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Publicado em: 15/12/2020

Comunidade ganha novos alojamentos

Bispo abençoou ala na Mãe do Bom Conselho

 
Dom Sergio celebrou a missa, ao lado do diácono Gilson e do padre Mário Dwulatka   Dom Sergio celebrou a missa, ao lado do diácono Gilson e do padre Mário Dwulatka | Crédito: AssCom Diocese de Ponta Grossa

      Na tarde de sábado (12), o bispo dom Sergio Arthur Braschi celebrou missa em ação de graças pela nova ala da Comunidade Mãe do Bom Conselho, uma casa católica de acolhida, que atende homens em situação de rua. Os alojamentos têm capacidade para 12 pessoas e foram construídos nesses últimos 11 meses, com recursos levantados pela Comunidade, por intermédio de doações e promoções. A casa fica no Bairro Contorno, em Ponta Grossa, e funciona há cinco anos.

     De acordo com Leandro de Paula, idealizador da Comunidade, o foco é acolher pessoas em situação de rua, mas as portas estão abertas a todos que precisarem. “É uma casa catequética, em que as pessoas não têm tempo definido para ficar. É uma casa que prepara para uma nova vida. Eles vêm de livre e espontânea vontade e vão quando quiserem. Uns ficam uma semana, outros um mês, alguns nove meses. Nós, aqui, trabalhamos com a promoção humana, ajudamos os irmãos a se levantarem”, explicou, ele que é o presidente do grupo gestor da Casa.

     A Comunidade Mãe do Bom Conselho nasceu de uma ramificação da Comunidade Católica Deus Pai, que atende, igualmente, pessoas em situação de rua. Dela, ainda, surgiram outras casas, a Comunidade e Fraternidade Misericórdia Eucarística, que funciona no centro da cidade, e a Deus Pai, instalada onde era a Capela Mãe do Redentor, no Bairro Nova Rússia e acolhe irmãos na mesma situação. “O nosso Carisma é diferenciado e Deus quis que viéssemos para cá para ajudar, especialmente, os mais jovens, os que tem algum tipo de dependência”, justificou Leandrinho, citando que a Comunidade aposta na Laboraterapia. “Eles seguem as regras da casa. Ajudam, voluntariamente, na horta, no cuidado com os animais, na cozinha, na limpeza...Têm horário de levantar, de comer, de rezar. Há celebrações diárias, recitam o Santo Terço e fazem uma hora de Adoração todos os dias”, detalhou.

     A Comunidade ajuda na reinserção à sociedade, providenciando documentação e encaminhando para emprego. “Vários já foram encaminhados por empresários e funcionários de grandes indústrias, que são nossos amigos. Se não for assim, não conseguimos ajudá-los realmente”, acrescentou Leandrinho. A chácara ocupa uma área cedida em comodato pela Cáritas Diocesana. O diácono Gilson Camilo da Silva, presidente da Cáritas e vice-presidente do grupo gestor da Comunidade, destacou que a Diocese de Ponta Grossa também ajuda, via as diversas paróquias. “Os padres ajudam na venda dos pães que são produzidos aqui, toda a terça-feira, e são comercializados na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, na Igrejinha de Uvaranas, na Paróquia Nossa Senhora do Pilar...A Diocese ajuda com essa abertura”.

      São produzidos semanalmente de 100 a 150 pães caseiros, de 700 gramas, vendidos a R$ 7, segundo o diácono. Para o bispo Dom Sergio, acolher os necessitados é missão da Igreja, sempre. “Como encontramos no Novo Testamento, em São Paulo, a fé sem obras é morta. Esse é o ensinamento e prática da Igreja em todos os tempos. Temos a fé e a evangelização e temos a prática das boas obras, das obras de misericórdia, que são essa dimensão social. Não podemos viver verdadeiramente a vida cristã sem estar servindo aos que mais necessitam, aos pobres em todos os sentidos. Essas casas que acolhem as pessoas para renovar a vida, casas de recuperação, casas terapêuticas, são uma realidade, talvez, um pouco nova na Igreja, nas últimas décadas, devido ao aumento dessa necessidade, mas são formas diferentes da mesma, única caridade de Cristo”, enfatizou o bispo.

     Disonei Aparecido dos Santos, de 49 anos, ficou nove meses morando na Comunidade. “Cheguei humilhado, no fundo do poço, fumava, bebia. Um rapaz da minha capela, a Nossa Senhora das Graças, em Telêmaco Borba, conhecia o Leandro. Pediu vaga para mim e deu certo. Ajudei na construção do muro, na horta; gostava muito de mexer com a terra, ocupava a cabeça. Foi muito importante para mim. Iniciei uma outra vida, um renascimento, estava nos braços da Mãe. Isso aqui é como um ventre, que você entra e nasce de novo”, contou emocionado.  “Minha vida é maravilhosa. Abracei com toda a garra essa nova chance, estou perseverando e, cada dia, eu estou recebendo novas graças, aprendendo mais. Cada dia Deus me surpreende, me mostra coisas que eu não tinha tempo de ver e de sentir”, acrescentou Santos, que hoje trabalha como motorista de caminhão. 


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Publicado em: 15/12/2020

Comunidade ganha novos alojamentos

Bispo abençoou ala na Mãe do Bom Conselho

 

      Na tarde de sábado (12), o bispo dom Sergio Arthur Braschi celebrou missa em ação de graças pela nova ala da Comunidade Mãe do Bom Conselho, uma casa católica de acolhida, que atende homens em situação de rua. Os alojamentos têm capacidade para 12 pessoas e foram construídos nesses últimos 11 meses, com recursos levantados pela Comunidade, por intermédio de doações e promoções. A casa fica no Bairro Contorno, em Ponta Grossa, e funciona há cinco anos.

     De acordo com Leandro de Paula, idealizador da Comunidade, o foco é acolher pessoas em situação de rua, mas as portas estão abertas a todos que precisarem. “É uma casa catequética, em que as pessoas não têm tempo definido para ficar. É uma casa que prepara para uma nova vida. Eles vêm de livre e espontânea vontade e vão quando quiserem. Uns ficam uma semana, outros um mês, alguns nove meses. Nós, aqui, trabalhamos com a promoção humana, ajudamos os irmãos a se levantarem”, explicou, ele que é o presidente do grupo gestor da Casa.

     A Comunidade Mãe do Bom Conselho nasceu de uma ramificação da Comunidade Católica Deus Pai, que atende, igualmente, pessoas em situação de rua. Dela, ainda, surgiram outras casas, a Comunidade e Fraternidade Misericórdia Eucarística, que funciona no centro da cidade, e a Deus Pai, instalada onde era a Capela Mãe do Redentor, no Bairro Nova Rússia e acolhe irmãos na mesma situação. “O nosso Carisma é diferenciado e Deus quis que viéssemos para cá para ajudar, especialmente, os mais jovens, os que tem algum tipo de dependência”, justificou Leandrinho, citando que a Comunidade aposta na Laboraterapia. “Eles seguem as regras da casa. Ajudam, voluntariamente, na horta, no cuidado com os animais, na cozinha, na limpeza...Têm horário de levantar, de comer, de rezar. Há celebrações diárias, recitam o Santo Terço e fazem uma hora de Adoração todos os dias”, detalhou.

     A Comunidade ajuda na reinserção à sociedade, providenciando documentação e encaminhando para emprego. “Vários já foram encaminhados por empresários e funcionários de grandes indústrias, que são nossos amigos. Se não for assim, não conseguimos ajudá-los realmente”, acrescentou Leandrinho. A chácara ocupa uma área cedida em comodato pela Cáritas Diocesana. O diácono Gilson Camilo da Silva, presidente da Cáritas e vice-presidente do grupo gestor da Comunidade, destacou que a Diocese de Ponta Grossa também ajuda, via as diversas paróquias. “Os padres ajudam na venda dos pães que são produzidos aqui, toda a terça-feira, e são comercializados na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, na Igrejinha de Uvaranas, na Paróquia Nossa Senhora do Pilar...A Diocese ajuda com essa abertura”.

      São produzidos semanalmente de 100 a 150 pães caseiros, de 700 gramas, vendidos a R$ 7, segundo o diácono. Para o bispo Dom Sergio, acolher os necessitados é missão da Igreja, sempre. “Como encontramos no Novo Testamento, em São Paulo, a fé sem obras é morta. Esse é o ensinamento e prática da Igreja em todos os tempos. Temos a fé e a evangelização e temos a prática das boas obras, das obras de misericórdia, que são essa dimensão social. Não podemos viver verdadeiramente a vida cristã sem estar servindo aos que mais necessitam, aos pobres em todos os sentidos. Essas casas que acolhem as pessoas para renovar a vida, casas de recuperação, casas terapêuticas, são uma realidade, talvez, um pouco nova na Igreja, nas últimas décadas, devido ao aumento dessa necessidade, mas são formas diferentes da mesma, única caridade de Cristo”, enfatizou o bispo.

     Disonei Aparecido dos Santos, de 49 anos, ficou nove meses morando na Comunidade. “Cheguei humilhado, no fundo do poço, fumava, bebia. Um rapaz da minha capela, a Nossa Senhora das Graças, em Telêmaco Borba, conhecia o Leandro. Pediu vaga para mim e deu certo. Ajudei na construção do muro, na horta; gostava muito de mexer com a terra, ocupava a cabeça. Foi muito importante para mim. Iniciei uma outra vida, um renascimento, estava nos braços da Mãe. Isso aqui é como um ventre, que você entra e nasce de novo”, contou emocionado.  “Minha vida é maravilhosa. Abracei com toda a garra essa nova chance, estou perseverando e, cada dia, eu estou recebendo novas graças, aprendendo mais. Cada dia Deus me surpreende, me mostra coisas que eu não tinha tempo de ver e de sentir”, acrescentou Santos, que hoje trabalha como motorista de caminhão. 


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Dom Sergio celebrou a missa, ao lado do diácono Gilson e do padre Mário Dwulatka   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa

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A capacidade da Mãe do Bom Conselho é para 12 internos. As instalações foram abençoadas   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa

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Leandro de Paula é o idealizador da Comunidade   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa

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A celebração foi acompanhada por amigos da Comunidade e internos   |   AssCom Diocese de Ponta Grossa


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