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Publicado em: 16/03/2020

Via Sacra tem obras de pintor premiado

As telas estão em igreja São Judas, em Castro

 
Os quadros terão um espaço de destaque na nova igreja, garante o pároco Os quadros terão um espaço de destaque na nova igreja, garante o pároco | Crédito: Renato de Oliveira

      Entre as mais diversas imagens sacras que estão hoje no interior da Paróquia de São Judas Tadeu, em Castro, a igreja, que completou em 2020 48 anos de sua criação, guarda em suas paredes um importante acervo cultural/religioso. Espalhada por 14 estações, toda a história do calvário é contada passo a passo, desde o instante da condenação até o ato do sepultamento de Cristo, através de ilustrações do artista plástico Orlando Mattos, fixadas em quadros.  Autodidata, o artista que nasceu em Castro em 31 de março de 1917 e morreu em 1922, em Diadema (SP), onde morava desde a década de 60, deixou registrado em telas, o mais importante capítulo da história do Cristianismo, conhecido como a ’Via Sacra’.

      Nascido em um sítio, no interior de Castro, trabalhou no corte de lenha para a estrada de ferro São Paulo/ Rio de Janeiro.  Já na infância, registrava os trabalhadores rurais marcados pela lida pesada e a fisionomia séria. "Consegui, por conta própria, estudar até os 12 anos de idade, inclusive na arte. No sítio, aprendi a laçar, tirar leite, fazer queijo, virei um moleque em lombo de cavalo", contou o artista, durante entrevista para uma rede de TV, da época. "Todo o artista vive em uma outra dimensão e tudo aquilo que ele faz será julgado depois de 30, 40 depois", emendou.  Determinado por conhecer outros mundos, além das cercanias do pequeno sítio onde morava, Orlando Mattos tratou de buscar mudanças. E o caminho encontrado foi através do Serviço Militar. Forjando idade, acabou entrando para o Exército e seis meses depois, já galgava o posto de cabo. "Arrebentou a Revolução e eu terminei meu serviço de militar em Pirassununga (SP). E foi em São Paulo que conheci o que era asfalto", declarou. 

      Nas décadas de 50 e 60, sobressaiu-se na imprensa como chargista e caricaturista. Ilustrador consagrado, teve seus trabalhos publicados em diversos veículos de comunicação do país, entre eles a Folha de São Paulo e a já extinta revista O Cruzeiro. Como artista plástico e pintor, Orlando Mattos foi muito premiado e teve suas obras expostas por todo Brasil e também no Canadá, Itália, Iugoslávia, Inglaterra e Japão.

      Ainda em Castro, Mattos participou com suas obras, na década de 70, de várias exposições. Citado diversas vezes por jornais castrenses de sua época, o artista também foi matéria especial nas páginas da extinta revista VUP, na edição de número 4, em outubro de 1976, que circulou em Castro e na região.


Na paróquia

      Padre Franco Allen Somensi, pároco da comunidade São Judas Tadeu, destaca a importante doação do acervo do artista. "É muito valioso para nós, enquanto paróquia, sermos guardiões de uma obra dessa magnitude. Nós estamos em processo de construção de uma nova igreja matriz e a idéia é estarmos preservando esta obra e a colocando num lugar de destaque, no novo espaço, e, isto é um privilégio para nossa paróquia, mantermos este acervo tão valioso, que é patrimônio histórico de Castro, e, que nossa comunidade guarda com muito carinho e responsabilidade", aponta.

      Já a respeito de que a Via Sacra de Orlando Mattos mostra nos painéis apenas 14 estações, omitindo a cena da ressureição, o sacerdote explica que as estações lembram todo o sofrimento, perseguição, crucificação e a morte de Jesus na cruz, e, são relatos de toda a história do Cristianismo. "Já a ressureição de fato, nós a vivenciamos no nosso dia a dia e não seria uma pintura ou ilustração que iria retratar toda a magnificência desse momento. E isto (a ressureição), nós exprimimos também durante a celebração da missa, quando fazemos memória de Cristo", sentencia.


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Publicado em: 16/03/2020

Via Sacra tem obras de pintor premiado

As telas estão em igreja São Judas, em Castro

 

      Entre as mais diversas imagens sacras que estão hoje no interior da Paróquia de São Judas Tadeu, em Castro, a igreja, que completou em 2020 48 anos de sua criação, guarda em suas paredes um importante acervo cultural/religioso. Espalhada por 14 estações, toda a história do calvário é contada passo a passo, desde o instante da condenação até o ato do sepultamento de Cristo, através de ilustrações do artista plástico Orlando Mattos, fixadas em quadros.  Autodidata, o artista que nasceu em Castro em 31 de março de 1917 e morreu em 1922, em Diadema (SP), onde morava desde a década de 60, deixou registrado em telas, o mais importante capítulo da história do Cristianismo, conhecido como a ’Via Sacra’.

      Nascido em um sítio, no interior de Castro, trabalhou no corte de lenha para a estrada de ferro São Paulo/ Rio de Janeiro.  Já na infância, registrava os trabalhadores rurais marcados pela lida pesada e a fisionomia séria. "Consegui, por conta própria, estudar até os 12 anos de idade, inclusive na arte. No sítio, aprendi a laçar, tirar leite, fazer queijo, virei um moleque em lombo de cavalo", contou o artista, durante entrevista para uma rede de TV, da época. "Todo o artista vive em uma outra dimensão e tudo aquilo que ele faz será julgado depois de 30, 40 depois", emendou.  Determinado por conhecer outros mundos, além das cercanias do pequeno sítio onde morava, Orlando Mattos tratou de buscar mudanças. E o caminho encontrado foi através do Serviço Militar. Forjando idade, acabou entrando para o Exército e seis meses depois, já galgava o posto de cabo. "Arrebentou a Revolução e eu terminei meu serviço de militar em Pirassununga (SP). E foi em São Paulo que conheci o que era asfalto", declarou. 

      Nas décadas de 50 e 60, sobressaiu-se na imprensa como chargista e caricaturista. Ilustrador consagrado, teve seus trabalhos publicados em diversos veículos de comunicação do país, entre eles a Folha de São Paulo e a já extinta revista O Cruzeiro. Como artista plástico e pintor, Orlando Mattos foi muito premiado e teve suas obras expostas por todo Brasil e também no Canadá, Itália, Iugoslávia, Inglaterra e Japão.

      Ainda em Castro, Mattos participou com suas obras, na década de 70, de várias exposições. Citado diversas vezes por jornais castrenses de sua época, o artista também foi matéria especial nas páginas da extinta revista VUP, na edição de número 4, em outubro de 1976, que circulou em Castro e na região.


Na paróquia

      Padre Franco Allen Somensi, pároco da comunidade São Judas Tadeu, destaca a importante doação do acervo do artista. "É muito valioso para nós, enquanto paróquia, sermos guardiões de uma obra dessa magnitude. Nós estamos em processo de construção de uma nova igreja matriz e a idéia é estarmos preservando esta obra e a colocando num lugar de destaque, no novo espaço, e, isto é um privilégio para nossa paróquia, mantermos este acervo tão valioso, que é patrimônio histórico de Castro, e, que nossa comunidade guarda com muito carinho e responsabilidade", aponta.

      Já a respeito de que a Via Sacra de Orlando Mattos mostra nos painéis apenas 14 estações, omitindo a cena da ressureição, o sacerdote explica que as estações lembram todo o sofrimento, perseguição, crucificação e a morte de Jesus na cruz, e, são relatos de toda a história do Cristianismo. "Já a ressureição de fato, nós a vivenciamos no nosso dia a dia e não seria uma pintura ou ilustração que iria retratar toda a magnificência desse momento. E isto (a ressureição), nós exprimimos também durante a celebração da missa, quando fazemos memória de Cristo", sentencia.


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Os quadros terão um espaço de destaque na nova igreja, garante o pároco   |   Renato de Oliveira

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Orlando Mattos, imagem da revista castrense VUP, que circulou no Paraná, outros estados e até no exterior na década de 70.   |   Renato de Oliveira

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Via Sacra, acervo de imagens doadas pelo artista   |   Renato de Oliveira

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As telas estão hoje sobre a guarda da Paróquia São Judas Tadeu   |   Renato de Oliveira

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Obra riquíssima em detalhe do pintor premiado, nascido em Castro   |   Renato de Oliveira


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