ofertório, visando apoiar as iniciativas já existentes na comunidade, em ações de caráter emergencial de oferta de alimentos e outros bens a famílias cadastradas, com critérios de distribuição definidos;

* Criar, no âmbito da paróquia, em parceria com supermercadistas, proprietários de ‘sacolões’, restaurantes e outros comerciantes do bairro, um local de acolhimento e refeição, para fabricação e distribuição organizada de sopa aos que têm fome e necessitam de atendimento imediato. (Há paróquias que produzem a sopa, ao menos uma vez por semana, e a distribuem em outros locais, onde há gente mais necessitada).

* Conhecer as carências e necessidades existentes no âmbito da própria paróquia e regiões vizinhas, identificando áreas onde há miséria, onde há famílias que sofrem com a fome e a pobreza, onde há crianças, idosos e gestantes desnutridos;

* Organizar um cadastro único de todas as famílias atendidas na paróquia;

* Acompanhar a nutrição de gestantes e crianças até 6 anos onde a Pastoral da Criança ainda não faz;

* Aproveitar e valorizar projetos em parceria com cooperativas, empresas, Universidades e Faculdades, governos municipais, ONG’s (organizações não governamentais) como por exemplo o Projeto Estratégias de Abastecimento Popular de Alimentos Ecológicos.

 

2 - Área de conscientização e educação.

“Dar testemunho de novos valores e hábitos, renunciando ao consumismo, evitando o desperdício e promovendo a solidariedade em prol de uma vida simples e frugal” (Doc. 69. Nº 58). Na pedagogia do resgate à dignidade é necessário ter presente que não basta apenas oferecer o que comer para que as coisas estejam resolvidas, faz-se requisito indispensável geração de consciência. Gerar mentalidade nova é pressuposto emergente para um real avanço na construção de uma sociedade mais igual. Aqui, o mutirão sinaliza sua primeira novidade, escapando daquela tradicional forma de se colocar na atitude de ajudar as pessoas: o assistencialismo.

Sugestão de atividades

Informar para sensibilizar

Possibilitar mais informação sobre a agricultura orgânica; Conscientizar sobre a agricultura familiar;

* Fazer campanhas de conscientização contra o desperdício (de alimentos, merenda escolar, água, luz). Realizá-las através das escolas, envolvendo alunos e professores;

* Divulgar e discutir com os paroquianos o Documento 69 da CNBB;

* Formar ou reforçar grupos de pessoas interessadas em trabalhar contra a fome e a miséria. Promover reuniões, refletir e discutir sobre o problema, visando planejar e implantar ações locais;

* Incentivar a participação política dos paroquianos;

* Conhecer, divulgar e colaborar com os programas de governo voltados para a erradicação da fome e da pobreza. Estimular a participação dos paroquianos nos conselhos e nas assembléias municipais, apresentando propostas de ações baseadas nos levantamentos das regiões mais necessitadas de atendimento;

* Trabalhar a consciência da partilha e da solidariedade com as crianças e os adolescentes na catequese, nas escolas, nos grupos de jovens, nas pastorais, na liturgia e nas celebrações, despertar nas crianças e jovens a consciência do desafio da fome e da miséria e a importância da ação solidária para combatê-las.

* Instalar a Pastoral da Criança nas paróquias onde ainda não foi implantada. Para tanto, basta solicitar uma visita ou treinamento por parte da coordenação diocesana; buscar parcerias com agentes de saúde;

* Criar oficinas de educação alimentar para difusão de conhecimentos sobre nutrição, aleitamento materno, combate ao desperdício e aproveitamento total dos alimentos, confecção de receitas alternativas utilizando talos, cascas, se mente e folhas de vegetais, etc. Distribuir cartilhas sobre segurança alimentar (Pastoral da Criança);

* Formar e informar sobre direitos e deveres individuais e sociais (Doc. 69);

* Participar em Encontros sobre Economia Popular e Solidária;

* Formar os leigos na Doutrina Social da Igreja através da Escola de Teologia para Leigos;

* Acrescentar temas como: solidariedade, desperdício, consumismo nos encontros de pastorais e movimentos;

* Participar e promover a Rede de Alfabetização de Jovens e Adultos;

* Promover cursos gratuitos e / ou subsidiados de preparação para o vestibular.

 

3- Área de Cidadania e Promoção Humana.

“O resgate da dignidade dos pobres não pode limitar-se à assistência emergencial, mas exige transformação da sociedade e da economia, numa nova ordem voltada para o bem comum” (Doc. 69. n. 20). Incentivar e oportunizar as pessoas a gerarem sua própria renda parece ser a maior demonstração na mudança de mentalidade sobre o serviço de assistência social aos que vivem a realidade da fome. E possibilitar não soluções paliativas, mas demonstrar que para além das necessidades imediatas devemos criar meios que venham ao encontro de uma das causas da fome, a falta de trabalho, conseqüentemente falta de acesso ao que comer.

Sugestão de atividades:

* Investir em projetos de renda alternativa;

* Formar grupos de produção artesanal e distribuição da farinha enriquecida que é utilizada como complemento alimentar de grande importância no combate à desnutrição. A Pastoral da Criança orienta e treina grupos de pessoas interessadas;

* Organizar cursos profissionalizantes e oficinas paroquiais de geração de emprego e renda, aproveitando os muitos saberes dos paroquianos, fazendo parte cenas com Senac, Senai e outros;

* Formar redes de empregos em parceria com empresas, para colocação temporária ou permanente de pessoas desempregadas;

* Desenvolver a idéia das cooperativas, por exemplo: catadores de papéis; projeto lixo reciclável é vida; hortas comunitárias;

* Ajudar juridicamente com estagiários de direito ou advogados;

* Capacitar pessoas de acordo com a necessidade da realidade, após capacitação, cadastrar as mesmas em um banco de dados, servindo de referência;

*  Escola da Doméstica (Curso profissionalizante com base no voluntariado); Acompanhar criticamente a composição e atuação dos Conselhos Paritários e de Direitos (Saúde, Criança, Adolescente, Educação e Assistência Social); Acompanhar as sessões de Câmara dos Vereadores e mandato de deputados estaduais e federais da região;

*  Apresentar o Projeto Diocesano do Mutirão às Secretarias Municipais de  Assistência Social;

Rede de colaboração solidária “Clubes de Troca”: “Como gerar trabalho e renda em nossa comunidade?”.

 

4- Área da Inclusão Digital (Internet Solidária)

“Usar de todos os meios para promover a solidariedade e a promoção da vida humana”. O significado da Internet solidária colabora com o princípio de uma sociedade que valoriza o saber como forma de desenvolvimento pessoal e coletivo. Compartilhar conhecimento e democratizar a informação como forma de gerar desenvolvimento sustentável na sociedade.

  • O que é e de onde vem a Rede Solidária?

A Rede Solidária nasceu da CNBB Sul II (Paraná) com sede em Curitiba e tem como objetivo principal oferecer acesso à informática para todas as pessoas. Além de ministrar cursos de iniciação para quem não consegue pagar um curso, o projeto favorece Internet gratuita a todos os cidadãos.

  • Objetivos

* promover a inclusão social e digital encurtando caminhos entre conheci mento e o cidadão através de forma de auxilio mútuo;

* intercambiar as informações entre as pessoas e instituições;

* fazer um mapeamento da exclusão digital no Brasil;

* ser o maior portal de acesso gratuito à Internet e e-mail do Brasil;

* ser o centro gerenciador para a recepção e encaminhamento de doações (bens, financeira e voluntariado) a Instituições caritativas e assistenciais;

* ser uma ferramenta para escolas e universidades oferecendo espaço para o voluntariado;

* resgatar a memória dos municípios brasileiros;

* ser uma ferramenta de ensino à distância;

* criar o Centro Cultural e Social: Palácio da Luz (Curitiba).

 

  • Como?

Através do discador solidário: www.redesolidaria.org.br. Baixando o discador, qualquer cidadão tem acesso à rede mundial de computadores sem custo. Além disso, parte do gasto com telefone é revertida para ações sociais, promovidas pela própria rede solidária.

 FNS – Fundo Nacional de Solidariedade

FDS – Fundo Diocesano de Solidariedade

 

  • Os Fundos Nacional e Diocesanos de Solidariedade

Os Fundos Nacional e Diocesanos de Solidariedade (FNS e FDS) foram instituídos pela CNBB na sua 36ª. Assembléia Anual, realizada em 1998, e ratificados na 38ª. Assembléia, em 2000. Essa iniciativa tinha como intenção fortalecer a coleta da Campanha da Fraternidade, no período da Quaresma.

Desde a sua implantação em1999, o FNS e os FDS vêm tentando desenvolver uma prática inovadora de ação de solidariedade através do apoio a projetos de enfrentamento da pobreza e da miséria, da promoção e organização dos excluídos e excluídas, das iniciativas de mobilização popular na construção de projetos de superação das causas da exclusão.

 

  • Fundo Diocesano de Solidariedade - Diocese de Ponta Grossa.

Em nossa Diocese de Ponta Grossa o FDS – Fundo Diocesano de Solidariedade, com relação ao gerenciamento da verba da Coleta da Campanha da Fraternidade, aprovação de projetos encaminhados pelas comunidades, deliberação da verba e fiscalização dos projetos aprovados ficou sob a responsabilidade da Comissão Diocesana do Mutirão de Superação da Fome e da Miséria. Esta decisão foi tomada e aprovada pelo Conselho Presbiteral da Diocese de Ponta Grossa com o aval do Bispo Diocesano. Vários projetos comunitários já foram aprovados e implementados através do Fundo Diocesano de Solidariedade na Diocese de Ponta Grossa.

Coleta da Campanha da Fraternidade - Quaresma

60% do total arrecadado vai constituir o FDS – Fundo Diocesano.

40% do total arrecadado vai constituir o FNS – Fundo Nacional.

O Fundo Diocesano de Solidariedade é gerenciado pela Comissão Diocesana do Mutirão de Superação da Fome e da Miséria na Diocese de Ponta Grossa.

 

  • Fundo Nacional de Solidariedade

Pastorais Sociais Participam do Conselho Gestor

do Fundo Nacional de Solidariedade da CNBB:

Desde o mês de agosto do ano de 2005, as Pastorais Sociais participam do Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade. Há longo tempo as Pastorais discutiam a possibilidade de integrar o Conselho Gestor como forma de contribuição para a ampliação da Campanha daFraternidade e a sua coleta nacional,bem como, para aelaboração e execução das políticas do Fundo Nacional de Solidariedade. A Campanha da Fraternidade é um Eixo articulador das Pastorais Sociais e, recebe destas, um empenho muito grande na sua realização em todo o Brasil.

O Fundo Nacional de Solidariedade é gerenciado por um Conselho Gestor do FNS da CNBB.

  •  Estratégia de animação do FDS - fundo diocesano.
  • Comissões Diocesanas de Solidariedade.
  • Cartilha de orientação para as comissões.
  • Divulgação e Transparência.
  • Encontros de formação e animação.
  • Avaliação dos projetos.
  • Trabalho conjunto das pastorais sociais eorganismos .

 

 

  • Diocese de Ponta Grossa - Linhas Pastorais do Mutirão

Propostas de Atividades do XVIII Plano de Ação Evangelizadora.

 Plano de Atividades para2004 até 2007 – Mutirão SFM.

· Na Diocese:

1.    Editar a Cartilha do Mutirão como Subsídio para estudo e orientação.

2.    Criar a Cáritas Diocesana, que fornecerá suporte técnico e a devida ajuda financeira a projetos sociais.

· Nos Setores:

  1. Encontros para troca de experiências do que já esta sendo realizado, com a assessoria da Comissão Diocesana do Mutirão de Superação da Fome e da Miséria ( MSFM).

 

  • Nas Paróquias:

 1 .Onde não existe, criar Comissões Paroquiais com os membros das Pastorais Sociais para formar essa nova mentalidade e quetrabalhará, segundo a necessidade de cada realidade, as propostas apresentadas na Cartilha.

 2. Divulgação do Mutirão para toda a Comunidade.

 

* Criação da Caritas Diocesana. 

A Diocese de Ponta Grossa assumiu como prioridade da ação evangelizadora o Mutirão de Superação da Fome e da Miséria. Atualmente (2008) na 10a. Assembléia Diocesana da Ação Evangelizadora assumiu o Mutirão como Atividade Permanente da Evangelização. Uma das alegrias do desenvolvimento desta ação na Diocese de Ponta Grossa foi a criação da Caritas Diocesana e a busca de articulação das Pastorais Sociais. Ficou sob a responsabilidade da Cáritas Diocesana a analise, aprovação e liberação das verbas para os projetos sociais na dimensão do Fundo Diocesano de Solidariedade.

  • Assembléia Diocesana de Revisão da 10ª. Assembleia Diocesana - 20/06/2009

Propostas para o Mutirão de Superação da Fome e da Miséria 

 

 Mutirão de Superação da Fome e da Miséria: 

  1.  Conscientizar toda a Comunidade para a necessidade da Pastoral Social, para que possam coordenar os projetos sociais na Comunidade;
  2. Divulgação das Ações Sociais e resultados – prestação de contas;
  3. Equipes Paroquiais assessoradas e em sintonia com a Caritas Diocesana;
  4. Organizar equipes para encaminhar os projetos sociais para a Caritas Diocesana;
  5. Incentivo de projetos já existentes despertando para a dimensão social e a solidariedade, utilizando recursos do dízimo para tal.      

DECLARAÇÃO DE UTILIDADE PÚBLICA

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARANÁ

Centro Legislativo Presidente Aníbal Khury
 LEI Nº 16.430 DE 22/02/2010
Súmula: Declara de utilidade pública a Cáritas Diocesana de Ponta Grossa - CDPG, com sede e foro no Município de Ponta Grossa.
 A Assembléia Legislativa do Estado do Paraná aprovou e eu promulgo, nos termos do § 7º do Artigo 71 da Constituição Estadual, os seguintes dispositivos do Projeto de Lei nº 595/09:
 Art. 1º Fica declarada de utilidade pública a Cáritas Diocesana de Ponta Grossa - CDPG, com sede e foro no Município de Ponta Grossa.
Art. 2º Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Palácio Dezenove de Dezembro, em 22 de fevereiro de 2010.
NELSON JUSTUS
Presidente
(Projeto de Lei: autoria do Deputado Péricles de Holleben Mello)

 

 Contatos:

ContatoNacional:  Site: www.cnbb.org.br/smf

 

  • Contato Diocesano

 Diácono Permanente Flávio Antonio Pauluk (Toninho).

 Rua: Dom Pedro II, n.337 – Nova Rússia – Cx.P: 06 – CEP:84653-000

 Fone: (042) 3227-6650 -e-mail: flaviopauluk@terra.com.br

 Ponta Grossa – Paraná.

C.D.A.E – Conselho Diocesano da Ação Evangelizadora 

Cúria Diocesana – (042) 3224-1140.

 E-mail: curia@diocesepontagrossa.com.br

 

 

  Maiores informações você encontrará no Site da Caritas Diocesana:

Consulte e veja: Site da Caritas Diocesana:  www.caritaspg.org.br

 

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