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ESCOLA DE TEOLOGIA PARA LEIGOS SÃO JOSÉ

Escola de Teologia para Leigos do Setor 8 começou no ano de 2002 na Paróquia São José na cidade de Imbaú. A motivação veio através de Dom João Braz Aviz e da aceitação dos párocos e vigários paroquiais, bem como a aceitação das lideranças leigas das Paróquias que fazem parte do setor.  

Foi escolhido Imbaú e a Paróquia São José, por ser a região mais central do setor 8, que abrange os Munícipios de Reserva, Tibagi, Ortigueira, Telêmaco Broba e inclusive Imbaú.

Os padres do setor 8 e padres da diocese de Ponta Grossa, bem como leigos e diáconos permanentes assumiram os módulos da Escola de Teologia para Leigos nos moldes da Escola de Teologia Mãe da Divina Graça de Ponta Grossa. 

No começo as aulas foram realizadas numa Escola perto da Paróquia. Após a construção do Centro de Pastoral da Paróquia São José, as aulas passaram  a ser realizadas no centro de Pastoral. Neste período o Coordenador da Escola foi o Pe. Nelson Bueno da Silva e o secretariado realizado por alguns leigos da Paróquia São José.

Ao longo destes anos foram formadas 3 turmas de leigos das Paróquias do setor 8. A duração de cada curso foi de 2 anos.

No ano de 2008/ 2009 a Escola de Teologia para Leigos foi para Telêmaco Borba e esta ligada à Paróquia N. Sra. de Fátima, onde acontecem os encontros de estudos. Esta nova fase da Escola é a fase da "Especialização" em algumas matérias e assuntos: Sagradas Escrituras, Cristologia, Eclesiologia, etc. 

Atualmente o Coordenador é o Diácono Permanente Casemiro Teixeira da Paróquia São José de Imbaú. Conta também com o apoio de Rosana e Zilda, ambas de Telêmaco Borba.

Em 2010 começou a nova fase de 2 anos de formaçao de nova turma em Telêmaco Borba - Setor 8 da Diocese de Ponta Grossa , que conta com aproximadamente 130 alunos. Assumiu a coordenação o Pe. Marcelo Rodrigues do Carmo, vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios de Tibagi, com a ajuda e apoio de Rosana e Zilda, ambas de Telêmaco Borba.   

  • Contatos

Pe. Marcelo Rodrigues do Carmo - (42) 3275-1231 - E-mail: teandrica@hotmail.com

Rosana - (42) 3273-4846. - Telêmaco Borba.

Zilda - (42) 99668104. - Telêmaco Borba.  

 

 

MÓDULO I

TEOLOGIA DE LEIGOS
INTRODUÇÃO
 
A opção de conteúdo a ser tratado nas escolas de teologia de leigos da Diocese de Ponta Grossa é o Catecismo da Igreja Católica (CIC). Os temas teológicos e doutrinais distribuídos e tratados ao longo de todo o Catecismo são desenvolvidos dentro de uma estrutura didática e pedagógica com a finalidade de favorecer seus estudos. Mas, antes de conhecer o Catecismo propriamente dito, é interessante voltar a atenção a todo movimento de renovação da Igreja que gerou não só o advento do catecismo, mas, também, uma nova visão dos fiéis da Igreja Católica sobre si mesmos e sobre a fé, a partir da realização do [1]Concílio Vaticano II.
 
1 BREVE REFLEXÃO E HISTÓRICO
A teologia quase sempre foi uma matéria, ou um curso, ensinado àqueles que se preparam para serem ordenados diáconos permanentes e presbíteros (sacerdotes). Como, então, favorecer e organizar um curso de teologia para ser ensinada aos leigos?
 A primeira questão: é necessário e importante que os leigos conheçam e estudem teologia? Segunda questão: se é importante que haja um estudo teológico para os leigos, este deverá ser exatamente como nos seminários? Mesmos tratados e método? Mesma grade curricular?
A resposta da Igreja à primeira questão proposta, sem nenhuma dúvida, é SIM. É indispensável, principalmente quando se fala em nova evangelização, na qual todo povo seja iluminado não só pelas obrigações doutrinais, mas, também, pela beleza e a riqueza da luz da teologia. O leigo mais consciente de tudo que envolve sua fé, torna-se seguro daquilo que crê. É capaz de dar respostas por si mesmo às dúvidas que surgem cada dia, além de viver com mais entusiasmo a fé cristã católica diante das tentações do mundo e do mal que o afronta. Nas palavras do apóstolo Pedro, em sua carta: [2]“Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” .
Em relação a como deva ser este estudo de teologia voltado aos leigos, nada impede que seja tal e qual se faz dentro dos seminários ou como nas escolas para diáconos permanentes. No entanto, é necessário levar em conta a diferença de contexto entre o ritmo de vida dos seminaristas e dos leigos em geral. Na formação seminarística o estudo da teologia equivale a uma etapa específica da preparação ao presbiterado, e equivale, ao mesmo tempo, a uma faculdade de quatro anos de curso, com aulas diárias, grade bastante carregada, ano letivo intenso, etc. Parte do tempo dos seminaristas, enfim, é exatamente em função do estudo. Já o contexto de vida dos leigos foge a esta regra. Sem dúvida que há leigos que acompanham a faculdade de teologia junto com os seminaristas, mas não é o caso da maioria.
Levando em conta que precisava de uma proposta prática de escola para os leigos, que dividem seu dia entre trabalho, família, escola e outros afazeres, a Diocese de Ponta Grossa refletiu sobre qual seria o melhor caminho para tal projeto. Desse momento, em 1994, nasceu a Escola de Teologia para Leigos como a conhecemos até hoje, uma vez que houve um primeiro formato da escola numa época já distante. Inicialmente, aconteceu na cidade de Ponta Grossa, e logo em seguida, estendendo-se a escolas setoriais em outros municípios da Diocese.
Para organizar o conteúdo e a distribuição do mesmo, a Diocese pensou a teologia para leigos a partir de um material sistematizado e unificado, que pudesse ser estudado ao longo de dois anos de curso, com carga horária de quatro horas semanais. O curso tem o apoio da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais, que oferece um Certificado de Participação mediante os cumprimentos das exigências estabelecidas. Como já em 1993 chegava ao Brasil a edição traduzida do Catecismo da Igreja Católica, a Diocese de Ponta Grossa não teve dúvidas: faria do Catecismo o material fonte do curso de teologia para leigos. E, assim, passou-se a executar.
Usando o Catecismo, está se estudando uma teologia diferente daquela que os seminaristas estudam? É certo que o tempo e a quantidade de matéria são reduzidos na escola para leigos, mas os conteúdos são os temas centrais para reflexão teológica e também doutrinal da fé cristã católica, assim como acontece no ensino aos seminaristas. Além de que a escola de teologia para leigos não é apenas para aprofundamento da fé, mas, também, uma forma de auxiliar o leigo a tirar o melhor proveito possível de tudo o que o Catecismo oferece. Tanto que, na ocasião da criação da escola, o então bispo diocesano, Dom Murilo, ressaltou duas coisas: uma em relação ao Catecismo e outra em relação à escola de teologia para leigos. Primeiro que o Catecismo era um material que deveria acompanhar os catequistas, mas de forma bem orientada, pois não oferece uma compreensão muito facilitada, principalmente a quem não tem maior contato com a linguagem dos documentos da Igreja. Em segundo lugar, disse Dom Murilo, que o diálogo ecumênico e inter - religioso estava avançando muito, mas os católicos tinham grandes dificuldades de conhecer bem a própria fé, tornando confuso o diálogo com outras denominações cristãs e religiões. Por isso, o nascer da Escola de Teologia para Leigos esteve intimamente ligado à chegada Catecismo da Igreja Católica.
Busca-se na teologia, amadurecimento na fé, aprofundamento catequético, conhecimento da pessoa de Jesus Cristo, sua proposta de vida e salvação e fortalecimento nas atitudes cristãs ante o mundo. Não será para se negar o que se sabe, mas para se conhecer com mais plenitude e autoridade. Talvez haja quem se sentirá perdendo o que aprendeu até hoje, porém, é o momento de desmanchar a casa frágil sobre a areia e construí-la na rocha do conhecimento profundo das verdades reveladas.
 
2 UM CONCEITO DE TEOLOGIA
[3]Teologia (do grego θεóς, transl. theos = "Deus" + λóγος, logos = "palavra", por extensão, "estudo"), no sentido literal, é o estudo sobre Deus. Como toda ciência, tem um objeto de estudo: Deus. Como não é possível estudar diretamente um objeto que não vemos e não tocamos, estuda-se Deus a partir da sua revelação, ou, em termos seculares, conforme suas representações nas variadas culturas.
[4]Ao que se sabe, o primeiro a usar o termo Teologia foi o filósofo grego Platão, do século IV antes de Cristo. Na ocasião, Platão criou o termo para tratar da natureza divina de forma racional, contrapondo às idéias divinas presentes de maneira literária na poesia.
Através dos tempos, o termo TEOLOGIA foi evoluindo no seu sentido, chegando até a compreensão cristã de seu uso, entendendo a Teologia como revelação de Deus presente, sobretudo, na narrativa bíblica.
Deus em si mesmo não pode ser estudado. Sua realidade não cabe na capacidade humana de conhecer. Não há como a mera inteligência descobrir Deus pelas suas próprias forças, ela precisa ser ajudada para conhecê-lo. Deus é quem se dá a conhecer, revela-se. À consciência humana cabe estudar as coisas que Deus revelou de si mesmo e de sua realidade divina.
Um conceito de Teologia, pois, na visão cristã: Teologia é a busca do entendimento e do sentido mais coerente das coisas que Deus revelou de si mesmo.
 
3 UM DESPERTAR ECLESIAL
Para chegar à redação do Catecismo e à abertura que hoje se dá à vocação laical, tem-se como pano de fundo o despertar da Igreja para essa realidade. Os acontecimentos das últimas décadas, sobretudo a partir do Vaticano II, fizeram a Igreja abrir suas portas à modernidade, enquanto esta é entendida como tudo que faz parte do mundo contemporâneo.
O Concílio Vaticano II foi, para a Igreja, a graça de despertar. Logo no início da mensagem proferida pelos [5]Padres Conciliares a humanidade: [6]“Procuremos apresentar aos homens de nosso tempo, íntegra e pura, a verdade de Deus de tal maneira que eles a possam compreender e a ela espontaneamente assentir”, tem-se noção de que o Concílio seria uma oportunidade para a Igreja buscar cativar o coração humano, ser-lhe próxima, a fim de conduzi-lo, com encanto, ao amor de Deus.
Um dos termos mais usados para se referir ao Concílio foi RENOVAÇÃO. Renovação de tudo que envelheceu e dos meios de anunciar aquilo que não envelhece, as [7]palavras de vida eterna do mestre Jesus. Uma renovação que não se trata de retirar ou acrescentar necessariamente alguma coisa, mas de redescobrir valores e atitudes ensinados por Jesus, além de revitalizar as forças vivas da sua Igreja, e de seu próprio povo.
Outra novidade do Vaticano II é a explicitação da importante participação e atuação dos leigos dentro e fora da Igreja. O apostolado leigo é citado por centenas de vezes nos documentos que resultaram dos trabalhos do Concílio. Os leigos eram, na Igreja, até então, como um gigante adormecido. Gigante, porque a ação do evangelho nos diversos e diferentes ambientes da sociedade humana, só se fará pela presença e atuação leiga. Os leigos são a presença mais efetiva e intensa da Igreja no mundo.
O despertar da fé na Igreja Católica, toda a renovação dos féis como obra do Espírito Santo, dependerá de que os dons e carismas dados por Deus a seu povo não fiquem esquecidos, mas sirvam para fazer com que os leigos assumam seus ofícios próprios na edificação da Igreja em vista do Reino de Deus.
 
4 APÓS O CONCÍLIO VATICANO II
As décadas que seguiram à realização do Concilio Vaticano II trouxeram cada qual sua marca, com o surgir, ou crescer de correntes teológicas e movimentos de espiritualidade. Grandes representantes dessas forças foram, respectivamente, a Teologia da Libertação com seu auge na década de 1970, enfatizando a opção pelos pobres e a formação de comunidades eclesiais de base; e a Renovação Carismática Católica, que teve seu ápice na década de 1990, com ênfase na prática dos carismas relatados nas cartas paulinas e o uso bíblico de forma mais popularizada.
A proximidade bíblica e a renovação litúrgica, principalmente com participação mais ativa dos leigos, causaram transformação profunda no conceito de celebração e de comunidade.
Na prática, porém, nem todas as mudanças ou a maneira de interpretar a renovação da Igreja foram equilibradas. Exageros e confusões não faltaram. Na tentativa de renovar, algumas mudanças resultaram em sérios erros. Então as orientações do Concílio começaram a ser refletidas, aprendidas e ensinadas com mais empenho e clareza a partir da década de 1990.
Em contributo a todo processo de renovação, teve-se, também, em contexto latino americano, as Conferências Episcopais Latino Americanas, tendo sido duas no Brasil. A última ocorreu em Aparecida do Norte em 2007. Em todas elas foi enfatizada a necessidade do empenho leigo na evangelização e missão da Igreja.
Ultimamente, inclusive o tema da missão dos leigos tem sido o enfoque da reflexão da Igreja universal, nacional e diocesana, alicerçada na expressão de João Paulo II,[8]“Nova evangelização (...), nova em seu ardor, nova em seus métodos, nova na sua expressão”.
No Brasil, a Igreja trabalhou as novidades do Concílio de várias maneiras: as Campanhas da Fraternidade e seus mais variados temas; o processo de renovação da Catequese; sucessivos projetos de evangelização em preparação ao novo milênio e pós-chegada deste; escolas catequéticas; reformulação da ação litúrgica e a renovação na formação dos presbíteros e dos leigos. Para o ano de 2010, a Igreja do Brasil, por meio da CNBB, está propondo uma reflexão a respeito da Iniciação à Vida Cristã, Um processo de Inspiração Catecumenal, através do documento de estudo número 97.
Enfim, neste universo histórico da caminhada da Igreja na construção do Reino de Deus, encontra-se a Escola de Teologia para Leigos da Diocese de Ponta Grossa, com o objetivo de preparar melhor os leigos para vivência cristã e o exercício do seu compromisso como discípulos missionários de Cristo.
                  
5 [9]BREVE HISTÓRICO DAS ESCOLAS DE TEOLOGIA PARA LEIGOS NA DIOCESE DE PONTA GROSSA
 
Ponta Grossa – Escola MÃE da Divina Graça
A Escola de Teologia para Leigos “Mãe da Divina Graça” é realizada desde o ano de 1994. Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger foi o grande incentivador das Escolas de Teologia para Leigos como instrumento de formação do laicato da Diocese de Ponta Grossa, enquanto esteve à frente da Diocese.
É uma “Escola da Fé” para quem sente a necessidade de aprofundar seu conhecimento em Jesus, na doutrina da Igreja e tirar suas dúvidas de fé.
Destina-se a todos os leigos, coordenadores de pastorais e movimentos, Ministros Extraordinários da Comunhão, coordenadores de Pequenos Grupos, membros de equipes de Liturgia, jovens, adolescentes, membros da equipe de Encontros de Batismo, Legitimação ou de Noivos.
Suas principais finalidades são:
1. Cristianizar os valores que o adulto possui, favorecendo uma experiência pessoal de Jesus Cristo.
2. Possibilitar ao adulto, o qual assume as instâncias decisórias na construção da comunidade, que tenha critérios evangélicos, articulando fé e vida.
3. Retirar a pessoa de uma fé intimista, individualista e desencarnada, que a fecha em si e a desvincula de um compromisso ético no seu agir.
4. Inserir o leigo na comunidade, proporcionando-lhe uma espiritualidade pautada na Palavra de Deus e na vida Sacramental ajudando – o a ter uma fé adulta para responder aos desafios de hoje, levando-o a um agir cristão de compromisso ético.
Módulos do curso:
A Escola é dividida em dezesseis módulos, sendo que o curso todo tem duração de dois anos, com aulas terças e quintas-feiras durante os meses de março, abril, maio, junho, agosto, setembro, outubro e novembro.
Aos que não podem fazer todo o curso, é aberta a possibilidade de fazer apenas os módulos que tiver maior interesse.
 
Irati – Escola Nossa Senhora das Graças
A Escola de Teologia para Leigos Nossa Senhora das Graças começou em Irati e no setor sete da Diocese de Ponta Grossa em Março de 1996.
Nas origens teve como protagonistas e incentivador o bispo diocesano, na época ,Dom Murilo S. R. Krieger,  e também a inspiração do casal, João e Regina, (atualmente em Florianópolis) que veio residir em Irati, após já ter tido contato com a Escola de Teologia Mãe da Divina Graça em Ponta Grossa. 
Após contatos com os padres do setor, entre eles o Pe. Wilson Belome - CM, que era o pároco da Paróquia Nossa Senhora da Luz  e atuava como Diretor e educador do Colégio São Vicente, e com aprovação de Dom Murilo S. Ramos Krieger, o referido casal começou a divulgação, organização e implantação da Escola de Teologia em Irati.
Até o momento presente (2009) já foram formadas seis turmas da Escola de Teologia, contribuindo para a formação de aproximadamente 512 leigos. A Escola esta na 7ª turma de Teologia e tem 75 inscritos e participando . 
As aulas são realizadas no Salão Paroquial da Paróquia São Miguel, nas segundas e quintas - feiras das 19h30min até 21h45min. Os professores são os padres, diáconos permanentes e leigos preparados que administram as aulas segundo os módulos do Curso de Teologia para Leigos, com base no Catecismo da Igreja Católica.  
No começo da Teologia para Leigos, Renato Marochi e o Diácono Natalino ajudaram a organizar os módulos e planejar as aulas do curso. Atualmente (2009) na programação da Escola de Teologia para Leigos Nossa Senhora das Graças há a Teologia I - que segue o padrão habitual e normal da Escola de Teologia para Leigos e também a Teologia II - que é um avanço e aprofundamento de alguns módulos, como uma especialização. Neste último caso, as aulas acontecem às sextas-feiras. 
A Escola de Teologia para Leigos Nossa Senhora das Graças tem um convênio e parceria com a UNICENTRO - Universidade Estadual do Centro Oeste. 
2009 - Faz 12 anos de caminhada no crescimento, formação e aprofundamento da fé.
Atualmente há uma Comissão da Escola de Teologia para Leigos que procura divulgar e administrar a referida Escola. 
 
Castro – Escola Santo Agostinho
A escola de teologia para leigos “Santo Agostinho”- Setor cinco teve início em 1998, por iniciativa do então Bispo Diocesano Dom João Braz de Avis; sendo a Escola, Extensão da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Tem como sede o salão paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Rosário em Castro.
 
Imbaú – Escola São José
Escola de Teologia para Leigos do Setor oito começou no ano de 2002, na Paróquia São José na cidade de Imbaú. A motivação veio através de Dom João Braz Aviz e da aceitação dos párocos e vigários paroquiais, bem como a aceitação das lideranças leigas das Paróquias que fazem parte do setor.  
Foi escolhido Imbaú e a Paróquia São José, por serem a região mais central do setor, que abrange os municípios de Reserva, Tibagi, Ortigueira, Telêmaco Borba e, inclusive, Imbaú.
Os padres do próprio setor e outros padres da Diocese, bem como leigos e diáconos permanentes, assumiram os módulos da Escola de Teologia para Leigos nos moldes da Escola de Teologia Mãe da Divina Graça de Ponta Grossa. 
No começo as aulas foram realizadas numa Escola perto da Paróquia. Após a construção do Centro de Pastoral da Paróquia São José, as aulas passaram  a ser realizadas no centro de Pastoral. Neste período o coordenador da Escola foi o Pe. Nelson Bueno da Silva e o secretariado realizado por alguns leigos da Paróquia São José.
Ao longo destes anos foram formadas três turmas de leigos das Paróquias do setor oito. A duração de cada curso foi de dois anos.
No ano de 2009 a Escola de Teologia para Leigos foi para Telêmaco Borba e esta ligada à Paróquia Nossa Senhora de Fátima, onde acontecem os encontros de estudos. Esta nova fase da Escola é a fase de "Aprofundamento" em alguns temas: Sagradas Escrituras, Cristologia e Eclesiologia.
Em 2010 a Escola volta a funcionar com seu programa normal a fim de formar nova turma. Biênio 2010/2011, mantendo como sede a Paróquia Nossa Senhora de Fátima em Telêmaco Borba, sendo o atual coordenador Pe. Marcelo Rodrigues do Carmo, vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios em Tibagi.
 
 
  
 
CONSTITUIÇÃO APOSTÓLICA [10]“FIDEI DEPÓSITUM”
 
COSNTITUIÇÃO: aquilo que constitui, que determina, que estabelece.
APÓSTÓLICA: da parte daquele que é responsável Colégio [11]Apostólico – O Magistério Oficial e Ordinário do Papa.
 “FIDEI DEPÓSITUM”: traduz-se como “depósito da fé”. Os documentos oficiais da Igreja são redigidos, originalmente, na língua latina. É prática na história da Igreja nominá-los a partir das primeiras palavras do texto.
PARA A PUBLICAÇÃO DO: um texto somente alcança um valor para a [12]Igreja Universal quando tem, acompanhando-o, a autoridade do papa.
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA: compêndio de doutrina, coletânea, síntese.
REDIGIDO DEPOIS DO CONCÍLIO VATICANO II: é, pois, a aplicação prática deste Concílio convocado pelo Papa João XXIII e concluído pelo Papa Paulo VI, entre os anos de 1962 a 1965.
JOÃO PAULO II, [13]BISPO: de Roma.
 
 
5 INTRODUÇÃO
A Igreja tem como missão guardar o depósito da fé. Não fosse isso, como os cristãos poderiam ser fiéis ao Senhor através dos tempos? É um depósito dinâmico no que diz respeito à possibilidade de compreendê-lo com maior clareza conforme o tempo passa. Hoje, este depósito é melhor compreendido do que a mil anos atrás. O depósito não muda, mas as pessoas se fazem mais capazes de aprofundá-lo.
Pode-se perguntar: o que é a fé? A fé é muito mais do que um acreditar ou opinar. A fé é uma resposta de adesão a Jesus Cristo e a sua mensagem. Uma adesão que precisa ser em todas as dimensões do ser humano:
- Uma adesão intelectual. Sabendo, quando necessário, dar razões sobre aquilo que se crê. Porém, é uma atitude que não se restringe a somente isso, porque, senão, não haveria diferença alguma entre a fé cristã e a pura filosofia.
- Uma opção afetiva, de amor. Isto quer dizer que envolve também o aspecto volitivo, a vontade, o querer do ser humano.
- Um dom divino. A fé é um dos [14]três dons teologais que Deus concede a quem Ele quer, pela livre vontade de sua bondade. É um dom que vem de Deus, dado através do batismo.
É uma atitude, enfim, de confiança, decididamente apoiada na Palavra de Deus, orientando-se para o invisível, para o futuro, para a [15]pátria celeste.
O Catecismo da Igreja Católica foi formulado respeitando as três grandes bases:
1 – TRADIÇÃO: Tradição quer dizer ENTREGA. E, de fato, tradição é a entrega de algo a alguém; de uma geração para a outra e assim por diante. No caso da Igreja Católica, é tudo o que ela prega como verdade doutrinal, vinda por meio das gerações cristãs desde o início do cristianismo. Nem tudo como verdade explicitada na Sagrada Escritura, mas, que de algum modo, está presente nesta. Está em consonância e coerência com o ensinamento bíblico. Mais completamente, pode se chamar “Tradição Oral”, tal é que a Tradição vem antes da Sagrada Escritura e procede para além dela, sendo a Sagrada Escritura a parte escrita da Tradição.
2 – SAGRADA ESCRITURA: A Sagrada Escritura é parte escrita da Tradição, tanto que existe a chamada TRADIÇÃO BÍBLICA, o que justifica o eixo entre o Antigo e o Novo Testamento. A base doutrinal bíblica, para a Igreja é, pois, este conjunto formado por dois testamentos, embora a tradição cristã esteja expressa exclusivamente no Novo Testamento.
3 – MAGISTÉRIO: O Magistério (grupo de mestres) é o grupo dos apóstolos presente através dos tempos na figura de seus legítimos sucessores, os bispos. O Magistério é formado por todos os bispos do mundo, juntamente com o bispo de Roma, isto é, o Papa.
Ao Magistério cabe a responsabilidade de definir se uma interpretação ou afirmação a respeito da doutrina cristã é legítima. Uma ilustração: uma pessoa, ainda que bem intencionada, faz uma afirmação doutrinal, baseando-se num texto bíblico. Caberá, então, ao Magistério da Igreja refletir e definir se tal afirmação expressa sintonia com a revelação cristã. Se o Magistério a julgar falsa, errada, enganosa ou incompleta, esta afirmação será negada e desautorizada, e sua autora deverá refazer seus passos ou abandonar a reflexão.
Para tal responsabilidade, o Magistério conta com a assistência do Espírito Santo, já que não pode haver erro naquilo que Jesus ensinou. O Magistério, assim, garante que a Igreja não cometa erro em matéria de fé e moral, o que não se aplica em matérias diversas: opinião política, social, científica, econômica, etc.
João XXIII quis, com o Concílio Vaticano II, que a verdade do Evangelho resplandecesse para que Jesus Cristo fosse aceito por todos. Afinal, a Igreja tem uma missão apostólica e pastoral: está preocupada com a ovelha perdida. O Concílio Vaticano II não tinha como principal meta condenar erros da época, as heresias, mas para mostrar a força e a beleza da doutrina da fé a todos os fiéis e às pessoas de boa vontade.
Com ajuda de Deus, os [16]Padres Conciliares puderam elaborar, em quatro anos de trabalho, um conjunto considerável de exposições doutrinais e diretrizes pastorais.
O Concílio Vaticano II passou a inspirar a vida da Igreja. Ele é um grande marco e incessante fonte para qualquer ação eclesial e deve ser considerado como um constante ponto de referência. Seu objetivo é buscar uma renovação de pensamentos, de atividades, de costumes, de força moral, de alegrias e de esperança.
Em 1985, vinte anos depois de seu término, João Paulo II convocou uma Assembléia Extraordinária do Sínodo dos Bispos para agradecer, conhecer melhor e aprofundar o Concílio. E foi nessa ocasião que surgiu a idéia de um novo Catecismo ou compêndio de toda a doutrina católica, para ser ponto de referência para os catecismos ou compêndios das diversas regiões, em matéria de fé e moral, com apresentação bíblica e litúrgica. Muitos desejavam que a doutrina fosse apresentada de modo adequado para iluminar a vida atual dos cristãos.
O Papa assumiu o desejo, pois viu que um catecismo corresponde à verdadeira necessidade da Igreja Universal e das Igrejas Particulares.
Completa-se, assim, a obra da renovação da Igreja:
LITURGIA.
CÓDIGO DO DIREITO CANÔNICO.
O CATECISMO.
 
6 ITINERÁRIO E ESPÍRITO DE REDAÇÃO DO TEXTO
O Catecismo da Igreja Católica surgiu fruto de vastíssima colaboração. Foram seis anos de intenso trabalho (1986-1992), com nove composições corrigidas e revistas, sem levar em consideração uma décima revisão do Catecismo, editada no ano de [17]1997. Houve a colaboração de vários peritos: teólogos, [18]exegetas e catequistas, e também, de bispos do mundo todo. Dominou a atividade, a preocupação de fazer um Catecismo e não uma biblioteca teológica. Realizado o projeto, o papa alegrou-se, porque viu na colaboração de tantas pessoas uma verdadeira “sinfonia da fé”. Este Catecismo, de fato resplandece o espírito de catolicidade que deve sempre existir na Igreja.
O primeiro Catecismo cristão da história, entendendo por Catecismo um conjunto sistemático, sóbrio e amplo de toda doutrina cristã, foi proveniente da Reforma Protestante, formulado por Martinho Lutero no de 1527. A Igreja Católica, logo em seguida, após tendo concluído o Concílio de Trento, o Papa Pio V redigiu o catecismo da Contrarreforma, conhecido por Catecismo Romano.
Antes desta data, encontram-se, ao longo da história da Igreja Católica, diversos catecismos, mas não com a conceituação colocada acima. Basta lembrar-se do primeiro catecismo destinado aos catecúmenos, escrito na primeira metade do século II, chamado Didaké. Entretanto, nesta obra, não havia intenção de explanação de toda a doutrina cristã, pois o seu conteúdo propunha basicamente ao leitor a escolha de dois caminhos: o da vida através do seguimento de Cristo Jesus, e o da morte através dos impulsos desordenados das paixões. E é preciso considerar que naquela época, pouquíssimos pontos doutrinais haviam sido esclarecidos pelos representantes legítimos da Igreja.
 
7 DISTRIBUIÇÃO DA MATÉRIA
O Catecismo deve apresentar com fidelidade, e de modo orgânico, todo o depósito da nossa fé cristã. A grande preocupação do Papa João Paulo II foi a de revestir à luz da fé as novas situações e os novos problemas enfrentados pela humanidade, além dos que havia no passado. Diante de tudo isto, conservou-se a antiga estrutura, utilizada no Catecismo de Pio V, dividindo todo o conteúdo da fé em quatro grandes áreas, porém, utilizando uma linguagem moderna, condizente à vida atual.
 
8 VALOR DOUTRINAL DO TEXTO
O Catecismo da Igreja Católica (CIC) é um instrumento válido e legítimo para exposição da fé cristã, que pode promover a comunhão cada vez maior. É uma norma segura para o ensino da fé. É um texto de referência para elaboração dos Catecismos locais.
9 O CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA E A [19]CONFERÊNCIA DE SANTO DOMINGO
No discurso de abertura da conferência, números 08 e 09, o Papa diz o seguinte:
 
[20]“Certamente é a verdade que nos torna livres (cf. Jo 8,32). Existem, porém, posições inaceitáveis sobre o que é a verdade, a liberdade, a consciência. Chega-se, inclusive, a justificar a dissensão recor­rendo "ao pluralismo teológico, levado às vezes até a um relati­vismo, que põe em perigo a integridade da fé". Não faltam os que pensam que "os documentos do Magistério não seriam nada mais que o reflexo de uma teologia opinável" (Ibid, 34); e "surge assim uma espécie de `magistério paralelo' dos teólogos, em oposição e em concorrência com o Magistério autêntico" (ibid. ). Por outro lado, não podemos minimizar o fato de que "os comportamentos de oposição sistemática à Igreja, que chegam até mesmo a cons­tituir-se em grupos organizados", a contestação e a discórdia, da mesma forma que "causam graves inconvenientes para a comu­nhão da Igreja", são também um obstáculo para a evangelização (cf.Ibid., 32).
A confissão da fé - "Jesus Cristo é sempre o mesmo: ontem, hoje e sempre" (Hb 13,8) - que é como o pano de fundo do tema desta IV Conferência, nos leva a recordar o seguinte versículo: "Não vos deixeis seduzir pela diversidade de doutrinas estranhas" (Hb 13,9). Vós, amados Pastores, deveis zelar, sobretudo, pela fé da gente simples que, em caso contrário, se veria desorientada e confundida.
9. Todos os evangelizadores deverão dar também uma especial atenção à catequese. No início do meu Pontificado quis dar um novo impulso a esta tarefa pastoral, mediante a Exortação Apos­tólica Catechesi tradendae, e recentemente aprovei o Catecismo da Igreja Católica, que recomendo como o melhor dom que a Igreja pode fazer aos seus Bispos e ao Povo de Deus. Trata-se de um valioso instrumento para a nova evangelização, onde se com­pendia toda a doutrina que a Igreja deve ensinar.”
 
A catequese não tem um capítulo especial nas conclusões de Santo Domingo. O tema aparece espalhado ao longo de todo o documento final.
Alguns pontos a respeito da catequese em Santo Domingo:
1º DESAFIOS DA CATEQUESE:
  • Ignorância religiosa (n. 39)
  • Falta de coerência entre fé e vida (n. 160)
  • O divórcio entre fé e vida gera a pobreza do povo (n. 161)
  • O crescimento das seitas (n.139)
 
2º PROSTAS CONCRETAS:
  • Catequese: prioridade pastoral (ns. 41 e 294)
  • Catequese: itinerário permanente da fé (n. 49)
  • Catequese querigmática e missionária (n. 49)
  • Catequese que parta das situações históricas da pessoa (n. 48)
  • Catequese comprometida com a moral (n. 48)
  • Catequese que leve em conta a Doutrina Social da Igreja (n. 50)
  • Catequese que leve em conta a promoção humana (ns. 1 e 22)
  • Catequese que faça uma opção renovada e evangélica pelos empobrecidos (n. 180)
  • Catequese que seja inculturada (n. 151)
    • Catequese cujos catequistas sejam contemplativos (n. 37)
 
[21]O CATECISMO NA CATEQUESE DA DIOCESE DE PONTA GROSSA
 
A Catequese Diocesana sempre esteve presente nas ações evangelizadoras das Paróquias e da Diocese.
Ao longo da história, como a catequese no Brasil, fez uma linha de crescimento levando em conta as orientações do Magistério da Igreja, do Concílio Vaticano II, do Catecismo da Igreja Católica e dos Documentos da C.N.B.B. 
Ao longo de vários anos, a Coordenação Diocesana foi orientada e acompanhada pela coordenação da Ir. Edites Beth.  Neste tempo várias iniciativas estiveram presentes na diocese: Escola de Emaús, das Escolas Diocesanas de Formação, Congressos Catequéticos, Formação Setorial dos Catequistas, Manuais da Catequese e a criação do Centro Diocesano da Catequese.  Foi o tempo da transição de uma catequese tradicional para a Catequese Renovada como pedia a Igreja. Este tempo foi um tempo de crescimento da visão da catequese e de sua estruturação a nível Diocesano e Paroquial. O Centro Diocesano da Catequese que fica acima da Cúria Diocesana de Ponta Grossa, faz atendimento das Comunidades Paroquiais. 
Nos últimos anos, a coordenação da catequese ficou sob a coordenação do Pe. Clayton Delinski Ferreira, escolhido pelo Clero da Diocese e pelo Bispo Diocesano. O qual procurou dar continuidade aos projetos da catequese e ampliar a formação dos catequistas na linha de uma "catequese permanente" para o discipulado missionário. Também conta com a assessoria bíblica do Pe. Carlos Battistoni - Regnum Dei. Em 2009 pela ocasião do Ano Catequético da Igreja do Brasil procurou-se caminhar em sintonia com a Igreja do Brasil e do Regional Sul 2 do Paraná. Um instrumento de trabalho é o Diretório Nacional da Catequese; também "com adultos, catequese de adultos". Neste tempo do Ano Catequético da Igreja está sendo desenvolvido um trabalho de comunicação via Rádio Antena  Sul FM 102,7 - Programa de Catequese - cujo objetivo é dar formação à distância para os catequistas dos Municípios da Diocese, cujos os quais, o sinal da rádio alcança. Destaque foi a abertura do Ano Catequético com a entrega da Chama Catequética as todas as Paróquias da Diocese. Há uma equipe de coordenação composta pelos Religiosos e Religiosas do Centro Bíblico Regnum Dei e pelos Assessores Leigos.   
Ao longo da história, todos os bispos diocesanos animaram, incentivaram e apoiaram a Catequese, afinal o primeiro catequista na Diocese é o Bispo Diocesano, e na Paróquia é o Pároco.
Sinal de alegria são os milhares de catequistas nas Comunidades que voluntariamente  se dedicam na evangelização de crianças, adolescentes, jovens e adultos.
 
 1 Catequese Renovada     
"Catequese Renovada - Orientações e Conteúdos" é um documento aprovado pelo episcopado brasileiro, na 21ª Assembléia Geral da CNBB, em Itaici (1983) e dedicado, de modo especial, a todos os agentes de catequese da Igreja no Brasil.
Estas orientações catequéticas, inspiradas nos documentos da Igreja (Vaticano II, Medellín, Puebla, Evangelii Nunciandi e Catechesi Tradendae), querem ser uma resposta aos apelos do papa João Paulo II, na sua visita ao Brasil (1980), quando então nos dizia: "A Catequese é uma urgência. Só posso admirar os pastores zelosos que em suas Igrejas procuram responder concretamente a essa urgência, fazendo da catequese uma prioridade" (Encontro com os Bispos em Fortaleza - 10/07/80).
Percebendo as necessidades pastorais, obedecendo à voz do Papa e depois de ter pedido a colaboração e as sugestões dos agentes de Catequese de todos os níveis, apresentamos agora este documento, enriquecido por três Assembléias Gerais da CNBB (1981, 82 e 83). Esperamos que ele venha ajudar a criar uma unidade de princípios, critérios e temas fundamentais para a Pastoral Catequética no Brasil. Colocamos estas diretrizes catequéticas nas mãos dos catequistas, a quem agradecemos toda a colaboração na educação da fé das nossas comunidades e a quem pedimos que, juntamente com seus pastores, continuem fazendo da Catequese uma prioridade das nossas Igrejas Particulares. (apresentação do próprio doc. 26)
 
2 HISTÓRICO DA CATEQUESE
Olhando os caminhos percorridos pela evangelização, percebemos variadas formas de anúncio da Boa Nova. Nesta caminhada a Catequese sempre esteve presente na educação da fé. Os tempos fizeram a catequese marcar mudanças, e, neste contexto, podemos observar quatro fases com características próprias:
 
1º CATEQUESE - INICIAÇÃO À FÉ E À VIDA COMUNITÁRIA
(tempo dos apóstolos)
Foi o período do anúncio do evangelho feito pelos apóstolos. Despertava para o seguimento de Jesus Cristo como processo de conversão; vivência fraterna na comunidade; celebração litúrgica centrada na partilha da Palavra e do Pão e no cuidado com a vida de todos os necessitados.
Era uma catequese que conjugava a vida com a experiência de fé.
 
2º CATEQUESE - IMERSÃO NA CRISTANDADE
(mais ou menos do século V ao séc. XVI)
Toda a pessoa que nascia nesta sociedade já mergulhava na vida cristã. Não existia outra prática de fé reconhecida, senão a religião cristã. Aquilo tudo contribuía para a vivência religiosa: costumes, arte, música, devoções, etc.
A pergunta principal era: - "O que devo fazer para alcançar a vida eterna?”
* a fé estava ligada aos deveres cristãos;
* vivência cristã individualista e pouco comunitária;
* a catequese deixa de ser voltada à Palavra de Deus e perde sua força missionária;
* a vida cotidiana se mistura com a fé, porém sem muito compromisso transformador;
* o Batismo de crianças se generaliza e a catequese de adultos deixa de existir;
* a família, a pregação, a oração eram responsáveis pela catequese.
 
3º CATEQUESE POR INSTRUÇÃO
(A partir do séc. XVI até o Vaticano II)
O cristianismo desse tempo se tornou enfraquecido, frente a uma vivência de fé sobre atos secundários: devoções, confrarias, procissões e sustentada por uma ignorância religiosa.
Foi, também, um tempo de grandes acontecimentos como: a Reforma Protestante, Concílio de Trento, descoberta da imprensa, ocupação das terras latino-americanas, difusão das escolas, mudanças no modo de pensar, etc.
Para fazer frente às exigências desse tempo, a catequese se utilizava do catecismo, que se tornou o principal instrumento da difusão da fé. A catequese passou a chamar-se de doutrina.
· Assim a catequese sai da família e da igreja para ir ao meio escolar, como ensino obrigatório.
· O melhor cristão era aquele que mais sabia sobre religião e não aquele que se comprometia com a vida e a vivência da fé.
· A atenção era dada as crianças e não aos adultos.
· O importante era a fidelidade às fórmulas, valorizando a exatidão e a clareza do ensino doutrinal.
· O catecismo tornou-se um referencial de segurança sobre as questões de fé.
 
4º CATEQUESE - EDUCAÇÃO PARA A FÉ E A VIDA
(A partir do Vaticano II até os nossos dias)
Frente a uma Catequese racional, fria, abstrata, centrada nas fórmulas, era preciso voltar às fontes e apresentá-la com um novo rosto adequado para os nossos tempos. Com o Vaticano II, a Igreja abre suas portas para o novo e renova sua presença no mundo como sinal do Reino.
Em 1983, no Brasil, a catequese ganha um grande impulso com o documento da CNBB n.º 26 "Catequese Renovada", Orientações e conteúdos.
Nele se define a prática catequética: "A catequese é um processo de educação comunitária, permanente, progressiva, ordenada, orgânica e sistemática da Fé.
Sua finalidade é a maturidade da fé, num compromisso pessoal e comunitário de libertação integral, que deve acontecer já aqui e culminar no Reino definitivo" (CR 318).
Suas características principais:
· leva em consideração a pessoa e a comunidade;
· a Bíblia é o livro fonte;
· o adulto é o principal destinatário;
· centralizada no seguimento de Jesus Cristo;
· privilegia a opção pelos pobres.
A catequese é elemento fundamental e constitutivo da Igreja e, portanto, para toda a Igreja e para todos (DGC 218).
 
3 USO DO CATECISMO
Na Diocese de Ponta Grossa, o Catecismo da Igreja Católica foi utilizado para a composição dos catecismos locais, que são mais conhecidos pelo nome de Manuais de Catequese.
Os manuais, ou catecismos locais diocesanos seguem a orientação dos quatro eixos do Catecismo da Igreja Católica: O Crer, o Celebrar, o Viver e o Rezar do Cristão, sendo compostos com linguagem e dinâmica apropriadas às fases que atendem, mais especialmente infância, pré-adolescência e adolescência.
A composição dos manuais da Diocese de Ponta Grossa foi concluída em 1998, e, desde então, são utilizados por todas as comunidades paroquiais. Como se trata de um material editado e publicado pela Editora Ave-Maria, também é usado por outras dioceses do Brasil que, ao invés de produzirem seu próprio material, adotaram os manuais da Diocese de Ponta Grossa. 
REVISÃO DO CATECISMO E A NOVIDADE DO COMPÊNDIO DO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA
 
1 REVISÃO
Tal revisão ocorreu cinco anos após sua publicação com o objetivo de melhorar o esclarecimento de alguns pontos obscuros dentro do Catecismo. Encontra a motivação e a aprovação para esta revisão na Carta Apostólica “Laetamur Magnopere”.
 
[22]CARTA APOSTÓLICA
LAETAMUR MAGNOPERE
DO PAPA JOÃO PAULO II
DE APROVAÇÃO E DE PROMULGAÇÃO
DA EDIÇÃO TÍPICA LATINA
DO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

            É MOTIVO DE GRANDE ALEGRIA a publicação da edição típica latina do Catecismo da Igreja Católica, que é por mim aprovada e promulgada com esta Carta Apostólica e que, assim, se torna o texto definitivo do mencionado Catecismo. Isto ocorre a cerca de cinco anos desde a Constituição Apostólica Fidei Depositum, de 11 de Outubro de 1992, que acompanhou, no trigésimo aniversário da abertura do Concílio Vaticano II, a publicação do primeiro texto, em língua francesa, do Catecismo.
Todos pudemos felizmente constatar o geral acolhimento positivo e a ampla difusão que o Catecismo teve nestes anos, em particular nas Igrejas locais, que procederam a sua tradução nas respectivas línguas, de modo a torná-lo o mais acessível possível às várias comunidades linguísticas do mundo. Esse fato confirma a positividade do pedido, que me foi apresentado em 1985 pela Assembléia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, para que fosse composto um catecismo ou compêndio de toda a doutrina católica tanto para a fé como para a moral.
Elaborado pela apropriada Comissão de Cardeais e Bispos instituída em 1986, o Catecismo era por mim aprovado e promulgado com a citada Constituição Apostólica, a qual mantém ainda hoje a sua validade e atualidade e encontra a sua atuação definitiva na presente edição típica latina.
Esta edição foi preparada por uma Comissão Interdicasterial, que constituí para esta finalidade em 1993. Presidida pelo Card. Joseph Ratzinger, essa Comissão trabalhou assiduamente, a fim de cumprir o mandato recebido. Ela dedicou particular atenção ao exame das numerosas propostas de modificação dos conteúdos do texto, que durante estes anos chegaram das várias partes do mundo e das diversas componentes do mundo eclesial.
A respeito disso, pode-se oportunamente fazer observar que o envio tão considerável de propostas de melhoramento manifesta, antes de mais, o notável interesse que o Catecismo suscitou no mundo inteiro, mesmo em ambientes não cristãos. Confirma, além disso, a sua finalidade de se pôr como exposição completa e íntegra da doutrina católica, que consente a todos conhecer o que a Igreja professa, celebra, vive e prega na sua vida quotidiana. Ao mesmo tempo evidencia o grande empenho de todos em querer oferecer a própria contribuição para que a fé cristã, cujos conteúdos essenciais e fundamentais estão sintetizados no Catecismo, possa ser, do modo mais adequado possível, apresentada hoje ao mundo. Através desta colaboração múltipla e complementar dos vários membros da Igreja, realiza-se assim, mais uma vez, quanto escrevi na Constituição Apostólica Fidei Depositum: «o concurso de tantas vozes exprime verdadeiramente aquela a que se pode chamar a “sinfonia” da fé» (n. 2).
Também por esses motivos, a Comissão tomou em séria consideração as propostas enviadas, examinou-as atentamente através de várias instâncias, e submeteu a minha aprovação as suas conclusões. Estas, enquanto consentem exprimir melhor os conteúdos do Catecismo a respeito do depósito da fé católica, ou permitem formular algumas verdades da mesma fé de modo mais conveniente às exigências da comunicação catequética atual, foram por mim aprovadas, e entraram então a fazer parte da presente edição típica latina. Ela, portanto, repete fielmente os conteúdos doutrinais que apresentei oficialmente à Igreja e ao mundo em Dezembro de 1992.
Com a promulgação hodierna da edição típica latina, conclui-se, portanto, o caminho de elaboração do Catecismo, iniciado em 1986, e foi levado a feliz termo o auspício da supracitada Assembléia Extraordinária do Sínodo dos Bispos. A Igreja agora dispõe desta nova e autorizada exposição da única e perene fé apostólica, que servirá como «instrumento válido e legítimo ao serviço da comunhão eclesial», e também como «texto de referência segura e autêntica» para a elaboração dos Catecismos locais (cf. Const. Apost. Fidei Depositum, 4).
A catequese encontrará nesta genuína e sistemática apresentação da fé e da doutrina católica uma via plenamente segura, para apresentar com renovado impulso ao homem de hoje a mensagem cristã em todas e em cada uma das suas partes. Deste texto cada agente de catequese poderá receber uma válida ajuda para mediar, a nível local, o único e perene depósito da fé, procurando conjugar contemporaneamente, com a ajuda do Espírito Santo, a maravilhosa unidade do mistério cristão com a multiplicidade das exigências e das situações dos destinatários do seu anúncio. A inteira atividade catequética poderá conhecer um novo e difundido impulso junto do Povo de Deus, se souber usar e valorizar de maneira adequada este Catecismo pós-conciliar.
Tudo isto resulta ainda mais relevante hoje, quando estamos no limiar do terceiro milênio. Com efeito, urge um empenho extraordinário de evangelização, de maneira que todos possam conhecer e acolher a mensagem do Evangelho e crescer cada um «segundo a medida da plena maturidade de Cristo» (Ef 4, 15).
Dirijo, portanto, um premente convite aos meus venerados Coirmãos no Episcopado, principais destinatários do Catecismo da Igreja Católica, para que, aproveitando a preciosa ocasião da promulgação desta edição latina, intensifiquem o seu empenho em favor de uma maior difusão do texto, e, sobretudo, de um seu positivo acolhimento, como dom privilegiado para as Comunidades a eles confiadas, que poderão assim redescobrir a inexaurível riqueza da fé.
Graças ao empenho concorde e complementar de todas as categorias que compõem o Povo de Deus, possa o Catecismo ser conhecido e compartilhado por todos, a fim de que se fortaleça e se estenda até aos confins do mundo aquela unidade na fé, que tem o seu supremo modelo e princípio na Unidade Trinitária.
A Maria Mãe de Cristo, cuja Assunção ao Céu em corpo e alma hoje celebramos, confio estes bons votos, por que se realizem para o bem da humanidade inteira.
Castel Gandolfo, 15 de Agosto do ano de 1997, décimo nono de Pontificado.
 
2 COMPÊNDIO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA
[23]O Compêndio do Catecismo da Igreja Católica é um resumo do Catecismo da Igreja Católica, sob a forma de perguntas e respostas, publicado pela Igreja Católica em 2005, e que contém de forma resumida os principais elementos da doutrina e moral católicas.
Destina-se a apresentar "de maneira concisa, todos os elementos essenciais e fundamentais da fé da Igreja, de forma a constituir uma espécie de vademecum, que permita às pessoas, aos crentes e não crentes, abraçar, numa visão de conjunto, todo o panorama da fé católica". A sua publicação deu resposta à necessidade "de um Catecismo resumido, breve, que contivesse todos e somente os elementos essenciais e fundamentais da fé e da moral católica, formulados de uma maneira simples, acessível a todos, clara e sintética".
Foi elaborado por uma comissão presidida pelo Cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, nomeada em Fevereiro de 2003 pelo Papa João Paulo II.[1] Foi o mesmo Joseph Ratzinger, já como Papa Bento XVI, que aprovou e promulgou o Compêndio, através dum motu proprio publicado a 28 de Junho de 2005.
A estrutura deste compêndio é exatamente a mesma do Catecismo da Igreja Católica, sua fonte. Divide-se em quatro grandes partes:
A profissão da fé (doutrina), a partir do Credo .
A celebração do mistério cristão (liturgia), a partir dos sacramentos .
A vida em Cristo (moral), a partir do Decálogo.
A oração cristã, a partir do Pai Nosso.
Em apêndice, apresenta ainda algumas orações comuns e fórmulas de Doutrina católica.
Segue aqui o [24]Motu Próprio de aprovação do Compêndio na integra:
 
[25]MOTU PROPRIO
DO SUMO PONTÍFICE
BENTO XVI
PARA APROVAÇÃO E PUBLICAÇÃO DO
COMPÊNDIO
DO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA
 
Aos Veneráveis Irmãos Cardeais, Patriarcas, Arcebispos, Bispos, Presbíteros, Diáconos e a todos os Membros do Povo de Deus.
Há já vinte anos que se iniciou a elaboração do Catecismo da Igreja Católica, pedido pela Assembléia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, por ocasião do vigésimo aniversário do encerramento do Concílio Vaticano II.
Agradeço muito a Deus Nosso Senhor por ter dado à Igreja tal Catecismo, promulgado, em 1992, pelo meu venerado e amado Predecessor, o Papa João Paulo II.
A utilidade e preciosidade deste dom obtetiveram confirmação, antes de mais, na positiva e larga recepção por parte do episcopado, ao qual primeiramente se dirigia, sendo aceito como texto de referência segura e autêntica em ordem ao ensino da doutrina católica e à elaboração dos catecismos locais. Foi também confirmado por todas as componentes do Povo de Deus que o puderam conhecer e apreciar nas mais de cinquenta línguas, em que até agora foi traduzido.
Agora com grande alegria aprovo e promulgo o Compêndio de tal Catecismo.
Ele tinha sido intensamente desejado pelos participantes no Congresso Internacional de Catequese de Outubro de 2002, que, deste modo, se fizeram intérpretes duma exigência muito difundida na Igreja. Para acolher este desejo, o meu saudoso Predecessor, em Fevereiro de 2003, decidiu a sua preparação, confiando a sua redação a uma Comissão restrita de Cardeais, presidida por mim, apoiada pela colaboração de alguns especialistas. No decorrer dos trabalhos, um projeto do Compêndio foi submetido à apreciação de todos os Eminentíssimos Cardeais e dos Presidentes das Conferências Episcopais, que, na sua grande maioria, o acolheram e apreciaram positivamente.
O Compêndio, que agora apresento à Igreja universal, é uma síntese fiel e segura do Catecismo da Igreja Católica. Ele contém, de maneira concisa, todos os elementos essenciais e fundamentais da fé da Igreja, de forma a constituir, como desejara o meu Predecessor, uma espécie de vademecum, que permita às pessoas, aos crentes e não crentes, abraçar, numa visão de conjunto, todo o panorama da fé católica.
Ele espelha fielmente na estrutura, nos conteúdos e na linguagem o Catecismo da Igreja Católica, que encontrará nesta síntese uma ajuda e um estímulo para ser mais conhecido e aprofundado.
Em primeiro lugar, confio esperançoso este Compêndio a toda a Igreja e a cada cristão para que, graças a ele, se encontre, neste terceiro milênio, novo impulso no renovado empenhamento de evangelização e de educação na fé, que deve caracterizar cada comunidade eclesial e cada crente em Cristo, em qualquer idade e nação.
Mas este Compêndio, pela sua brevidade, clareza e integridade, dirige-se a todas as pessoas, que, num mundo caracterizado pela dispersão e pelas múltiplas mensagens, desejam conhecer o Caminho da Vida, a Verdade, confiada por Deus à Igreja do Seu Filho.
Lendo este instrumento autorizado que é o Compêndio, possa cada um, em especial graças à intercessão de Maria Santíssima, a Mãe de Cristo e da Igreja, reconhecer e acolher cada vez mais a beleza inexaurível, a unicidade e atualidade do Dom por excelência que Deus concedeu à humanidade: o Seu único Filho, Jesus Cristo, que é «o Caminho, a Verdade e a Vida» (Jo 14, 6).
Dado aos 28 de Junho de 2005, vigília da Solenidade dos Santos Pedro e Paulo, ano primeiro de Pontificado.
BENEDICTUS PP XVI
 
  
Nota:
Além de todas as referências citadas ao longo desta apostila, com citações referenciais, parciais e integrais, acrescenta-se o uso da apostila “Introdução à Teologia de Leigos” do Pe. Valdeslei Svircoski, usada parcial e literalmente em vários trechos desta.
 
 

[1] Um Concílio é o nome que se dá ao encontro de todo o Magistério da Igreja, a saber, todos os bispos do planeta juntamente com o papa, com a intenção de discutir e decidir juntos, os rumos que nortearão a Igreja dali por diante. Decisões e orientações pastorais, doutrinais, dogmática, etc. Cada Concílio contribui para o andamento da Igreja na atualidade em que se encontra. O Concílio, quando realizado recebe o nome da cidade onde se realizou. Neste caso, foi realizado na Cidade do Vaticano e, como foi o segundo Concílio realizado no Vaticano recebeu o nome de CONCÍLIO VATICANO II.
[2] I Pd 3,13 - http://www.bibliaonline.com.br/acf/1pe/3
[3] http://pt.wikipedia.org/wiki/Teologia
[4]Idem.
[5] Padres Conciliares são todos aqueles que participaram das pesquisas, dos estudos e das consultas, donde resultou o texto final do Concílio. São eles: o Papa, os bispos e alguns teólogos, de grande notoriedade, convidados.
[6] Compêndio do Vaticano II, constituições, decretos e declarações. 28ª ed. Introdução Geral, tema I: O Vaticano II quis ser um Concílio Pastoral.
[7] Cf. Jo 6,68
[8] Expressão dita pelo Papa João Paulo II pela primeira vez em 1983 na sua visita no Haitij
[9]http://www.diocesepontagrossa.com.br   Item: Teologia de Leigos
[10] Documento oficial que concede autoridade universal ao trabalho que a ele acompanha. Esta constituição foi outorgada pelo Papa João Paulo II no dia 11 de outubro de 1992, pela comemoração do trigésimo aniversário da abertura do Concílio Vaticano II.
[11] O grupo dos apóstolos é o pilar principal da fé da Igreja. Hoje, os seus sucessores são os bispos, autênticos pastores do povo cristão.
[12] “Igreja Universal” significa o conjunto da totalidade da Igreja Católica, estruturada em Igrejas Particulares como dioceses, prelazias, congregações ou associações religiosas, que se reúnem em torno de seu bispo ou que tenham um reconhecimento oficial da Santa Sé (de direito pontifício), mantendo a unidade da fé.
[13]A hierarquia da Igreja é estruturada em três graus decorrentes do Sacramento da Ordem: diáconos, presbíteros e bispos. Os demais nomes, como papa, arcebispo, cardeal, monsenhor, cônego, pároco, etc., são títulos honoríficos dados a alguém de acordo com a responsabilidade confiada e assumida diante do Povo de Deus.
[14] Dons divinos ou teologais são dons dados por Deus a partir do batismo. Os três dons são: fé, esperança e caridade (amor).
[15] Cf. Mt 8,5-13
 
[17] Tal revisão ocorreu cinco anos após sua publicação com o objetivo de melhorar o esclarecimento de alguns pontos obscuros dentro do Catecismo. Encontra a motivação e a aprovação para esta revisão na Carta Apostólica “Laetamur Magnopere”.
[18] Estudiosos da Sagrada Escritura (bíblia).
[19]A Conferência aconteceu em Santo Domingo, cidade da República Dominicana, de 12 a 28 de Outubro, comemorando os 500 anos de Evangelização. Foi onde Cristóvão Colombo chegou em 1492, e no natal desse ano seu navio Santa Maria foi destruído. É a cidade mais antiga das Américas.
 
[20] http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/download/documentos/doc_celam-santo_domingo.doc
[21] http://www.diocesepontagrossa.com.br/index.php?setor=DETALHESPASTORG&pid=9
[22] http://wiki.cancaonova.com/index.php/O_Catecismo_da_Igreja_Católica_(todos_os_artigos)
[24]Motu proprio é uma das espécies normativas da Igreja Católica, expedido diretamente pelo próprio Papa. A expressão motu proprio poderia ser traduzida como "de sua iniciativa própria" o que se opõe ao conceito de rescrito que é, em regra, uma norma expedida em resposta a uma dada situação. Significa ainda que trata-se de matéria decidida pessoalmente pelo papa e não por um cardeal ou outro conselheiro. Tem normalmente a forma de decreto. Lembram, em sua forma, um breve ou bula papal (outra espécie normativa) mas sem revestir-se da solenidade destes documentos.
O primeiro motu proprio remonta a Inocêncio VIII, em 1484, e continua sendo um ato administrativo bastante comum na Administração da Igreja.
Um recente motu proprio é o Summorum Pontificum de Bento XVI que trata de regras específicas da liturgia latina de acordo com o missal estabelecido no Concílio Vaticano II
[25] http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/motu_proprio/documents/hf_ben-xvi_motu-proprio_20050628_compendio-catechismo_po.html
 
Fonte: Pe. Marcelo Rodrigues do Carmo. 

 

[1]Logo do Catecismo da Igreja Católica. O logotipo representa uma pedra sepulcral cristã das catacumbas de Domitila (Roma) do final do século III. Esta imagem bucólica de origem pagã é usada pelos cristãos para simbolizar o repouso e a felicidade que a alma do falecido encontra na Vida Eterna. A figura sugere também alguns aspectos que caracterizam o Catecismo da Igreja Católica: Cristo, Bom Pastor, que conduz e protege seus fiéis (a ovelha) com sua autoridade (o cajado), os atrai pela melodiosa sinfonia da verdade (a flauta) e os faz repousar à sombra da "árvore da vida", sua Cruz redentora que abre o paraíso.

 

1]http://pt.wikipedia.org/wiki/Catecismo_da_Igreja_Católica

 

 

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