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Escola Diaconal Santos Estevão - Diocese de Ponta Grossa

Cronograma

 

4. Escolas Diaconais

168.  Os Regionais podem criar escolas diaconais para atender às exigências da formação específica para este ministério. Elas deverão seguir um currículo mínimo indicado nestas Diretrizes.

169.  A escola diaconal deve ser um espaço onde os vocacionados possam crescer nos requisitos que já possuem e onde tenham condições de suprir aqueles que lhes faltam e superar as deficiências.

4.1. Escola Diaconal e Faculdade de Teologia

170.  A Escola Diaconal (Inter)Diocesana deve levar em consideração a diferença entre a formação ao Presbiterado e a formação ao diaconado. Seja pelos estudantes, seja por seus objetivos, a Escola Diaconal não pode ser uma cópia ou uma edição minorada de uma Faculdade de Teologia. Embora haja candidatos cuja situação financeira ou local permita freqüentar um curso regular de Teologia, mesmo que para agentes de pastoral, a especificidade da Escola Diaconal não é substituída ou diminuída.

171.  Em primeiro lugar, a Escola Diaconal é diferente por seus participantes. Nem sempre os candidatos ao diaconado possuem formação básica regular e homogênea. Muitas vezes, quem não terminou o ciclo básico de estudos convive na mesma sala com quem é formado em universidade. Essa diferença, em vez de provocar uma divisão entre os candidatos, deve favorecer sua comunhão, exercitando os mais doutos a ouvir, respeitar e ajudar os menos estudados naquilo que não compreendem. Por outro lado, também os mais simples e de proveniência mais humilde podem ensinar algo aos mais instruídos, seja por seu testemunho e exemplo de vida, seja pela disponibilidade e vivência comunitária.

172.  Também diferencia-se a Escola Diaconal no tocante a seus objetivos. A Escola Diaconal quer capacitar leigos adultos e pais de família para um ministério específico: o serviço da liturgia, da Palavra e da caridade.

173.  Uma terceira diferença refere-se à duração da formação acadêmica. Na Escola Diaconal a carga horária precisa ser adaptada, devido às atividades profissionais e familiares dos candidatos, ou devido às condições da Igreja particular.

174.  Por fim, o curso regular de Teologia confere a seus alunos, no final, um certificado de estudos, ou mesmo um título (Bacharel em Teologia), com o qual poderá, se quiser, progredir nos estudos das Sagradas Ciências, ingressando em curso de pós-graduação. Ao contrário, o curso oferecido pela Escola Diaconal, além de não conferir certificado nem título algum, também não garante ao candidato que ele será ordenado diácono.

175.  Diante de tudo isso, nos cursos oferecidos pela Escola Diaconal haja justo equilíbrio entre os aspectos teóricos e sua aplicação prática nas atividades pastorais que os candidatos já exercem ou virão a exercer. Sem prejuízo do embasamento teológico, estejam essas escolas voltadas para o exercício da tríplice dimensão do diaconado. Isso significa planejar os cursos, com seu conteúdo, horas/aula e períodos em que serão dados, de forma a não perder a noção do conjunto, bem como organizá-los de modo que se complementem e ajudem os candidatos a endereçar-se para o ministério.

176.  A cada semestre ou etapa da formação, sejam ministrados cursos mais teóricos junto a cursos mais práticos. Isso fará com que a aridez da exposição doutrinal seja aliviada pelo estudo de um argumento mais próximo ao mundo dos candidatos, ou de uma aplicação mais imediata e dinâmica. Por isso, não se descuidem a didática e as estratégias de ensino, a fim de que todos tirem o máximo proveito do aprendizado.

4.2. Instalação da Escola Diaconal

177.  Tanto quanto a formação dos presbíteros, cada diocese deverá considerar a formação dos diáconos como uma tarefa prioritária, dedicando-lhe seus melhores esforços. Para tanto, os bispos, os presbíteros, os diáconos já ordenados e os leigos capacitados assumam uma postura de interesse, disponibilidade e cooperação, a fim de que cada diocese possa ter condições de formar seus candidatos ao diaconado.

178.  Preferivelmente, portanto, a formação dos candidatos ao diaconado seja realizada na própria diocese. Em termos práticos, isso possibilitará a freqüência dos candidatos aos cursos, bem como a participação e o envolvimento das esposas e dos filhos no processo formativo, eventualmente permitindo a presença das esposas nas aulas. Em segundo lugar, colaborará para não desvincular o futuro diácono da realidade na qual exercerá seu ministério. Além disso, desde o período da formação já se criará um relacionamento fraterno e sincero entre os presbíteros e os diáconos.

179.  Para que isso se realize, a diocese instale a Escola Diaconal em dependências saudáveis e dignas, onde os candidatos se sintam acolhidos e valorizados. Se julgado viável e as instalações o permitirem, a Escola Diaconal funcione nas dependências do Seminário Diocesano, a fim de que os que se preparam para o Presbiterado já comecem a acolher o ministério diaconal em sua diocese, bem como criem laços de amizade e cooperação com os que o exercerão.

180.  Além disso, a diocese coloque à disposição dos candidatos uma biblioteca, preferivelmente a do próprio Seminário Diocesano, na qual poderão realizar pesquisas, trabalhos e encontrar ao menos a bibliografia básica solicitada pelos professores no decorrer do curso.

181.  As dioceses interessadas no ministério dos diáconos, mas que sozinhas não puderem organizar e desenvolver um programa para sua formação, seja por falta de estrutura material, seja por falta de formadores capacitados e disponíveis, procurem encaminhar os vocacionados para a diocese mais próxima que já tenha uma Escola Diaconal em funcionamento. Considere-se sempre a possibilidade de dioceses vizinhas, onde a distância e os meios de locomoção o permitam, assumirem um programa de formação conjunto, envolvendo uma equipe mista de formadores, provenientes dessas dioceses.

182.  Criem-se espaços de formação conjunta para os candidatos ao Presbiterado e ao diaconado. Uma vez que há formadores comuns a ambos, esse vínculo seja reforçado com momentos de encontro e convivência entre os seminaristas e os futuros diáconos e suas famílias, com retiros espirituais e, eventualmente, cursos de formação comuns. Também outros espaços e ocasiões de integração entre os grupos de candidatos podem ser criados, visando à plena comunhão e colaboração do futuro clero da Igreja particular.

4.3. Os formadores

183.  O processo formativo deve ser conduzido por equipe que saiba construir os passos pedagógicos apropriados no diálogo com os candidatos. Ela poderá ser constituída pelo bispo diocesano, o diretor ou coordenador do curso, o diretor espiritual, os professores e demais colaboradores. Atuará de forma integrada, fazendo ressaltar a diversidade e a complementaridade dos dons e tarefas de cada um de seus membros, num espírito de comunhão fraterna e em estreita relação com o presbitério e a comunidade diocesana.

184.  Dada a finalidade dessa escola, os professores envolvidos no processo sejam provenientes de todos os setores da Igreja, desde que capacitados, seja por graduação acadêmica, seja por sua atividade profissional ou eclesial. Evidentemente, esse serviço à formação dos candidatos requer que os professores estejam convencidos da importância e do valor do diaconado permanente e conheçam a teologia do diaconado. Por outro lado, tal recomendação não iniba a contratação de teólogos e professores especializados, mesmo nas várias áreas da Teologia e da Filosofia, a fim de ministrarem, também eles, cursos regulares, conferências e cursos intensivos ao longo do processo de formação permanente.

185.  Podendo a Escola Diaconal oferecer cursos outros além dos especificamente teológicos, tais como Português, Técnicas de Comunicação e Expressão, Técnicas de Liderança, Técnicas de Planejamento, Estudo da Realidade Brasileira, Assistência Social, Psicologia e outros que a diocese julgar possíveis e necessários, também os profissionais leigos podem ser chamados a colaborar no processo formativo. Nesse caso, ressaltamos a importância de que sejam pessoas integradas na vida eclesial da diocese ou paróquia, a fim de que sua colaboração possa estar amparada na vivência comunitária. Eles, por sua vez, sentir-se-ão envolvidos afetiva e efetivamente com o processo formativo e se considerarão valorizados em sua profissão e experiência, a partir do momento em que, por meio delas, colaboram para a formação dos evangelizadores de sua Igreja particular.

4.4. O envolvimento das esposas e dos filhos

186.  O ministério diaconal envolve toda a família. Portanto, também as esposas e os filhos sejam de alguma forma integrados no processo formativo, possibilitando-se assimilar o ministério do esposo e do pai como algo que fará parte de suas vidas e implicará algumas mudanças[1][38].

187.  Ao longo do período de formação, sejam realizados encontros entre as famílias, retiros com as esposas e, eventualmente, com os filhos, a fim de que a família do futuro diácono possa ser acompanhada mais profundamente pelos formadores. Isso promoverá melhor amadurecimento da vocação diaconal que, como já foi dito, se estende a toda a família, e não somente ao candidato.

4.5. A estruturação do curso

188.  Cada Igreja particular procure a melhor forma possível de solucionar as dificuldades levantadas pelas diferenças acima elencadas. Contudo, as experiências até hoje realizadas em nosso país apontam algumas propostas para questões como funcionamento da Escola Diaconal, tempo mínimo de duração do curso, carga horária mínima e matérias a serem estudadas.

189.  As Escolas Diaconais podem ser, basicamente, classificadas em dois grupos, segundo seu esquema de funcionamento: intensivas e extensivas.

190.  As escolas intensivas são aquelas em que os candidatos recebem a formação ao longo de vários dias seguidos, nos três períodos (manhã, tarde e noite), nos quais se mesclam aulas, laboratórios de liturgia, experiências pastorais, convivência e celebrações. Uma ou duas vezes por ano (normalmente nos meses de janeiro e julho), ao longo de três ou quatro anos, os candidatos se preparam em regime de internato, durante cerca de dez dias. O conteúdo programático de cada curso é dividido em várias seções ao longo dessas etapas. Como já foi afirmado, este esquema tem a vantagem de trabalhar melhor as questões humanas, litúrgicas e de convivência. Por outro lado, porém, um curso intensivo nem sempre permite adequada assimilação e maior aprofundamento das novas idéias. Para superar tal dificuldade, entre as etapas os candidatos devem ler a bibliografia indicada, apresentando, quando retornam, um trabalho previamente determinado pelos professores; e, ainda, participar de encontros que, entre uma etapa e outra, quer recordar os pontos mais importantes da etapa anterior. Também podem ser consideradas como escolas intensivas aquelas nas quais os candidatos são formados nos finais de semana, duas ou três vezes por semestre.

191.  As escolas extensivas, por sua vez, são aquelas em que os cursos são ministrados semanalmente, normalmente uma noite por semana ou uma manhã de sábado, ao longo de todo o ano. Cada matéria é dada ao longo de várias semanas, durante as quais os candidatos devem realizar leituras e aprofundar o conteúdo exposto. As avaliações também se realizam nesse período, seja por meio de trabalho escrito, seja por uma avaliação final, tipo prova. Esse esquema goza da vantagem de terem os candidatos mais tempo para amadurecer e assimilar o conteúdo intelectual. Por outro lado, corre o risco de dar menor atenção às celebrações e à convivência, pois quer-se aproveitar ao máximo o tão pouco tempo em que os candidatos estão reunidos. Para superar tal lacuna, sejam promovidos ao longo do processo retiros (ao menos um por ano, do qual participem também as esposas) e encontros (do qual participem também os filhos).

192.  A adoção de um ou de outro esquema depende das situações próprias de cada Igreja particular. Contudo, a Escola Diaconal deverá ter uma carga horária mínima de 1.000 horas/aula e um tempo mínimo de preparação de três anos. Cada diocese determinará o esquema (intensivo ou extensivo) para cumprir tal objetivo, bem como o modo de fazê-lo. Essa carga horária mínima e esse tempo mínimo referem-se somente à formação intelectual, não estando aí incluídos o período propedêutico, os retiros e os dias de encontros espirituais, as experiências pastorais, as celebrações e as instituições dos ministérios.

193.  Muito oportunas seriam iniciativas que, levando em conta as distâncias e a carência de corpo docente, criassem escolas de formação a distância, conforme experiências esboçadas em alguns países da América Latina.

4.6. As matérias do curso

Constituem matérias do currículo mínimo:

Sagrada escritura: Introdução, História de Israel, Pentateuco, Profetas, Livros Sapienciais, Palestina no Tempo de Jesus, Evangelhos Sinóticos, Epístolas Paulinas, Literatura Joanina.

Teologia fundamental: Introdução à Teologia, Revelação, Fé, Tradição.

Teologia dogmática: Cristologia, Trindade, Eclesiologia, Mariologia, Antropologia Cristã, Escatologia, Virtudes Teologais, Graça.

Teologoa moral: Moral Fundamental, Moral da Pessoa, Moral Matrimonial, Moral Sexual e Bioética, Moral Social, Doutrina Social da Igreja.

Liturgia e espiritualidade: Introdução à Liturgia, Sacramentos, Homilética, Teologia do Diaconado, Espiritualidade.

História da Igreja: Patrologia e Patrística, Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna, Idade Contemporânea, América Latina, Brasil.

Pastoral: Teologia Pastoral, Pastoral Familiar, Administração Paroquial, Planejamento Pastoral, Técnicas de Liderança e Animação, Comunicação e Meios de Comunicação Social, Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso.

Direito canônico: Introdução ao Código de Direito Canônico, Direito Sacramental, Direito Matrimonial, Bens Eclesiásticos.

Estudos da realidade atual: Estudos de Problemas Brasileiros, Visão Política e Econômica do Mundo Moderno.

194.  Alguns outros temas podem ser inseridos no currículo, de acordo com as necessidades locais, em forma de matéria ou de laboratório ou estágio, tais como: Documentos da Igreja, Direito Administrativo e Administração de Empresa. Estudem-se também noções básicas de Português e expressão oral e escrita.

195.  Programe-se cautelosamente a duração de cada uma dessas matérias, levando-se em conta o conteúdo, sua importância e o planejamento geral da Escola Diaconal.

196.  Os conteúdos em cada matéria estejam de acordo e em consonância com a Doutrina da Igreja Católica. Convém lembrar que o tempo de preparação ao diaconado nem sempre permite - nem aconselha - enveredar pelos caminhos das controvérsias teológicas. Sem cair no simplismo e no dogmatismo, procurem os professores transmitir um ensinamento fundamentado no “Catecismo da Igreja Católica”.

4.7. A avaliação do candidato

197.  Os diáconos serão avaliados de forma global, não somente quanto a suas habilidades intelectuais, visto que a Escola Diaconal não é somente um período de formação intelectual, mas também quanto à formação integral, abrangendo as dimensões: humano-afetiva, eclesial-comunitária, intelectual, espiritual, pastoral-missionária. Estejam, portanto, os formadores atentos a não supervalorizar as qualidades intelectuais dos candidatos, em detrimento das outras dimensões. Assim, os formadores avaliem não somente o progresso acadêmico de seus alunos, mas também seu crescimento nas outras dimensões da formação, não temendo postergar ou mesmo negar a entrega dos ministérios aos candidatos que, embora intelectualmente bem preparados, tenham deficiências ou desequilíbrios em outras dimensões.

198.  Em relação ao aspecto acadêmico, sejam os candidatos avaliados de forma séria, no tocante ao aproveitamento do conteúdo estudado. Os métodos de avaliação sejam participativos, tendo em vista as especificidades do curso: objetivos, alunos, tempo e lugar onde se desenvolve. A condescendência e a pressa em promover e ordenar candidatos sem as condições adequadas pode prejudicar a preparação teológico-pastoral e a seriedade em se avaliar seu desenvolvimento na dimensão intelectual.

199.  A Escola Diaconal oferecerá condições para que o candidato, ao longo do processo formativo, supere eventuais deficiências. Onde for possível, haja um diretor espiritual para os candidatos e suas famílias. Essa função também pode ser exercida pelo pároco de cada candidato, visto ser este que o indicou para o ministério ou já acompanha a caminhada espiritual da família.

200.  Dadas as diversidades entre os candidatos de uma escola diaconal, deverá ser utilizada metodologia que leve em conta, acima de tudo, as diferenças individuais, a personalização das relações de ensino e a construção do conhecimento a partir da realidade de cada candidato. Procure-se, ao mesmo tempo, envolver os candidatos como sujeitos e protagonistas em todos os momentos do processo formativo (cf. PDV 69).

4.8. Os ministérios

201.  Estejam os candidatos ao diaconado, bem como, na medida do possível, suas esposas, envolvidos em alguma pastoral em sua paróquia de origem. Essa atividade irá ajudá-los a exercitar a comunhão com o pároco e com o bispo, bem como criará uma consciência de Pastoral de Conjunto, eliminando a mentalidade de que serão ordenados para atender às necessidades deste ou daquele movimento ou grupo. Desde já podem ser ajudados a superar uma visão sacramentalista do ministério, sendo designados para outras tarefas que não o ministério extraordinário da Comunhão: catequistas do Batismo, catequistas de Crisma, preparação ao Matrimônio, pastoral do mundo do trabalho, pastoral do menor, pastoral da moradia, pastoral da saúde, etc.

202.  Uma vez considerado idôneo, seja realizado o Rito de Admissão como Candidato ao Diaconado, conforme prevê o Pontifical Romano. Nele, a família e a comunidade do futuro diácono poderão ter uma participação mais ativa, expressando publicamente a alegria e o desejo de colaborar com ele em seu ministério.

203.  Seja cuidadosamente prevista e preparada a instituição nos ministérios próprios da caminhada para o diaconado: Leitorado e Acolitado. Cada diocese, ao planejar o período de formação, determinará os momentos em que esses ministérios serão conferidos. Sua instituição ajudará os candidatos e suas famílias a amadurecer sua nova maneira de ser, bem como servirá de estímulo para quem se prepara para receber as ordens sacras.

204.  Também sejam realizados os escrutínios prévios à admissão ao diaconado[2][39]. As consultas sejam estendidas aos parentes, à comunidade na qual o candidato está inserido, aos diáconos já ordenados e aos presbíteros.

205.  A ordenação diaconal seja divulgada em todas as paróquias da diocese, tanto quanto uma ordenação presbiteral. Com efeito, constitui um acontecimento de toda a Igreja particular, bem como evento vocacional de primeira ordem, no qual outros homens e outras famílias podem ser tocados pelo Espírito Santo e se sentir chamados a dedicar mais integralmente sua vida ao anúncio do Evangelho e ao serviço dos irmãos.

5.  Formação permanente

206.  A formação permanente é uma exigência da própria vocação diaconal que solicita do diácono estar sempre atualizado para que o seu serviço responda às necessidades de cada momento histórico. Com efeito, “para o que recebe o diaconado há uma obrigação de formação doutrinal permanente, que aperfeiçoa e atualiza cada vez mais a exigência de antes da ordenação, de maneira que a vocação ao diaconado tenha continuidade e se exprima sempre de novo como vocação no diaconado, através da renovação periódica do ‘sim, quero’, pronunciado no dia da ordenação”[3][40].

207.  Por várias razões, a formação dos diáconos não se deve limitar ao período anterior à ordenação, mas assumir caráter permanente. As próprias limitações do processo formativo: a carga horária das várias disciplinas, a formação de base dos candidatos e, por vezes, a própria estrutura da Escola Diaconal não possibilitam uma abordagem suficiente dos temas propostos. As novas experiências pastorais suscitarão novos questionamentos. As rápidas mudanças e os desafios da sociedade moderna exigem sempre novas respostas. O novo estado de vida decorrente da ordenação implica mudanças na espiritualidade do diácono e de sua família.

208.  Se, por um lado, a formação inicial dos diáconos é mais limitada que a dos presbíteros, por outro, o leque de relacionamentos é mais abrangente, especialmente dos que desenvolvem alguma atividade profissional ou exercem a diaconia em pastorais específicas ou em ambientes de trabalho. “O primeiro lugar da formação permanente dos diáconos é o próprio ministério. Através do exercício deste o diácono amadurece, focalizando cada vez mais a sua vocação pessoal à santidade no cumprimento dos próprios deveres sociais e eclesiais, em particular das funções e responsabilidades ministeriais. A consciência da dimensão ministerial constitui, portanto, a finalidade preferencial da específica formação que se administra”[4][41].

209.  A formação permanente dos diáconos não se deve restringir aos dias de estudo do clero. Antes, a Escola Diaconal e a Comissão Diocesana de Diáconos devem organizar um calendário próprio, com datas e temas específicos[5][42]. Promovam-se periodicamente reuniões de estudos e retiros, a fim de abordar temas emergentes ou aprofundar o que já fora estudado durante o processo de formação[6][43].

210.  São providenciais e necessários os encontros periódicos dos diáconos com a equipe de formadores para avaliar o processo de formação em confronto com o trabalho pastoral, identificando eventuais lacunas e questionamentos, bem como atualizando os conteúdos e as dinâmicas da Escola Diaconal[7][44].

211.  Presbíteros e diáconos estimulem-se, mutuamente, na corresponsabilidade pastoral e no processo da formação permanente. A equipe de formadores continue divulgando bibliografia atualizada, a fim de manter vivos o gosto pelos estudos e o interesse pela atualização. Os párocos, junto com os diáconos, dediquem tempo para estudo, preparação de homilia e discussão de assuntos candentes.

212.  Fazem parte da formação permanente encontros periódicos do bispo com seus diáconos, nos quais, além da aproximação e da convivência fraterna, possa haver uma palavra de encorajamento e incentivo.

213.  A formação permanente deverá abranger, de forma integrada, as dimensões humano-afetiva, intelectual, eclesial-comunitária, espiritual e pastoral. Essas dimensões, acentuadas e amadurecidas no processo formativo, deverão ser constantemente avaliadas e revigoradas ao longo da vida e do ministério do diácono

(Fonte: Diretrizes para o Diaconado Permanente)

 

Etapas do processo formativo

1.    Vocação Diaconal.
Acolher e discernir a autêntica vocação diaconal.
 
2.    Pré-requesitos e perfil dos Candidatos.
Conhecimento mais aprofundado dos candidatos.
Contato com a família do candidato.
Contato com o pároco do candidato.
Contato com os líderes da Comunidade do candidato.
 
3.    FORMAÇÃO – Dimensões:
* Dimensão humano-afetiva.
* Dimensão eclesial-comunitária.
* Dimensão Intelectual.
* Dimensão Espiritual.
* Dimensão Pastoral.
 
 Site oficial: www.cnd.org.br
 
(Fonte: Síntese das Diretrizes para o Diaconado Permanente – Comissão Nacional dos Diáconos – Do Documento da CNBB, 74). 
 

 

 

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