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Publicado em: 10/02/2019

Política pública deve favorecer a dignidade

Cristão precisa buscar o Reino e se posicionar, diz assessor

 
Dom Sergio agradeceu a presença de Toninho, um dos assessores diretos do Conselho da Campanha da Fraternidade Dom Sergio agradeceu a presença de Toninho, um dos assessores diretos do Conselho da Campanha da Fraternidade | Crédito: AssCom Diocese de Ponta Grossa

      A pouco menos de um mês será aberta a Campanha da Fraternidade 2019, que terá como tema ‘Fraternidade e Políticas Públicas’, com o lema ‘Serás libertado pelo direito e pela Justiça’. 180 catequistas, agentes das pastorais sociais e de algumas ramificações que trabalham com a promoção da dignidade humana participam, durante todo este domingo (10), de uma formação com o assessor da Campanha da Fraternidade da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Antonio S. Evangelista, o Toninho Evangelista. O bispo dom Sergio Arthur Braschi abriu a capacitação.

       A formação acontece na Casa Diocesana de Evangelização São Paulo Apóstolo, das 9 às 17 horas, reunindo representantes de todos os setores da Diocese. Vieram agentes de Telêmaco Borba, Irati, Ivaí, Imbaú, Imbituva, Piraí do Sul, Carambeí, Castro, Ventania, Tibai e Ponta Grossa. A Cáritas Diocesana de Ponta Grossa distribuiu a prestação de contas do Fundo Diocesano de Solidariedade 2018, responsável pela administração dos recursos obtidos na Coleta da Solidariedade, gesto concreto da Campanha da Fraternidade, cujos envelopes serão recolhidos, este ano, no dia 14 de abril. Os participantes receberam também um informativo falando sobre a importância do gesto concreto para fortalecer a cidadania e o bem comum.

      No texto, é lembrado que as políticas públicas são formuladas pelos conselhos de direitos, que tem a participação dos governos municipal, estadual e federal e que, como cristãos, já se pode fazer política pública, destinando 3% do Imposto de Renda Pessoa Física devido para o Conselho Municipal de Direitos da Criança e Adolescente, pelo modelo completo de declaração. Parte dos recursos será destinado diretamente a um  fundo municipal. O prazo para a entrega das declarações termina dia 30 de abril. O bispo dom Sergio lembrou que a Campanha da Fraternidade terá início no dia 6 de março e que, portanto, os agentes terão quase um mês para trabalhar e discutir formas de abordar o tema em suas comunidades.

      Dom Sergio citou que a coordenação da Campanha da Fraternidade na Diocese tem, há muitos anos, conseguido trazer pessoas do mais alto gabarito para falar sobre os temas abordados. “Nossa Diocese é territorialmente muita extensa, temos três dos cinco municípios de maior extensão territorial do Paraná. E temos um povo que tem o desejo de transformar, com a força de Jesus; de viver essa religião libertadora”, destacou, agradecendo o assessor pelo privilégio de contar com sua presença, “um dos assessores diretos do Conselho da Campanha, em Brasília”, enalteceu o bispo.

      O bispo ressaltou que a Quaresma é tempo de conversão, mudança. “Há tantos anos no Brasil se descobriu essa forma única e diferenciada de viver a Quaresma. A Campanha da Fraternidade busca muito além da conversão pessoal, a conversão comunitária e social. Poucos países fazem isso. Depois do Brasil, alguns da América Latina  iniciaram algo parecido. Na Europa, mesmo, não existe”, detalhou dom Sergio.


Formação  

      Para Toninho Evangelista, a grande provocação é no sentido de assumir como exercício quaresmal uma conversão em que política pública e religião tenha tudo a ver com a prática social, a prática pastoral. “Quando nós olhamos para o Evangelho, para o evento Jesus de Nazaré e pelo sofrimento das pessoas, pela falta de políticas públicas que dignificam a pessoa humana, percebemos que devemos participar do exercício politico, que esse é assunto de todos nós e nós precisamos nos converter a isso. Por exemplo, Educação, Saúde, Moradia são políticas públicas que, se assumidas verdadeiramente, vão não só diminuir o sofrimento das pessoas como favorecer a dignidade delas”, argumentou o assessor.

     O desafio, assegura Evangelista, é desatrelar política pública da política partidária. “Desde o inicio da minha fala vou demarcar esse território; de que o nosso horizonte é o Reino. Eu não posso ter as ideologias partidárias como meu horizonte. No caso das políticas públicas, (as políticas partidárias) são extremamente necessárias porque é um dos institucionais de fomento e também de prática. Mas, na condição de cristão e no desejo da Igreja de não evidenciar partido mas apontar o Reino, se eu me a ter as ideologias partidárias nós vamos ter discussões eleitorais e aí não avançamos”, enfatizou, criticando a omissão. “Muito embora tenhamos que participar desses momentos a partir da nossa fé, o nosso horizonte é o Reino e é para ele que vamos caminhar”.

     Como didática, o assessor usaria algumas dinâmicas na perspectiva de que as pessoas pudessem dar alguns passos para trás, observar a realidade um pouco mais distante. “Vou trabalhar a perspectiva comportamental: como eu sou na minha comunidade, qual a minha atuação... e vou propor que sejamos menos punitivos.  As vezes, por representarmos o institucional do sagrado, nós trabalhamos muito com punição, e, os mais empobrecidos já são demasiadamente punidos, de diversas formas. Nós precisamos acolher, independentemente de concordar ou não com aquela situação social ali colocada, nós precisamos acolher e acolher com o olhar de Deus”, orientou.


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Publicado em: 10/02/2019

Política pública deve favorecer a dignidade

Cristão precisa buscar o Reino e se posicionar, diz assessor

 

      A pouco menos de um mês será aberta a Campanha da Fraternidade 2019, que terá como tema ‘Fraternidade e Políticas Públicas’, com o lema ‘Serás libertado pelo direito e pela Justiça’. 180 catequistas, agentes das pastorais sociais e de algumas ramificações que trabalham com a promoção da dignidade humana participam, durante todo este domingo (10), de uma formação com o assessor da Campanha da Fraternidade da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Antonio S. Evangelista, o Toninho Evangelista. O bispo dom Sergio Arthur Braschi abriu a capacitação.

       A formação acontece na Casa Diocesana de Evangelização São Paulo Apóstolo, das 9 às 17 horas, reunindo representantes de todos os setores da Diocese. Vieram agentes de Telêmaco Borba, Irati, Ivaí, Imbaú, Imbituva, Piraí do Sul, Carambeí, Castro, Ventania, Tibai e Ponta Grossa. A Cáritas Diocesana de Ponta Grossa distribuiu a prestação de contas do Fundo Diocesano de Solidariedade 2018, responsável pela administração dos recursos obtidos na Coleta da Solidariedade, gesto concreto da Campanha da Fraternidade, cujos envelopes serão recolhidos, este ano, no dia 14 de abril. Os participantes receberam também um informativo falando sobre a importância do gesto concreto para fortalecer a cidadania e o bem comum.

      No texto, é lembrado que as políticas públicas são formuladas pelos conselhos de direitos, que tem a participação dos governos municipal, estadual e federal e que, como cristãos, já se pode fazer política pública, destinando 3% do Imposto de Renda Pessoa Física devido para o Conselho Municipal de Direitos da Criança e Adolescente, pelo modelo completo de declaração. Parte dos recursos será destinado diretamente a um  fundo municipal. O prazo para a entrega das declarações termina dia 30 de abril. O bispo dom Sergio lembrou que a Campanha da Fraternidade terá início no dia 6 de março e que, portanto, os agentes terão quase um mês para trabalhar e discutir formas de abordar o tema em suas comunidades.

      Dom Sergio citou que a coordenação da Campanha da Fraternidade na Diocese tem, há muitos anos, conseguido trazer pessoas do mais alto gabarito para falar sobre os temas abordados. “Nossa Diocese é territorialmente muita extensa, temos três dos cinco municípios de maior extensão territorial do Paraná. E temos um povo que tem o desejo de transformar, com a força de Jesus; de viver essa religião libertadora”, destacou, agradecendo o assessor pelo privilégio de contar com sua presença, “um dos assessores diretos do Conselho da Campanha, em Brasília”, enalteceu o bispo.

      O bispo ressaltou que a Quaresma é tempo de conversão, mudança. “Há tantos anos no Brasil se descobriu essa forma única e diferenciada de viver a Quaresma. A Campanha da Fraternidade busca muito além da conversão pessoal, a conversão comunitária e social. Poucos países fazem isso. Depois do Brasil, alguns da América Latina  iniciaram algo parecido. Na Europa, mesmo, não existe”, detalhou dom Sergio.


Formação  

      Para Toninho Evangelista, a grande provocação é no sentido de assumir como exercício quaresmal uma conversão em que política pública e religião tenha tudo a ver com a prática social, a prática pastoral. “Quando nós olhamos para o Evangelho, para o evento Jesus de Nazaré e pelo sofrimento das pessoas, pela falta de políticas públicas que dignificam a pessoa humana, percebemos que devemos participar do exercício politico, que esse é assunto de todos nós e nós precisamos nos converter a isso. Por exemplo, Educação, Saúde, Moradia são políticas públicas que, se assumidas verdadeiramente, vão não só diminuir o sofrimento das pessoas como favorecer a dignidade delas”, argumentou o assessor.

     O desafio, assegura Evangelista, é desatrelar política pública da política partidária. “Desde o inicio da minha fala vou demarcar esse território; de que o nosso horizonte é o Reino. Eu não posso ter as ideologias partidárias como meu horizonte. No caso das políticas públicas, (as políticas partidárias) são extremamente necessárias porque é um dos institucionais de fomento e também de prática. Mas, na condição de cristão e no desejo da Igreja de não evidenciar partido mas apontar o Reino, se eu me a ter as ideologias partidárias nós vamos ter discussões eleitorais e aí não avançamos”, enfatizou, criticando a omissão. “Muito embora tenhamos que participar desses momentos a partir da nossa fé, o nosso horizonte é o Reino e é para ele que vamos caminhar”.

     Como didática, o assessor usaria algumas dinâmicas na perspectiva de que as pessoas pudessem dar alguns passos para trás, observar a realidade um pouco mais distante. “Vou trabalhar a perspectiva comportamental: como eu sou na minha comunidade, qual a minha atuação... e vou propor que sejamos menos punitivos.  As vezes, por representarmos o institucional do sagrado, nós trabalhamos muito com punição, e, os mais empobrecidos já são demasiadamente punidos, de diversas formas. Nós precisamos acolher, independentemente de concordar ou não com aquela situação social ali colocada, nós precisamos acolher e acolher com o olhar de Deus”, orientou.


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Dom Sergio agradeceu a presença de Toninho, um dos assessores diretos do Conselho da Campanha da Fraternidade   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa

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Os cerca de 180 agentes passam o dia de domingo em formação na Casa de Evangelização   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa

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Vieram catequistas e agentes de pastorais de sete dos oito setores da Diocese   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa

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Vieram catequistas e agentes de pastorais de sete dos oito setores da Diocese   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa

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Toninho Evangelista: “precisamos acolher e acolher com o olhar de Deus”   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa

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Para Toninho, na condição de cristão não devo me a ter as ideologias partidárias sob o risco de não avançar quanto às políticas públicas   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa

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