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Publicado em: 17/04/2019

Madre Beatriz e o sonho de um mosteiro

Dos seus 96 anos, 54 foram dedicados a Ponta Grossa

 
| Crédito: Arquivo Pessoal

      Madre Maria Beatriz do Espírito Santo voltou aos braços do Pai no último dia 15, depois de 54 anos de vida religiosa voltados a Ponta Grossa e ao Mosteiro da Ordem da Imaculada Conceição, o Mosteiro Portaceli, que fundou em 1965, ao lado de outras cinco consagradas vindas do Mosteiro da Luz, em São Paulo. Das fundadoras, resta viva somente, agora, irmã Beatriz de São Rafael. A religiosa Maria Beatriz do Espírito nasceu Edwiges Caleffi, em 1922, em Jundiaí (SP), e ingressou no Mosteiro da Luz em março de 1942. Seu corpo está sepultado no Cemitério Parque Jardim Paraíso, em Uvaranas. A missa de corpo presente foi celebrada pelo bispo dom Sergio Arthur Braschi.

      Neta de italianos, Edwiges ficou órfã de pai aos dois anos e, aos quatro, perdeu a mãe. Seu único irmão, José, faleceu em 2009. Criada por familiares, a jovem sentiu-se chamada à vida religiosa e escolheu a maneira contemplativa, aos 20 anos de idade. A Ordem da Imaculada Conceição  pertence a Regra Concepcionista, criada há 508 anos por Santa Beatriz. Como fundadora do Mosteiro Portaceli, foi também sua primeira abadessa, cargo que exerceu por quase 40 anos. Junto com a missão religiosa, madre Maria Beatriz escreveu quatro livros: Da Corte ao Claustro, Maria Oliva Maria de Jesus, Frei Galvão, o Bandeirante de Cristo e Frei Galvão, Fiel Servo de Deus. Também elaborou dez novenas e vias-sacras, sob a forma de devocionários, e traduziu da obra da irmã Maria de Jesus de Ágreda, ‘Mística Cidade de Deus’. A tradução, feita em quatro volumes, se estendeu por 25 anos e foi oferecida pela madre a Nossa Senhora pelo êxito da fundação do Mosteiro Portaceli.

      Fernando Caleffi, sobrinho de madre Maria Beatriz, se dizia orgulhoso e grato pela vida da tia.  “Orgulho de ser seu sobrinho, filho de seu irmão, neto de seus pais, de compartilhar suas raízes. Gratidão pelo trabalho que engradeceu a Humanidade, pela lição de vida”, comentou emocionado.


Mosteiro

      Atualmente, vivem no mosteiro seis religiosas: madre Maria Leoni, irmãs  Maria Beatriz, Maria Teresinha, Maria Inez, Elizete Maria e Lucilene Maria. A rotina diária inicia às 4h30 e prossegue até às 21 horas, com oração, missa, leitura, meditação, canto, adoração, alternado por todo o trabalho doméstico, cultivo de flores para o altar, confecção de hábitos e algumas peças para a capela, produção de hóstias, além de elaboração de terços e cartões em papel vegetal, trabalhos manuais para os quais as irmãs se dedicam por duas horas pela manhã e duas horas à tarde.

      “Nos meus 43 anos de convívio com madre Beatriz posso dizer que ela sempre foi muto zelosa pela autenticidade da vida religiosa. Jamais se deixou levar pelo espírito mundano.Sempre defendeu com firmeza o carisma  da Ordem Imaculada Conceição; trabalhou muito neste sentido, traduzindo livros e outros escritos em espanhol que se referiam a esse tema. Agora, nosso objetivo é levar em frente esse trabalho de tantos anos, que madre Beatriz se esforçou e desejou realizar”, comenta madre Maria Leoni.


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Publicado em: 17/04/2019

Madre Beatriz e o sonho de um mosteiro

Dos seus 96 anos, 54 foram dedicados a Ponta Grossa

 

      Madre Maria Beatriz do Espírito Santo voltou aos braços do Pai no último dia 15, depois de 54 anos de vida religiosa voltados a Ponta Grossa e ao Mosteiro da Ordem da Imaculada Conceição, o Mosteiro Portaceli, que fundou em 1965, ao lado de outras cinco consagradas vindas do Mosteiro da Luz, em São Paulo. Das fundadoras, resta viva somente, agora, irmã Beatriz de São Rafael. A religiosa Maria Beatriz do Espírito nasceu Edwiges Caleffi, em 1922, em Jundiaí (SP), e ingressou no Mosteiro da Luz em março de 1942. Seu corpo está sepultado no Cemitério Parque Jardim Paraíso, em Uvaranas. A missa de corpo presente foi celebrada pelo bispo dom Sergio Arthur Braschi.

      Neta de italianos, Edwiges ficou órfã de pai aos dois anos e, aos quatro, perdeu a mãe. Seu único irmão, José, faleceu em 2009. Criada por familiares, a jovem sentiu-se chamada à vida religiosa e escolheu a maneira contemplativa, aos 20 anos de idade. A Ordem da Imaculada Conceição  pertence a Regra Concepcionista, criada há 508 anos por Santa Beatriz. Como fundadora do Mosteiro Portaceli, foi também sua primeira abadessa, cargo que exerceu por quase 40 anos. Junto com a missão religiosa, madre Maria Beatriz escreveu quatro livros: Da Corte ao Claustro, Maria Oliva Maria de Jesus, Frei Galvão, o Bandeirante de Cristo e Frei Galvão, Fiel Servo de Deus. Também elaborou dez novenas e vias-sacras, sob a forma de devocionários, e traduziu da obra da irmã Maria de Jesus de Ágreda, ‘Mística Cidade de Deus’. A tradução, feita em quatro volumes, se estendeu por 25 anos e foi oferecida pela madre a Nossa Senhora pelo êxito da fundação do Mosteiro Portaceli.

      Fernando Caleffi, sobrinho de madre Maria Beatriz, se dizia orgulhoso e grato pela vida da tia.  “Orgulho de ser seu sobrinho, filho de seu irmão, neto de seus pais, de compartilhar suas raízes. Gratidão pelo trabalho que engradeceu a Humanidade, pela lição de vida”, comentou emocionado.


Mosteiro

      Atualmente, vivem no mosteiro seis religiosas: madre Maria Leoni, irmãs  Maria Beatriz, Maria Teresinha, Maria Inez, Elizete Maria e Lucilene Maria. A rotina diária inicia às 4h30 e prossegue até às 21 horas, com oração, missa, leitura, meditação, canto, adoração, alternado por todo o trabalho doméstico, cultivo de flores para o altar, confecção de hábitos e algumas peças para a capela, produção de hóstias, além de elaboração de terços e cartões em papel vegetal, trabalhos manuais para os quais as irmãs se dedicam por duas horas pela manhã e duas horas à tarde.

      “Nos meus 43 anos de convívio com madre Beatriz posso dizer que ela sempre foi muto zelosa pela autenticidade da vida religiosa. Jamais se deixou levar pelo espírito mundano.Sempre defendeu com firmeza o carisma  da Ordem Imaculada Conceição; trabalhou muito neste sentido, traduzindo livros e outros escritos em espanhol que se referiam a esse tema. Agora, nosso objetivo é levar em frente esse trabalho de tantos anos, que madre Beatriz se esforçou e desejou realizar”, comenta madre Maria Leoni.


Diocede Ponta Grossa
  |   Arquivo Pessoal


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