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Publicado em: 12/06/2019

Campanha convoca para acolhida ao migrante

Mala da ‘Compartilhe a Viagem’ está em Ponta Grossa

 
O símbolo da campanha no Brasil é o Cristo de braços abertos O símbolo da campanha no Brasil é o Cristo de braços abertos | Crédito: AssCom Diocese de Ponta Grossa

      Na Assembleia Geral de 2015, a Cáritas Internacional aprovou e passou a realizar uma campanha de mobilização mundial a cada quatro anos. Após a escuta de toda a rede mundial da Cáritas, e um olhar dirigido às principais feridas da humanidade hoje, nesta edição a temática escolhida foi a questão dos imigrantes e refugiados. O lançamento da Campanha Compartilhe a Viagem ocorreu em setembro de 2017. Malas estão passando por todas as Cáritas das dioceses pelo Brasil a fora, colhendo histórias de imigrantes que vivem no País. Elas foram ‘despachadas’ no Seminário Internacional, em Brasília, em junho do ano passado. Nesta quarta-feira (12), a mala chegou à Diocese de Ponta Grossa.

      Durante os dois anos da campanha (2017-2019), toda a Rede Cáritas é chamada a responder ao apelo do Papa Francisco, abraçando a ‘cultura do encontro’, e fazendo uma proposta positiva diante da realidade atual na vida de imigrantes e refugiados. “Neste sentido, a Cáritas assume de forma ainda mais comprometida a sua identidade como uma família mundial, que encoraja as pessoas a refletir, aproximando imigrantes, refugiados e comunidades com o objetivo de mudar corações e mentalidades”, explica o presidente da Caritas Internacionalis, cardeal Luis Antônio Tagle. No Brasil, são cinco malas percorrendo as regiões  do país. No Regional Sul 2 (Paraná) a mala iniciou sua passagem em março e já esteve em Foz do Iguaçu, Cascavel, Maringá, Apucarana, Londrina e Jacarezinho. Em Ponta Grossa, ela ficará até as comemorações da 34 ͣ Semana do Migrante, de 16 a 23 deste mês.

      Cada unidade da Cáritas fica responsável em colher histórias dos migrantes e colocar nessa mala, que vai ser enviada para o Papa Francisco, no final da Campanha. Na programação, amanhã (13), ela seguirá para o hall do Bloco A do Campus Central da Universidade Estadual de Ponta Grossa, às 9h30, onde será recebida pelo reitor Miguel Sanches Neto, professores, alunos e migrantes integrantes do Curso de Internacionalização, Cidadania e Direitos Humanos. No da 14, ficará na sede da Cáritas, no primeiro andar do prédio da Cúria Diocesana, e, dia 15, será levada para o Calçadão da Rua Coronel Cláudio. Dia 16, os migrantes serão recebidos em uma roda de conversa, no Espaço Cultural Sant’Ana, às 15 horas, para  falar sobre o tema ‘Melhor que o pão é sua Partilha’. E, dia 17, o Seminário Migração e Políticas Públicas, às 19 horas, também no Espaço Cultural, reunirá a representante da Organização Internacional para as Migrações (OIN/ONU), Merissa Farret;  a presidente do Conselho estadual dos Direitos dos Refugiados, Migrantes e Apátridas da Cáritas, Márcia Ponce; a advogada da Cáritas Paraná, Angélica Furquim; Rafael Machado, do setor de Relações Internacionais da Cáritas, e o migrante haitiano Jean Woody.    

Ação

      Ao lançar a Campanha, em 27 de setembro de 2017, o Papa Francisco lembrou que o objetivo era incentivar a integração de migrantes e de refugiados nos países que os acolhem, recolhendo histórias concretas de migrantes, reunindo objetos, desenhos e símbolos em rodas de conversas, e colocando na mala oficial.  “Devemos acolhê-los com os braços abertos”, afirmou o Pontífice. A Campanha tem quatro verbos de orientação:  acolher, proteger, integrar e promover. O símbolo da mala no Brasil é o Cristo Redentor, que está de braços abertos para receber o migrante.

      O vice-presidente da Cáritas da Diocese de Jacarezinho, diácono João Batista Vilas Boas, destacou que a Campanha mostra que a Igreja está preocupada com o migrante. “A Igreja vem trazer uma esperança, essa nova oportunidade. A acolhida em Jacarezinho foi muito calorosa, as pessoas estavam curiosas para saber o que tinha na mala”, brincou. A assistente social da Cáritas da Diocese , Dulcinéia Marcondes, informou que são 32 refugiados só em Jacarezinho, entre senagaleses, guinenses, haitianos, sírios, do Congo e de Bangladesh. “Fazemos a acolhida, ajudamos na preparação da documentação e estamos montando um curso de Português porque eles até falam a nossa língua, mas não conseguem escrever”.

      O bispo dom Sergio Arthur Braschi comemorava a chegada da mala na Diocese. “Uma iniciativa muito interessante do Papa Francisco para os migrantes, para fazermos essa experiência de acolhida a todos os que têm deixar sua terra, simbolizados por essa mala, onde são colocados vários objetos, cartas, lembranças que chegarão as mãos do papa”, avaliou, citando que a ação da Diocese se dá com a ajuda do Conselho de Leigos. “Na prática, têm procurado acolher os que chegam a dioceses vizinhas, fugindo de perseguição política ou da miséria. A Cáritas é o braço da diocese; tem conseguido emprego, moradia e documentação”, destacou.

      O primeiro migrante chegou à Diocese de Ponta Grossa em 2014, da Costa do Marfim. “Ele entrou com pedido de refúgio, mas foi negado e a Cáritas o ajudou na preparação de um recurso. De lá para cá, aumentou muito o atendimento. Este ano, já foram mais de 70 pessoas, de Bangladesh, Haiti, China, Colômbia e Venezuela. Fazemos a escuta para ver a situação e encaminhamos a documentação. Com a ajuda de uma empresa montamos e mobiliamos duas casas, que receberam inicialmente seis pessoas  vindas da Venezuela. Elas também foram contratadas por essa indústria”, contou Érica Clarindo Pilarski, assistente social da Cáritas Ponta Grossa. Segundo ela, a Campanha vai divulgar que existem essas pessoas de outras culturas e que elas precisam ser acolhidas. 


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Publicado em: 12/06/2019

Campanha convoca para acolhida ao migrante

Mala da ‘Compartilhe a Viagem’ está em Ponta Grossa

 

      Na Assembleia Geral de 2015, a Cáritas Internacional aprovou e passou a realizar uma campanha de mobilização mundial a cada quatro anos. Após a escuta de toda a rede mundial da Cáritas, e um olhar dirigido às principais feridas da humanidade hoje, nesta edição a temática escolhida foi a questão dos imigrantes e refugiados. O lançamento da Campanha Compartilhe a Viagem ocorreu em setembro de 2017. Malas estão passando por todas as Cáritas das dioceses pelo Brasil a fora, colhendo histórias de imigrantes que vivem no País. Elas foram ‘despachadas’ no Seminário Internacional, em Brasília, em junho do ano passado. Nesta quarta-feira (12), a mala chegou à Diocese de Ponta Grossa.

      Durante os dois anos da campanha (2017-2019), toda a Rede Cáritas é chamada a responder ao apelo do Papa Francisco, abraçando a ‘cultura do encontro’, e fazendo uma proposta positiva diante da realidade atual na vida de imigrantes e refugiados. “Neste sentido, a Cáritas assume de forma ainda mais comprometida a sua identidade como uma família mundial, que encoraja as pessoas a refletir, aproximando imigrantes, refugiados e comunidades com o objetivo de mudar corações e mentalidades”, explica o presidente da Caritas Internacionalis, cardeal Luis Antônio Tagle. No Brasil, são cinco malas percorrendo as regiões  do país. No Regional Sul 2 (Paraná) a mala iniciou sua passagem em março e já esteve em Foz do Iguaçu, Cascavel, Maringá, Apucarana, Londrina e Jacarezinho. Em Ponta Grossa, ela ficará até as comemorações da 34 ͣ Semana do Migrante, de 16 a 23 deste mês.

      Cada unidade da Cáritas fica responsável em colher histórias dos migrantes e colocar nessa mala, que vai ser enviada para o Papa Francisco, no final da Campanha. Na programação, amanhã (13), ela seguirá para o hall do Bloco A do Campus Central da Universidade Estadual de Ponta Grossa, às 9h30, onde será recebida pelo reitor Miguel Sanches Neto, professores, alunos e migrantes integrantes do Curso de Internacionalização, Cidadania e Direitos Humanos. No da 14, ficará na sede da Cáritas, no primeiro andar do prédio da Cúria Diocesana, e, dia 15, será levada para o Calçadão da Rua Coronel Cláudio. Dia 16, os migrantes serão recebidos em uma roda de conversa, no Espaço Cultural Sant’Ana, às 15 horas, para  falar sobre o tema ‘Melhor que o pão é sua Partilha’. E, dia 17, o Seminário Migração e Políticas Públicas, às 19 horas, também no Espaço Cultural, reunirá a representante da Organização Internacional para as Migrações (OIN/ONU), Merissa Farret;  a presidente do Conselho estadual dos Direitos dos Refugiados, Migrantes e Apátridas da Cáritas, Márcia Ponce; a advogada da Cáritas Paraná, Angélica Furquim; Rafael Machado, do setor de Relações Internacionais da Cáritas, e o migrante haitiano Jean Woody.    

Ação

      Ao lançar a Campanha, em 27 de setembro de 2017, o Papa Francisco lembrou que o objetivo era incentivar a integração de migrantes e de refugiados nos países que os acolhem, recolhendo histórias concretas de migrantes, reunindo objetos, desenhos e símbolos em rodas de conversas, e colocando na mala oficial.  “Devemos acolhê-los com os braços abertos”, afirmou o Pontífice. A Campanha tem quatro verbos de orientação:  acolher, proteger, integrar e promover. O símbolo da mala no Brasil é o Cristo Redentor, que está de braços abertos para receber o migrante.

      O vice-presidente da Cáritas da Diocese de Jacarezinho, diácono João Batista Vilas Boas, destacou que a Campanha mostra que a Igreja está preocupada com o migrante. “A Igreja vem trazer uma esperança, essa nova oportunidade. A acolhida em Jacarezinho foi muito calorosa, as pessoas estavam curiosas para saber o que tinha na mala”, brincou. A assistente social da Cáritas da Diocese , Dulcinéia Marcondes, informou que são 32 refugiados só em Jacarezinho, entre senagaleses, guinenses, haitianos, sírios, do Congo e de Bangladesh. “Fazemos a acolhida, ajudamos na preparação da documentação e estamos montando um curso de Português porque eles até falam a nossa língua, mas não conseguem escrever”.

      O bispo dom Sergio Arthur Braschi comemorava a chegada da mala na Diocese. “Uma iniciativa muito interessante do Papa Francisco para os migrantes, para fazermos essa experiência de acolhida a todos os que têm deixar sua terra, simbolizados por essa mala, onde são colocados vários objetos, cartas, lembranças que chegarão as mãos do papa”, avaliou, citando que a ação da Diocese se dá com a ajuda do Conselho de Leigos. “Na prática, têm procurado acolher os que chegam a dioceses vizinhas, fugindo de perseguição política ou da miséria. A Cáritas é o braço da diocese; tem conseguido emprego, moradia e documentação”, destacou.

      O primeiro migrante chegou à Diocese de Ponta Grossa em 2014, da Costa do Marfim. “Ele entrou com pedido de refúgio, mas foi negado e a Cáritas o ajudou na preparação de um recurso. De lá para cá, aumentou muito o atendimento. Este ano, já foram mais de 70 pessoas, de Bangladesh, Haiti, China, Colômbia e Venezuela. Fazemos a escuta para ver a situação e encaminhamos a documentação. Com a ajuda de uma empresa montamos e mobiliamos duas casas, que receberam inicialmente seis pessoas  vindas da Venezuela. Elas também foram contratadas por essa indústria”, contou Érica Clarindo Pilarski, assistente social da Cáritas Ponta Grossa. Segundo ela, a Campanha vai divulgar que existem essas pessoas de outras culturas e que elas precisam ser acolhidas. 


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O símbolo da campanha no Brasil é o Cristo de braços abertos   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa

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A mala da campanha foi entregue a dom Sergio, padres e integrantes da Cáritas, em frente a Catedral   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa

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Na mala, objetos, cartas, presentes. Tudo será levado ao Papa   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa

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A mala está na sede da Cáritas, mas vai a UEPG e ao Calçadão   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa