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Publicado em: 21/06/2018

Padre detalha trabalho na reconstrução do Haiti

Parceria com a Cáritas é destaque na Semana do Migrante

 
O bispo conversou com o padre Phillippe e o professor Ludsonde Lafontant, que cursou mestrado na UEPG e já voltou para o Haiti O bispo conversou com o padre Phillippe e o professor Ludsonde Lafontant, que cursou mestrado na UEPG e já voltou para o Haiti | Crédito: Assessoria de Comunicação da Diocese de Ponta Grossa

      O padre Joseph Philippe, sacerdote há 30 anos na Congregação do Espírito Santo, dedica-se a ajudar o povo do Haiti a se organizar e transformar sua vida. Para isso, criou quatro organizações, de 1988 a 2004, voltadas à reconstrução do país: a Associação dos Camponeses de Fondwa, Fonkoze (o maior banco do Haiti para os pobres), Congregação das Irmãs de Santo Antônio e a Universidade de Fondwa. Os detalhes de sua trajetória foram mostrados em uma conferência, nesta quarta-feira (20), no Espaço Cultural Sant’Ana e, antes, ao bispo da Diocese de Ponta Grossa, dom Sergio Arthur Braschi, em uma audiência durante a tarde.

      “Tudo pensado para reconstruir o país a partir das seções comunais. O Haiti tem 572 seções comunais. 75% da população é rural, vivem na montanha e não recebem nada do governo e as várias organizações não governamentais que existem não fazem quase nada”, contou o padre haitiano, citando ainda que 52% dos moradores são jovens que ainda não completaram 20 anos. “Mas, não quero só falar de miséria e pobreza. Quero falar de oportunidades que existem para criar trabalho e pequenas indústrias em cada seções comunais. Durante este tempo aqui, estarei buscando quem possa ajudar”. A intenção, segundo o sacerdote, é formar três jovens, em cada comunidade, em Agronomia, Medicina Veterinária e Administração. “Depois de formados, eles têm que voltar para a comunidade e trabalhar e criar oportunidades e gerar mais recursos. Mas, para que isso seja possível precisamos de 572 embaixadores, um para cada comunidade”, explicou.

      De acordo com padre Joseph Philippe, essa ajuda pode vir de uma pessoa, da Igreja ou de um grupo de pessoa. O objetivo é identificar o potencial de cada comunidade e buscar formas de fazer com que os recursos gerados ali ajudem a desenvolver a todos. “Esse é o trabalho que o Lama (Laboratório de Mecanização Agrícola da Universidade Estadual de Ponta Grossa) ajuda a fazer. Por isso, precisamos de muito apoio para ajudar o Lama a fazer esse trabalho”, especificou. O sacerdote gostaria aproveitar a paixão que o povo haitiano tem pelo futebol brasileiro para conseguir que ‘celebridades’ como Pelé e Ronaldo apoiassem a causa, enaltecendo a atuação da Universidade de Fondwa, por exemplo. “Uma palavra dele, apoiando a Universidade, faria muita gente querer ajudar”, destacou. Ludsonde Lafontant, que morou em Ponta Grossa para cursar mestrado na UEPG, foi coordenador do Grupo de Trabalho do Migrante da Cáritas Diocesana e serviu como intérprete do padre, contou que, na Copa do Mundo de 2014, um haitiano se matou depois da derrota do Brasil de 7 a 1 para a Alemanha. “Tamanho é o amor que o povo tem pelo futebol brasileiro”, enfatizou.

      O bispo dom Sergio Arthur Braschi se disse feliz por estar recebendo o padre que desenvolveu tantos trabalhos com a população pobre e lhe dar condições para construir sua vida, melhorar a situação no campo, apoiando a agricultura familiar e criando um banco de microcrédito para auxiliar novas iniciativas. “Ele está muto agradecido pela parceria Cáritas e UEPG. O Ludsonde veio fazer seu mestrado em Agronomia, voltou para lá, e padre Phillippe está contente pela possibilidade de virem outros professores para cá e se aperfeiçoarem. É muito importante para eles conhecer iniciativas que a Universidade e o Lama realizam na região com famílias de camponeses, sobretudo o respeito pela terra, a produção de alimentos orgânicos, o cuidado com a ecologia e preservação da natureza”, enumerou o bispo.

      O professor Carlos Hugo Rocha, do Departamento de Ciência de Solos e Engenharia Agrícola da UEPG, comentou que a parceria envolve o conhecimento e interpretação da realidade haitiana para que se possa levantar maneiras de contribuir por intermédio de um trabalho em conjunto. “Ao mesmo tempo que o contato com iniciativas desenvolvidas em um ambiente muito mais complexo, mais dificil, de muito mais miséria e destruição, em um país que viveu uma ditadura que foi maior que a nossa em termos de tempo, em termos de efeitos na economia e na formação da população, e conseguiram se estabelecer e ter uma universidade, uma agência de microcrédito, isso tudo é um aprendizado”

      O padre Joseph Philippe falou dentro da programação da 33ª Semana do Migrante, realizada dos dias 17 a 24 deste mês, no evento ‘Solidariedade Brasil Haiti’, pensado para criar oportunidades de integração entre migrantes e a comunidade.


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Publicado em: 21/06/2018

Padre detalha trabalho na reconstrução do Haiti

Parceria com a Cáritas é destaque na Semana do Migrante

 

      O padre Joseph Philippe, sacerdote há 30 anos na Congregação do Espírito Santo, dedica-se a ajudar o povo do Haiti a se organizar e transformar sua vida. Para isso, criou quatro organizações, de 1988 a 2004, voltadas à reconstrução do país: a Associação dos Camponeses de Fondwa, Fonkoze (o maior banco do Haiti para os pobres), Congregação das Irmãs de Santo Antônio e a Universidade de Fondwa. Os detalhes de sua trajetória foram mostrados em uma conferência, nesta quarta-feira (20), no Espaço Cultural Sant’Ana e, antes, ao bispo da Diocese de Ponta Grossa, dom Sergio Arthur Braschi, em uma audiência durante a tarde.

      “Tudo pensado para reconstruir o país a partir das seções comunais. O Haiti tem 572 seções comunais. 75% da população é rural, vivem na montanha e não recebem nada do governo e as várias organizações não governamentais que existem não fazem quase nada”, contou o padre haitiano, citando ainda que 52% dos moradores são jovens que ainda não completaram 20 anos. “Mas, não quero só falar de miséria e pobreza. Quero falar de oportunidades que existem para criar trabalho e pequenas indústrias em cada seções comunais. Durante este tempo aqui, estarei buscando quem possa ajudar”. A intenção, segundo o sacerdote, é formar três jovens, em cada comunidade, em Agronomia, Medicina Veterinária e Administração. “Depois de formados, eles têm que voltar para a comunidade e trabalhar e criar oportunidades e gerar mais recursos. Mas, para que isso seja possível precisamos de 572 embaixadores, um para cada comunidade”, explicou.

      De acordo com padre Joseph Philippe, essa ajuda pode vir de uma pessoa, da Igreja ou de um grupo de pessoa. O objetivo é identificar o potencial de cada comunidade e buscar formas de fazer com que os recursos gerados ali ajudem a desenvolver a todos. “Esse é o trabalho que o Lama (Laboratório de Mecanização Agrícola da Universidade Estadual de Ponta Grossa) ajuda a fazer. Por isso, precisamos de muito apoio para ajudar o Lama a fazer esse trabalho”, especificou. O sacerdote gostaria aproveitar a paixão que o povo haitiano tem pelo futebol brasileiro para conseguir que ‘celebridades’ como Pelé e Ronaldo apoiassem a causa, enaltecendo a atuação da Universidade de Fondwa, por exemplo. “Uma palavra dele, apoiando a Universidade, faria muita gente querer ajudar”, destacou. Ludsonde Lafontant, que morou em Ponta Grossa para cursar mestrado na UEPG, foi coordenador do Grupo de Trabalho do Migrante da Cáritas Diocesana e serviu como intérprete do padre, contou que, na Copa do Mundo de 2014, um haitiano se matou depois da derrota do Brasil de 7 a 1 para a Alemanha. “Tamanho é o amor que o povo tem pelo futebol brasileiro”, enfatizou.

      O bispo dom Sergio Arthur Braschi se disse feliz por estar recebendo o padre que desenvolveu tantos trabalhos com a população pobre e lhe dar condições para construir sua vida, melhorar a situação no campo, apoiando a agricultura familiar e criando um banco de microcrédito para auxiliar novas iniciativas. “Ele está muto agradecido pela parceria Cáritas e UEPG. O Ludsonde veio fazer seu mestrado em Agronomia, voltou para lá, e padre Phillippe está contente pela possibilidade de virem outros professores para cá e se aperfeiçoarem. É muito importante para eles conhecer iniciativas que a Universidade e o Lama realizam na região com famílias de camponeses, sobretudo o respeito pela terra, a produção de alimentos orgânicos, o cuidado com a ecologia e preservação da natureza”, enumerou o bispo.

      O professor Carlos Hugo Rocha, do Departamento de Ciência de Solos e Engenharia Agrícola da UEPG, comentou que a parceria envolve o conhecimento e interpretação da realidade haitiana para que se possa levantar maneiras de contribuir por intermédio de um trabalho em conjunto. “Ao mesmo tempo que o contato com iniciativas desenvolvidas em um ambiente muito mais complexo, mais dificil, de muito mais miséria e destruição, em um país que viveu uma ditadura que foi maior que a nossa em termos de tempo, em termos de efeitos na economia e na formação da população, e conseguiram se estabelecer e ter uma universidade, uma agência de microcrédito, isso tudo é um aprendizado”

      O padre Joseph Philippe falou dentro da programação da 33ª Semana do Migrante, realizada dos dias 17 a 24 deste mês, no evento ‘Solidariedade Brasil Haiti’, pensado para criar oportunidades de integração entre migrantes e a comunidade.


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O bispo conversou com o padre Phillippe e o professor Ludsonde Lafontant, que cursou mestrado na UEPG e já voltou para o Haiti   |   Assessoria de Comunicação da Diocese de Ponta Grossa

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Professor Carlos Hugo Rocha e a assistente social da Cáritas, Erica Clarindo, acompanharam o sacerdote haitiano na audiência com dom Sergio   |   Assessoria de Comunicação da Diocese de Ponta Grossa


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