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Publicado em: 11/02/2020

Aula inaugural abre ano letivo no Ifiteme

Arquiteto Tobias Machado falou sobre a ‘catedral amazônica’

 
Padres, religiosos, alunos e professores acompanharam a aula inaugural Padres, religiosos, alunos e professores acompanharam a aula inaugural | Crédito: AssCom Diocese de Ponta Grossa

      O Instituto de Filosofia e Teologia Mater Ecclesiae (Ifiteme), que pertence à Diocese de Ponta Grossa, iniciou seu ano letivo com uma missa celebrada pelo bispo dom Sergio Arthur Braschi, nesta segunda-feira (10). Como de costume, a aula inaugural do período trouxe um convidado especial. O arquiteto Tobias Bonk Machado, especialista em restauro, sustentabilidade, espaço celebrativo litúrgico e arte sacra, falou a padres, alunos, professores e funcionários sobre a ‘Catedral Amazônica, uma igreja indígena pedida pelos Yanomâmi’.

      O especialista contou a história de sua participação no projeto atendido pelo Papa Francisco, desenvolvido pelo Setor de Espaço Litúrgico da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a comunidade local. Machado, que já desenvolveu 40 projetos para diferentes dioceses do Brasil, citou que tem a assessoria do padre Thiago Faccini Paro, do Setor Espaço Litúrgico da Comissão Episcopal Pastoral para Liturgia da CNBB, com quem esteve, em 2016, nas aldeias Yanomâmi, município de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas. “Uma igreja precisa respeitar a cultura da comunidade e da região. Cada comunidade é única”, argumentou, lembrando que a arte sacra tem por missão levar a Deus, conduzir ao transcendente, se utilizando de uma iconografia que ‘fale’ aos fiéis. “Para isso, eu necessitava conhecer mais daquela população”.

      O conjunto de aldeias fica na região conhecida como ‘cabeça de cachorro’, em Matucará, na fronteira com a Colômbia, Venezuela e o estado de Roraima, aos pés do Pico da Neblina, ponto mais alto do Brasil. Ali vivem cerca de cinco mil indígenas. O local é administrado por uma missão salesiana, cujos padres, em acordo com os indígenas, definiram que a ‘catedral’ será erguida em honra a Nossa Senhora de Lourdes. “Eles chamam de ‘catedral’ porque gostariam de uma igreja grande e, para eles, um templo assim, maior, é uma catedral...E queriam que fosse redonda. Só isso que me pediram”, explicou o arquiteto. O projeto, desenvolvido seguindo características culturais dos indígenas e especificando a utilização de materiais comuns entre eles, foi enviado à Santa Sé ano passado e tem prazo de construção estimado em três anos.

      O diretor do Ifiteme, padre Claudemir Leal, explicou que a escolha do tema da aula inaugural leva em conta sempre o momento que a Igreja está vivendo. “Assuntos atuais da Igreja: um documento novo, algum tema que o Papa esteja tratando, algo que fuja do nosso dia-a-dia, mas que digam respeito à Igreja Católica porque é preciso que nos atualizemos”, detalhou, dizendo que os nomes dos palestrantes são indicados por reitores, diretores, de outros institutos. Sobre a expectativa a respeito do ano letivo, padre Claudemir está otimista. “É sempre positiva. Apesar do pouco número de alunos, o quadro de professores, a grade, tudo é montado para que seja sempre desenvolvido o melhor trabalho, para que renda bons frutos”, destacava. O Ifiteme conta atualmente com 26 estudantes, entre integrantes de congregações religiosas e leigos.  

      “A qualidade dos estudos oferecidos aqui, motiva para que continuemos fazendo os sacrifícios necessários, sobretudo econômicos e de dedicação de padres para a formação. Rogamos que Maria, Mãe da Igreja, continue abençoando essa casa de formação”, ressaltava dom Sergio ao comentar que a expectativa é que cresça o número de estudantes no instituto, a partir do ano que vem, com a vinda, inclusive, de alunos de outras dioceses.


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Publicado em: 11/02/2020

Aula inaugural abre ano letivo no Ifiteme

Arquiteto Tobias Machado falou sobre a ‘catedral amazônica’

 

      O Instituto de Filosofia e Teologia Mater Ecclesiae (Ifiteme), que pertence à Diocese de Ponta Grossa, iniciou seu ano letivo com uma missa celebrada pelo bispo dom Sergio Arthur Braschi, nesta segunda-feira (10). Como de costume, a aula inaugural do período trouxe um convidado especial. O arquiteto Tobias Bonk Machado, especialista em restauro, sustentabilidade, espaço celebrativo litúrgico e arte sacra, falou a padres, alunos, professores e funcionários sobre a ‘Catedral Amazônica, uma igreja indígena pedida pelos Yanomâmi’.

      O especialista contou a história de sua participação no projeto atendido pelo Papa Francisco, desenvolvido pelo Setor de Espaço Litúrgico da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a comunidade local. Machado, que já desenvolveu 40 projetos para diferentes dioceses do Brasil, citou que tem a assessoria do padre Thiago Faccini Paro, do Setor Espaço Litúrgico da Comissão Episcopal Pastoral para Liturgia da CNBB, com quem esteve, em 2016, nas aldeias Yanomâmi, município de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas. “Uma igreja precisa respeitar a cultura da comunidade e da região. Cada comunidade é única”, argumentou, lembrando que a arte sacra tem por missão levar a Deus, conduzir ao transcendente, se utilizando de uma iconografia que ‘fale’ aos fiéis. “Para isso, eu necessitava conhecer mais daquela população”.

      O conjunto de aldeias fica na região conhecida como ‘cabeça de cachorro’, em Matucará, na fronteira com a Colômbia, Venezuela e o estado de Roraima, aos pés do Pico da Neblina, ponto mais alto do Brasil. Ali vivem cerca de cinco mil indígenas. O local é administrado por uma missão salesiana, cujos padres, em acordo com os indígenas, definiram que a ‘catedral’ será erguida em honra a Nossa Senhora de Lourdes. “Eles chamam de ‘catedral’ porque gostariam de uma igreja grande e, para eles, um templo assim, maior, é uma catedral...E queriam que fosse redonda. Só isso que me pediram”, explicou o arquiteto. O projeto, desenvolvido seguindo características culturais dos indígenas e especificando a utilização de materiais comuns entre eles, foi enviado à Santa Sé ano passado e tem prazo de construção estimado em três anos.

      O diretor do Ifiteme, padre Claudemir Leal, explicou que a escolha do tema da aula inaugural leva em conta sempre o momento que a Igreja está vivendo. “Assuntos atuais da Igreja: um documento novo, algum tema que o Papa esteja tratando, algo que fuja do nosso dia-a-dia, mas que digam respeito à Igreja Católica porque é preciso que nos atualizemos”, detalhou, dizendo que os nomes dos palestrantes são indicados por reitores, diretores, de outros institutos. Sobre a expectativa a respeito do ano letivo, padre Claudemir está otimista. “É sempre positiva. Apesar do pouco número de alunos, o quadro de professores, a grade, tudo é montado para que seja sempre desenvolvido o melhor trabalho, para que renda bons frutos”, destacava. O Ifiteme conta atualmente com 26 estudantes, entre integrantes de congregações religiosas e leigos.  

      “A qualidade dos estudos oferecidos aqui, motiva para que continuemos fazendo os sacrifícios necessários, sobretudo econômicos e de dedicação de padres para a formação. Rogamos que Maria, Mãe da Igreja, continue abençoando essa casa de formação”, ressaltava dom Sergio ao comentar que a expectativa é que cresça o número de estudantes no instituto, a partir do ano que vem, com a vinda, inclusive, de alunos de outras dioceses.


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Padres, religiosos, alunos e professores acompanharam a aula inaugural   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa

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O bispo dom Sergio e padre Claudemir concelebraram a missa de abertura do ano letivo   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa

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O arquiteto Tobias Machado, de São José dos Pinhais, tem também longa caminhada na Igreja   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa


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