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Publicado em: 08/12/2019

Missionários aprendem sobre hanseníase

Lábrea tem comunidade de hansenianos

 
O estigma da doença começou a mudar em 1985, quando foi descoberta a cura. O estigma da doença começou a mudar em 1985, quando foi descoberta a cura. | Crédito: AssCom Diocese de Ponta Grossa

      Os missionários Bernadete Camilo dos Santos, os seminaristas Iuri Nack Buss e André Emanuel França, Flávia Carla Nascimento e a jornalista Cláudia Aparecida Carneiro, que embarcam nesta segunda-feira (9) para Lábrea (AM) passaram praticamente a manhã desta sexta-feira no Centro de Assistência Especializada obtendo informações sobre as principais doenças existentes no Amazonas, em especial, a Hanseníase. O dermatologista Paulo Schrega, ao lado da assistente social Cristina Buss, da psicóloga Edilvana Maria Graf e da fisioterapeuta Silvana Sabbag Piurkaski falaram sobre a doença: história, sintomas, tratamento e acolhimento.

      O médico falou das quatro doenças mais comuns no Amazonas: tuberculose, aids,  câncer de colo de útero e hanseníase. “A tuberculose é a que mais existe lá, a que mais causa vitima e que mais contagia> O hiv está em todas as partes, mesmo nos lugares mais remotos e onde falta informação e se tem pouco acesso a saúde ela se prolifera; o câncer colo de útero, infelizmente, não teve a queda ao longo do tempo, por faltar as coisas mais elementares, entre elas, os exames preventivos. E a hanseníase O Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em casos de Hanseníase, perde apenas para a Índia”, enumerou.

      Conforme o médico, os missionários terão a possibilidade de orientar, aconselhar, “mas, para isso é necessário ficar atento às possibilidades e levar informação. Não precisa ter medo de se contagiar com a doença porque para se contagiar é necessário o convívio com pessoas doentes e que estejam sem tratamento”, citou, comentando que o meio de contágio é através do bacilo expelido juntamente com as gotículas que são pulverizados quando a pessoa fala, tosse e espirra. Além disso, mais de 90% da população possuem resistência natural à doença”. A condição que propicia a pessoa poder adquirir a doença é o fator genético.

      As características da doença são manchas róseas, vinhosas pelo corpo, que não desaparece mais; testa meio inchada, orelhas saltadas, sobrancelha caída, e, na forma mais grave da doença. mutilações. “O que pode fazer? Orientar. O seminarista Gabriel, que já esteve em Lábrea por duas vezes, acompanhava o grupo na conversa e contou ter visitado na prelazia uma comunidade, a São  Lázaro, onde os doentes têm a doença em estágio bem adiantado, com mutilações nos pés e mãos. as condições de saúde são bem precárias. Poucos médicos, falta de estrutura. “Alguns se arrastam. Eles próprios se excluem do convívio com outras pessoas, não te olham nos olhos, se sentem inferiores”, detalhou. O seminarista lembrou que Lábrea é uma cidade isolada, ficando a 480 quilômetros de Porto Velho e a 200 quilômetros do município mais próximo. “As famílias geradas entre as mesmas famílias, na própria cidade”, citou. Paulo Schrega confirmou que o grupo deve ter algum tipo de parentesco, uma semelhança genética.


Acolhimento

      A assistente social Cristina Buss, mãe de Iuri, ressaltou que, pela experiência que tem neste tipo de atendimento, a ação dos missionários deva ser de acolhimento. “A equipe conversa, toca neles, trata eles como seres humanos, igual a qualquer outro. Também dá para vocês deixarem uma proposta de criar grupo de convivência como temos aqui, ou, sugerir que participem de grupos existentes. Grupos que discutem a Palavra e que promovam atividades, festas, passeios, que vivam de novo esse lado colorido da vida”, orientou.

      A fisioterapeuta Silvana Sabbag Piurkoski fez questão de informar que hanseníase não pega no abraço, no beijo, no  carinho, nem sexualmente, ou banheiro, em toalhas, copo, xícara, talher, pelo sangue e que o remédio bloqueia o contato já nos primeiros 15 dias de tratamento. “É importante o protocolo reacional,  que proíbe comer carne de porco e seus derivados, porque gruda o bacilo morto nas células, proíbe refrigerante preto, por diminuir o cálcio no organismo, bebidas alcoólicas porque anulam o remédio, cigarros e drogas”m enumerou. Por outro lado, se deve ingerir muita água, comer meia melancia pequena durante três dias, para desintoxicar o organismo; usar filtro solar fator 30  porque o tratamento escurece a pele ao aumentar a melatonina; hidratar a pele e cuidar com objetos quentes, devido a perda de sensibilidade. “Isso vocês devem repetir a todos os hansenianos que encontrarem”, pediu Silvana.


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Publicado em: 08/12/2019

Missionários aprendem sobre hanseníase

Lábrea tem comunidade de hansenianos

 

      Os missionários Bernadete Camilo dos Santos, os seminaristas Iuri Nack Buss e André Emanuel França, Flávia Carla Nascimento e a jornalista Cláudia Aparecida Carneiro, que embarcam nesta segunda-feira (9) para Lábrea (AM) passaram praticamente a manhã desta sexta-feira no Centro de Assistência Especializada obtendo informações sobre as principais doenças existentes no Amazonas, em especial, a Hanseníase. O dermatologista Paulo Schrega, ao lado da assistente social Cristina Buss, da psicóloga Edilvana Maria Graf e da fisioterapeuta Silvana Sabbag Piurkaski falaram sobre a doença: história, sintomas, tratamento e acolhimento.

      O médico falou das quatro doenças mais comuns no Amazonas: tuberculose, aids,  câncer de colo de útero e hanseníase. “A tuberculose é a que mais existe lá, a que mais causa vitima e que mais contagia> O hiv está em todas as partes, mesmo nos lugares mais remotos e onde falta informação e se tem pouco acesso a saúde ela se prolifera; o câncer colo de útero, infelizmente, não teve a queda ao longo do tempo, por faltar as coisas mais elementares, entre elas, os exames preventivos. E a hanseníase O Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em casos de Hanseníase, perde apenas para a Índia”, enumerou.

      Conforme o médico, os missionários terão a possibilidade de orientar, aconselhar, “mas, para isso é necessário ficar atento às possibilidades e levar informação. Não precisa ter medo de se contagiar com a doença porque para se contagiar é necessário o convívio com pessoas doentes e que estejam sem tratamento”, citou, comentando que o meio de contágio é através do bacilo expelido juntamente com as gotículas que são pulverizados quando a pessoa fala, tosse e espirra. Além disso, mais de 90% da população possuem resistência natural à doença”. A condição que propicia a pessoa poder adquirir a doença é o fator genético.

      As características da doença são manchas róseas, vinhosas pelo corpo, que não desaparece mais; testa meio inchada, orelhas saltadas, sobrancelha caída, e, na forma mais grave da doença. mutilações. “O que pode fazer? Orientar. O seminarista Gabriel, que já esteve em Lábrea por duas vezes, acompanhava o grupo na conversa e contou ter visitado na prelazia uma comunidade, a São  Lázaro, onde os doentes têm a doença em estágio bem adiantado, com mutilações nos pés e mãos. as condições de saúde são bem precárias. Poucos médicos, falta de estrutura. “Alguns se arrastam. Eles próprios se excluem do convívio com outras pessoas, não te olham nos olhos, se sentem inferiores”, detalhou. O seminarista lembrou que Lábrea é uma cidade isolada, ficando a 480 quilômetros de Porto Velho e a 200 quilômetros do município mais próximo. “As famílias geradas entre as mesmas famílias, na própria cidade”, citou. Paulo Schrega confirmou que o grupo deve ter algum tipo de parentesco, uma semelhança genética.


Acolhimento

      A assistente social Cristina Buss, mãe de Iuri, ressaltou que, pela experiência que tem neste tipo de atendimento, a ação dos missionários deva ser de acolhimento. “A equipe conversa, toca neles, trata eles como seres humanos, igual a qualquer outro. Também dá para vocês deixarem uma proposta de criar grupo de convivência como temos aqui, ou, sugerir que participem de grupos existentes. Grupos que discutem a Palavra e que promovam atividades, festas, passeios, que vivam de novo esse lado colorido da vida”, orientou.

      A fisioterapeuta Silvana Sabbag Piurkoski fez questão de informar que hanseníase não pega no abraço, no beijo, no  carinho, nem sexualmente, ou banheiro, em toalhas, copo, xícara, talher, pelo sangue e que o remédio bloqueia o contato já nos primeiros 15 dias de tratamento. “É importante o protocolo reacional,  que proíbe comer carne de porco e seus derivados, porque gruda o bacilo morto nas células, proíbe refrigerante preto, por diminuir o cálcio no organismo, bebidas alcoólicas porque anulam o remédio, cigarros e drogas”m enumerou. Por outro lado, se deve ingerir muita água, comer meia melancia pequena durante três dias, para desintoxicar o organismo; usar filtro solar fator 30  porque o tratamento escurece a pele ao aumentar a melatonina; hidratar a pele e cuidar com objetos quentes, devido a perda de sensibilidade. “Isso vocês devem repetir a todos os hansenianos que encontrarem”, pediu Silvana.


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O estigma da doença começou a mudar em 1985, quando foi descoberta a cura.   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa

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No Centro de Referência, missionários ouviram que o corpo leva cinco anos para eliminar o bacilo morto   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa

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A hanseníase tem cura por isso não se deve desistir do tratamento   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa


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