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Publicado em: 24/04/2020

‘Deus Pai’ será remodelada

Comunidade atende pessoas em situação de rua

 
Os acolhidos ficam em média na casa cerca de três a quatro meses Os acolhidos ficam em média na casa cerca de três a quatro meses | Crédito: Arquivo Comunidade Deus Pai

       A Comunidade Deus Pai, que acolhe pessoas em situação de rua, completa oito anos este mês. Funcionando na Rua Jacob Zardo 77, no Bairro da Ronda, em Ponta Grossa, a casa oferece banho, alimentação, atendimento psicológico uma vez por semana, além de ceder cestas básicas a aproximadamente 15 famílias carentes que moram nos arredores da comunidade. Os próprios acolhidos são responsáveis pela manutenção da casa. E neste mês de aniversário, os representantes da comunidade estão ‘dando um gás’ para conseguir obter, especialmente, os materiais a serem utilizados no término da construção iniciada em maio de 2018 e que dará um outro aspecto à entidade.

      Apoiada pela Igreja Católica, responsável pela doação do terreno onde está instalada, a Comunidade Deus Pai deverá funcionar, depois da reforma, em uma edificação de alvenaria, com um total de 220 metros. Está sendo construída uma nova cozinha, refeitório, dois banheiros comunitários e três dormitórios, distribuídos em um espaço de dois andares. “Vivemos totalmente da providência divina. Recebemos cadeirantes, acamados, gente sem família, tudo para viver o carisma que Deus confiou por caridade. Peço ajuda para terminar a construção, para melhorar a estrutura. Ajuda financeira...estamos precisando de cimento, de ferro, o que o povo sentir no coração de doar”, ressalta Luciano Ribas Martins, um dos fundadores da Comunidade e seu atual responsável.

      A campanha acontece em meio a interdição cautelar de 90 dias imposta pela Vigilância Sanitária, a partir do que a Cúria Diocesana formou um comitê, integrado pelo ecônomo da Diocese de Ponta Grossa, padre Mário Dwulatka; o assistente social Adrianis Galdino Júnior; o diácono Dyego Quadros, da Paróquia/Catedral Sant’Anal; Luciano Martins e sua esposa, Ariane Martins. “O auto de interdição trazia questões relativas, exponencialmente, a alimentação, ao preparo da alimentação e as instalações sanitárias. Em uma reunião com a Vigilância Sanitária, discutimos os motivos da interdição, foram colocados os problemas e a apontados as saídas”, comenta Galdino Júnior.

      Segundo o assistente social, a exigência é que se adeque o ambiente e deixe claro o objetivo da casa, qual serviço se quer executar e o limite de pessoas que podem ser atendidos. “Fixou-se também que, durante a interdição, não poderá se receber mais pessoas. A Interdição faz parte da lei e ninguém está acima da lei. O Poder Público tem se mostrado receptivo enquanto Vigilância Sanitária e Fundação de Assistência Social. Vamos trabalhar para tornar a Comunidade Deus Pai um equipamento dentro da legalidade sanitária, social e civil, sem perder de fato aquilo que é o seu carisma primordial”, detalha.  A entidade está sendo apoiada, entre outras, pela empresa Matuch Consultoria, na pessoa da engenheira de Alimentos, Mariângela Matuch, e da tecnóloga em Alimentos, Ana Cláudia Matuch, que estão assessorando quanto ao layout sanitário da cozinha industrial e intermediando a obtenção de material e a confecção do projeto civil e arquitetônico, informa Mariângela.

      Padre Mário Dwulatka reconhece a importância do trabalho prestado pela Deus Pai. “A diocese cedeu o terreno e foram caminhando com os próprios recursos, que sempre foram escassos. Estamos direcionando a atenção à Comunidade, que tem desempenhado um papel relevante à sociedade, sem interferência política, com a ajuda de muitas pessoas. É muito bom ver que há pessoas que se preocupam com o próximo, mesmo neste momento de crise”, enfatiza padre Mário, citando que muitos empresários estão colaborando com os serviços e doações.

      De acordo ainda com Luciano Martins, neste momento, a Fundação de Assistência Social está cedendo marmitas no almoço e pães para o café da manhã e para o lanche, e, o jantar, a partir desta quinta-feira (23) será oferecido pelo grupo Patrulha da Fé, paroquianos da Catedral Sant’Ana e demais voluntários. “A intenção é mantermos vivo o carisma da Comunidade, que é a acolhida às pessoas em situação de rua e marginalizados”.

Campanha

      Voluntários realizam campanha, via rede social, para ajudar a Comunidade Deus Pai a arrecadar o material de construção necessário para a obra da nova sede. Para isso, estão recebendo doação: uma carga de areia, um milheiro de tijolo, 50 metros de fio de luz 10mm, 400 metros de fio de luz 2,5mm, 16 tomadas, três interruptores, quatro interruptores duplos, 30 caixinhas para luz,15 plafond para lâmpada, 15 lâmpadas 110, quatro registros de gaveta, quatro vasos sanitários.

      Ainda três barras de cabo 40mm, três barras de cano 25mm, quatro barras de cano de 100mm, 120 metros de piso cerâmico para os quartos, 45 metros de revestimento branco para o banheiro, quatro portas internas com caixão, duas portas internas com caixão, quatro janelas 2,5 x 1,5, duas janelas 1,5 x 1,0 para banheiro, 30 sacos de cimento, 50 sacos de argamassa, 83 metros de piso branco, 92 metros de revestimento branco e duas janelas 1,65 x 1,40.


  • Diocede Ponta Grossa


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Publicado em: 24/04/2020

‘Deus Pai’ será remodelada

Comunidade atende pessoas em situação de rua

 

       A Comunidade Deus Pai, que acolhe pessoas em situação de rua, completa oito anos este mês. Funcionando na Rua Jacob Zardo 77, no Bairro da Ronda, em Ponta Grossa, a casa oferece banho, alimentação, atendimento psicológico uma vez por semana, além de ceder cestas básicas a aproximadamente 15 famílias carentes que moram nos arredores da comunidade. Os próprios acolhidos são responsáveis pela manutenção da casa. E neste mês de aniversário, os representantes da comunidade estão ‘dando um gás’ para conseguir obter, especialmente, os materiais a serem utilizados no término da construção iniciada em maio de 2018 e que dará um outro aspecto à entidade.

      Apoiada pela Igreja Católica, responsável pela doação do terreno onde está instalada, a Comunidade Deus Pai deverá funcionar, depois da reforma, em uma edificação de alvenaria, com um total de 220 metros. Está sendo construída uma nova cozinha, refeitório, dois banheiros comunitários e três dormitórios, distribuídos em um espaço de dois andares. “Vivemos totalmente da providência divina. Recebemos cadeirantes, acamados, gente sem família, tudo para viver o carisma que Deus confiou por caridade. Peço ajuda para terminar a construção, para melhorar a estrutura. Ajuda financeira...estamos precisando de cimento, de ferro, o que o povo sentir no coração de doar”, ressalta Luciano Ribas Martins, um dos fundadores da Comunidade e seu atual responsável.

      A campanha acontece em meio a interdição cautelar de 90 dias imposta pela Vigilância Sanitária, a partir do que a Cúria Diocesana formou um comitê, integrado pelo ecônomo da Diocese de Ponta Grossa, padre Mário Dwulatka; o assistente social Adrianis Galdino Júnior; o diácono Dyego Quadros, da Paróquia/Catedral Sant’Anal; Luciano Martins e sua esposa, Ariane Martins. “O auto de interdição trazia questões relativas, exponencialmente, a alimentação, ao preparo da alimentação e as instalações sanitárias. Em uma reunião com a Vigilância Sanitária, discutimos os motivos da interdição, foram colocados os problemas e a apontados as saídas”, comenta Galdino Júnior.

      Segundo o assistente social, a exigência é que se adeque o ambiente e deixe claro o objetivo da casa, qual serviço se quer executar e o limite de pessoas que podem ser atendidos. “Fixou-se também que, durante a interdição, não poderá se receber mais pessoas. A Interdição faz parte da lei e ninguém está acima da lei. O Poder Público tem se mostrado receptivo enquanto Vigilância Sanitária e Fundação de Assistência Social. Vamos trabalhar para tornar a Comunidade Deus Pai um equipamento dentro da legalidade sanitária, social e civil, sem perder de fato aquilo que é o seu carisma primordial”, detalha.  A entidade está sendo apoiada, entre outras, pela empresa Matuch Consultoria, na pessoa da engenheira de Alimentos, Mariângela Matuch, e da tecnóloga em Alimentos, Ana Cláudia Matuch, que estão assessorando quanto ao layout sanitário da cozinha industrial e intermediando a obtenção de material e a confecção do projeto civil e arquitetônico, informa Mariângela.

      Padre Mário Dwulatka reconhece a importância do trabalho prestado pela Deus Pai. “A diocese cedeu o terreno e foram caminhando com os próprios recursos, que sempre foram escassos. Estamos direcionando a atenção à Comunidade, que tem desempenhado um papel relevante à sociedade, sem interferência política, com a ajuda de muitas pessoas. É muito bom ver que há pessoas que se preocupam com o próximo, mesmo neste momento de crise”, enfatiza padre Mário, citando que muitos empresários estão colaborando com os serviços e doações.

      De acordo ainda com Luciano Martins, neste momento, a Fundação de Assistência Social está cedendo marmitas no almoço e pães para o café da manhã e para o lanche, e, o jantar, a partir desta quinta-feira (23) será oferecido pelo grupo Patrulha da Fé, paroquianos da Catedral Sant’Ana e demais voluntários. “A intenção é mantermos vivo o carisma da Comunidade, que é a acolhida às pessoas em situação de rua e marginalizados”.

Campanha

      Voluntários realizam campanha, via rede social, para ajudar a Comunidade Deus Pai a arrecadar o material de construção necessário para a obra da nova sede. Para isso, estão recebendo doação: uma carga de areia, um milheiro de tijolo, 50 metros de fio de luz 10mm, 400 metros de fio de luz 2,5mm, 16 tomadas, três interruptores, quatro interruptores duplos, 30 caixinhas para luz,15 plafond para lâmpada, 15 lâmpadas 110, quatro registros de gaveta, quatro vasos sanitários.

      Ainda três barras de cabo 40mm, três barras de cano 25mm, quatro barras de cano de 100mm, 120 metros de piso cerâmico para os quartos, 45 metros de revestimento branco para o banheiro, quatro portas internas com caixão, duas portas internas com caixão, quatro janelas 2,5 x 1,5, duas janelas 1,5 x 1,0 para banheiro, 30 sacos de cimento, 50 sacos de argamassa, 83 metros de piso branco, 92 metros de revestimento branco e duas janelas 1,65 x 1,40.


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