Destaques:
Pesquisar:  

POVOAMENTO E POLÍTICA

O Povoamento de Ponta Grossa

Desde os primeiros tempos do período colonial no Brasil, os governadores gerais adotaram o sistema de conceder sesmarias às pessoas que possuíssem meios para realizar a exploração das terras e fundar engenhos. Por esse motivo é que aqueles que requeriam sesmarias, tinham o cuidado de acrescentar à petição, provas de que eram homens de posses. O pastoreio era uma das formas adotadas para a exploração das terras.

Vemos através das obras que tratam do assunto, que até os donos de latifúndios açucareiros, eram na maioria das vezes, criadores de gado. Para criar gado eram necessárias grandes somas em dinheiro. Bastava conseguir uma área expressiva de terra, bem localizada com boas vertentes e bons pastos e iniciar a criação. Entregava-se a direção a um capataz que, com a ajuda de alguns peões tocava o negócio para a frente. Na maioria das vezes o dono da sesmaria nunca vinha ver de perto suas terras e criações. Limitava-se a viver como grande senhor, no Rio ou em São Paulo, indo muitas vezes para a Europa em viagens de passeio.

Era fácil muitas vezes, receber grandes extensões de terras. Bastava ter alguma recomendação de algum potentado ou gozar da amizade dos governadores gerais. Houve casos de gente que recebeu grandes concessões de terras e nunca esteve nelas, nem para visitá-las, muito menos para explorá-las. E assim, o governo colonial, mais tarde, pretendendo evitar estes casos e prevenir futuros dissabores, resolveu regularizar as questões de terras, exigindo as cartas de doação num prazo de seis meses, e provas de que as terras estavam de fato sendo colonizadas.

Foi grande o número de pessoas irritadas com a nova ordem, mas D. Álvaro da Silveira de Albuquerque, governador do Rio de Janeiro teve o apoio de D. Pedro II, rei de Portugal, que determinou, em carta de 3 de março de 1704, que o caso ficaria desta data, a cargo dos Ouvidores Gerais. Já agora amparado pela Ouvidorias, o governador, a fim de não prejudicar antigos posseiros, fez publicar editais oferecendo terras em sesmarias, principalmente aos paulistas, que andavam contrariados com as novas determinações do governo. Exigia no entanto, que os sesmeiros usassem as terras e construíssem currais, tudo no intuito de desenvolver a pecuária e gradativamente a povoação destes lugares.

Saindo de Sorocaba, centro comercial fundado desde os fins do primeiro século de colonização, viajantes tomando o rumo do sul, em busca das grandes invernadas de São Pedro do Rio Grande, e das magníficas manadas que ali eram criadas, passavam por lugares, onde hoje se encontram Itapetininga, Itapeva, Jaguariaíva, Castro, Ponta Grossa, Campo Largo, Lapa e Rio Negro.

Abriram então a estrada de Araranguá, nos flancos da Serra do Mar, desceram até Laguna, onde se encontravam com os viajantes, vindos pelo litoral, da Vila de São Vicente, e juntos, entravam nas vastas campinas gaúchas. Muitos anos depois, outros viajantes, para encurtarem caminho, desviavam Araranguá, e abrem pelo alto da Serra, na estrada de Lages e através do rio das Canoas e Pelotas, uma outra estrada que vai passar pelos campos de Vacaria e de Viamão, que os levaria ao Vale do Guaíba, à Lagoa dos Patos, Mirim, e aos pampas platinas.

Ao voltarem, seguindo o mesmo percurso, traziam tropas de cavalos, bois, muares, que negociavam nas regiões por eles visitadas ou então em Sorocaba. Ao passarem pelos Campos Gerais, ficavam entusiasmados com as soberbas paisagens de campinas onduladas desta região. Solicitavam então ao governo, sesmarias. As primeiras foram as da Conceição e do Rio Verde, região entre os rios Jaguaricatú e Iapó, Rio Verde, Pitangui e Tibagi. Povoadas por gente enviada por José Góis de Moraes, filho do paulista Pedro Taques de Almeida, com a ajuda de seus parentes Bartolomeu Pais de Abreu e Antonio Pinto Guedes.

Os primeiros que aqui se fixaram eram na sua maioria descendentes de portugueses. Havia entretanto já alguns espanhóis. Nos primeiros tempos a vida foi dura, a falta de recursos, o quase isolamento, temperou esta gente, dotando-os de qualidades que lhes permitiram a sobrevivência. Os pioneiros de nossa terra, aqui fixados, tornaram-se grandes fazendeiros, e desde o princípio preferiram dedicar-se à pecuária e à agricultura. Os trabalhos servis eles renegavam por admitir serem inferiores à sua importância. Mesmo na pecuária e na agricultura, contavam com o trabalho do escravo, que se encarregava do pastoreio e da plantação e de todas as demais tarefas consideradas humilhantes. Calcula-se, em 1069 o número de escravos existentes em Ponta Grossa no século XIX.

Aos poucos o novo morador vai adquirir maneiras fidalgas e ares senhoris, embora continuasse usando o chapelão e cigarro de palha, fosse analfabeto e rústico ao tratar com os subalternos. As mulheres eram pacatas e tímidas. Pouco falavam e viviam quase sempre fechadas dentro de casa. Bonitas quando jovens e solteiras, casavam muito cedo, e geralmente envelheciam e enfeiavam muito depressa, devido à vida sedentária e ao grande número de filhos que tinham. Muitas morriam quando nascia o primeiro filho.

Os homens enviuvavam várias vezes, mas sempre procuravam casar com jovens de 13, 14 ou 15 anos, embora já tivessem às vezes passados dos 30 anos. As mulheres quando de condições mais humildes, dedicavam-se à confecção de trabalhos de cestaria, objetos estes que eram vendidos nas feiras de Sorocaba. Os homens eram sisudos, autoritários, e pouco falavam com suas esposas e também com estranhos. Eram desconfiados e custavam a fazer amizades.

Os cargos de administração local, e na capital da Província eram preenchidos por eles. Reservavam para si também, além da autoridade administrativa e política, a policial. A maioria dos moradores de nossa região no século passado, usava um título da guarda-nacional e sempre dos mais elevados: coronel, major ou capitão.

Eram poucos os que mandavam os filhos estudar fora, nos primeiros tempos, mas já no começo do nosso século, algumas dessas famílias mandavam alguns de seus filhos para São Paulo. Isto explica, pois o ensino em nossa cidade só começou a melhorar a partir dos primeiros anos do século XX, e assim mesmo, só o primário. Portanto, quem tinha posse, mandava os filhos estudar fora.

A pseudo-aristocracia rural que aí se formou persistiu até os fins de 1940, mas depois a situação começou a mudar, devido ao aumento da população e a vinda constante de elementos de fora, não só de estrangeiros, mas de brasileiros de outros Estados, que começavam a disputar lugares melhores na sociedade, de acordo com suas capacidades.

 

Ponta Grossa em 1936 (filme "Cidades do Paraná")

Autor: João Baptista Groff (1898-1971) - Acervo da Fundação Cultural de Curitiba - Restauro de Zélia Magalhães e Elisabeth Wagner - Trilha Sonora de Jorge Falcon - Projeto pela Lei de Incentivo Municipal - apoio da Caixa Econômica Federal.  Groff foi contratado em 1936 para filmar cidades e agência da CEF pelo Paraná. Disso resultou o filme "Cidades do Paraná"

 

Estatística Populacional – 17 Municípios da Diocese de Ponta Grossa
Fonte: IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística –- Censo Demográfico 2010

 
01- Carambeí
População 2010
19.163 habitantes
Homens
9.702
Mulheres
9.461
Relação ao Censo 2007
Crescimento de 15,99%
Área da unidade territorial (Km²)
649,681
Densidade demográfica (hab/Km²)
29,50
Código do Município
410465
Gentílico
Carambiense

 
02- Castro
População 2010
67.084 habitantes
Homens
33.390
Mulheres
33.694
Relação ao Censo 2007
Crescimento de 2,63%
Área da unidade territorial (Km²)
2.531,507
Densidade demográfica (hab/Km²)
26,50
Código do Município
410490
Gentílico
Castrense

03- Fernandes Pinheiro
População 2010
5.932 habitantes
Homens
3.039
Mulheres
2.893
Relação ao Censo 2007
Crescimento de 4,29%
Área da unidade territorial (Km²)
406,500
Densidade demográfica (hab/Km²)
14,59
Código do Município
410773
Gentílico
Fernandespinheirense
 
04- Guamiranga
População 2010
7.900 habitantes
Homens
4.008
Mulheres
3.892
Relação ao Censo 2007
Crescimento de 4,66%
Área da unidade territorial (Km²)
244,795
Densidade demográfica (hab/Km²)
32,27
Código do Município
410895
Gentílico
Guamiranguense
 
05- Imbaú
População 2010
11.274 habitantes
Homens
5.748
Mulheres
5.526
Relação ao Censo 2007
Crescimento de 0,74%
Área da unidade territorial (Km²)
331,276
Densidade demográfica (hab/Km²)
34,03
Código do Município
411007
Gentílico
Imbauense
 
06- Imbituva
População 2010
28.455 habitantes
Homens
14.390
Mulheres
14.065
Relação ao Censo 2007
Crescimento de 5,22%
Área da unidade territorial (Km²)
756,536
Densidade demográfica (hab/Km²)
37,61
Código do Município
411010
Gentílico
Imbituvense

                                     
07- Ipiranga
População 2010
14.150 habitantes
Homens
7.328
Mulheres
6.822
Relação ao Censo 2007
Crescimento de 1,12%
Área da unidade territorial (Km²)
927,089
Densidade demográfica (hab/Km²)
15,26
Código do Município
411050
Gentílico
Ipiranguense


 
08- Irati
População 2010
56.207 habitantes
Homens
27.708
Mulheres
28.499
Relação ao Censo 2007
Crescimento de 3,80%
Área da unidade territorial (Km²)
999,519
Densidade demográfica (hab/Km²)
56,23
Código do Município
411070
Gentílico
Iratiense

 
09- Ivaí
População 2010
12.815 habitantes
Homens
6.684
Mulheres
6.131
Relação ao Censo 2007
Redução de 0,19%
Área da unidade territorial (Km²)
607,849
Densidade demográfica (hab/Km²)
21,08
Código do Município
411140
Gentílico
Ivaiense

 
10- Ortigueira
População 2010
23.380 habitantes
Homens
12.078
Mulheres
11.302
Relação ao Censo 2007
Redução de 4,17%
Área da unidade territorial (Km²)
2.429,569
Densidade demográfica (hab/Km²)
9,62
Código do Município
411730
Gentílico
Ortigueirense
 
11- Piraí do Sul
População 2010
23.424 habitantes
Homens
11.620
Mulheres
11.804
Relação ao Censo 2007
Crescimento de 1,10%
Área da unidade territorial (Km²)
1.403,068
Densidade demográfica (hab/Km²)
16,69
Código do Município
411940
Gentílico
Piraiense
 
12- Ponta Grossa
População 2010
311.611 habitantes
Homens
151.362
Mulheres
160.249
Relação ao Censo 2007
Crescimento de 1,72%
Área da unidade territorial (Km²)
2.067,551
Densidade demográfica (hab/Km²)
150,72
Código do Município
411990
Gentílico
Ponta-Grossense
 
13- Reserva
População 2010
25.172 habitantes
Homens
12.926
Mulheres
12.246
Relação ao Censo 2007
Crescimento de 3,81%
Área da unidade territorial (Km²)
1.634,954
Densidade demográfica (hab/Km²)
15,40
Código do Município
412170
Gentílico
Reservense
 
14- Teixeira Soares
População 2010
10.283 habitantes
Homens
5.332
Mulheres
4.951
Relação ao Censo 2007
Crescimento de 5,13%
Área da unidade territorial (Km²)
902,795
Densidade demográfica (hab/Km²)
11,39
Código do Município
412700
Gentílico
Teixeira-Soarense
 
15- Telêmaco Borba
População 2010
69.872 habitantes
Homens
34.386
Mulheres
35.486
Relação ao Censo 2007
Crescimento de 6,19%
Área da unidade territorial (Km²)
1.382,863
Densidade demográfica (hab/Km²)
50,53
Código do Município
412710
Gentílico
Telêmaco - Borbense
 
16- Tibagi
População 2010
19.344 habitantes
Homens
9.804
Mulheres
9.540
Relação ao Censo 2007
Crescimento de 3,39%
Área da unidade territorial (Km²)
2.951,573
Densidade demográfica (hab/Km²)
6,55
Código do Município
412750
Gentílico
Tibagiense
 
17- Ventania
População 2010
9.957 habitantes
Homens
5.144
Mulheres
4.813
Relação ao Censo 2007
Redução de 3,09%
Área da unidade territorial (Km²)
759,368
Densidade demográfica (hab/Km²)
13,11
Código do Município
412853
Gentílico
Ventaniense
 
 
População Total da Diocese: 716.023
Homens: 354.649
Mulheres: 361.374

 

Copyright © 2008. Diocese Ponta Grossa. Todos os direitos reservados.
Site melhor visualizado em resolução 1024x768 ou superior. Política de Privacidade.
KMM Engenharia de Sistemas