DIOCESE  DE  PONTA  GROSSA


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PASTORAL DO DÍZIMO



Preparação e Organização

     Formar uma Equipe diocesana do Dízimo, que ajude a criar e/ou dinamizar as equipes das paróquias e comunidades.

     Cada família e cada membro de comunidade sejam incentivados a inscrever-se como dizimistas a partir do momento em que tiverem remuneração própria, conscientizados da necessidade interior de oferecer, como gratidão, parte do fruto do seu trabalho.

     Conscientizar os fiéis sobre a necessidade interior de oferecer, como sacrifício, parte dos frutos do seu trabalho (Gn 4, 3-4), com objetivos diversos: agradecer, pedir perdão, implorar favores, afastar desgraças. Daí surgiu o mandamento do dízimo já no Antigo Testamento.

     Incentivar os fiéis a assumirem a Pastoral do Dízimo como sinal de partilha com a Igreja e com a comunidade, como compromisso e expressão de fé. Fazer entender que as despesas e recursos financeiros para desenvolver a pastoral ordinária devem provir do dízimo.

     A opção pela Pastoral do Dízimo deve contribuir sobremaneira para a formação do espírito de uma comunidade corresponsável, adulta, catequizada e participativa.

     O dizimista contribua preferencialmente na paróquia em que reside.

     Formar a consciência de que a Equipe de Pastoral do Dízimo é essencial ao bom funcionamento da Pastoral de Conjunto. Não se trata de um ato meramente financeiro-administrativo dentro da comunidade paroquial, mas de um trabalho pastoral dentro da pastoral de conjunto. Se a Pastoral do Dízimo não vai bem, conseqüentemente todas as outras pastorais serão prejudicadas.

     Todos saibam o que é e para que serve o Dízimo. Por isso, é preciso que haja prestação de contas para a comunidade sobre a arrecadação do Dízimo, de acordo com as normas estabelecidas nos Estatutos Diocesanos e no Manual dos Conselhos de Pastoral.


Conteúdo
     Fundamentação bíblica para o dízimo: Dt 14, 22; Lv 27, 35; Ml 3, 8-10; 2Cor 8, 7-15 e 9, 7-9, entre outras.
     Incentivar os cristãos sobre o sentido bíblico e teológico, social e eclesial, espiritual e missionário do dízimo.

     A formação dos agentes da Pastoral do Dízimo, através de cursos de treinamento, encontros, palestras e leituras, é uma preocupação que deve estar bem presente nos planos da ação pastoral das paróquias e da própria diocese.
     O dízimo e a oferta entregues ao Senhor como reconhecimento de que tudo lhe pertence, devem ser algo brotado da gratidão e do esforço pessoal, do suor do próprio rosto. Tem que ser algo da própria pessoa.
     Tanto o dízimo como a oferta devem ser medidos conforme o coração, porque o coração tem a medida do amor e da justiça, da abundância e nunca da miséria.
     O conhecimento das necessidades da comunidade, dos irmãos e irmãs, deve levar a uma resposta adequada a estas necessidades.

Celebração
     Em todas as paróquias e comunidades haja periodicamente a missa do Dízimo, ou outras celebrações, nas quais se faça uma conscientização dos fiéis sobre o sentido bíblico e eclesial do dízimo e da oferta na comunidade cristã.

     A celebração do Dízimo não é uma etapa de propaganda sobre o Dízimo. Não é hora de dizer que precisamos de dinheiro para construir uma igreja ou salão paroquial. O importante é conscientizar, orientar e celebrar. Convém salientar o sentido do oferecimento a Deus pelos dons e favores recebidos.

     A conscientização deve ser conduzida de tal forma que leve os dizimistas a uma decisão pessoal, espontânea, brotada do coração, a partir de uma experiência de Deus em sua vida.

Vivência e Apostolado
     Em cada paróquia e comunidade haja uma equipe de animação missionária para o Dízimo. É importante que esta equipe seja formada por pessoas que disponham de tempo e, se possível, não estejam envolvidas em outras pastorais. Deve haver também um intercâmbio entre a Pastoral do Dízimo e as demais pastorais da paróquia.

     É de extrema importância o relacionamento do pároco com o dizimista. Mesmo que a arrecadação seja feita por uma equipe, isto não deve significar que o pároco esteja alheio ao Dízimo. O pároco deve assumir, com os leigos, toda a organização e implantação da Pastoral do Dízimo na paróquia. Seu incentivo e assistência permanente à Equipe da Pastoral do Dízimo é de vital importância.

     Ao apresentar-se para receber os benefícios espirituais na comunidade, esteja este paroquiano ou paroquiana em dia com o seu Dízimo. Aqueles que não forem dizimistas, ao solicitarem os serviços da Igreja, sejam motivados e conscientizados para inscrever-se.

TEXTO DE REFLEXÃO - PARA QUE O DÍZIMO?
     Representando meu salário trinta dias do meu tempo, da minha existência, na verdade ele contém uma parcela da minha vida. Assim, o que eu ofertar desse salário será um pouco de mim mesmo que estarei ofertando. Será importante, pois, saber o que será feito desse pedaço de mim. "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura" (Mc 16,15). Evangelizar é a primeira e principal missão da Igreja. Ordenados ou não, se somos parte dessa Igreja, membros do corpo místico cuja cabeça é Cristo, então essa missão é de todos nós, herdada no batismo e individualmente assumida no crisma.

     Mas Jesus torna-nos também responsáveis por nossos irmãos. "Amai-vos uns aos outros", diz Ele. "Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos", completa (Jo 15, 12-13). E ainda nos coloca em xeque em relação às atitudes que tivermos perante os mais desvalidos, com fome, com sede, com frio, doentes, aprisionados: "...todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes" (Mt 25, 31-40).

     "...A toda a criatura" - quer dizer, uma missão sem fronteiras, para além dos limites, uma Igreja verdadeiramente missionária. Como Paulo e os outros apóstolos, e muitos missionários, religiosos e religiosas, todos, como membros desse corpo, devemos contribuir para que a obra de evangelização prospere e se irradie.

     Nosso dízimo, aquele pedacinho de vida de cada um de nós, ofertado a Deus, vai permitir que Ele se manifeste através da Igreja, pela proclamação de Sua palavra, pela sagrada Eucaristia, pelos sacramentos, pelo socorro aos carentes, pelo trabalho missionário.

     Nosso dízimo, aquele pedacinho de nossa vida, proverá o sustento do ministro ordenado, pagará salários de funcionários da paróquia, possibilitará a compra de material litúrgico, de material de uso das diversas pastorais, cobrirá os gastos com impostos, taxas e na limpeza, conservação e embelezamento do templo. É a dimensão religiosa do dízimo.

     Nosso dízimo, aquele pedacinho de nossa vida, comprará remédios para os doentes que procuram a comunidade, cestas básicas para as famílias carentes, auxiliará em situações de penúria o paroquiano, sustentará cursos profissionalizantes que permitam aumentar as possibilidades de ganho para os mais humildes. É a dimensão social.

     De tudo que a paróquia recebe, entre dízimo e ofertas, também daí sai um dízimo: o dízimo paroquial, que, orientado para as dioceses, contribuirá para seus compromissos, inclusive na manutenção de seminários e na destinação às missões. É o dízimo missionário.

     De tudo isto o dizimista precisa estar sempre informado. É seu direito. Mas, certamente, saber que contribuiu para que o pão e o vinho chegassem até o altar no Ofertório, para, em seguida, na Consagração, serem transformados no Corpo e no Sangue de Jesus, será o bastante para justificar, no sacrifício do Cristo, o seu próprio sacrifício de oferecer-se no seu dízimo.

     Queridos sacerdotes, dêem ao seu paroquiano o privilégio de ser dizimista. Não lhe neguem a alegria de participar da vida da Igreja e do plano de Deus. Façam-no saber que o dízimo é a forma mais digna de a Igreja e a comunidade se manterem e cumprirem suas obrigações. Que outros recursos sejam apenas emergenciais. Que a casa de Deus não se transforme em cassino e seus sacramentos, mercadoria de comércio. "Além de ser um desconforto é, ademais, constrangedor ter que receber pelos sacramentos celebrados" (Pe. Jerônimo Gasques).

QUANTO OFERTAR?
     Efetivamente, dízimo significa uma décima parte, ou dez por cento, como já se o ofertava ao tempo do Antigo Testamento.

     Contudo, longos anos afastados da prática do dízimo, poucos são ainda os cristãos católicos que o têm como compromisso. Há, assim, que se reconhecer difícil, de uma hora para outra, separar os dez por cento de Deus de um salário pequeno já comprometido com um orçamento apertado. Deus há de entender e perdoar, enquanto sentir o esforço e o propósito de cada um. São Paulo (II Cor 9, 7) orienta: "Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama o que dá com alegria".

     É isso: se mesmo se esforçando, você só pode dar pouco, faça-o, mas com amor. E que não seja seu resto, sua sobra. Nada do que Deus lhe deu é resto. Se você pode dar muito, mas não se sente motivado, não está conscientizado, não dê nada. Porque sem amor, sem o sentido da gratidão e do compromisso, não é dízimo, é esmola. Deus não quer e não precisa de esmola.

     A orientação que se pode dar para quem vai iniciar a prática do dízimo, vai ainda se inscrever como novo dizimista, é que inicie com um ou dois por cento, para não ter que desistir logo em seguida. Lembre-se que bastou um jovem desprendido ofertar cinco pães e dois peixes para que Jesus operasse o milagre da multiplicação (Jo 6,5-13). Assim fará com o dízimo em nossa paróquia.

     Aos poucos, vendo o desenvolvimento de sua comunidade e o trabalho que agora é possível promover, você pode querer aumentar sua participação. Será uma decisão sua e de sua família. Mas consulte-se com Deus em oração. Quem já é dizimista e pela graça de Deus já chegou nos dez por cento, ou até mais, louve e agradeça ao Senhor por isso.

     Como lembra Paulo: "Não se trata de aliviar os outros fazendo-vos sofrer penúria, mas, sim, que haja igualdade entre vós" (II Cor 8, 13).

     Pastoral do Dízimo grava Cds de evangelização Material pode ser utilizado em cursos, palestras, retiros, grupos de oração e também na formação de sacerdotes e leigos A Pastoral do Dízimo da Arquidiocese de Curitiba, empenhada na evangelização, está desenvolvendo um projeto que objetiva atingir fiéis de todo o país. Trata-se de um kit com três CDs sobre espiritualidade do dízimo, de palestras proferidas por Dom Bernardo Bonowitz, abade do Mosteiro Trapista, em Campo do Tenente/PR.

     Destinado aos padres, bispos e ao público em geral, especialmente as equipes do dízimo e CAEPs (Conselho de Assuntos Econômicos Paroquiais), o material foi custeado por dizimistas fiéis que acreditam na experiência do dízimo e sonham que este possa ser, junto com as ofertas, fonte exclusiva de sustento da Igreja.

     Os CDs, gravados por ocasião de um retiro dos missionários da Pastoral, abordam os seguintes temas: Dízimo e Comunidade, Dízimo e Ascese e Dízimo e Misticismo. O material apresenta também perguntas e respostas sobre dúvidas comuns que ocorrem a respeito do tema.

     “Gostei muito das palestras e adquiri seis kits. Tomara seja possível que iniciativas como estas possam um dia ser filmadas para que possamos adquirir em DVD”, diz o padre José Antônio Dal Bó Giovannetti, do Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, de São João da Boa Vista/SP. A equipe da Pastoral do Dízimo também já está trabalhando na edição de um livro com o conteúdo das palestras.

     De acordo com José Augusto Weber, um dos idealizadores do projeto, os CDs podem servir como subsídio no desenvolvimento das atividades pastorais. “Quanto mais refletimos a palavra de Deus, mais fortemente concluímos que Ele inventou o dízimo e as ofertas para que as comunidades da Igreja sejam formadas no espírito da partilha dos bens. Desta forma, desejamos que todas as lideranças reflitam com este material que pode ser utilizado na formação de sacerdotes, em cursos, palestras, retiros, grupos de oração e outras atividades de formação, sendo uma verdadeira escola sobre a teologia do dízimo.

     Na tentativa de evitar pirataria, ou cópias não autorizadas, o kit contendo os três CDs está sendo comercializado por um valor simbólico de R$ 10,00; exceto as despesas de remessa. “Este é um material de evangelização, cujo objetivo maior não é o comercial, mas sim o espiritual,” lembra José Augusto. Pedidos e encomendas podem ser feitos diretamente ao Mosteiro Trapista, em Campo do Tenente/PR. Telefone (41) 3628-1264. Caixa Postal 11. CEP 83.870-970. E-mail: economato@mosteirotrapista.org.br.

PASTORAL DO DÍZIMO DIOCESANA
     No ano de 2009 começou-se a implantação da Pastoral do Dizimo Diocesana motivada pelo Pe. Mario Dwulatka – Coordenador do C.D.A.E. (Conselho Diocesano da Ação Evangelizadora). A princípio foi escolhida uma equipe de presbíteros que tem como coordenador o Pe. Estanislau Kapuscisnki para começar a dar o primeiros passos na Pastoral do Dízimo a nível de Diocese de Ponta Grossa. Praticamente em todas as Paróquias há as equipes do dízimo ou equipes da Pastoral do Dízimo que atuam de várias formas na conscientização, organização e animação do dízimo em suas comunidades. Lembramos que a implantação do dízimo nas Comunidades é uma decisão do Regional Sul 2 do Paraná e gradativamente ir tirando as taxas de sacramentos, e desta forma criar a consciência que todos somos co-responsáveis pela manutenção de nossa Comunidade Paroquial.

ORAÇÃO DO DIZIMISTA (para todos os dias)

Senhor, recebei a minha oferta
Não é uma esmola porque não sois mendigo.
Não é uma contribuição porque não precisais.
Não é o resto que vos ofereço
Esta importância representa Senhor,
Meu reconhecimento, meu amor,
Pois se tenho é porque me destes. Amém.
Pai-Nosso... / Ave-Maria... /

O que é o dízimo
    A palavra dízimo significa a décima parte. De cada 100 coisas, eu separo dez. De cada 100 sacos de feijão, ou de cada 100 cabeças de gado, ou de cada 100 Reais, eu separo dez. A décima parte. E o chamado dízimo. A Bíblia pede estes dez por cento. Deus exige com firmeza esta doação para a comunidade. A Igreja Católica, no Brasil, vendo as necessidades do povo, pede que cada um dê de acordo com seu coração, de acordo com sua consciência. Quem pode dar os dez por cento, deve dar. Quem vai sentir falta, que dê menos. Por princípio, deve-se dar os 10 por cento. Dízimo não é pagamento. Não é imposto. Não é taxa. É gesto livre de gratidão. Não é esmola. Nem oferta. Dízimo é ato de fé em Deus e de confiança na Comunidade.

    “A organização sistemática do Dízimo é verdadeiramente o meio positivo que soluciona o problema financeiro paroquial. Supre todas as necessidades e despesas normais, O que acontece de melhor, porém, é que as pessoas se sentem colaboradoras. E os não colaboradores se sentem seriamente questionados na hora de procurarem seus direitos sem cumprirem seus deveres. Percebe-se aos poucos quem e participante assíduo e quem está à margem da vida da comunidade”.
(Frei Paulina Costella e Frei Iloni Fachesatto - Arenápolis-MT)

    A Bíblia é o melhor manual de educação. O melhor livro de formação das pessoas. Deus tem muitos jeitos de nos educar. Muitas maneiras de educar e formar o seu povo, O dízimo é um modo bonito de nos fazer compreensivos com os outros. E uma maneira de nos ajudar a ser delicados com Deus e agradecidos a ele. Dízimo é um ato comunitário. Por isto o dízimo está muitas vezes escrito. Muito exigido por Deus e bem vivido pelo povo. O dízimo é uma grande força para criar, sustentar, firmar uma comunidade, tornando-a evangelizadora. O dízimo educa as pessoas para viverem em comunidade. Comunidade existe quando temos problemas comuns; quando todos buscamos a solução comum destes problemas e quando todos alcançam um ideal comum: isto é, todos se dão bem; todos se ajudam; todos se amam. Por isto Deus aprova e bate palmas para quem dá seu dízimo. Como organizar

Qualquer pessoa pode ser da equipe do Dízimo.
1. Dízimo é uma pastoral.
A equipe da pastoral do Dízimo não pode ser considerada uma equipe secundária, ou um apêndice. Não se trata de uma equipe com a finalidade de captar recursos para a igreja ou administrar uma obra. Não se trata de um ato meramente financeiro-administrativo dentro de uma comunidade. E, isto sim, um trabalho Pastoral dentro da pastoral de Conjunto. É uma pastoral tão importante quanto a pastoral da Catequese, da Liturgia etc. Se a pastoral do Dízimo não vai bem, todas as outras são prejudicadas. A equipe, portanto, deve ter consciência de que esse é um trabalho pastoral.

2. Conhecimento do Dízimo.
A equipe deve conhecer bem o assunto. Deve estar preparada para ajudar a esclarecer dúvidas sobre o Dízimo.

3. O testemunho da equipe.
Quem faz parte desta equipe precisa ser dizimista para valer. Tentar convencer a outros sobre algo de que não estamos convencidos não funciona. Quando vamos motivar os fiéis sobre o Dízimo, devemos falar da experiência própria, algo que sai de dentro com plena convicção. Todos devem dar testemunho. Existem coordenadores do Dízimo pelo Brasil afora com dez ou mais anos de trabalho e que nunca contribuíram com o Dízimo. E não entendem porque o povo não é dizimista. Aplicar aos outros algo em que não acreditamos não funciona. A equipe deve acreditar no que faz. Por isso mesmo faz a própria opção de dizimista. Entender que devemos dar o Dízimo também do próprio tempo e, por isso, fazer parte da equipe que vai ajudar os outros irmãos a fazerem também a opção de dizimistas conscientes.

4. Disponibilidade para o dízimo
A equipe deve ter tempo para se dedicar à Pastoral do Dízimo. Preferencialmente nos dias em que há mais movimento na comunidade. Normalmente as missas são aos sábados e aos domingos. Antes e após as missas, a presença de elementos da equipe do Dízimo possibilita a contribuição dos dizimistas. Quem faz parte de outra equipe de Pastoral não pode ser sobrecarregada. Se isso acontecer, alguém está se omitindo. Às vezes é a própria pessoa que achaque só ela sabe resolver todos os problemas da comunidade e assume tudo. Dificilmente tudo sai bem.

5. Organização
A equipe deve ser bem organizada. E importante que na equipe haja alguém com experiência administrativa e contábil para ajudar nos relatórios. A equipe tem como missão também prestar contas à comunidade de tudo o que o povo traz para Deus. Esta equipe é responsável pela organização, conscientização, animação e recebimento do Dízimo. Deve ser formada por pessoas capazes de trabalhar em equipe. O Dízimo é um trabalho que exige muita união. Trata-se de administrar os bens que o povo traz para Deus. O sucesso da implantação do dizimo depende exclusivamente desta equipe. Para finalizar: Ser da equipe do Dízimo é fazer uma opção missionária. Não se trata de uma equipe de cobradores, mas de missionários que estão a serviço da comunidade, levando cada mês uma lembrança do compromisso assumido pelos irmãos dando, cada mês, uma mensagem de fé, de esperança. Esta equipe tem a tarefa de conscientizar os fiéis para a partilha.

6. Prestar contas à comunidade
Para manter o dizimista é indispensável que a equipe mensalmente preste contas. Elaborar um balancete no final de cada mês e divulgar na comunidade. Não é suficiente colar uma cópia do balancete na porta da Igreja. Poucos lêem. O que funciona é imprimir o balancete numa folha. De um lado da folha o relatório do mês. Todas as entradas e saídas. E bom manter a mesma ordem do Plano Financeiro. Mostrar para o povo o que entrou de Dízimo, Oferta, etc. No verso da folha, imprimir a mensagem do mês. E aqui que acontece a formação permanente: por meio desta mensagem. Todos os meses a equipe vai ao encontro do dizimista num processo de conscientização, de uma catequese permanente sobre o Dízimo. O povo, recebendo a prestação de contas e uma mensagem todos os meses, vai se sentir mais motivado a contribuir, pois está vendo como é aplicado o dinheiro oferecido a Deus através da comunidade. Se houver na comunidade um boletim informativo, melhor ainda. Seja qual for o instrumento de comunicação não deve ser divulgado só entre os dizimistas, mas entre o povo todo. Quem é dizimista está recebendo a prestação de contas. Quem não é dizimistas estará recebendo um questionamento forte pela sua omissão. Nesse relatório-mensagem, pode constar, quando necessário, uma observação no rodapé, chamando a atenção para alguma necessidade, solicitando que o povo contribua mais e para que reajuste seus dízimos conforme a inflação. Pelo Plano Financeiro o povo conheceu as necessidades. Pelo balancete mensal o povo verificará se está contribuindo com o necessário para cumprir o plano. Se as entradas não estão sendo suficientes, a equipe tem aí um instrumento eficaz para solicitar maior empenho de todos, sem constrangimento.

7. Devemos insistir para uma pessoa ser dizimista?
Não creio que se deva insistir, O que devemos fazer é mostrar para a pessoa as vantagens, e deixá-la livre. Devemos ser rigorosos conosco mesmos no sentido de conscientizar as pessoas sobre o Dízimo. Oferecer a todos o máximo de informações e testemunhos. Depois disso, deixar que Deus opere na pessoa. Devemos fazer a nossa parte, a conscientização. Forçar a barra seria interferir na liberdade dos outros.

8. Quando o dizimista desiste, deve ser cobrado?
Muitas vezes a pessoa faz a opção do Dízimo levada pela emoção do momento. Passada a emoção não se sente mais motivada para continuar. Por isso é importante uma conscientização que atinja o coração e a razão. Uma pessoa conscientizada dificilmente interrompe sua contribuição ao contrário, a aumentará. Mas se isto acontecer, é bom ajudar a pessoa a refletir sobre o compromisso que assumiu. Alertá-la muito delicadamente. Podia não ter se comprometido. Era livre. Mas uma vez que se comprometeu, deve fazer de tudo para cumprir. O exemplo está em Jacó. Fez uma promessa, foi fiel, cumpriu à risca e prosperou. Gen.28,20-22. Para ajudar os indecisos podemos refletir com eles o Sal. 49,14. ‘Oferece, antes, a Deus um sacrifício de louvor e cumpro teus votos para o Altíssimo’. Ou ainda, Jó22,27: ‘‘Tu lhe rogarás, e ele te ouvirá, e cumprirás os teus votos”. A conscientização deve levar o dizimista a uma decisão pessoal, espontânea, brotada do coração, a partir de uma experiência com Deus em sua vida.

9. E quando o dizimista atrasa?
A equipe deve preparar uma mensagem especial para os dizimistas em atraso, lembrando-lhes o compromisso que assumiram na comunidade. Deve ser uma mensagem de lembrança e orientação e nunca de cobrança. O melhor mesmo é fazer uma visita para saber o que aconteceu. E possível que se trate de simples esquecimento, mas pode tratar-se de problema mais sério. A presença da equipe do Dízimo pode ajudar aquela pessoa, pode orientá-la, e deve, em qualquer circuns­tância, avisar o dizimista, para que continue sua opção, pois isto mostra sua fidelidade para com Deus e atrai as bênçãos de que necessita.

10. Deve ser feita cobrança nas casas?
Faça uma visita procurando orientar para que o dizimista entregue seu dízimo na comunidade. Se o dizimista participa da comunidade, não há razão de alguém ir até sua casa para receber o dízimo.

11. Desafios da equipe
Na implantação do Dízimo, certamente a equipe vai se defrontar com quatro tipos bem distintos de dizimistas:
OS FIÉIS - São aqueles que dão e sempre têm mais para dar. São os que levam à frente os trabalhos da comunidade. Sua contribuição é regular, significativa, consciente e voluntária. São também eles os mais sensíveis em casos de emergência. Ajudam os pobres, assumem os trabalhos da pastoral. São os que devem ser imitados.

OS INFIÉIS - São os que fazem a opção do Dízimo e depois de certo tempo negligenciam, param de contribuir. São também infiéis os que dão parte do Dízimo, ou seja, se inscrevem para contar na comunidade como dizimistas, mas dão uma insignificância e são conscientes de que poderiam dar mais, porém não o fazem.

São os Ananias e Safiras de hoje. Atos 5,1-11. Esses precisam ser orientados a cumprirem o voto que fizeram a Deus.

OS NÃO-DIZIMISTAS LIBERAIS - São os que não com­batem o sistema do Dízimo. Não são dizimistas, mas estão sempre dispostos a contribuir conforme as necessidades. Normalmente colocam na Oferta o que dariam como Dízimo. Não são dizimistas por não terem compreendido seu valor histórico, bíblico, cristão, social e missionário. Um pouquinho de esforço da equipe os transforma em dizimistas exemplares.

OS ANTI -DIZIMISTAS - São os mesquinhos, os derrotados por natureza. Talvez tenhamos neste grupo um número de pessoas que nos surpreende. Eles sabem de tudo. São os “iluminados”. Nunca estão presentes para ajudar quando é preciso fazer algo na comunidade, mas são os primeiros a criticar depois de feito.

São os que ouvem o que o padre ou a equipe do Dízimo diz, e ficam cochichando na igreja, e fora dela, para levarem as pessoas a pensar o contrário do que foi pregado. Há até os que chegam a mostrar o relógio, embora a missa não demore 6 ou 10 minutos além do normal. São os de “missa de 7º dia mas que se chamam de cristãos exemplares”.

São os que se põem contra uma campanha do Dízimo, alegando que se deveria fazer uma campanha para os pobres. Quando você fala de pobre ou de opção da Igreja por eles, logo combatem. São os de argumentos fáceis. Mas as ações? São os do contra.

12. Pontos que ajudam a organizar o dizimo.
Escolher pessoas interessadas e convencidas do valor do dízimo.
Preparar-se bem, vendo outras experiências onde funciona o dízimo.
Sem nunca impor, mas ajudar a sensibilizar os fiéis por esta Pastoral.
Esclarecer a comunidade por meio de palestras, faixas, folhetos e o bom uso dos Meios de Comunicação Social (feito tudo por leigos).
Aproveitar o que existe: Novenas, Grupos de Reflexão, Capelinhas...
Fazer celebrações litúrgicas sobre o dízimo. Pessoas dêem testemunho.
Preparar fichas e cadastro da família dizimista. Não complicar nada.
Antes e depois das celebrações, alguém da Equipe atende às pessoas sobre o dízimo, pois muitos aproveitam a ida à igreja para acertar seu dízimo. Pode ser também na casa paroquial.
Lembrar sempre que o dízimo requer muita paciência, muita motivação e tempo. Não forçar, mas trabalhar a consciência dos católicos dando boa fundamentação bíblica.
* Não afastar ninguém da comunidade por causa do dízimo.

Perguntas

I. Quem inventou o dízimo?
O coração dos filhos de Deus. Foi a gratidão dos irmãos para com Deus Pai que inventou o dízimo. Já faz 3 mil anos e Deus sempre aprecia e ama a quem dá seu dízimo com alegria.

II. Mas Deus precisa do dízimo?
Não. Deus não, mas os irmãos, a comunidade, sim. Irmãos que se amam se ajudam. O dízimo cria família. Cria confiança. Cria crescimento, tanto da família que o dá, como da comunidade que o recebe.

III. Eu tenho o compromisso de dar o dízimo?
Sim. O dízimo é um compromisso com Deus, com a Igreja e com os pobres.

IV. Não basta dar o que sobra?
Não. Dízimo é partilha do que se tem, não das sobras. Partilhar não é o que sobra. Partilhar é dar o que o outro precisa.

V. Por que as pessoas inventaram o dízimo e o colocaram na Bíblia?
O dízimo foi o jeito que as pessoas encontraram para agradecer ao Senhor e para se ajudarem entre si. Deus inspirou esta idéia. Tanto no Antigo como no Novo Testamento o dízimo é parte da Bíblia. É gesto de gratidão do povo a seu Deus.

VI. O dízimo salva a gente?
Não. Não salva. Não é o dinheiro que salva. Nem nossas obras: quem nos salva é o amor de Deus. Nem os santos nos salvam. Nem Nossa Senhora: só Deus salva. E quer salvar a todos. Mas.., o dízimo me leva mais perto de Deus, porque me leva para a comunidade. Dízimo é um meio. E não devemos abandonar os meios que nos fazem mais irmãos e nos conduzem mais a Deus.

VII. Faz diferença pagar ou dar o dízimo?
Dízimo não se paga. Deus não negocia. Dízimo se dá. Pagar indica obrigação, lei, imposto. Dar é gesto espontâneo. Dízimo é partilha gratuita. Existe diferença entre as pessoas que dão e que não dão dízimo.Quem dá se engrandece. O dízimo engrandece nosso ser. Nos abre a Deus e aos irmãos. O dízimo é nossa devoção, — uma devoção —para Deus. Dízimo é compromisso santo: quem reconhece, quem agradece, se engrandece.

VIII. O que eu ganho dando o dízimo?
Não se deve dar o dízimo por causa do retorno. Deus também nos dá tanta coisa e qual o retorno que ele recebe? — Com o dízimo eu aprendo a ser generoso, a ser sincero e reconhecido com o Senhor de tudo. Eu retribuo um pouco a Deus, do muito que ele me dá. Só isto. De outro lado, a Igreja me prestará serviços religiosos, quando eu precisar. Mas o importante é ser generoso, não mesquinho, nem com os irmãos nem com Deus. O próprio dízimo pertence a Deus. Deus é dono de tudo, cem por cento é de Deus e dele tudo nos vem. Eu apenas lhe agradeço, devolvendo-lhe algo por cento. — É como se minha mãe me desse um grande bolo, cada dia, e eu retiro uma parte do bolo para ela dar a meus irmãos.

IX. É melhor dar muito dízimo sem boa vontade, ou é melhor dar pouco com boa vontade?
O melhor é dar o certo e de boa vontade. Não se deve dar a Deus e aos irmãos o que sobra: o troco de mercado, as migalhas. Deus não pede o resto, nem esmola. O justo é dar o certo.
X. Quem está dispensado de dar o dízimo?
Ninguém está dispensado.A Bíblia fala que todos devemos reconhecer as graças de Deus. Cada um deve dar de acordo com suas possibilidades. Deus elogiou a oferta da pobre viúva. Deve ter sido bem pequena. E não aprovou a oferta dos ricos que faziam a doação só para se mostrar. Como bom exemplo, até o Padre, os Ministros, os Agentes de Pastoral, as irmãs, as Empresas, o Bispo... todos deveriam dar seu dízimo.

XI. E se a pessoa é bem pobre?
Uma das finalidades do dízimo é a promoção social, e neste caso a comunidade deve ajudar ao “bem pobre”.

XII. E não dá para dar o dízimo em forma de serviços ou ofertas?
Pra dar, dá. Mas, ser sincero também neste ponto. Deve-se combinar bem com a Equipe do Dízimo. Pode também ser em doações. Só que a Bíblia fala claro: mesmo dando um animal para o sacrifício, mesmo assim a família não está dispensada do dízimo. O dízimo, na Bíblia, é sagrado e não se negocia com nada. Por isto, as coletas na Missa não dispensam o dízimo. A Bíblia é bem clara: quem pode dar dez por cento, deve dá-lo. Quem pode dar 10% não deve dar Oito por cento. Quem pode dar 5 por cento não deve dar 2 ou 3 por cento. A Igreja no Brasil pede pelo menos um por cento (centésimo). Mas, quem pode dar mais, deve dá-lo.

XIII. O que dificulta, o que derruba o dízimo na comunidade?
Derrubam o dízimo: a diretoria que não presta contas; Equipe que só pensa em dinheiro e só faz coisas quando dão lucro; quando se valoriza só quem dá o dízimo; quando os pobres não têm vez e voz; quando se formam “panelinhas”; o povo não colabora com o dízimo quando o Padre e a diretoria não se dão bem; quando não há clareza sobre os gastos do carro paroquial, dos salários aos funcionários; cai o dízimo quando ele é usado só para fins materiais... Baixa o dízimo quando se desconfia da aplicação do dinheiro e falta transparência.

XIV. O que favorece o povo a dar com alegria o dízimo?
A transparência das contas. A fidelidade na aplicação. A seriedade com que é tratado o dízimo e o respeito pelos dizimistas e os outros. O segredo sobre o que cada um dá. Cresce o dízimo quando se tem clareza que nós somos Igreja missionária.

Retirado dos Livros: Dízimo- Expressão Forte de Comunidade 10ª Edição Editora –O Recado- por- A.TATTO

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