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Publicado em: 22/08/2021

A Madona Preta que segurou Hitler

Senhora de Czestochowa, a Rainha da Polônia

 
| Crédito:

     A devoção a Nossa Senhora de Czestochowa é uma das mais marcantes devoções do Leste Europeu. Nossa Senhora do Monte Claro, ou, Jasna Góra, em polonês, assim chamado por ser um monte formado por de solo calcário, perto de Czestochowa, cidade da Polônia onde está o grande santuário a ela dedicado. Celebrada em 26 de agosto, sua devoção, muito antiga, se firmou em 1382 por intermédio do príncipe polonês Wladyslaw Opalczyk, que teria encontrado no palácio em Belz, na Rússia, o quadro de Nossa Senhora do Monte Claro que, segundo a tradição, seria uma cópia fiel de uma pintura feita pelo evangelista São Lucas. Ao ser atacado pelos tártaros, muito mais numerosos que seus guardas, Wladyslaw recorreu à proteção de Maria, prostrando-se diante do quadro sagrado. Sua súplica foi atendida e ele derrotou os tártaros.

     Como Belz era muito vulnerável, o príncipe decidiu levar o quadro para seu castelo na Silésia, mas foi obrigado a deixá-la em Czestochowa porque ninguém conseguiu obrigar os cavalos a prosseguir viagem. Esse é o primeiro mito atribuído à ’virgem negra da Polônia’. O segundo surgiu em 1430, quando bandoleiros tentaram destruir o ícone. Ao desferir a espada contra o rosto da santa, o chefe dos assaltantes teria caído fulminado por um raio, no terceiro golpe. Os ladrões tentaram, então, fugir com a pintura mas ficaram com as mãos sujas de tinta. Irritados, cortaram o quadro e os cortes começaram a sangrar. Assustados, fugiram e deixaram o ícone. Não foi possível restaurá-lo por completo e até hoje é possível ver as cicatrizes no rosto da imagem. No século XVII, durante um cerco de tropas suecas, o rei Jan Kazimierz, com as bênçãos da santa, teria derrotado 17 mil soldados com apenas 200 homens. Em reconhecimento, em 1656, o monarca coroou a imagem da Virgem como Rainha da Polônia. No final da Segunda Guerra Mundial, Hitler teria reconhecido o fracasso das investidas nazistas contra a Polônia “por causa da negra de Czestochowa”.

     A cor escura do quadro se deve a fuligem das velas queimadas diante dele, ao longo dos séculos. A pintura mostra a Mãe Santificada e Jesus criança. Segundo contam as lendas sobre ela, São Lucas a teria feito sobre uma tábua da mesa usada por Maria de Nazaré. Ela foi encontrada por Santa Helena, em Jerusalém, e ofertada ao imperador Constantino. Estima-se que mais de cinco milhões de peregrinos se reúnam em Czestochowa todos os anos para pagar promessas. A eleição de Karol Wojtyla como Papa tornou mundial sua veneração e assegurou consequentemente sua reverência perpétua. Existem igrejas dedicadas a Nossa Senhora do Monte Claro em cidades gaúchas, catarinenses e no Paraná, onde há paróquias em seu louvor em São José dos Pinhais, São Mateus do Sul e Ponta Grossa. Na Diocese, há um oratório que leva o nome de Nossa Senhora de Czestochowa, no distrito de Uvaia. Atendida pela Paróquia São Pedro, são rezadas missas ali às quartas sextas-feiras de cada mês.

     A Paróquia São Miguel de Irati guarda um quadro de Nossa Senhora de Czestochowa desde 1994. O Papa João Paulo II, em sua segunda visita ao Brasil, o teria presenteado ao governo brasileiro que o repassou, por intermédio do Ministério da Educação e do Desporto, ao governador do Paraná, Mário Pereira. Sabedor que em Irati existia um Centro de Atenção Integral à Criança com o nome de João Paulo II, o governador chamou o prefeito Felipe Lucas e o entregou o quadro. Como o CAIC não tinha capela e o ícone é grande seria necessário que fosse instalado em um lugar seguro. O prefeito pensou, então, em deixá-lo na Paróquia São Miguel, chamada ‘a igreja dos polacos’. Se, um dia, o centro educacional passar a contar com um lugar adequado, o quadro será transferido. A paróquia ficou como ‘guardadora’ da obra.

     Genoveva Zavilinski, integrante da equipe litúrgica na Paróquia São Miguel, foi quem recebeu o ícone na prefeitura e, com os paroquianos, organizou a missa de acolhida, celebrada pelo padre Anderson Spegiorin. O Corpo dos Bombeiros cedeu um caminhão, que foi ornamentado e andou pelas ruas de Irati com integrantes do Grupo Folclórico Polonês Lublin carregando o quadro (FOTO). Na celebração, foram cantados cânticos em polonês e apresentado o quadro à comunidade. Com a ajuda dos bombeiros, ele foi fixado na igreja. Há dois anos, devido a pandemia, não acontece a missa em louvor a santa, em agosto, com os tradicionais cantos poloneses.


∗Fontes:

- Genoveva Zavilinski

- Termo de entrega do Ministério da Educação e do Desporto

- Correio Riograndense, Caxias do Sul (RS), 08/2008


  • Diocede Ponta Grossa


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Publicado em: 22/08/2021

A Madona Preta que segurou Hitler

Senhora de Czestochowa, a Rainha da Polônia

 

     A devoção a Nossa Senhora de Czestochowa é uma das mais marcantes devoções do Leste Europeu. Nossa Senhora do Monte Claro, ou, Jasna Góra, em polonês, assim chamado por ser um monte formado por de solo calcário, perto de Czestochowa, cidade da Polônia onde está o grande santuário a ela dedicado. Celebrada em 26 de agosto, sua devoção, muito antiga, se firmou em 1382 por intermédio do príncipe polonês Wladyslaw Opalczyk, que teria encontrado no palácio em Belz, na Rússia, o quadro de Nossa Senhora do Monte Claro que, segundo a tradição, seria uma cópia fiel de uma pintura feita pelo evangelista São Lucas. Ao ser atacado pelos tártaros, muito mais numerosos que seus guardas, Wladyslaw recorreu à proteção de Maria, prostrando-se diante do quadro sagrado. Sua súplica foi atendida e ele derrotou os tártaros.

     Como Belz era muito vulnerável, o príncipe decidiu levar o quadro para seu castelo na Silésia, mas foi obrigado a deixá-la em Czestochowa porque ninguém conseguiu obrigar os cavalos a prosseguir viagem. Esse é o primeiro mito atribuído à ’virgem negra da Polônia’. O segundo surgiu em 1430, quando bandoleiros tentaram destruir o ícone. Ao desferir a espada contra o rosto da santa, o chefe dos assaltantes teria caído fulminado por um raio, no terceiro golpe. Os ladrões tentaram, então, fugir com a pintura mas ficaram com as mãos sujas de tinta. Irritados, cortaram o quadro e os cortes começaram a sangrar. Assustados, fugiram e deixaram o ícone. Não foi possível restaurá-lo por completo e até hoje é possível ver as cicatrizes no rosto da imagem. No século XVII, durante um cerco de tropas suecas, o rei Jan Kazimierz, com as bênçãos da santa, teria derrotado 17 mil soldados com apenas 200 homens. Em reconhecimento, em 1656, o monarca coroou a imagem da Virgem como Rainha da Polônia. No final da Segunda Guerra Mundial, Hitler teria reconhecido o fracasso das investidas nazistas contra a Polônia “por causa da negra de Czestochowa”.

     A cor escura do quadro se deve a fuligem das velas queimadas diante dele, ao longo dos séculos. A pintura mostra a Mãe Santificada e Jesus criança. Segundo contam as lendas sobre ela, São Lucas a teria feito sobre uma tábua da mesa usada por Maria de Nazaré. Ela foi encontrada por Santa Helena, em Jerusalém, e ofertada ao imperador Constantino. Estima-se que mais de cinco milhões de peregrinos se reúnam em Czestochowa todos os anos para pagar promessas. A eleição de Karol Wojtyla como Papa tornou mundial sua veneração e assegurou consequentemente sua reverência perpétua. Existem igrejas dedicadas a Nossa Senhora do Monte Claro em cidades gaúchas, catarinenses e no Paraná, onde há paróquias em seu louvor em São José dos Pinhais, São Mateus do Sul e Ponta Grossa. Na Diocese, há um oratório que leva o nome de Nossa Senhora de Czestochowa, no distrito de Uvaia. Atendida pela Paróquia São Pedro, são rezadas missas ali às quartas sextas-feiras de cada mês.

     A Paróquia São Miguel de Irati guarda um quadro de Nossa Senhora de Czestochowa desde 1994. O Papa João Paulo II, em sua segunda visita ao Brasil, o teria presenteado ao governo brasileiro que o repassou, por intermédio do Ministério da Educação e do Desporto, ao governador do Paraná, Mário Pereira. Sabedor que em Irati existia um Centro de Atenção Integral à Criança com o nome de João Paulo II, o governador chamou o prefeito Felipe Lucas e o entregou o quadro. Como o CAIC não tinha capela e o ícone é grande seria necessário que fosse instalado em um lugar seguro. O prefeito pensou, então, em deixá-lo na Paróquia São Miguel, chamada ‘a igreja dos polacos’. Se, um dia, o centro educacional passar a contar com um lugar adequado, o quadro será transferido. A paróquia ficou como ‘guardadora’ da obra.

     Genoveva Zavilinski, integrante da equipe litúrgica na Paróquia São Miguel, foi quem recebeu o ícone na prefeitura e, com os paroquianos, organizou a missa de acolhida, celebrada pelo padre Anderson Spegiorin. O Corpo dos Bombeiros cedeu um caminhão, que foi ornamentado e andou pelas ruas de Irati com integrantes do Grupo Folclórico Polonês Lublin carregando o quadro (FOTO). Na celebração, foram cantados cânticos em polonês e apresentado o quadro à comunidade. Com a ajuda dos bombeiros, ele foi fixado na igreja. Há dois anos, devido a pandemia, não acontece a missa em louvor a santa, em agosto, com os tradicionais cantos poloneses.


∗Fontes:

- Genoveva Zavilinski

- Termo de entrega do Ministério da Educação e do Desporto

- Correio Riograndense, Caxias do Sul (RS), 08/2008


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