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Publicado em: 13/09/2019

Ostensório lembra Taça de Vila Velha

Peça foi presente a dom Antônio Mazzarotto

 
A peça foi levada para restauração há sete anos, em Curitiba A peça foi levada para restauração há sete anos, em Curitiba | Crédito: AssCom Diocese de Ponta Grossa

      Um ostensório rico em beleza e detalhes compõe o altar da Reitoria do Sagrado Coração de Jesus, a Igreja dos Polacos, em Ponta Grossa. Por estar no altar, mais distante da nave, local onde ficam os fieis, a peça acaba não sendo admirada em todos os seus pormenores. Em metal, banhado a ouro e prata, a custódia, como é também chamada, tem um suporte no formato da Taça de Vila Velha, além de pedras cravejadas marcando a localização da cidade no mapa do Brasil e diferentes brasões. O ostensório foi presente das paróquias da Diocese ao bispo dom Antônio Mazzarotto, por seu jubileu de ouro sacerdotal e pelos 35 anos de bispado. O ostensório foi entregue ao bispo em 23 de novembro de 1964.

      Ostensório é uma peça de ourivesaria usada para expor solenemente a hóstia consagrada sobre o altar ou para a transportar solenemente em procissão. Este, em especial, tem detalhes riquíssimos. “O  presente tinha o objetivo de simbolizar a cidade de Ponta Grossa. A taça está logo abaixo da coroa, do sol do ostensório, onde fica propriamente a eucaristia. O suporte é que tem o formato da taça. Abaixo dela,  há os mapas do Brasil e do Paraná e a cidade é marcada com uma pérola. Há vários brasões na sua base: da cidade, da República do Brasil, do Paraná, dos papas Bento X e Paulo VI, e do bispo”,  explica o reitor, padre Delsi Zamboni. Pesquisas deram conta que o Papa Bento X era o pontíficie quando da ordenação presbiteral de dom Antônio, Paulo VI era o papa no ano da homenagem e que o brasão de bispado é o de dom Geraldo Pellanda, bispo coadjutor em 1964. 

      De acordo com padre Delsi, não se sabe ao certo porque o ostensório está na Igreja dos Polacos. Fundada em 1896, a Reitoria é administrada desde 1979 pela Congregação dos Presbíteros da Sociedade  dos Servos da Eucaristia. “Acredito que por se tratar de um local oração e de adoração ao Santíssimo, o bispo decidiu ofertá-lo à Reitoria. Por outro lado, dom Antônio tinha uma ligação especial com a igreja, já que o lugar guarda seus restos mortais e alguns objetos pessoais do antigo bispo: um crucifixo e uma imagem de Santo Antônio, que ficavam no escritório pessoal dele, e uma imagem do Papa São Pio X, que também era dele”, conta o reitor.

      Outra teoria seria que o ostensório teria sido transferido para a igreja, ao lado dos outros objetos, por conta do desmanche da antiga catedral, período em que a Igreja dos Polacos acabou funcionando como ‘catedral provisória’, lembra padre Delsi. Com poucos registros oficiais, a entrega do ostensório, aparece noticiada no Jornal da Manhã do dia 27 de outubro de 1964, em cujo texto cita “rica custódia de ouro, toda cravejada de pedras preciosas, será o presente que o povo católico de nossa terra ofertará a dom Antônio Mazzarotto na oportunidade”. A notícia confirma que o presente era por ocasião do jubileu de ouro de sacerdócio de dom Antônio e para marcar os 35 anos de bispado. No entanto, não há certeza de que a peça seja realmente de ouro.

      Há sete anos, o ostensório foi levado a Curitiba para restauração. Um diácono especializado em restauração de vasos sagrados o banhou a ouro e a prata. A custódia só é tocada uma vez por mês quando é trocado o Santíssimo. Funcionários da igreja tiram a poeira, diariamente. “Pela beleza do ostensório, rico em detalhes, é mais do que justo que esteja em um local onde as pessoas passam diariamente rezando. Para Deus devemos dar sempre o melhor. Como esse ostensório é rico em beleza, estar aqui, no local onde colocamos o Santíssimo para as pessoas adorarem, é providencial. Pena o fato de estar distante da assembleia, no trono montado, no centro de todo o universo, no altar. Visualmente, as pessoas não conseguem reparar em toda a sua riqueza, nos detalhes”, comenta padre Delsi


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Publicado em: 13/09/2019

Ostensório lembra Taça de Vila Velha

Peça foi presente a dom Antônio Mazzarotto

 

      Um ostensório rico em beleza e detalhes compõe o altar da Reitoria do Sagrado Coração de Jesus, a Igreja dos Polacos, em Ponta Grossa. Por estar no altar, mais distante da nave, local onde ficam os fieis, a peça acaba não sendo admirada em todos os seus pormenores. Em metal, banhado a ouro e prata, a custódia, como é também chamada, tem um suporte no formato da Taça de Vila Velha, além de pedras cravejadas marcando a localização da cidade no mapa do Brasil e diferentes brasões. O ostensório foi presente das paróquias da Diocese ao bispo dom Antônio Mazzarotto, por seu jubileu de ouro sacerdotal e pelos 35 anos de bispado. O ostensório foi entregue ao bispo em 23 de novembro de 1964.

      Ostensório é uma peça de ourivesaria usada para expor solenemente a hóstia consagrada sobre o altar ou para a transportar solenemente em procissão. Este, em especial, tem detalhes riquíssimos. “O  presente tinha o objetivo de simbolizar a cidade de Ponta Grossa. A taça está logo abaixo da coroa, do sol do ostensório, onde fica propriamente a eucaristia. O suporte é que tem o formato da taça. Abaixo dela,  há os mapas do Brasil e do Paraná e a cidade é marcada com uma pérola. Há vários brasões na sua base: da cidade, da República do Brasil, do Paraná, dos papas Bento X e Paulo VI, e do bispo”,  explica o reitor, padre Delsi Zamboni. Pesquisas deram conta que o Papa Bento X era o pontíficie quando da ordenação presbiteral de dom Antônio, Paulo VI era o papa no ano da homenagem e que o brasão de bispado é o de dom Geraldo Pellanda, bispo coadjutor em 1964. 

      De acordo com padre Delsi, não se sabe ao certo porque o ostensório está na Igreja dos Polacos. Fundada em 1896, a Reitoria é administrada desde 1979 pela Congregação dos Presbíteros da Sociedade  dos Servos da Eucaristia. “Acredito que por se tratar de um local oração e de adoração ao Santíssimo, o bispo decidiu ofertá-lo à Reitoria. Por outro lado, dom Antônio tinha uma ligação especial com a igreja, já que o lugar guarda seus restos mortais e alguns objetos pessoais do antigo bispo: um crucifixo e uma imagem de Santo Antônio, que ficavam no escritório pessoal dele, e uma imagem do Papa São Pio X, que também era dele”, conta o reitor.

      Outra teoria seria que o ostensório teria sido transferido para a igreja, ao lado dos outros objetos, por conta do desmanche da antiga catedral, período em que a Igreja dos Polacos acabou funcionando como ‘catedral provisória’, lembra padre Delsi. Com poucos registros oficiais, a entrega do ostensório, aparece noticiada no Jornal da Manhã do dia 27 de outubro de 1964, em cujo texto cita “rica custódia de ouro, toda cravejada de pedras preciosas, será o presente que o povo católico de nossa terra ofertará a dom Antônio Mazzarotto na oportunidade”. A notícia confirma que o presente era por ocasião do jubileu de ouro de sacerdócio de dom Antônio e para marcar os 35 anos de bispado. No entanto, não há certeza de que a peça seja realmente de ouro.

      Há sete anos, o ostensório foi levado a Curitiba para restauração. Um diácono especializado em restauração de vasos sagrados o banhou a ouro e a prata. A custódia só é tocada uma vez por mês quando é trocado o Santíssimo. Funcionários da igreja tiram a poeira, diariamente. “Pela beleza do ostensório, rico em detalhes, é mais do que justo que esteja em um local onde as pessoas passam diariamente rezando. Para Deus devemos dar sempre o melhor. Como esse ostensório é rico em beleza, estar aqui, no local onde colocamos o Santíssimo para as pessoas adorarem, é providencial. Pena o fato de estar distante da assembleia, no trono montado, no centro de todo o universo, no altar. Visualmente, as pessoas não conseguem reparar em toda a sua riqueza, nos detalhes”, comenta padre Delsi


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A peça foi levada para restauração há sete anos, em Curitiba   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa

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O ostensório foi um presente das paróquias da Diocese a dom Antônio   |   Jeferson André

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A base do ostensório lembra a taça de Vila Velha   |   Jeferson André

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Aparecem vários brasões. Aqui, o de dom Geraldo   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa


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