DIOCESE  DE  PONTA  GROSSA


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CURSILHO DE CRISTANDADE


História do Movimento de Cursilho
     A história dos Cursilhos de Cristandade começa com o fim da Guerra Civil da Espanha, que durou de 1936 a 1939, deixando a economia do país completamente arruinada e o povo a chorar os seus, cerca de um milhão e duzentos mil mortos.

     Como lhe competia, logo que a Guerra terminou, a Igreja reiniciou o esforço de pacificação e de recuperação social e, para isso, sabia que mobilizando a juventude o poderia fazer com mais entusiasmo e eficácia.

     E, a partir da Juventude da Ação Católica, da Ilha de Maiorca animado por Don Sebastian Gaya e liderada por Manoel Aparici, numa devoção muito grande a Virgem Maria, foi pensada uma Peregrinação Nacional a Santiago de Compostela, onde em 808 foi descoberta por Teodomir, a tumba do apóstolo Santiago no “Campo de las estrellas”. Cada vez que os cristãos não podiam ir a Terra Santa, devido às guerras, iam então a tumba de Santiago, e Compostela se converteu assim como Roma e Jerusalém, numa das grandes peregrinações do mundo.

     Idealizando-se alguns cursos, com a duração de uma semana completa, chamado “Cursillos de jefes de peregrinos”, como preparação para a fé consciente e entusiasta compatível com o espírito da peregrinação. Começava com um retiro espiritual, e depois, para além da meditação matinal diária, o programa repartia-se por cinco lições sobre a Graça, temas que incluíam o tripé da Piedade, Estudo e Ação, e outros referentes à Ação Católica e à organização da peregrinação. Excetuando o retiro, o resto do programa envolvia-se naturalmente num ambiente de comunicação sobre os temas ouvidos, intercalados por cânticos coletivos não só piedosos como também folclóricos, que entre eles está o DECOLORES, que adaptado nos acompanha até hoje, mesmo não sendo um hino oficial do Movimento.

     Para o segundo curso convidaram a participar um jovem militar de 29 anos, chamado Eduardo Bonnin, de Palma de Maiorca, educado num ambiente de fé católica, que sobressaía pelo seu bom humor, por andar sempre com um livro debaixo do braço e com grande capacidade de diálogo e cultura elevada. Bonnin logo se apercebeu que estava perante um método extraordinário de espiritualidade, um elemento ótimo para a conversão da juventude de Palma de Maiorca.

     O jovem Bonnin vivendo intensamente o curso, foi-se apercebendo de que, aperfeiçoando o programa, poderia ser esta uma resposta inovadora de evangelização. E escreveu o "Estudo do Ambiente", gênese do Movimento dos Cursilhos de Cristandade, que expôs em 1943, no Seminário Diocesano de Maiorca, durante a Festa da Imaculada Conceição (padronizada por uma Imagem Peregrina ida do Santuário de Fátima). No tema, Bonnin considerava que, perante uma sociedade que concedia cada vez menos espaço aos critérios evangélicos, os pastores de almas já não podiam continuar a ocupar-se só daqueles que recorriam às estruturas pastorais da Igreja, mas que seria necessário dar início a uma transformação ambiental que atingisse a todos. E, em perfeita consonância com alguns companheiros mais credenciados, Bonnin adaptou todo o programa do curso, considerando-o já não com o objetivo da peregrinação, mas para além dela, nos ambientes da vida social, profissional e política, dirigindo-o a pessoas de diferentes níveis culturais, com fé ou mesmo descrentes. Alteraram o tempo de duração para três dias e introduziu uma Via Sacra. Quanto aos vários temas da responsabilidade dos leigos, tendo por base o "Estudo do Ambiente", recorreram à experiência de diversos pensadores religiosos, constituindo um programa mais conceitual e metodológico, uma pastoral de evangelização contraposta a uma pastoral predominante de conservação.

     O jovem sacerdote, Sebastian Gaya, responsável pela Pastoral Universitária de Maiorca, tornou-se um entusiasta férreo do método, logo que Bonnin o expôs na "sua" Escola de Estudos Bíblicos, em 1944.

     E, de 20 a 23 de Agosto de 1944, foi realizado o primeiro Cursilho de Cristandade, num "chalé" de Calla Figuera, em Maiorca. Constituiu um êxito estrondoso não só pelos frutos de autêntica e bem definida conversão pessoal, como de projeção evangélica nos ambientes de cada um dos participantes.

     Apesar do êxito extraordinário dos Cursilhos de Cristandade realizados, foi logo após a Peregrinação a Santiago de Compostela, no Verão de 1948, que todo o programa veio a ter o apoio ainda mais decisivo do novo Bispo de Maiorca, Don Juan Hervás, um dos mais jovens do episcopado espanhol, um homem de Igreja, muito ativo e dinâmico, profundamente culto e que se apercebeu desde logo que estava perante um Movimento com um programa perfeitamente inovador, uma forma verdadeiramente eficaz de apostolado que, urgente, o país e depois o mundo necessitavam. Foi o autor do Guia do Peregrino, um pequeno manual de orações particulares e coletivas, ainda hoje impresso nas várias línguas e distribuído em todos os Cursilhos realizados no mundo.

     Consigo, o também jovem sacerdote, Don Juan Capó, acabado de regressar da Universidade Gregoriana de Roma, onde se licenciara em Teologia com as mais altas classificações, homem que reunia esse enorme saber teológico a uma importante cultura geral, e que conseguia expressar-se verbalmente com uma lucidez espantosa, afirmando com clareza as suas convicções, e que viria ser o teólogo fundamental, nesta etapa decisiva dos Cursilhos de Cristandade.

     E, se até ali os Cursilhos de Cristandade iam ficando conhecidos pelo local da sua realização, de 7 a 10 de Janeiro de 1949, no Mosteiro de Santo Honorato, em Maiorca, foi realizado o que ficou inscrito como o Cursilho n.º1 do mundo, o primeiro a identificar-se pelo número, e só nesse ano de 1949, foram realizados 20 Cursilhos.

O Cursilho nas Américas
     Depois, foi se expandindo, primeiro dentro da Espanha, e o Cursilho chega na América, primeiro na Colômbia em 1952; e em 1957 chega nos Estados Unidos, Bolívia e México; em 1959 na Venezuela; em 1961 no Panamá e Porto Rico; e em 1962 chega enfim no Brasil, pelo espírito apostólico de alguns sacerdotes e leigos da Missão Católica Espanhola, entre eles os padres Paulo Canelles, Xavier Alfonso, Pedro Canalmor e Lúcio Gómez, que preocupados em como melhor atingir pela mensagem evangelizadora os imigrantes espanhóis, em São Paulo, na Semana Santa de 1962, aconteceu o primeiro Cursilho de Cristandade do Brasil, realizado na chácara São Joaquim em Valinhos (Campinas), onde participaram desse Cursilho 22 homens, todos espanhóis. Mas naquela época em que o cursilho começava engatinhar, o desejável não passava de esperança. O no segundo Cursilho também se realizou na mesma chácara, com 28 espanhóis e 2 brasileiros. Já o terceiro Cursilho foi em Bragança Paulista, entre espanhóis e brasileiros, na proporção meio a meio. Do quarto ao sexto, o local foi Campinas. O sétimo foi em Santos, para depois voltar para a chácara São Joaquim, em Valinhos até o décimo terceiro e assim o Movimento de Cursilho foi se espalhando pelo país.

     O clima pastoral da Igreja no Brasil era de renovação e de grandes esperanças e o Movimento de Cursilhos encontrou terreno preparado para uma notável expansão, ainda que profundamente marcado por suas origens e suas características.

     Devemos louvar a Deus, pelo imenso bem operado através dos Cursilhos, tanto em milhares de pessoas que reencontraram o caminho do coração do Pai, como em benefício de tantas Igrejas particulares. Muito fervor foi reacendido, muitos apóstolos suscitados, muita ação pastoral, sobretudo intra-eclesial foi motivada.

     No dia 14 de Dezembro de 1963, num breve pontifício, ainda no primeiro ano do seu Pontificado, o Papa Paulo VI, declara São Paulo Apóstolo, Patrono Celestial do Movimento de Cursilho de Cristandade, a pedido dos cursilhistas na Ultréia Nacional realizada em Tarragona, por ocasião do ano Santo Paulino no dia 07 de julho de 1963.

     A 8 de Dezembro de 1965 encerrou o Concílio Vaticano II, que veio dar um importantíssimo impulso ao programa do Cursilho, e a 28 de Maio de 1966 realizou-se a primeira Ultréia Mundial, em Roma, onde o Papa Paulo VI, numa alocução a todos os títulos inesquecível, consagrou ao mundo o programa dos Cursilhos de Cristandade, considerando-os como "palavra purificada na experiência, acreditada em seus frutos, que hoje percorre com carta de cidadania os caminhos do mundo".

     Em 1972, no III Encontro Mundial em Maiorca, apesar de se constatar a maturidade dos Cursilhos a nível mundial, foi sentida a necessidade de uma publicação que servisse simultaneamente de guia metodológico e defensor das "fontes originais", para todos os dirigentes do mundo, que se veio a chamar de Idéias Fundamentais.

     Hoje, "purificado" com a experiência de mais de 58 anos da data do primeiro em Maiorca, os Cursilhos de Cristandade acontecem em mais de 60 países dos cinco Continentes, beneficiando das graças do Espírito Santo mais de seis milhões de homens e mulheres de diversas línguas e raças. Estão organizados em mais de 600 secretariados diocesanos, coordenados por 40 secretariados nacionais, pertencentes a 4 Grupos Internacionais.

O Cursilho no Paraná e na DIOCESE DE PONTA GROSSA Em 1967 o Movimento de Cursilho chega no Paraná, mais precisamente de 13 a 16 de julho de 1967, com o primeiro Cursilho Masculino de Monte Alegre realizado em Telêmaco Borba, um marco histórico para a Diocese de Ponta Grossa. O local desse encontro foi a Escola Paroquial Mãe do Perpétuo Socorro. Esse encontro teve como coordenador que na época denominava-se reitor, Carlos Aurélio Mota de Sousa, de São Paulo, diretor espiritual padre Eduardo Finnegan de Ponta Grossa e seus auxiliares, padres. Jose May de Ponta Grossa, Patrício Healy, João O´Connor e Eduardo Jakson, de Telêmaco Borba. Dos 12 responsáveis, 5 eram de São Paulo e 7 de Telêmaco Borba. Foram 53 os participantes, sendo 31 de Telêmaco Borba, 9 de Paranaguá, 6 de Ponta Grossa, 3 de Piraí do Sul, 3 de Castro e 1 de Curitiba.

     Já no segundo Cursilho Masculino de 25 a 28 de Janeiro de 1968, tivemos participantes de Guarapuava, Campo Grande, Ponta Grossa, Curitiba, Castro e Telêmaco Borba, sendo que o Diretor Espiritual foi um dos grandes amigos do Cursilho, padre Denis Quilty.

     Em fevereiro de 1968, de 7 a 10, aconteceu o primeiro Cursilho de Senhoras da Diocese de Ponta Grossa, em Telêmaco Borba, com 37 participantes.

     De 17 a 20 de Julho de 1968, foi realizado o quarto cursilho Masculino da Diocese, o primeiro em Ponta Grossa, tendo como local o Seminário Diocesano São José. E assim enfrentando dificuldades, fomos recrutando essa messe de dirigentes que são o dínamo propulsor dos Cursilhos no Paraná.

     Destacamos também a importante participação de alguns bispos nos primeiros Cursilhos da Diocese: Dom Geraldo M. Pellanda, Bispo da Diocese de Ponta Grossa no quinto Cursilho Masculino, em Novembro de 1968. Do Padre Sílvio Mocelim no segundo Cursilho Feminino em Setembro de 1968. Do Bispo de Londrina, Dom Geraldo Fernandes, no sétimo Cursilho Masculino em abril de 1969. Do Bispo de Jacarezinho, Dom Pedro Felipak, no oitavo Cursilho Masculino em julho de 69. Dom João Mueller de Joaquim Távora, no décimo segundo Cursilho em março de 1970, e Dom Armando Círio, da Diocese de Toledo, no décimo sexto Cursilho Masculino em fevereiro de 1971.

     Esta equipe de leigos e sacerdotes que colocavam, há 36 anos atrás, a semente no solo paranaense, talvez não pensasse que ela se espalharia por todo o Estado e ultrapassasse fronteira, com o mesmo entusiasmo e intensidade. Já realizamos em nossa Diocese 306 Cursilhos Masculinos e Femininos, sendo que desses 26 foram direcionados aos jovens, num total de quinze mil e trezentos cursilhistas.

     Nesses anos de história, como se vê, o Cursilho, que hoje admiramos como uma árvore frondosa, cheia de galhos, folhas e frutos, com suas dificuldades e alegrias, período em que as sementes foram lançadas com amor e entusiasmo resultou em frutos que amadureceram e geraram outras sementes, apesar dos desencontros de idéias, de temperamentos e de métodos. Mas Deus quis que assim fosse constituída a sociedade humana e compete aos cristãos mais conscientizados, agir em meio essa diversidade, de modo manter a unidade, seguindo o maior mandamento de Jesus: “amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei” .

     São muitos anos de graças inundando nossas Dioceses. Ainda que às vezes não vejamos, não podemos esquecer o efeito transformador do fermento na massa.

     Agradecemos a Deus pelo crescimento do Movimento e pelo testemunho incansável dos apóstolos, que deram tudo, até o fim, na ânsia constante de o Movimento ser cada vez melhor, para mais servir ao mundo e aos irmãos no seu peregrinar do quarto dia até o Pai.

     Assim é que os responsáveis pelo Movimento, encaram com naturalidade essa transformação por que passou a própria estrutura do Movimento, no sentido de adaptar às necessidades pastorais, mantendo-se, entretanto, fiel ao método e às finalidades próprias dos Cursilhos, concluem hoje que: “muito já foi feito e muito ainda há por fazer, pois cada ponto de chegada se constitui em um novo ponto de partida e o Movimento não para, continua hoje e sempre.”

     Em Julho de 2000, em Roma integrada nas celebrações do Jubileu, realizou-se a terceira Ultréia Mundial, com a presença de Sua Santidade o Papa João Paulo II, realçando na sua mensagem, que após a experiência da verdadeira felicidade pelo encontro com Cristo, "os cursilhistas aprendem a considerar com novo olhar as pessoas e a natureza, os acontecimentos diários e a vida em geral".

“Deus não escolhe os preparados mas prepara os escolhidos”.

OBJETIVOS E FINALIDADES
     O MCC definindo-se como um "Movimento de Igreja" tem seu lugar nas "Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil" e tem sua missão específica na ação pastoral e evangelizadora e no contexto eclesial. Essa missão ou função está determinada por seu carisma e expressa por sua finalidade: "Possibilitar a vivência do fundamental cristão, visando criar núcleos de cristãos que fermentem de Evangelho os ambientes, ajudando-os a descobrir e a realizar a vocação pessoal".

     Conseqüentemente, o MCC se situa como um elemento e um instrumento da Pastoral profética; com função própria no contexto das "Diretrizes" e de suas "exigências básicas", operando na fermentação (presença a partir de dentro das realidades) evangélicas dos ambientes, através de uma forma específica (núcleos ambientais) determinada por seu método (querigmático).

     O MCC tem clara consciência de como é importante e transcendente o ministério profético (ou evangelizador), "realidade primeira da economia da salvação e princípio de toda a vida para a Igreja" e procura, solidariamente como outras iniciativas pastorais, ser humilde executor desse Ministério eclesial. Querendo viver em comunhão missionária com a Igreja, o Movimento de Cursilhos entende que dar frutos é uma exigência essencial da vida cristã e eclesial. “Aquele que não dá fruto não permanece em comunhão”. “Todo ramo que não der fruto, meu Pai o corta" (CL 32).

     A opção do MCC é ser agente de evangelização dos ambientes (Pastoral Ambiental) como um elemento e um instrumento das "exigências irrenunciáveis" (serviço, diálogo, anúncio, testemunho de comunhão eclesial) da ação evangelizadora e pastoral. Portanto, o MCC, sendo fiel ao seu carisma, entende que sua plena integração pastoral significa também, ser agente de uma evangelização inculturada. "A Igreja, Povo de Deus peregrino na História, tem a missão de ser luz, sal e fermento no mundo”. Estando presente na sociedade, a Igreja como um todo - tanto os fiéis individualmente como os grupos, instituições e organizações eclesiais - vivem profunda relação de influência mútua com essa mesma sociedade. Crescendo na fé, o povo de Deus vai tomando consciência cada vez mais clara de sua dimensão profética, que anuncia o Senhor e o seu Reino, e denuncia tudo quanto avilta o homem, imagem e semelhança de Deus. Vai tomando consciência, igualmente, da missão que lhe cabe de contribuir para a transformação da sociedade". Da ação do MCC, portanto, exige-se que seja transformadora, inculturando-se e inculturando o Evangelho.

     Aqui também, se faz presente uma outra exigência relativa aos "critérios de eclesialidade" expressos na Exortação Apostólica "Christifideles Laici". "O empenho de uma presença na sociedade humana que, à luz da doutrina social da Igreja, se coloque a serviço da dignidade integral do homem. Assim as agregações dos fiéis leigos devem converter-se em correntes vivas de participação e de solidariedade para construir condições mais justas e fraternas no seio da sociedade". Se, por acaso, ainda havia algum resquício de dúvida quanto ao compromisso de ação transformadora do MCC, já não há mais. É isso que se espera.

     Essa missão evangelizadora, o MCC a assume como um ministério libertador do homem todo e de todos os homens, e como uma tarefa histórica, porque chegou a hora da libertação: o Reino de Deus está próximo.O projeto do Reino consubstanciado num modo novo de relação e na libertação integral da pessoa é parte essencial da evangelização, na medida em que esta se expressa como um serviço à pessoa e à sociedade. Evangelizadora e evangelizando, ambos são protagonistas e destinatários da vida familiar, política, social e econômica na perspectiva do Reino.

MÉTODOS
         “Tem um método próprio: querigmático, vivencial, testemunhal, que o caracteriza e se aplica aos seus três tempos, isto é, ao pré-cursilho, ao cursilho e ao pós-cursilho; possibilita ao participante a vivência do fundamental cristão.”

CARISMA
     “Este é o carisma do MCC, sua característica pastoral própria, específica; ajuda cada um a descobrir sua vocação (fundamentalmente cristã) e respeita essa vocação (os talentos e carismas de cada um)”.

     A estratégia do Movimento de Cursilhos está delineada na sua própria definição, que é a seguinte: o MCC é um movimento de Igreja, caminha com a Igreja universal, nacional e diocesana no tempo e no espaço e, por isso, está comprometido com suas opções pastorais; tem um método próprio: querigmático, vivencial, testemunhal, que o caracteriza e se aplica aos seus três tempos, isto é, ao pré-cursilho, ao cursilho e ao pós-cursilho; possibilita ao participante a vivência do fundamental cristão: resposta ao Plano de Deus pela vivência da Graça e dos valores do Reino e pelo seguimento de Jesus de Nazaré; leva à formação de núcleos de comunidades para a convivência do fundamental cristão e para a fermentação evangélica dos ambientes.

     Este é o carisma do MCC, sua característica pastoral própria, específica; ajuda cada um a descobrir sua vocação (fundamentalmente cristã) e respeita essa vocação (os talentos e carismas de cada um).

FINALIDADES
     Explicita melhor essa definição, esclarecendo-se primeiramente sua finalidade:

imediata: vivência do fundamental cristão; vivenciar a Graça, a Vida Divina realizando o plano de Deus, anunciando seu Reino e seguindo a Cristo;
mediata: convivência do fundamental cristão em núcleos/ grupos/ pequenas comunidades;
última (principal, própria, específica, determinante): fermentação evangélica dos ambientes, ou seja, a Pastoral Ambiental.

TEMPOS
     Tal finalidade se alcança nos três tempos - PRÉ, CUR e PÓS - que são essenciais ao correto desenvolvimento do Movimento. Tão essenciais que frustando-se um deles, deixa o MCC de ser o que é.

São esses passos para alcançar a finalidade:

No Pré-Cursilho: busca ambiental, selecionando-se a área ou ambiente a ser evangelizado e as pessoas líderes ou vértebras nesses ambientes ou áreas;
No Cursilho: tempo forte para a proclamação da Mensagem (o Plano de Deus - a Graça; o Reino de Deus e o Seguimento de Jesus). Normalmente este tempo dura três dias e três noites;
No Pós-Cursilho: inserção na Pastoral Ambiental, através de núcleos/ grupos/ pequenas comunidades. Aqui é de vital importância a Escola Vivencial ou de formação ou de aprofundamento na fé: é o cérebro do MCC, seguida pelas Assembléias mensais (antigas Ultréias), onde se faz a avaliação da presença e do trabalho dos núcleos nos ambientes.

     No desenvolvimento dos três tempos está implícita sua própria estratégia pastoral, como é fácil de perceber pela leitura acima. Há, entretanto, na estratégia do Movimento, aspectos complementares ou acidentais que abarcam as coisas mais importantes, cujas modificações competem à decisão da Assembléia Nacional do Movimento; coisas menos importantes entregues ao bom senso das Assembléias Regionais ou Diocesanas ou do próprio Grupo Executivo Diocesano quando mudanças ou re-direcionamentos se fizerem necessários.

Campanha pelo relançamento no MCC
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RELANÇAMENTO DO MCC NO BRASIL – TRÍDUO (parte I)
     O “relançamento” proposto visa a apresentar o MCC com novos aspectos pondo em relevo a mística do MCC sintetizada no seu carisma: conversão pessoal e comunitária, conseqüentemente busca dos batizados afastados, evangelização dos ambientes através de “pequenas comunidades de fé”. Ainda que tudo isso esteja claro para o MCC “ad intra”, a realidade está mostrando que o carisma do MCC e suas aplicações práticas são do total desconhecimento da grande maioria dos Bispos, Párocos, outros sacerdotes e das Coordenações Pastorais Diocesanas. Propomos portanto, um relançamento em duas frentes: a primeira no seio do próprio movimento e a segunda para fora, isto é, para a Comunidade eclesial e para a sociedade em geral. (pp.17-18)

DA – DOCUMENTO DE APARECIDA
Reconhecendo e agradecendo o trabalho renovador que já se realiza em muitos centros urbanos, a V Conferência propõe e recomenda uma nova pastoral urbana que:
D) abra-se a novas experiências, estilos e linguagens que possam encarnar o Evangelho na cidade.
F) Aposte mais intensamente na experiência de comunidades ambientais, integradas em nível supra-paroquial e diocesano. (pp.228-229)

GUIA DO PEREGRINO
     Jesus começou a percorrer todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, proclamando a Boa Nova do Reino e curando todo tipo de doença e de enfermidade. Ao ver as multidões, Jesus encheu-se de compaixão por elas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não tem pastor. Então disse aos discípulos: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para sua colheita!” (Mt 9,35-38) (pp.64)

     Vivemos num tempo muito especial. É o tempo que Deus escolheu para nós. Nossa missão é agora. É agora o dia da salvação. No passado, Deus convocou alguns homens e mulheres e dialogou com eles. No futuro, certamente, contará com outros. Mas hoje, neste exato momento e neste específico lugar, é conosco que Deus quer contar. Neste novo milênio somos nós que deveremos fazer a historia. (pp.54)

     Paulo sabia muito bem do que falava: Evangelizar não é algo que a gente escolhe fazer; é uma obrigação! E isso exige que a pessoa se torne servidora dos outros, sendo “tudo para todos”. Para alguém que é membro do Movimento de Cursilhos, isso implica testemunhar o amor e a esperança cristã e evangelizar os diversos ambientes: o ambiente da moradia e vizinhança; o ambiente familiar; o ambiente do trabalho e da política; o ambiente do lazer e entreterimento. Em todos esses ambientes, o Evangelho deverá ser gritado com a vida e com as palavras a ponto de constituir o critério orientador das opções pessoais e dos grupos. (pp.80-81)

CURSILHO POR DENTRO
     Dentro do seu carisma específico, o MCC assume a Evangelização Ambiental, isto é, a inserção de valores e critérios cristãos nos ambientes, através de “pequenas comunidades de fé” (ou NÚCLEOS AMBIENTAIS) que são um grupo de cristãos atuando naqueles ambientes.

TERÇO DO CURSILHO: sábado – MISTÉRIOS DA ALEGRIA (Guia do Peregrino - pp.35-36)

1 No primeiro mistério: testemunhamos a Anunciação do Arcanjo São Gabriel a Nossa Senhora (Lc 1,26-39)
FRUTO DO MISTÉRIO A MEDITAR: A FÉ – tenho vivido minha fé comunitariamente?
2 No segundo mistério: contemplamos a Visitação de Nossa Senhora a sua prima Santa Isabel (Lc 1,39-56)
FRUTO DO MISTÉRIO A MEDITAR: A CARIDADE - tenho dado a caridade o devido lugar em minha vida?
3 No terceiro mistério: contemplamos o nascimento do Menino Jesus em Belém (Lc 2,1-15)
FRUTO DO MISTÉRIO A MEDITAR: AMOR A POBREZA – tenho buscado ter um espírito de pobre?
4 No quarto mistério: contemplamos a apresentação do Menino Jesus no Templo e a purificação de Nossa Senhora (Lc 2,23-33)
FRUTO DO MISTÉRIO A MEDITAR: ESPÍRITO DE OBEDIÊNCIA – Tenho buscado ser obediente a vontade de Deus?
5 No quinto mistério: contemplamos a perda e encontro do Menino Jesus no templo entre os doutores. (Lc.2,42-52)
FRUTO DO MISTÉRO A MEDITAR: PERSEVERANÇA – Tenho perseverado como cristão em meu ambiente?

NÚCLEO DE COMUNIDADE AMBIENTAL - NCA
     Podemos definir o NCA como “um grupo de cristãos com capacidade de liderança, pertencentes a um mesmo ambiente e que, conscientes de sua responsabilidade de transformar cristãmente o mundo, juntam-se para VER-JULGAR-AGIR-AVALIAR, a conquista do seu ambiente”. (pp.13) como buscar o líder: auscutar o ambiente e investigar de onde provém as idéias, os valores e as atitudes que caracterizam o ambiente e quais são as pessoas que as promovem. (pp.15)

FUNDAMENTOS DO MCC – PRE-CURSILHO / POS CURSILHO
     Viver a espiritualidade do MCC é viver a radicalidade do projeto do Reino de Deus, num “espírito de peregrinação”, numa “espiritualidade de encarnação”, de compromisso; envolvido pela vida divina da Graça, seguindo os passos de Jesus de Nazaré, comprometendo com os critérios das Bem-aventuranças, e engajado na evangelização dos seus ambientes, através de pequenas comunidades de fé ali presentes como fermento, sal e luz. Em suma, é viver ORAÇÃO – FORMAÇÃO – AÇÃO (pp.36-37)

     AS ULTREIAS – A comunhão entre os diferentes NCA atuando em diversas áreas, torna-se visível quando eles podem colocar em comum suas experiências e, ao mesmo tempo, servir uns aos outros de estímulo e de encorajamento. Essas oportunidades são criadas pelo próprio MCC, através da Ultréia que, no jargão do MCC, significa “ir mais além”, caminhar para frente com estusiasmo”. (pp.53 – item 119)

     Os NCA reúnem-se para trocar suas experiências, expor suas dificuldades e sua caminhada. E é nas Ultréias – que devem ser realizadas pelo menos mensalmente – que o fazem. Elas não têm ritual, normas ou roteiro definidos ou estabelecidos. Animam-nas a amizade entre os participantes, o entusiasmo por abraçar a mesma causa que é a causa de Jesus Cristo e o anúncio do Reino de Deus. São oportunidades excelentes para a oração comunitária e para reflexão e estudo da Palavra de Deus e dos sinais dos tempos. (pp.53 – item 120)

     Neste sentido, as Ultréias são vivenciais, como aliás, todo o MCC. Expressam todo o dinamismo comunitário e solidário dos NCA na partilha e na comunhão entre irmãos. Quando os desafios são cada vez mais freqüentes; quando os problemas se manifestam cada dia mais agudos; quando o trabalho dos evangelizadores se faz sempre mais árduo, então o compartilhar reanima, encoraja, estimula e realimenta os vinhateiros. Ainda que as Ultréias não sejam diretamente evangelizadoras, elas o são indiretamente pelo testemunho e pela comunhão fraterna, desde que não se fechem ou se isolem da comunidade eclesial e, portanto, sejam abertas e acolhedoras. (pp.54 – item 121)

CONTATO
Coordenação: Rosecler Falcão.
Assessores Diocesanos: Pe. Clayton Delinski Ferreira e Frei Vilson Lagni
Rua: Professor Laudelino Gonçalves, 240 - Sabará.
Fone: (42) 3028-2754 / (42) 99650160
E-mail: elieteffalcao@hotmail.com
Ponta Grossa - Paraná - CEP: 84.062-150
Site: www.cursilho.org.br

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