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Publicado em: 14/02/2019

Cinco padres festejam 25 anos de sacerdócio

Dom Murilo Krieger vem a PG celebrar missa solene

 
Dom Murilo será o celebrante da Missa de 25 anos de sacerdócio dos padres Claudemir Leal, Moacir Gomes, Ademir Santos, Mário Dwulatka e Noé Vieira Dom Murilo será o celebrante da Missa de 25 anos de sacerdócio dos padres Claudemir Leal, Moacir Gomes, Ademir Santos, Mário Dwulatka e Noé Vieira | Crédito: AssCom Diocese de Ponta Grossa

      Dom Murilo Ramos Krieger, arcebispo de Salvador, na Bahia, e vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil/CNBB, volta a Ponta Grossa nesta sexta-feira (15), para celebrar missa solene pelos 25 anos de sacerdócio dos padres Ademir da Guia Santos, Claudemir do Nascimento Leal, Mário Dwulatka, Moacir Gomes e Noé Borges Vieira. Todos foram ordenados por ele, em 1994, quando era bispo da Diocese de Ponta Grossa. A celebração acontece na Catedral Sant’Ana, às 19h30. O bispo dom Sergio Arthur Braschi será o concelebrante.

      Dom Sergio, inclusive, almoça nesta sexta-feira com o arcebispo  e os jubilandos, na Vila Liane, comunidade da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, de onde o padre Claudemir Leal é pároco. A programação festiva prossegue no sábado, no ginásio de esportes da vila, com uma missa, rezada às 20 horas, pelo padre Claudemir somente a 350 casais que tiveram o casamento celebrado  por ele. Na celebração, serão renovados os votos dos casais e do sacerdote. Em seguida, acontece um jantar também no ginásio. No domingo, uma missa jubilar, para toda a paróquia, será celebrada, as dez horas, no ginásio de esportes. Haverá ainda almoço no salão paroquial, a partir das 12 horas. Os ingressos estão a venda na secretaria, a R$ 30.


Testemunhos

      Padre Ademir da Guia, que é do interior de Ponta Grossa, diz que, ser sacerdote, é dar a vida. “É preciso amar o Cristo, dando a vida pelas pessoas”, ressalta, citando que  , nesses 25 anos, aprendeu a abraçar a comunidade como ela é: com seus dramas, alegrias, pecados e graças. “Em cada paróquia se aprende alguma coisa diferente. Vai somando. O sacerdote vai se fazendo ao longo da caminhada. Não existe sacerdócio pronto. A Igreja é um mistério maravilhoso do amor de Deus”, acrescenta ele que tem o nome em homenagem a um missionário redentorista e a Nossa Senhora da Guia. O padre é atualmente o reitor da Casa Vianney, espaço para encontros, descanso e cuidado com os padres diocesanos idosos e doentes.

      O padre Claudemir do Nascimento Leal é paulista, nascido em Tupã, no interior de São Paulo. O pároco da Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Vila Liane, em Ponta Grossa, conta que sempre participou de grupo de jovens e que foi na ida a um torneio de futebol entre diversos grupos da Diocese  que sentiu o chamado à  vocação falar mais alto. “Era 12 de outubro de 1983. A gente passou, eu e os colegas, em frente a igreja São Sebastião e havia um movimento muito grande de gente. Entramos e descobrimos que estava acontecendo a celebração da ordenação do padre José Lauro Gomes. Eu estava bem de frente com o altar e vi ele chorando copiosamente. Isso mexeu muito comigo. Saí da igreja arrasado. Ali começou o processo vocacional”, lembra. Padre Claudemir, além de pároco, é diretor do Instituto de Filosofia e Teologia Mater Eclesiae, que pertence a Diocese.

      Noé Borges Vieira é o único padre viúvo da Diocese de Ponta Grossa. Nasceu e viveu em Fernandes Pinheiro, hoje município, mas, na época, distrito de Teixeira Soares. Filho de agricultores, viu durante a vida os pais servirem à Igreja. Chegou a morar e trabahar em Curitiba, mas acabou voltando para sua comunidade, onde se casou e foi pai de um casal de filhos. “Meu filho viveu 11 dias. No ano seguinte, nasceu minha filha, hoje com 36 anos. Quando a bebê tinha 21 dias, minha esposa teve uma parada cardíaca e faleceu. Depois disso tudo veio de novo a pergunta: o que Deus quer de mim?”, comenta,  citando que aos 12 anos tinha dito ao pai que queria ser missionário. Por falta de condições financeiras, acabou adiando o sonho. “Nas Missões Populares, conversei com um frei que pediu para que eu ficasse um ano e meio em casa refletindo sobre o que realmente queria. Se fosse realmente um chamado, a vontade iria continuar. A filha tinha um ano e meio quando iniciou a caminhada vocacional. Entre 2000 e 2001 foi para Moçambique, em missão. Pegou malária 13 vezes. “É um milagre comemorar 25 anos de sacerdócio”, garante o padre que é vigário da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, no Núcleo Santa Paula, em Ponta Grossa.

      Mário Dwulatka é o ecônomo da Diocese. Nasceu na localidade de Cadeado Santana, em Irati. Sua vocação está inserida dentro de um contexto de vivência de participação na comunidade, diz ele.  “Minha mãe levava eu e meus irmãos desde pequenos para a igreja. Depois que cresci, eu ia sozinho. Gostava. Tinha um grupo de crianças que participava. Uma religiosa que nos cativava e dois padres; um mais sério, que falava bem e todos o admiravam, e, padre Agostinho (Rutkoski) que nos cumprimentava puxando orelha, brincando”. Entrou aos 16 anos no seminário. “Sempre me acompanhou meu lema de ordenação; ‘Não temas, estou contigo. Bom esse sentimento de proximidade da parte de Deus,  que está fazendo um caminho comigo. Essa história amorosa me envolve desde muito pequeno”.

      O padre Moacir  Gomes, pároco da Paróquia São Roque, em Ventania, nasceu em Rio Azul. Sua vida tem fatos intrigantes, ligados a Deus e a Igreja. No momento do parto, difícil, a mãe que já tinha ganhado cinco filhos em casa, precisou ir para o hospital. Lá, os médicos atestaram sua morte pela demora ao nascer. Uma religiosa funcionária do Hospital São Francisco pediu para insistir nas massagens cardíacas e o levou diante da imagem de Nossa Senhora das Graças. Ali, o coração voltou a bater, sem explicação. A irmã disse, então, que iria consagrá-lo a Deus. “Tudo isso eu só fiquei sabendo depois de ordenado e de ter rezado minha primeira missa. Minha mãe não me contou antes para que eu não me sentisse na obrigação de cumprir nada”, relembra emocionado. Os pais morreram no mesmo dia, em anos diferentes, no Dia do Padre. “Não se tem a certeza definitiva. Vai se caminhando e fazendo discernimento. Através dos sinais, vendo a mão de Deus conduzindo”, resume, afirmando que a vocação torna a pessoa feliz, realizada, e, nessa realização, contribui para realização de tantas outras pessoas.


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Publicado em: 14/02/2019

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      Dom Murilo Ramos Krieger, arcebispo de Salvador, na Bahia, e vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil/CNBB, volta a Ponta Grossa nesta sexta-feira (15), para celebrar missa solene pelos 25 anos de sacerdócio dos padres Ademir da Guia Santos, Claudemir do Nascimento Leal, Mário Dwulatka, Moacir Gomes e Noé Borges Vieira. Todos foram ordenados por ele, em 1994, quando era bispo da Diocese de Ponta Grossa. A celebração acontece na Catedral Sant’Ana, às 19h30. O bispo dom Sergio Arthur Braschi será o concelebrante.

      Dom Sergio, inclusive, almoça nesta sexta-feira com o arcebispo  e os jubilandos, na Vila Liane, comunidade da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, de onde o padre Claudemir Leal é pároco. A programação festiva prossegue no sábado, no ginásio de esportes da vila, com uma missa, rezada às 20 horas, pelo padre Claudemir somente a 350 casais que tiveram o casamento celebrado  por ele. Na celebração, serão renovados os votos dos casais e do sacerdote. Em seguida, acontece um jantar também no ginásio. No domingo, uma missa jubilar, para toda a paróquia, será celebrada, as dez horas, no ginásio de esportes. Haverá ainda almoço no salão paroquial, a partir das 12 horas. Os ingressos estão a venda na secretaria, a R$ 30.


Testemunhos

      Padre Ademir da Guia, que é do interior de Ponta Grossa, diz que, ser sacerdote, é dar a vida. “É preciso amar o Cristo, dando a vida pelas pessoas”, ressalta, citando que  , nesses 25 anos, aprendeu a abraçar a comunidade como ela é: com seus dramas, alegrias, pecados e graças. “Em cada paróquia se aprende alguma coisa diferente. Vai somando. O sacerdote vai se fazendo ao longo da caminhada. Não existe sacerdócio pronto. A Igreja é um mistério maravilhoso do amor de Deus”, acrescenta ele que tem o nome em homenagem a um missionário redentorista e a Nossa Senhora da Guia. O padre é atualmente o reitor da Casa Vianney, espaço para encontros, descanso e cuidado com os padres diocesanos idosos e doentes.

      O padre Claudemir do Nascimento Leal é paulista, nascido em Tupã, no interior de São Paulo. O pároco da Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Vila Liane, em Ponta Grossa, conta que sempre participou de grupo de jovens e que foi na ida a um torneio de futebol entre diversos grupos da Diocese  que sentiu o chamado à  vocação falar mais alto. “Era 12 de outubro de 1983. A gente passou, eu e os colegas, em frente a igreja São Sebastião e havia um movimento muito grande de gente. Entramos e descobrimos que estava acontecendo a celebração da ordenação do padre José Lauro Gomes. Eu estava bem de frente com o altar e vi ele chorando copiosamente. Isso mexeu muito comigo. Saí da igreja arrasado. Ali começou o processo vocacional”, lembra. Padre Claudemir, além de pároco, é diretor do Instituto de Filosofia e Teologia Mater Eclesiae, que pertence a Diocese.

      Noé Borges Vieira é o único padre viúvo da Diocese de Ponta Grossa. Nasceu e viveu em Fernandes Pinheiro, hoje município, mas, na época, distrito de Teixeira Soares. Filho de agricultores, viu durante a vida os pais servirem à Igreja. Chegou a morar e trabahar em Curitiba, mas acabou voltando para sua comunidade, onde se casou e foi pai de um casal de filhos. “Meu filho viveu 11 dias. No ano seguinte, nasceu minha filha, hoje com 36 anos. Quando a bebê tinha 21 dias, minha esposa teve uma parada cardíaca e faleceu. Depois disso tudo veio de novo a pergunta: o que Deus quer de mim?”, comenta,  citando que aos 12 anos tinha dito ao pai que queria ser missionário. Por falta de condições financeiras, acabou adiando o sonho. “Nas Missões Populares, conversei com um frei que pediu para que eu ficasse um ano e meio em casa refletindo sobre o que realmente queria. Se fosse realmente um chamado, a vontade iria continuar. A filha tinha um ano e meio quando iniciou a caminhada vocacional. Entre 2000 e 2001 foi para Moçambique, em missão. Pegou malária 13 vezes. “É um milagre comemorar 25 anos de sacerdócio”, garante o padre que é vigário da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, no Núcleo Santa Paula, em Ponta Grossa.

      Mário Dwulatka é o ecônomo da Diocese. Nasceu na localidade de Cadeado Santana, em Irati. Sua vocação está inserida dentro de um contexto de vivência de participação na comunidade, diz ele.  “Minha mãe levava eu e meus irmãos desde pequenos para a igreja. Depois que cresci, eu ia sozinho. Gostava. Tinha um grupo de crianças que participava. Uma religiosa que nos cativava e dois padres; um mais sério, que falava bem e todos o admiravam, e, padre Agostinho (Rutkoski) que nos cumprimentava puxando orelha, brincando”. Entrou aos 16 anos no seminário. “Sempre me acompanhou meu lema de ordenação; ‘Não temas, estou contigo. Bom esse sentimento de proximidade da parte de Deus,  que está fazendo um caminho comigo. Essa história amorosa me envolve desde muito pequeno”.

      O padre Moacir  Gomes, pároco da Paróquia São Roque, em Ventania, nasceu em Rio Azul. Sua vida tem fatos intrigantes, ligados a Deus e a Igreja. No momento do parto, difícil, a mãe que já tinha ganhado cinco filhos em casa, precisou ir para o hospital. Lá, os médicos atestaram sua morte pela demora ao nascer. Uma religiosa funcionária do Hospital São Francisco pediu para insistir nas massagens cardíacas e o levou diante da imagem de Nossa Senhora das Graças. Ali, o coração voltou a bater, sem explicação. A irmã disse, então, que iria consagrá-lo a Deus. “Tudo isso eu só fiquei sabendo depois de ordenado e de ter rezado minha primeira missa. Minha mãe não me contou antes para que eu não me sentisse na obrigação de cumprir nada”, relembra emocionado. Os pais morreram no mesmo dia, em anos diferentes, no Dia do Padre. “Não se tem a certeza definitiva. Vai se caminhando e fazendo discernimento. Através dos sinais, vendo a mão de Deus conduzindo”, resume, afirmando que a vocação torna a pessoa feliz, realizada, e, nessa realização, contribui para realização de tantas outras pessoas.


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Dom Murilo será o celebrante da Missa de 25 anos de sacerdócio dos padres Claudemir Leal, Moacir Gomes, Ademir Santos, Mário Dwulatka e Noé Vieira   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa

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