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Publicado em: 05/01/2020

“Um Natal que ninguém vai tirar do coração”

Assim Bernadete definiu o mês que passou em Lábrea

 
Bernadete e Gilson se despedem do padre José Nilson: emoção Bernadete e Gilson se despedem do padre José Nilson: emoção | Crédito: AssCom Diocese de Ponta Grossa

      O diácono Gilson Camilo da Silva e sua esposa Bernadete estão voltando a Diocese de Ponta Grossa, depois de ficar um mês em missão na Prelazia de Lábrea, no Amazonas. “A sensação é de uma missão cumprida mas de um desafio pela frente para a vida da Igreja. Falta ainda muito para a Igreja chegar”,  resumia o diácono. Para Bernadete, a sensação era de dor também. “Ficamos um mês, vimos o carinho, a atenção, a acolhida deles, e, a gente pode fazer tão pouco. Acima de tudo, foi uma experiência diferente, uma convivência inesquecível, foi um Natal que ninguém vai tirar do coração”, emocionava-se.

      “A gente que está bem envolvido percebe uma situação aqui onde falta muito ainda para a Igreja chegar. Talvez, na nossa diocese também tenham lugares não acessíveis, que precisamos chegar, mas, aqui, se percebe essa carência a falta da Igreja: a falta de padre, de um ministro ordenado... tem comunidade com muitas crianças, que não tem catequista; não tem ministro da Eucaristia, com capela tudo”, detalhou o diácono Gilson, dizendo acreditar que com o projeto Igreja-irmã, devagar, pode-se ir, junto, diminuindo essa carência.

      Para o diácono, agora, com a Diocese de Ponta Grossa passando a administrar a Paróquia São João Batista, em Canutama, talvez, o engajamento de todos os diocesanos possa ser maior. “Quem sabe se possa levar para o povo nosso, onde temos mais facilidade, mais padres, mais diáconos, de eles também estarem assumindo esse compromisso, de estarem vindo até aqui, estar junto, participar, ampliar esse relacionamento. Não ficar um mês em missão, mas ficar dois, três anos, um tempo maior. Doar sua vida nessa Igreja, nessa realidade de tanta carência da presença da Igreja”, convidou Silva. “A fé do povo é indiscutível. Mas, não conhece os sacramentos, não consegue participar da celebração eucarística porque, afinal, tem comunidade que tem missa uma vez por ano. Precisamos estar mais perto deles”, destacou.   

      A esposa do diácono, a catequista Bernadete Silva, lembrava que são tantas as necessidades da população e que quase nada o casal pode fazer, “mas, o tempo que tivemos para conversar, para abraçar, ficar junto, escutar as histórias, teve um agradecimento tão grande como se tivéssemos feito algo muito grande”, citou, referindo-se especificamente a dona da casa onde passaram a última noite, no Ramal Tauaruã, Maria Bezerra. “Dor de ver um povo tão sofrido, tão injustiçado, e, ao mesmo tempo, a alegria de ver a fé, de ver como as crianças rezam, vivem com os pais, o carinho, a atenção, a obediência. Somos muito privilegiados quanto à saúde, educação, transporte; talvez, nossos jovens e nossas crianças precisassem conhecer essa realidade. Temos que contar tudo do que vimos aqui para despertar no coração deles que eles precisam ficar mais atentos”, argumentava. Bernadete recordou que, sempre prepara a casa para o Natal, sempre está com a família nesta época,  “mas, aqui foi uma outra preparação”, frisou.

      Gilson e Bernadete saíram de Lábrea às 8 horas de domingo (5), com destino a Porto Velho (RO), onde chegaram por volta das 16 horas. O casal embarcaria de volta ao Paraná na madrugada de terça-feira (7), fazendo, antes, escala em Brasília. A chegada em Curitiba está prevista para às 11h45.


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Publicado em: 05/01/2020

“Um Natal que ninguém vai tirar do coração”

Assim Bernadete definiu o mês que passou em Lábrea

 

      O diácono Gilson Camilo da Silva e sua esposa Bernadete estão voltando a Diocese de Ponta Grossa, depois de ficar um mês em missão na Prelazia de Lábrea, no Amazonas. “A sensação é de uma missão cumprida mas de um desafio pela frente para a vida da Igreja. Falta ainda muito para a Igreja chegar”,  resumia o diácono. Para Bernadete, a sensação era de dor também. “Ficamos um mês, vimos o carinho, a atenção, a acolhida deles, e, a gente pode fazer tão pouco. Acima de tudo, foi uma experiência diferente, uma convivência inesquecível, foi um Natal que ninguém vai tirar do coração”, emocionava-se.

      “A gente que está bem envolvido percebe uma situação aqui onde falta muito ainda para a Igreja chegar. Talvez, na nossa diocese também tenham lugares não acessíveis, que precisamos chegar, mas, aqui, se percebe essa carência a falta da Igreja: a falta de padre, de um ministro ordenado... tem comunidade com muitas crianças, que não tem catequista; não tem ministro da Eucaristia, com capela tudo”, detalhou o diácono Gilson, dizendo acreditar que com o projeto Igreja-irmã, devagar, pode-se ir, junto, diminuindo essa carência.

      Para o diácono, agora, com a Diocese de Ponta Grossa passando a administrar a Paróquia São João Batista, em Canutama, talvez, o engajamento de todos os diocesanos possa ser maior. “Quem sabe se possa levar para o povo nosso, onde temos mais facilidade, mais padres, mais diáconos, de eles também estarem assumindo esse compromisso, de estarem vindo até aqui, estar junto, participar, ampliar esse relacionamento. Não ficar um mês em missão, mas ficar dois, três anos, um tempo maior. Doar sua vida nessa Igreja, nessa realidade de tanta carência da presença da Igreja”, convidou Silva. “A fé do povo é indiscutível. Mas, não conhece os sacramentos, não consegue participar da celebração eucarística porque, afinal, tem comunidade que tem missa uma vez por ano. Precisamos estar mais perto deles”, destacou.   

      A esposa do diácono, a catequista Bernadete Silva, lembrava que são tantas as necessidades da população e que quase nada o casal pode fazer, “mas, o tempo que tivemos para conversar, para abraçar, ficar junto, escutar as histórias, teve um agradecimento tão grande como se tivéssemos feito algo muito grande”, citou, referindo-se especificamente a dona da casa onde passaram a última noite, no Ramal Tauaruã, Maria Bezerra. “Dor de ver um povo tão sofrido, tão injustiçado, e, ao mesmo tempo, a alegria de ver a fé, de ver como as crianças rezam, vivem com os pais, o carinho, a atenção, a obediência. Somos muito privilegiados quanto à saúde, educação, transporte; talvez, nossos jovens e nossas crianças precisassem conhecer essa realidade. Temos que contar tudo do que vimos aqui para despertar no coração deles que eles precisam ficar mais atentos”, argumentava. Bernadete recordou que, sempre prepara a casa para o Natal, sempre está com a família nesta época,  “mas, aqui foi uma outra preparação”, frisou.

      Gilson e Bernadete saíram de Lábrea às 8 horas de domingo (5), com destino a Porto Velho (RO), onde chegaram por volta das 16 horas. O casal embarcaria de volta ao Paraná na madrugada de terça-feira (7), fazendo, antes, escala em Brasília. A chegada em Curitiba está prevista para às 11h45.


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Gilson e Bernadete falaram aos jovens sobre a vocação matrimonial   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa

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