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Publicado em: 26/11/2019

Doutrina Social da Igreja valoriza o diálogo

Padre Toninho ressaltou a importância de enfrentar o mundo

 
Essa última palestra teve um número maior de participantes Essa última palestra teve um número maior de participantes | Crédito: Ana Andrade/Cáritas

      Padre Antonio Aparecido Alves não só aprofundou o tema ‘A Doutrina Social da Igreja e as Políticas Públicas’ como também disponibilizou todos os seus arquivos de teses e artigos, além de documentos eclesiais, postados no blog caminhosdevida.com.br. O intuito é que os leigos e leigas que acompanharam sua fala durante o encerramento do Ciclo de Palestras sobre a Doutrina Social da Igreja possam se munir de informação e vivam plenamente sua cidadania, enquanto cristãos-católicos. Padre Toninho palestrou no sábado (23), no Espaço Cultural Sant’Ana, no evento promovido pelo Conselho Diocesano do Laicato de Ponta Grossa e Cáritas.

      Padre Toninho começou ressaltando que o conceito de ‘Igreja em Saída’ representa muito mais que sair de dois em dois, batendo de porta a porta, anunciando o Reino de Deus. “Se pensa imediatamente na dimensão missionária. Claro, é também isso,  mas não só no sentido religioso, mas no sentido de estabelecer uma ponte, um diálogo com outros atores sociais. Coisa que nós cristãos não temos. É preciso tratar o ‘Complexo de Jonas’, o medo de enfrentar a ‘grande cidade’. E como superar? Enfrentando”, orientou o sacerdote, que é mestre em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma/Doutrina Social da Igreja, doutor em Teologia pela PUC-Rio/Religião e Modernidade, e, professor do Centro Nacional de Fé e Politica Dom Hélder Câmara, em Brasília.

      Para o padre, o que falta é “por mais a cara a tapa, estar mais presente junto a esses atores sociais, participar de eventos, não ter preconceitos, enfim, naquilo que nos une, do ponto de vista ético, estar junto com as pessoas. Estar unidos quando se trata de sanar um mal social. Só assim nos livramos do medo de ir nas arenas mundo: o mundo da mídia, da universidade, das mesas redondas. Isso impede de estar presente nesses meios para levar a nossa visão de mundo, o que não quer dizer que vamos abdicar do que cremos; vamos é compartilhar isso com outras pessoas, despertar esse ardor”, explicou. Padre Toninho fez questão de frisar a dimensão evangelizadora da Doutrina Social da Igreja, que, segundo ele, não diz respeito somente a padres e bispos, mas a cristãos leigos. “Evangelizadora que não significa converter as pessoas, mas evangelizadora de levar a mensagem do Evangelho e seus quatro valores: vida, justiça paz e verdade”, acrescentou.

      O segredo é trabalhar esses valores nos ambientes nos quais se está inserido, ensina padre Toninho. “Se, de repente, alguém se sentir atraído e quiser conhecer mais a nossa Igreja, ótimo. Mas, se apenas abraçarem esses quatro valores, o nosso trabalho evangelizador ja terá obtido êxito”, argumentou. Outro desafio é superar o dualismo ‘fé e politica’, que está entranhado na cabeça das pessoas, sobretudo dos mais humildes.”Se tem ojeriza de política. Primeiro, é culpa dos próprios políticos, que exercem a política de forma negativa, o que leva a maioria a demonizar a política, acharem que é suja e que não é lugar das pessoas de fé. É preciso ver a política no sentido positivo. Quando se faz isso, nós, como cristãos, podemos ter lugar nesse mundo. É necessário melhorar a compreensão de política e saber que podemos fazer a diferença nesse meio”, destacou.


Ciclo        

      Para o presidente do Conselho do Laicato, Oscar Fürstemberger, o Ciclo de Palestras sobre a Doutrina Social da Igreja alcançou plenamente os objetivos. “Três palestrantes que nos trouxeram muita riqueza, meditação, reflexão e nos deram energia, força, ânimo para seguirmos adiante”, avaliava. O bispo dom Sergio Arthur Braschi considerou muito importante a iniciativa. “Precisamos despertar cada fez mais no laicato e também nos sacerdotes essa consciência da questão social e da Doutrina Social da Igreja, que é uma riqueza social tão grande. Quem sabe estamos um pouco atrasados no sentido de despertar para isso”, citou, lembrando que o ciclo atingiu um número relativamente pequeno de pessoas, “mas é uma semente, que vai frutificando, que vai levar a passos no próximo ano”.

      O bispo enfatizou a participação qualitativa no Ciclo. “Pessoas que vão sair profundamente conscientes de como temos que enxergar as questões sociais e a nossa ação de transformação da sociedade. Como cristãos temos um diferencial, que são esses princípios da Misericórdia, e temos que fazer a nossa parte. O mundo está esperando!”

       O  presidente da Cáritas Diocesana, diácono Gilson Camilo da Silva, falou da importância da parceria neste tipo de evento. “A Caritas é o braço social da Igreja. É quem põe a mão na massa, fazendo a mudança na base, estimulando que nós sejamos os protagonistas, façamos acontecer, que tome atitude nas coisas mais simples. A Cáritas incentiva sempre essa visão e quer trabalhar junto nesse amadurecimento de perceber que a realidade depende de cada um fazer a sua parte. Isso tem tudo a ver com Doutrina Social da Igreja”, resumiu.


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Publicado em: 26/11/2019

Doutrina Social da Igreja valoriza o diálogo

Padre Toninho ressaltou a importância de enfrentar o mundo

 

      Padre Antonio Aparecido Alves não só aprofundou o tema ‘A Doutrina Social da Igreja e as Políticas Públicas’ como também disponibilizou todos os seus arquivos de teses e artigos, além de documentos eclesiais, postados no blog caminhosdevida.com.br. O intuito é que os leigos e leigas que acompanharam sua fala durante o encerramento do Ciclo de Palestras sobre a Doutrina Social da Igreja possam se munir de informação e vivam plenamente sua cidadania, enquanto cristãos-católicos. Padre Toninho palestrou no sábado (23), no Espaço Cultural Sant’Ana, no evento promovido pelo Conselho Diocesano do Laicato de Ponta Grossa e Cáritas.

      Padre Toninho começou ressaltando que o conceito de ‘Igreja em Saída’ representa muito mais que sair de dois em dois, batendo de porta a porta, anunciando o Reino de Deus. “Se pensa imediatamente na dimensão missionária. Claro, é também isso,  mas não só no sentido religioso, mas no sentido de estabelecer uma ponte, um diálogo com outros atores sociais. Coisa que nós cristãos não temos. É preciso tratar o ‘Complexo de Jonas’, o medo de enfrentar a ‘grande cidade’. E como superar? Enfrentando”, orientou o sacerdote, que é mestre em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma/Doutrina Social da Igreja, doutor em Teologia pela PUC-Rio/Religião e Modernidade, e, professor do Centro Nacional de Fé e Politica Dom Hélder Câmara, em Brasília.

      Para o padre, o que falta é “por mais a cara a tapa, estar mais presente junto a esses atores sociais, participar de eventos, não ter preconceitos, enfim, naquilo que nos une, do ponto de vista ético, estar junto com as pessoas. Estar unidos quando se trata de sanar um mal social. Só assim nos livramos do medo de ir nas arenas mundo: o mundo da mídia, da universidade, das mesas redondas. Isso impede de estar presente nesses meios para levar a nossa visão de mundo, o que não quer dizer que vamos abdicar do que cremos; vamos é compartilhar isso com outras pessoas, despertar esse ardor”, explicou. Padre Toninho fez questão de frisar a dimensão evangelizadora da Doutrina Social da Igreja, que, segundo ele, não diz respeito somente a padres e bispos, mas a cristãos leigos. “Evangelizadora que não significa converter as pessoas, mas evangelizadora de levar a mensagem do Evangelho e seus quatro valores: vida, justiça paz e verdade”, acrescentou.

      O segredo é trabalhar esses valores nos ambientes nos quais se está inserido, ensina padre Toninho. “Se, de repente, alguém se sentir atraído e quiser conhecer mais a nossa Igreja, ótimo. Mas, se apenas abraçarem esses quatro valores, o nosso trabalho evangelizador ja terá obtido êxito”, argumentou. Outro desafio é superar o dualismo ‘fé e politica’, que está entranhado na cabeça das pessoas, sobretudo dos mais humildes.”Se tem ojeriza de política. Primeiro, é culpa dos próprios políticos, que exercem a política de forma negativa, o que leva a maioria a demonizar a política, acharem que é suja e que não é lugar das pessoas de fé. É preciso ver a política no sentido positivo. Quando se faz isso, nós, como cristãos, podemos ter lugar nesse mundo. É necessário melhorar a compreensão de política e saber que podemos fazer a diferença nesse meio”, destacou.


Ciclo        

      Para o presidente do Conselho do Laicato, Oscar Fürstemberger, o Ciclo de Palestras sobre a Doutrina Social da Igreja alcançou plenamente os objetivos. “Três palestrantes que nos trouxeram muita riqueza, meditação, reflexão e nos deram energia, força, ânimo para seguirmos adiante”, avaliava. O bispo dom Sergio Arthur Braschi considerou muito importante a iniciativa. “Precisamos despertar cada fez mais no laicato e também nos sacerdotes essa consciência da questão social e da Doutrina Social da Igreja, que é uma riqueza social tão grande. Quem sabe estamos um pouco atrasados no sentido de despertar para isso”, citou, lembrando que o ciclo atingiu um número relativamente pequeno de pessoas, “mas é uma semente, que vai frutificando, que vai levar a passos no próximo ano”.

      O bispo enfatizou a participação qualitativa no Ciclo. “Pessoas que vão sair profundamente conscientes de como temos que enxergar as questões sociais e a nossa ação de transformação da sociedade. Como cristãos temos um diferencial, que são esses princípios da Misericórdia, e temos que fazer a nossa parte. O mundo está esperando!”

       O  presidente da Cáritas Diocesana, diácono Gilson Camilo da Silva, falou da importância da parceria neste tipo de evento. “A Caritas é o braço social da Igreja. É quem põe a mão na massa, fazendo a mudança na base, estimulando que nós sejamos os protagonistas, façamos acontecer, que tome atitude nas coisas mais simples. A Cáritas incentiva sempre essa visão e quer trabalhar junto nesse amadurecimento de perceber que a realidade depende de cada um fazer a sua parte. Isso tem tudo a ver com Doutrina Social da Igreja”, resumiu.


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Essa última palestra teve um número maior de participantes   |   Ana Andrade/Cáritas

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O livro sobre Doutrina Social da Igreja do padre foi colocado à venda   |   Ana Andrade/Cáritas

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Oscar Fürstemberger se dizia muito feliz com a realização do Ciclo   |   Ana Andrade/Cáritas

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Padre Toninho falou dos laços antropológicos e teológicos da Doutrina Social da Igreja   |   Ana Andrade/Cáritas

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Dom Sergio participou de todas as três palestras do Ciclo   |   Ana Andrade/Cáritas


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