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Publicado em: 14/06/2018

‘Missa Caipira’ explica origem das festas juninas

É forte o simbolismo religioso no louvor aos santos de junho

 
A celebração contou com aparatos sertanejos como forma de tornar lúdica a explicação sobre os símbolos juninos A celebração contou com aparatos sertanejos como forma de tornar lúdica a explicação sobre os símbolos juninos | Crédito: Assessoria de Comunicação da Diocese de Ponta Grossa

      Aberta a temporada das festas juninas, bandeirinhas, fogueira, comidas típicas, quadrilha e casamento caipira ganham os pátios e salões das paróquias por toda a Diocese. Pois, a  festança na Nossa Senhora do Pilar, na Palmeirinha, em Ponta Grossa, no último sábado (9), teve como ponto alto a ‘missa sertaneja’. A igreja foi decorada com objetos que remetiam à zona rural e, durante a celebração, houve a explicação dos elementos que dão o sentido religioso das festas realizadas em louvor dos santos.

      “Sem desrespeitar tudo aquilo que a Igreja nos pede para celebrar, foram colocados os elementos da vida, associada a fé do povo. Por exemplo, foi explicado que os agricultores se dirigiam aos santos, pedindo boa colheita. Quando a boa colheita vinha, enchiam os celeiros e aproveitavam para casar os filhos, agradecendo aos santos. Por isso, se vê a dança dos noivos, dos padrinhos e sempre um padre”, exemplificou o pároco da Paróquia Nossa Senhora do Pilar, Clayton Delinski Ferreira, citando também que a decoração com bandeirinhas, coloridas, vibrantes era justamente para remeter à vida de santidade desses santos de junho, que eram alegres, e, como sinal que era preciso erguer essa bandeira na vida, “da alegria, da vibração, como os santos”, acrescentou.

      Padre Clayton comentou também a respeito da pipoca. “Uma semente dura, que tem uma ponta que fere, como a vida da gente. Mas, quando colocada no óleo e no fogo – o óleo que remete a unção, ao espirito, e, o fogo que remete a Deus - a pessoa, simbolizada na semente, dura do jeito que é, se transforma. Vem de dentro para fora uma nova realidade. A dureza da semente se torna macia, branca, pura. A pipoca é uma grande catequese”, detalhou o pároco. O balão foi outro dos elementos abordados. “Para ele subir, é preciso estar perto do fogo. Significa que nós, quando nos aproximamos do fogo de Deus, elevamos a nossa fé, que é preciso buscar as coisas do alto”, explicou, concluindo a catequese falando sobre a fogueira. “Reflexões não contidas nos quatro evangelhos, mas nos evangelhos apócrifos, mencionam que, quando Maria foi visitar Isabel, que estava grávida. Passado algum tempo, Isabel ganhou João Batista e ela e Zacarias resolveram acender uma grande fogueira para avisar Maria e a todos no povoado que o precursor de Jesus Cristo havia nascido. Por isso o ‘viva São João!’”.

      O celebrante, os ministros, os leitores, estavam vestidos à caráter. O ministério de música tocou canções com letras religiosas mas que remetiam ao cancioneiro popular, utilizando-se de sanfona, viola, violão.  “A igreja não recomenda que isso seja o habitual de uma liturgia mas foi um momento pontual”.             

      Marlene Aparecida de Oliveira, da Paróquia Nossa Senhora da Visitação, do bairro Boqueirão, em Curitiba, considerou a celebração extremamente importante. “Retratou as origens das famílias. Meus pais são de Ipiranga, do Pombal. Tivemos muito contato com a realidade mostrada na missa, e, a maneira como o padre colocou os símbolos, como foram trazidos a vida dos santos, a conexão que fez, foi linda, aprendi muito. Vou levar para a minha comunidade”, elogiou.  Contente igual estava Margarida de Lurdes de Oliveira, moradora na Paróquia Nossa Senhora do Pilar que entrou com a imagem de Nossa Senhora Aparecida. “Teve outras missas sertanejas, várias apresentações, mas igual a essa, foi a primeira que vi. A gente com problema de saúde se sente um nada, mas Deus sempre chama para nos dar alguma coisa. Saio renovada!”.


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Publicado em: 14/06/2018

‘Missa Caipira’ explica origem das festas juninas

É forte o simbolismo religioso no louvor aos santos de junho

 

      Aberta a temporada das festas juninas, bandeirinhas, fogueira, comidas típicas, quadrilha e casamento caipira ganham os pátios e salões das paróquias por toda a Diocese. Pois, a  festança na Nossa Senhora do Pilar, na Palmeirinha, em Ponta Grossa, no último sábado (9), teve como ponto alto a ‘missa sertaneja’. A igreja foi decorada com objetos que remetiam à zona rural e, durante a celebração, houve a explicação dos elementos que dão o sentido religioso das festas realizadas em louvor dos santos.

      “Sem desrespeitar tudo aquilo que a Igreja nos pede para celebrar, foram colocados os elementos da vida, associada a fé do povo. Por exemplo, foi explicado que os agricultores se dirigiam aos santos, pedindo boa colheita. Quando a boa colheita vinha, enchiam os celeiros e aproveitavam para casar os filhos, agradecendo aos santos. Por isso, se vê a dança dos noivos, dos padrinhos e sempre um padre”, exemplificou o pároco da Paróquia Nossa Senhora do Pilar, Clayton Delinski Ferreira, citando também que a decoração com bandeirinhas, coloridas, vibrantes era justamente para remeter à vida de santidade desses santos de junho, que eram alegres, e, como sinal que era preciso erguer essa bandeira na vida, “da alegria, da vibração, como os santos”, acrescentou.

      Padre Clayton comentou também a respeito da pipoca. “Uma semente dura, que tem uma ponta que fere, como a vida da gente. Mas, quando colocada no óleo e no fogo – o óleo que remete a unção, ao espirito, e, o fogo que remete a Deus - a pessoa, simbolizada na semente, dura do jeito que é, se transforma. Vem de dentro para fora uma nova realidade. A dureza da semente se torna macia, branca, pura. A pipoca é uma grande catequese”, detalhou o pároco. O balão foi outro dos elementos abordados. “Para ele subir, é preciso estar perto do fogo. Significa que nós, quando nos aproximamos do fogo de Deus, elevamos a nossa fé, que é preciso buscar as coisas do alto”, explicou, concluindo a catequese falando sobre a fogueira. “Reflexões não contidas nos quatro evangelhos, mas nos evangelhos apócrifos, mencionam que, quando Maria foi visitar Isabel, que estava grávida. Passado algum tempo, Isabel ganhou João Batista e ela e Zacarias resolveram acender uma grande fogueira para avisar Maria e a todos no povoado que o precursor de Jesus Cristo havia nascido. Por isso o ‘viva São João!’”.

      O celebrante, os ministros, os leitores, estavam vestidos à caráter. O ministério de música tocou canções com letras religiosas mas que remetiam ao cancioneiro popular, utilizando-se de sanfona, viola, violão.  “A igreja não recomenda que isso seja o habitual de uma liturgia mas foi um momento pontual”.             

      Marlene Aparecida de Oliveira, da Paróquia Nossa Senhora da Visitação, do bairro Boqueirão, em Curitiba, considerou a celebração extremamente importante. “Retratou as origens das famílias. Meus pais são de Ipiranga, do Pombal. Tivemos muito contato com a realidade mostrada na missa, e, a maneira como o padre colocou os símbolos, como foram trazidos a vida dos santos, a conexão que fez, foi linda, aprendi muito. Vou levar para a minha comunidade”, elogiou.  Contente igual estava Margarida de Lurdes de Oliveira, moradora na Paróquia Nossa Senhora do Pilar que entrou com a imagem de Nossa Senhora Aparecida. “Teve outras missas sertanejas, várias apresentações, mas igual a essa, foi a primeira que vi. A gente com problema de saúde se sente um nada, mas Deus sempre chama para nos dar alguma coisa. Saio renovada!”.


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A celebração contou com aparatos sertanejos como forma de tornar lúdica a explicação sobre os símbolos juninos   |   Assessoria de Comunicação da Diocese de Ponta Grossa

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Dona Margarida entrou carregando uma antiga imagem de Nossa Senhora Aparecida   |   Assessoria de Comunicação da Diocese de Ponta Grossa

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As músicas tiveram letra religiosa e ritmos sertanejos, tocadas a som da sanfona e viola   |   Assessoria de Comunicação da Diocese de Ponta Grossa

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Muita gente, de diversas paróquias e até de outras cidades, vieram acompanhar a missa sertaneja   |   Assessoria de Comunicação da Diocese de Ponta Grossa

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Muita gente, de diversas paróquias e até de outras cidades, vieram acompanhar a missa sertaneja   |   Assessoria de Comunicação da Diocese de Ponta Grossa

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Padre Clayton fez questão de vestir uma casula verde, mas xadrez   |   Assessoria de Comunicação da Diocese de Ponta Grossa


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