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HISTÓRICO E ESTATUTO DA ESCOLA DIACONAL
  • Histórico do Diaconato Permanente em nossa Diocese
 
Depois de longa conscientização do clero, o Diaconato Permanente foi aprovado na Diocese de Ponta Grossa.
 
Foi no tempo em que Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger esteve no governo da diocese que começaram os estudos, consultas e foram feitos alguns encaminhamentos. 
 
Dentro deste processo de amadurecimento, sobre a Vocação e Missão do Diaconato Permanente, foi no tempo em que Dom João Bráz de Aviz esteve à frente da diocese que o Diaconato Permanente foi aprovado com o voto favorável do Clero, e a partir deste momento, começaram a divulgação, orações e sondagem nas Paróquias de possíveis candidatos com a aprovação da Comunidade (Conselhos de Pastoral) e dos Presbíteros.     
 
 A primeira turma cursou a Escola Diaconal São Francisco de Assis, em Florianópolis, de julho de 1996 até o ano 2000, sendo ordenados em nossa Diocese no mesmo ano.
 
Em janeiro de 1999 iniciou-se a Escola Diaconal em Ponta Grossa, tendo Santo Estevão como padroeiro, com alunos desta Diocese e ainda das Dioceses de Umuarama, Palmas e Maringá. Em janeiro de 2003 a Escola iniciou a preparação de um novo grupo com 30 candidatos ao Diaconato Permanente.   
                                                            
Hoje, praticamente todas as Paróquias tem diáconos permanentes ou candidatos ao diaconato permanente.
 
A turma atual de candidatos ao Diaconato Permanente na Escola Santo Estevão são 41 candidatos vindo de toda parte da Diocese e das Paróquias. Já foram ordenados 44 diáconos permanentes até o momento (2009).
 
 
DIRETRIZES DA DIOCESE PARA O DIACONATO PERMANENTE
 
 
1. Definição e estado: o Diaconato é ordem sagrada, conferida pela imposição das mãos e pela oração consecratória prescrita (cf. CDC, c. 1009 §§ 1 e 2). Pela ordenação, o Diácono passa ao estado de clérigo, de ministro sagrado (cf. CDC, c. 207 § 1), incardinado a uma igreja particular, para cujo serviço (diaconia) foi ordenado (cf. CDC, c. 266 § 1).
 
NB: A Diocese de Ponta Grossa assumiu a ordenação de Diáconos Permanentes. Nenhum sacerdote, portanto, pode ignorar tal fato ou impedir o exercício desse ministério, a não ser com respaldo da autoridade diocesana.
 
 
2. Formação: exige-se um período mínimo de três anos de formação (cf. CDC, c. 236) e exercício de três anos  de encargos pastorais e, pelo menos, de seis meses para os ministérios de leitor e acólito (cf. LC-CNBB, de 27.02.86).
 
 
3. Idade e consentimento da esposa: para o Diaconato Permanente são idades mínimas exigidas: 30 anos completos, para aqueles que pretendem assumir o estado celibatário (cf. LC-CNBB, n. 6); e 35 anos completos, para os casados. Para estes requer-se, ainda, o indispensável consentimento da esposa (cf. CDC,c. 1031).
 
 
4. Seleção: “Escolham-se candidatos bem identificados com o espírito do povo, em todos os níveis da escala social. Existam modos de a comunidade também poder participar na apresentação de candidatos. Estes, além de apresentar equilíbrio emocional, lar suficientemente harmonioso, instrução suficiente, capacidade de adaptação e renovação e certa estabilidade econômica, sejam homens de vida espiritual comprovada, com espírito de serviço à comunidade.“ (CNBB, 10.09.70) Os candidatos deverão estar conscientes de que estarão a serviço da comunidade paroquial e não apenas de uma determinada pastoral, associação, movimento ou organismo eclesial.
 
NB: Tendo o pároco o nome de algum possível candidato ao diaconato permanente, consultará as lideranças da comunidade em que ele atua (consulta direta, pessoal, para garantir a liberdade de opinião). Se essas o aprovarem, apresentará o nome à comunidade, numa celebração ou reunião; a aprovação poderá ser feita por aclamação. No final dos estudos, será necessário um abaixo-assinado da comunidade ao Bispo diocesano, pedindo a ordenação.
 
 
5. Missão dos diáconos:
 
    - Administrar o Batismo solene;
 
    - Conservar e distribuir a Eucaristia;
 
    - Em nome da Igreja, assistir Matrimônios e abençoá-los;
 
    - Levar o Viático aos moribundos;
 
    - Ler a Sagrada Escritura aos fiéis;
 
    - Instruir e exortar o povo;
 
    - Presidir o culto e a oração dos fiéis;
 
    - Administrar os sacramentais;
 
    - Presidir os ritos dos funerais e da sepultura;
 
    - Dedicar-se às tarefas de caridade e administração.
 
 
6. Critérios para a escolha de candidatos ao diaconato
 
6.1 - Requisitos pessoais:
 
Qualidades humanas:
  1. Maturidade pessoal;
  2. Equilíbrio afetivo-emocional;
  3. Capacidade de liderança;
  4. Capacidade intelectual (estudo mínimo: 2º grau completo; casos extraordinários serão estudados à parte);
  5. Espírito de equipe.
 
Qualidades espirituais:
 
  1. Maturidade na fé;
  2. Sensibilidade e especial amor pelos pobres;
  3. Espírito de oração;
  4. Espírito de serviço;
  5. Abertura pastoral.
 
Qualidades familiares:
  1. Amadurecimento e estabilidade matrimonial;
  2. Aprovação e apoio da família, por escrito;
  3. Vida familiar harmônica com solução cristã para os problemas familiares que surgirem.
 
6.2. Requisitos comunitários
  1. Aceitação por parte da comunidade;
  2. Indicação a partir de uma escolha da comunidade;
  3. Integração na comunidade;
  4. Vinculação a uma determinada comunidade;
  5. Capacidade de manter financeiramente a própria família;
  6. Capacidade física e disponibilidade de tempo para servir à comunidade.
 
6.3. Requisitos quanto à dimensão hierárquica
 
  1. Ser capaz de integrar-se na comunhão hierárquica, em espírito de unidade e fraternidade com o Bispo diocesano, os sacerdotes e diáconos;
  2. Ser chamado pelo Bispo, ouvidos o respectivo pároco, o Conselho Presbiteral e, quande houver, a Comissão Diaconal Diocesana.
 
 
7. Escola Diaconal:
   As despesas da participação do futuro diácono na Escola Diaconal serão  subsidiadas, no todo ou em parte, pela sua comunidade paroquial.
 
 
8. Padre Responsável: Haverá um presbítero, designado pelo Bispo Diocesano, ouvido o Conselho Presbiteral, que será responsável pelo Diaconato Permanente, acompanhando todas as etapas (escolha, formação inicial, aprovação, formação permanente etc.).
 
 
* Estas diretrizes foram aprovadas pelo Bispo Diocesano no dia 09.11.1995.
 
 
    O PADROEIRO SANTO ESTEVÃO
 
 
     Na história do catolicismo, muitos foram os que pereceram, e ainda perecem, pagando com a própria vida a escolha de abraçar a fé cristã. Essa perseguição mortal, que durou séculos, teve início logo após a Ressurreição de Jesus. O primeiro que derramou seu sangue por causa da fé cristã foi Estêvão, considerado por isso o protomártir.

Vividos os eventos da Paixão e Ressurreição, os Doze apóstolos passaram a pregar o evangelho de Cristo para os hebreus. A inimizade, que estava apenas abrandada, reavivou, dando início às perseguições mortais aos seguidores do Messias. Mas com extrema dificuldade eles fundaram a primeira comunidade cristã, que conseguiu estabelecer-se como um exemplo vivo da mensagem de Jesus, o amor ao próximo.

Assim, dentro da comunidade, tudo era de todos, tudo era repartido com todos, todos tinham os mesmos direitos e deveres. Conforme a comunidade se expandia, aumentavam também as necessidades, de alimentação e de assistência. Assim, os apóstolos escolheram sete para formarem como "ministros da caridade", chamados diáconos. Eram eles que administravam os bens comuns, recolhiam e distribuíam os alimentos para todos da comunidade. Um dos sete era Estêvão, escolhido porque era "cheio de fé e do Espírito Santo".

Porém, segundo os registros, Estêvão não se limitava ao trabalho social de que fora incumbido. Não perdia a chance de divulgar e pregar a palavra de Cristo, e o fazia com tanto fervor e zelo que chamou a atenção dos judeus. Pego de surpresa, foi preso e conduzido diante do sinédrio, onde falsos testemunhos, calúnias e mentiras foram a base de sustentação para a acusação. As testemunhas informaram que Estêvão dizia que Jesus de Nazaré prometera destruir o templo sagrado e que também queria modificar as leis de Deus transmitidas a Moisés.

Num discurso iluminado, Estêvão repassou toda a história hebraica, de Abraão até Salomão, e provou que não blasfemara contra Deus, nem contra Moisés, nem contra a Lei, nem contra o templo. Teria convencido e sairia livre. Mas não, seguiu avante com seu discurso e começou a pregar a palavra de Jesus. Os acusadores, irados, o levaram, aos gritos, para fora da cidade e o apedrejaram até a morte.

Antes de tombar morto, Estêvão repetiu as palavras de Jesus no Calvário, pedindo a Deus perdão para seus agressores. Fazia parte desse grupo de judeus um homem que mais tarde se soube ser o apóstolo Paulo, que, na época, ainda não estava convertido. O testemunho de santo Estevão não gera dúvidas, porque sua documentação é histórica, encontra-se num livro canônico, Atos dos Apóstolos, fazendo parte das Sagradas Escrituras.

Por tudo isso, quando suas relíquias foram encontradas em 415, causaram forte comoção nos fiéis, dando início a um fervoroso culto de toda a cristandade. A festa de santo Estevão é celebrada sempre no dia seguinte ao da festa do Natal de Jesus, justamente para marcar a sua importância de primeiro mártir de Cristo e um dos sete escolhidos dos apóstolos.
 
     Fonte: Paulinas.
 
 
 
 
      PASTA DO CANDIDATO - DIACONATO PERMANENTE
 
      PRIMEIRA ETAPA - RECEPÇÃO DOS MINISTÉRIOS DO LEITORATO E ACOLITATO
 
1
Certidão de batismo do candidato (cfr. cânones 1050, 3º, 241, § 2);
2
Certidão de crisma do candidato (cfr. cânones 1033;1050, 3º, 241, § 2);
3
Certidão de matrimônio canônico dos pais;
4
Atestados, ao menos globais, dos estudos feitos pelo candidato antes de iniciar sua formação de preparação às Ordens (can. 1050, 1º );
5
Uma folha com os dados pessoais do candidato, com fotografia, e suas referências familiares;
6
Certificados civis que possam ter relação com a formação, como, por exemplo, o referente ao serviço militar ou cívico;
7
Um atestado médico acerca da saúde do candidato, após exame realizado antes de seu ingresso (cfr. cânones 1051, 1º, 241, § 1);
8
Um relatório psicológico, se for o caso (cfr. can. 1051, 1º);
9
Uma solicitação escrita do candidato, pedindo sua admissão para os estudos em vista do diaconato permanente;
11
Cartas de recomendação do pároco (enviadas diretamente ao sacerdote responsável pela Escola Diaconal) e dos sacerdotes que apoiaram o candidato em seu discernimento vocacional (can. 1051, 2º).
12
Fotocópia da Certidão de Nascimento;
13
Fotocópia da Carteira de Identidade;
14
Fotocópia do Título de Eleitor.
15
Um pedido escrito do candidato solicitando a recepção do Ministério de Leitor. Convém que este pedido seja pessoal e manuscrito, não um formulário copiado e, menos ainda, um texto policopiado;
16
Um informe pessoal do sacerdote responsável pela Escola Diaconal;
17
A decisão do Bispo deve ser expressa em forma de Decreto de admissão (cfr. can. 1035 § 1), expedido com bastante antecedência (não menos de um mês) com respeito à data da instituição;
18
Recepção do Ministério do Leitorato;
19
O Ordinário dê um certificado autêntico do ministério recebido;
20
Um pedido escrito do candidato solicitando a recepção do Ministério de Acólito. Convém que este pedido seja pessoal e manuscrito, não um formulário copiado e, menos ainda, um texto policopiado;
21
Um informe pessoal do sacerdote responsável pela Escola Diaconal;
22
A decisão do Bispo deve ser expressa em forma de Decreto de admissão (cfr. can. 1035 § 1), expedido com bastante antecedência (não menos de um mês) com respeito à data da instituição;
23
Recepção do Ministério do Acolitato;
24
O Ordinário dê um certificado autêntico do ministério recebido.
 
 
 
     SEGUNDA ETAPA - RITO DE ADMISSÃO ÀS ORDENS SACRAS
      (pressupõem-se os documentos da etapa anterior)
 
1
Pedido escrito de próprio punho e assinado para o Rito Litúrgico de Admissão (can. 1034);
2
Um informe pessoal do sacerdote responsável pela Escola Diaconal;
3
Aceitação, por escrito, do Bispo Diocesano (can. 1034);
4
A decisão do Bispo deve ser expressa em forma de Decreto de admissão (cfr. can. 1034 § 1), expedido com bastante antecedência (não menos de um mês) com respeito à data do Rito de Admissão;
5
Rito Litúrgico de Admissão (can. 1034);
6
O Ordinário dê um certificado autêntico da realização do Rito Litúrgico de Admissão como candidato À Ordem do Diaconato Permanente.
 
  
 
     TERCEIRA ETAPA – RECEPÇÃO DO DIACONATO
     (pressupõem-se os documentos das etapas anteriores)
 
1
-     Os candidatos ao diaconato que pretendem assumir o estado celibatário, como peculiar dom de Deus, sejam adequadamente preparados. Podem ser admitidos ao diaconato somente depois dos trinta anos completos (Legislação complementar da CNBB);
-     Para o diácono permanente casado é necessário pelo menos 35 anos e o consenso da mulher, por escrito;
2
Somente após ter concluído todas as etapas da Escola Diaconal (c. 1032 § 3);
3
Tenham exercido, pelo espaço mínimo de três anos, encargos pastorais, que permitam o acompanhamento do competente superior, e os ministérios de leitor e acólito, pelo menos por seis meses (Legislação complementar da CNBB);
4
Um pedido escrito do candidato solicitando a admissão ao rito do Diaconato. Convém que este pedido seja pessoal e manuscrito, não um formulário copiado e, menos ainda, um texto policopiado (cfr. can. 1034, § 1);
5
Um informe pessoal do sacerdote responsável pela Escola Diaconal;
6
Um informe do pároco onde tem domicílio a família do candidato, ou o próprio candidato, se não vive com a família;
7
Um informe do sacerdote responsável do lugar da instituição em que o candidato dá sua colaboração pastoral;
8
Outros informes pessoais do sacerdote responsável pela Escola Diaconal;
9
O parecer de alguns de seus companheiros de formação, dado em forma absolutamente secreta, pessoal e separadamente, no qual se expresse clara e motivadamente, se possível, a opinião positiva ou negativa acerca da idoneidade do candidato;
10
O resultado dos “proclamas” para o diaconato, que devem ter sido realizados com suficiente antecedência na ou nas paróquias em que se julgou oportuno (can. 1051, 2º);
11
Agregar toda a documentação referente ao escrutínio realizado;
12
Aprovação do Conselho Presbiteral ou de outro órgão delegado pelo Ordinário do Lugar;
13
Compete ao Bispo, ou a quem ele delegar, informar o candidato acerca da decisão tomada, após a sessão do Conselho, sobre a solicitação feita;
14
A decisão do Bispo deve ser expressa em forma de Decreto de admissão (cfr. can. 1034 § 1), expedido com bastante antecedência (não menos de um mês) com respeito à data da ordenação diaconal;
15
1. Antes que um candidato receba a Ordenação diaconal, deve realizar os seguintes atos e assinar os respectivos documentos:
a)- Deve fazer a Profissão de fé católica, diante do Bispo diocesano ou seu delegado, e deve assiná-la “própria manu”(cfr. 833,6);
b)- Deve prestar o Juramento de fidelidade (C.D.F., 1986);
c)- Deve fazer igualmente uma declaração pessoal sobre sua liberdade para receber a Sagrada Ordenação e sobre sua clara consciência acerca das obrigações e compromissos que ela implica para a vida toda (cfr. can. 277 § 1). Tal declaração deve ser manuscrita e expressa com palavras próprias, e não copiada de um formulário (cfr. cânones 1026; 1028 e 1036).
16
O candidato ao diaconato permanente não-casado deve assumir publicamente perante Deus e a Igreja a obrigação do celibato." ( can. 1037);
17
Certificado de matrimônio religioso e um documento escrito, assinado pela esposa, no qual ela declare que consente na ordenação de seu marido e que tem consciência clara das implicações do ministério diaconal;
18
Certificado de ter sido feita a declaração da recepção livre e dedicação perpétua ao ministério eclesiástico (can. 1050 § 3);
19
Atestado da realização dos Exercícios Espirituais, ao menos por cinco dias, no lugar e modos determinados pelo Ordinário (can. 1039);
20
O Bispo Ordenante dê a cada um dos ordenados um certificado autêntico da ordenação recebida (can. 1053 § 2);
21
O Bispo Diocesano comunique a ordenação realizada ao pároco do lugar de Batismo, para que este anote no livro de Batizados (can. 1054);
22
Declaração de trabalho voluntário;
23
Fotocópia do Certificado de Dispensa de Incorporação Militar.
 
 
 
 
 
 
 
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