DIOCESE  DE  PONTA  GROSSA


SOBRE
   História
   Fundação
   Bula Pontifícia


ESTRUTURA
   Colégio Consultores
   Conselho Presbiteral
   Seminários Diocesanos
   Casas para Encontros




Expedição Lábrea
Publicado em: 09/01/2020

Abandono social impactou o casal

Situação de ribeirinhos e indígenas chocou

 
Na Aldeia Copaíba, Bernadete encantou e atraiu as crianças Na Aldeia Copaíba, Bernadete encantou e atraiu as crianças | Crédito: AssCom Diocese de Ponta Grossa

      Para o diácono Gilson Camilo da Silva, a maior tristeza é saber da carência do povo amazônico e não conseguir atingi-los. “Volto muito chateado. A comunidade indígena do Rio Mari, com quase 100 pessoas, muitas crianças, só recebe a Igreja uma vez por ano; é muito pouco. A presença de missionários com mais frequência iria ajudar na caminhada não só a questão religiosa, mas a higiene, a saúde, a educação. Seriam pessoas para orientar, ajudar”, ressaltou.  

      Comparando as realidades, o diácono citou que,  em Ponta Grossa, o professor reclama de pegar dois ônibus para ir dar aula. “Aqui, nas comunidades ribeirinhas, eles têm de morar na escola, dia e noite, no período letivo, em condições precárias, dependendo de favores daquela comunidade, e, ainda enfrentando o ensino multisseriado, para o que teriam de ter muito mais conhecimento. E percebemos que eles sabem o básico do básico”, comentava Silva. Ainda que em muitas casas, às margens do Rio Purus, a higiene pessoal ou da casa, dos utensílios não seja preocupação por uma questão cultural,  “por ser um povo muito à vontade com a natureza, o comportamento em casa chama a atenção. Ninguém entra com calçado. Deixam na porta. Em algumas, até têm baldes de água para lavar o pé antes de entrar”, contou.

      Bernadete Camilo da Silva lembrou da mãe que carregava o tempo todo uma criança de oito anos, portadora de necessidade  especial. “Sem cadeira de rodas, sem nada. Em outra casa, a moradora, já de idade, se arrastava pelo chão. Tivemos que sentar no chão para conversar com ela. (O seminarista) Iuri (Nack Buss) sentou, ao lado dela; eu me abaixei o máximo que pude...Mas, o carinho com que ele falou, o abraço que ele deu nela, me chamou a atenção. Nesses dias todos, nossa sensibilidade estava à flor da pele. Choro de alegria. Volto renovada para minhas atividades dentro da minha comunidade, para minha família. Volto totalmente diferente De um vaso velho e quebrado, Deus fez surgir um vaso novo”.   


  • Diocede Ponta Grossa
  • Diocede Ponta Grossa


Você pode se interessar também:
| Live atinge mais de 10 mil pessoas   |   Missa do Crisma será no feriado   |   Catedral faz festa pelos seus 197 anos   |   Missa online vai ‘conectar’ jovens   |  





Publicado em: 09/01/2020

Abandono social impactou o casal

Situação de ribeirinhos e indígenas chocou

 

      Para o diácono Gilson Camilo da Silva, a maior tristeza é saber da carência do povo amazônico e não conseguir atingi-los. “Volto muito chateado. A comunidade indígena do Rio Mari, com quase 100 pessoas, muitas crianças, só recebe a Igreja uma vez por ano; é muito pouco. A presença de missionários com mais frequência iria ajudar na caminhada não só a questão religiosa, mas a higiene, a saúde, a educação. Seriam pessoas para orientar, ajudar”, ressaltou.  

      Comparando as realidades, o diácono citou que,  em Ponta Grossa, o professor reclama de pegar dois ônibus para ir dar aula. “Aqui, nas comunidades ribeirinhas, eles têm de morar na escola, dia e noite, no período letivo, em condições precárias, dependendo de favores daquela comunidade, e, ainda enfrentando o ensino multisseriado, para o que teriam de ter muito mais conhecimento. E percebemos que eles sabem o básico do básico”, comentava Silva. Ainda que em muitas casas, às margens do Rio Purus, a higiene pessoal ou da casa, dos utensílios não seja preocupação por uma questão cultural,  “por ser um povo muito à vontade com a natureza, o comportamento em casa chama a atenção. Ninguém entra com calçado. Deixam na porta. Em algumas, até têm baldes de água para lavar o pé antes de entrar”, contou.

      Bernadete Camilo da Silva lembrou da mãe que carregava o tempo todo uma criança de oito anos, portadora de necessidade  especial. “Sem cadeira de rodas, sem nada. Em outra casa, a moradora, já de idade, se arrastava pelo chão. Tivemos que sentar no chão para conversar com ela. (O seminarista) Iuri (Nack Buss) sentou, ao lado dela; eu me abaixei o máximo que pude...Mas, o carinho com que ele falou, o abraço que ele deu nela, me chamou a atenção. Nesses dias todos, nossa sensibilidade estava à flor da pele. Choro de alegria. Volto renovada para minhas atividades dentro da minha comunidade, para minha família. Volto totalmente diferente De um vaso velho e quebrado, Deus fez surgir um vaso novo”.   


Diocede Ponta Grossa
Na Aldeia Copaíba, Bernadete encantou e atraiu as crianças   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa

Diocede Ponta Grossa
Foram sete batizados feito pelo diácono na Aldeia Irmã Cleuza   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa


Navegue até a sua Paróquia