DIOCESE  DE  PONTA  GROSSA


SOBRE
   História
   Fundação
   Bula Pontifícia


ESTRUTURA
   Colégio Consultores
   Conselho Presbiteral
   Seminários Diocesanos
   Casas para Encontros


Publicado em: 20/12/2020

A paróquia mais antiga

Fundada em 1774, sua história é ainda mais antiga e mais rica

 
| Crédito: Divulgação

     “É um dos templos maiores, melhor acabado que possui a Província. Tem as proporções, os áditos idênticos aos da Catedral de São Paulo na qual foi modelada e uma vistosa torre. Sendo sua nave e as faldas interiores do seu imenso zimbório enriquecido de belíssimas entalhações douradas e sua capela mor dotada de uma rica arquibancada e suas paredes laterais construídas de taipa. Possui riquíssima alfaias e excelentes paramentos, sobressaindo entre eles o que foi oferecido por sua majestade a imperatriz, quando estivera em visita”. O texto contido na Revista do Paraná, de 1887, descreve a igreja Sant’Ana, de Castro, a paróquia mais antiga da Diocese de Ponta Grossa. 

     Fundada em 19 março de 1774, sua história é ainda mais antiga e mais rica. Está estritamente ligada ao povoamento da região e a consolidação da colonização portuguesa, tanto no que diz respeito às populações indígenas, quanto a ameaça dos espanhóis, em 1763. Foi o adentrar das tropas espanholas no Sul de Santa Catarina que motivou a criação das Companhias de Cavalaria do Pouso do Iapó, que veio estimular o povoamento iniciado lá em 1704, com a distribuição de grandes lotes de terra, as sesmarias. E tudo começou com o erigir de uma cruz e de uma capela em honra a Sant’Ana, santa de devoção da família de Inácio de Almeida Taques, que a tinha como protetora de bens e fortunas. 

     A forte religiosidade dos sesmeiros trouxe para os Campos Gerais os carmelitas, os jesuítas e os franciscanos. Os freis fundaram e cuidaram de capelas, como a Santa Bárbara do Pitangui e a Sant’Ana, construída às margens do Rio Iapó. Nesta época, devido ao perigo espanhol, o governo, inclusive, distribuía verbas para a construção de igrejas. Em 26 de julho de1769 foi rezada a primeira missa na Capela Sant’Ana, em latim, e ainda sem paramentos, livros e pároco. O primeiro pároco só foi chegar em 1771. Era o frei José de Santa Tereza de Jesus, da Ordem de São Francisco.

     Para chegar à suntuosidade descrita pela imprensa em 1887, a atual matriz Sant’Ana passou por inúmeras reformas, fruto da mobilização do povo de Deus. Uma dessas grandes obras obrigou, em 1829, a transferência da imagem da padroeira, dos santos e dos ofícios para a Capela do Rosário, devido ao estado precário da igreja. Os projetos foram sempre ousados para a época e suas implementações envolveram políticos, o clero e o Estado. O próprio imperador Dom Pedro II doou, em 1880, cinco lustres de cristal e o sino de bronze que ornamentam a igreja até hoje.

Fontes bibliográficas: 

- História da Igreja Matriz Sant’Ana em Quadrinhos. João Maria Ferraz Diniz, Leila Maria Cardoso Villela. Castro, 2009.



  • Diocede Ponta Grossa


Você pode se interessar também:
| Igrejas recebem doações para desalojados   |   Pastoral da Criança: a cara da Igreja   |   Ação levanta fundos para obra na Catedral   |   Ciclistas percorrem a Rota do Rosário   |  





Publicado em: 20/12/2020

A paróquia mais antiga

Fundada em 1774, sua história é ainda mais antiga e mais rica

 

     “É um dos templos maiores, melhor acabado que possui a Província. Tem as proporções, os áditos idênticos aos da Catedral de São Paulo na qual foi modelada e uma vistosa torre. Sendo sua nave e as faldas interiores do seu imenso zimbório enriquecido de belíssimas entalhações douradas e sua capela mor dotada de uma rica arquibancada e suas paredes laterais construídas de taipa. Possui riquíssima alfaias e excelentes paramentos, sobressaindo entre eles o que foi oferecido por sua majestade a imperatriz, quando estivera em visita”. O texto contido na Revista do Paraná, de 1887, descreve a igreja Sant’Ana, de Castro, a paróquia mais antiga da Diocese de Ponta Grossa. 

     Fundada em 19 março de 1774, sua história é ainda mais antiga e mais rica. Está estritamente ligada ao povoamento da região e a consolidação da colonização portuguesa, tanto no que diz respeito às populações indígenas, quanto a ameaça dos espanhóis, em 1763. Foi o adentrar das tropas espanholas no Sul de Santa Catarina que motivou a criação das Companhias de Cavalaria do Pouso do Iapó, que veio estimular o povoamento iniciado lá em 1704, com a distribuição de grandes lotes de terra, as sesmarias. E tudo começou com o erigir de uma cruz e de uma capela em honra a Sant’Ana, santa de devoção da família de Inácio de Almeida Taques, que a tinha como protetora de bens e fortunas. 

     A forte religiosidade dos sesmeiros trouxe para os Campos Gerais os carmelitas, os jesuítas e os franciscanos. Os freis fundaram e cuidaram de capelas, como a Santa Bárbara do Pitangui e a Sant’Ana, construída às margens do Rio Iapó. Nesta época, devido ao perigo espanhol, o governo, inclusive, distribuía verbas para a construção de igrejas. Em 26 de julho de1769 foi rezada a primeira missa na Capela Sant’Ana, em latim, e ainda sem paramentos, livros e pároco. O primeiro pároco só foi chegar em 1771. Era o frei José de Santa Tereza de Jesus, da Ordem de São Francisco.

     Para chegar à suntuosidade descrita pela imprensa em 1887, a atual matriz Sant’Ana passou por inúmeras reformas, fruto da mobilização do povo de Deus. Uma dessas grandes obras obrigou, em 1829, a transferência da imagem da padroeira, dos santos e dos ofícios para a Capela do Rosário, devido ao estado precário da igreja. Os projetos foram sempre ousados para a época e suas implementações envolveram políticos, o clero e o Estado. O próprio imperador Dom Pedro II doou, em 1880, cinco lustres de cristal e o sino de bronze que ornamentam a igreja até hoje.

Fontes bibliográficas: 

- História da Igreja Matriz Sant’Ana em Quadrinhos. João Maria Ferraz Diniz, Leila Maria Cardoso Villela. Castro, 2009.



Diocede Ponta Grossa
  |   Divulgação