DIOCESE  DE  PONTA  GROSSA

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PASTORAL DOS SURDOS


Histórico

     Na cidade de Ponta Grossa, o serviço à Igreja teve início no ano de 1996 no Centro Pontagrossense de Reabilitação Auditiva e da Fala “Geny Ribas”, sob o “impulso” da diretora e professora Ione Antunes que revelou a mim mãe, o anseio das demais que como eu, tem filho surdo católico, atendido na Instituição.

     Naquela época, o material que utilizei para Catequese em preparação à 1ª Eucaristia e Crisma veio da Pequena Missão para Surdos, através do Pe. Volmir Guizo, que tem surdez moderada e reside em Porto Alegre – RS. Pessoa que conheci através da Irmã Mariarosa.

     Em abril de 1997, Dom Murilo, Bispo de Ponta Grossa, escreve uma carta agradecendo Pe. Volmir por sua dedicação e visita à nossa cidade, abençoando a todos pelo trabalho.

     Vale lembrar quem em 1998 em entrevista realizada por Pe. Francisco – Rádio Sant’Ana – com o Bispo nomeado para Ponta Grossa, Dom João Braz de Aviz - em espaço aberto e no ar - como ouvinte e mãe, questiono a experiência do novo Bispo Diocesano com pessoas surdas. Diante da resposta “só sei que são pessoas de língua e cultura própria” a convicção de que meu filho e seus amigos reconquistariam seus lugares em nossa amada Igreja. E assim, tem acontecido.

     Em 20 de maio de 1999 na residência Episcopal, a convite de Dom João, acompanhada pelas surdas Josebel e Franciele, apresentei nossas esperanças e realidade ao Conselho Presbiteral.

     Em 27 de maio já estávamos na Reunião do Clero. Contamos com a companhia do Pe. Ricardo Hoeprs, de Curitiba, ordenado sacerdote em janeiro daquele ano. (Testemunhamos sua ordenação, comunicação e forte vínculo com os surdos.) Nesta reunião, Dom João sugeriu visita ao Seminário Ifitemi, com intuito de despertar em algum seminarista aproximação e dedicação aos surdos. Pe. Ricardo passou a assessorar nosso trabalho em Ponta Grossa.

     A visita realmente aconteceu na noite chuvosa de 17 de junho. Calorosamente o reitor, Pe. Claudemir recebeu membros da Pastoral acompanhados por Pe. Ricardo. Dentre os seminaristas, Loir Antonio de Oliveira.

     Em 14 de outubro, na Igreja N. Sra. Auxiliadora, o adolescente Rodrigo Della Bernarda, recebeu o Sacramento do Batismo. Foi a primeira celebração Bilingüe (Língua Brasileira de Sinais e Português) realizada pelo Pe. Ricardo e co-celebrada por Pe. Mário Dwulatka. Também presente o seminarista (surdo) Wilson de Curitiba, mães, pais e muitos amigos que realizaram o Sacramento da Confissão principalmente os que receberiam 1ª Eucaristia e Crisma no sábado, dia 23 de outubro.

     Bastante significativa foi a Profissão de Fé, que no dia 21 de outubro, Pe. Mário Dwulatka realizou conforme pede o ritual, de sua paroquiana Helga. Em 23 de outubro se casaram perante Pe. Ricardo, o casal de surdos Helga e Marcelo, da Paróquia São Sebastião. Celebração bilíngüe que deixou a todos admirados e envolvidos. Também os Sacramentos da 1ª Eucaristia e Crisma dos nossos surdos unida à comunidade da Paróquia N. Sra. Auxiliadora, ministrados por Dom João e interpretados por Pe. Ricardo, no mesmo dia. Com a Profissão de Fé e os Sacramentos realizados, a comunidade surda demonstra que deseja ardentemente ser incluída na vida da Igreja.

     Nesta época já contávamos com o engajamento do seminarista Loir, que sabemos hoje o valor de cada movimento. No início do ano 2000, Pe. Aurélio Pianaro – coordenador diocesano de pastoral, realiza Profissão de Fé de Dílson Ap. Márquez dos Santos.

     A partir desse momento o anuncio entre os surdos era de que poderiam voltar para a Igreja Católica. No mês de abril a comunidade surda católica foi acolhida na Paróquia São José, deixando então de ser no ambiente do Centro Pont. de Reabilitação Auditiva e da Fala os encontros catequéticos iniciados em 1996.

     Nos registros da história da Pastoral dos Surdos do Regional Sul II a nosso convite, Dom João aceita ser 1º Assessor Episcopal do Regional Sul II.

     Em 1º de abril de 2001 aconteceu no Centro Bíblico Regnum Dei o Encontro dos Coordenadores Locais e Regionais do Regional Sul II. Registramos a participação de surdos e ouvintes das cidades de Toledo, Arapongas, Paranaguá, Guarapuava, Curitiba, Irati, Campo Largo e Ponta Grossa em busca de como organizar melhor a Pastoral em suas cidades.

     Fato histórico para a Pastoral, uma vez que foi o primeiro Encontro do Assessor Episcopal Dom João com os surdos do Paraná. Também, relevante para nós da Diocese de Ponta Grossa este Encontro, primeiro a ser registrado em ata com “Termo de Abertura” feito pelo Bispo Diocesano datado em 01 de Janeiro de 2001.

     29 de abril, primeiro registro do nome de Tatiana Aparecida Valenga em nossos Encontros semanais no Centro Pastoral da Igreja São José em Ponta Grossa. Abrindo um parênteses - recentemente, abraçamos a Tati que após 6 anos é intérprete dedicada da Pastoral, tendo inclusive direcionado sua atividade profissional para atendimento como ‘intérprete” na área da Educação – fecho parênteses.

     No dia 20 de maio, na Paróquia São José, aconteceu o I Encontro Diocesano da P.S. da Diocese de Ponta Grossa. Missa celebrada na Catedral. Presenças registradas: Dom João; Pe. Ricardo; Pe. Volmir; Pe. Aurélio; Pe. Mario; Pe. Cassimiro e Diácono Alfredo. Surdos e ouvintes das cidades de Telêmaco Borba; Irati; Castro; Carambrei; Curitiba e Ponta Grossa.

     É fato inegável o envolvimento do seminarista Loir com as pessoas surdas. Sua Monografia apresentada como requisito do Curso de Filosofia do Instituto de Filosofia e Teologia “Mater Ecclesiae” - IFITEME teve como tema “A Linguagem e o Surdo”.

     A comunidade surda católica do Brasil, o ano de 2002, nos dias 17 até 20 de janeiro, realizou em Curitiba seu XI Encontro Nacional, com um grande diferencial. Fizeram-se presentes representantes de Pastorais de Surdos de 17 Estados, demonstrando organização existente no trabalho de Evangelização de Surdos no Brasil. E também, pela primeira vez, participantes da Diocese de Ponta Grossa acompanhados do Assessor Episcopal Dom João que esteve presente durante todo o desenvolvimento do Encontro. O Bispo, estimulou os agentes da Pastoral a “prosseguirem na caminhada na busca de contato direto com seus Bispos e Arcebispos bem como a participação no Conselho Diocesano de Pastoral, como acontece na Diocese de Ponta Grossa.”

     Também de muito valor foi a proposta organizativa indicada por Dom João , definindo adotar, a partir de então, a divisão dos Coordenadores, os Regionais na CNBB.

     Reeleito no Encontro o Coordenador Nacional da Pastoral, Bernardo L. Klinsa e também todos os coordenadores, conforme sua região. Destaque para o pontagrossense Dílson Aparecido Marques, eleito Coordenador do Regional Sul II.

     Este início de milênio trouxe o reconhecimento oficial da LIBRAS, através da Lei 10.436, de 24 de abril de 2002.

     Em 05 de maio aconteceu o II Encontro Diocesano da Pastoral. Psicóloga Rita, Dom João, Pe. Ricardo. Missa também com a participação do Pe. Mário e Diácono Alfredo.

     Em 08 de junho, Dom Lúcio, Arcebispo de Cascavel e Presidente da CNBB – Regional Sul 2 – envia para Irmã Araceli – assessora Regional de Catequese, correspondência informando que analisou pedido de Dom João, bispo referencial para Pastoral dos Surdos e do Padre Ricardo – assessor Regional da referida Pastoral e que “resolveu desvincular a Catequese dos Surdos do Departamento Regional de Catequese...A motivação central para tal decisão é a bela caminhada que a Pastoral dos Surdos está realizando no Estado do Paraná...”.

     Em 20 de junho Dom João envia correspondência aos Arcebispos e Bispos do Regional Sul 2, descrevendo breve relatório sobre os eventos realizados e as aspirações da Pastoral.

A I Gincana Bíblica Diocesana aconteceu em 17 de novembro

     O ano de 2003 dias 21, 22 e 23 de março aconteceu o II Encontro Regional de Catequese para Surdos na cidade de Londrina. Da nossa diocese estiveram presentes: Dílson, Juliece, seminarista Gilberto e Irmã Conceição.

Encontro em Maringá.
Presenças: seminarista Gilberto, Dílson e Juliece.

III Encontro Diocesano
Presentes: Pe. Evandro, Pe. Waldeslei e Pe. Homero. Palestrante Irene de Guarapuava.

13 de outubro, visita oficial de boas vindas a Dom Sérgio.

Carta com o seguinte texto:
Ponta Grossa, 13 de outubro de 2003.
Caríssimo Dom Sérgio,
    Estamos muito felizes por apresentar ao Senhor a Pastoral Diocesana dos Surdos de Ponta Grossa. Hoje estamos tendo nosso primeiro contato pessoal portanto, fortalecemos o hino entoado Bem-vindo!

     Nesta nossa apresentação, queremos aproveitar para informar que a Pastoral dos Surdos tem 50 anos de existência no Brasil. Aqui em Ponta Grossa, iniciamos o serviço à Igreja em 1996 no Centro Pontagrossense de Reabilitação Auditiva e da Fala “Geny Ribas” e em 2000 foi reconhecida por Dom João, como Pastoral Diocesana dos Surdos de Ponta Grossa. O projeto da Pastoral dos Surdos na Igreja do Brasil foi elaborado por cristãos-surdos, a partir do Evangelho de Jesus Cristo e de seu próprio testemunho de vida.

     Na cidade de Ponta Grossa, os surdos de várias paróquias participam da Pastoral e dos Encontros de Catequese na Igreja São José, todos os domingos das 8h00 às 10h00.

     Nas cidades que pertencem à Diocese acompanhamos o trabalho crescente em Telêmaco Borba, Piraí do Sul, Reserva, Irati, Carambeí e Castro.

     Informamos também, que por indicação de Dom João, nosso assessor eclesiástico é Pe. Evandro Luis Braum. Dedicado e jovem, muito nos tem auxiliado.

     Com este breve relato, queremos abraçá-lo lembrando que a riqueza da nossa Igreja está no cuidado que as pessoas manifestam umas para com as outras.

     Com a proteção de Deus, pedimos o cuidado para com nossa Pastoral e sendo assim, receba o Senhor também, o nosso cuidado para uma vida feliz em nossa Diocese.

Soraia Duarte Chequer Zardo

     Em 28 e 29 de fevereiro de 2004 aconteceu em Ponta Grossa, no Noviciado N. Sra. Rainha da Paz o III Encontro de Catequese para Surdos do Regional Sul 2. Setenta e oito pessoas debateram evangelização de surdos orientados pela coordenadora da Catequese Rejane Mary Assumpção. O evento reuniu aprendizes de Telêmaco Borba.

23 de maio IV Encontro Diocesano Presenças: Pe. Volmir, Irati, Telêmaco Borba, Carambeí, Reserva, Piraí do Sul, e Curitiba.

     Representando a Diocese de Ponta Grossa, estive em Itaici (Indaiatuba-SP), em atividade realizada pela Coordenação Nacional da Pastoral, nos dias 05 e 06 de setembro. “O Encontro teve como objetivo principal conhecer e aprofundar o Documento 71 – Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB. Isso significa que ao concluir as orientações da Pastoral dos Surdos e apresentar de forma concisa o Documento 71 da CNBB, reafirmamos nossa adesão total e nossa comunhão com as orientações da Igreja, como mãe e mestra aqui em nosso país”. (Pastoral dos Surdos rompe desafios e abraça os sinais do Reino na Igreja do Brasil – Paulinas – p. 63)

29, 30 e 31 de outubro, II Encontro de Intérpretes Católicos em Cascavel com representantes da Diocese.

Também presente no IV Encontro de Catequese 25, 26 e 27 de fevereiro de 2005 em Guarapuava
     Também 29 de maio aconteceu o V Encontro Diocesano. É do site www.prestservi.com.br que extraímos o seguinte texto: “ Amplamente divulgado pelos meios de comunicação foi a realização do 5º Encontro Diocesano da Pastoral dos Surdos. O Evento foi realizado em Ponta Grossa na Paróquia São José e contou com a participação de integrantes da Pastoral presentes nas cidades de Reserva, Imbaú, Telêmaco Borba, Castro, Carambeí, Piraí do Sul, Tibagi e Ponta Grossa. O evento contou também com a presença de pessoas da Arquidiocese de Curitiba. Quem participou da Santa Missa pode perceber a integração e o entusiasmo da turma em viver um momento de oração pouco comum, isto porque a missa bilíngüe tão esperada e desejada foi celebrada pelo pe. Delci da Conceição Filho, da TV Canção Nova e da congregação da Pequena Missão para Surdos de Londrina e concelebrada pelo pe. Evandro e os Diáconos Alfredo e Toninho. No período da tarde a palestra também foi ministrada por ele onde os presentes receberam formação sobre os Pequenos Grupos. Uma palestra bem dinâmica em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais). O Encontro recebeu a visita do assessor da Pastoral dos surdos no Regional Sul 2, Pe. Ricardo Hoepers”.

    2006! Saudando a Campanha da Fraternidade em Brasília, os diocesanos Dilson, Danilo Felipe e seminarista Loir estiveram no Encontro Nacional em Brasília, no mês de janeiro.

    Atualizando a mensagem de Jesus, no dia 1º de março de 2006 na Catedral, nosso Bispo Dom Sérgio abriu oficialmente a Campanha da Fraternidade interpretando em Libras, com nossos surdos, o Hino “Levanta-te”, tendo como regente intérprete Tatiana Valenga. É certo que a iniciativa de Dom Sérgio está em perfeita harmonia com os avanços que estão sendo realizados de forma mais profunda e intensa nos últimos anos onde as famílias, as novas lideranças, a conscientização sobre direitos, políticas públicas e a própria Igreja devolve à pessoa com surdez o direito de ser e estar participando da evolução da própria vida.

     A Pastoral realizou na cidade de Ponta Grossa no Centro Pastoral da Igreja São José, sob a orientação e cuidados de Dom Sérgio, dois cursos básicos de Libras, aberto para a comunidade, totalizando 115 participantes.

     Em 26 de setembro participamos da Ordenação Sacerdotal do Pe. Loir. Estavam presentes surdos das cidades de Irati, Telêmaco Borba, Tibagi, Piraí do Sul, Castro, Carambeí e Ponta Grossa.

     Estiveram presentes 11 representantes da Diocese no IV Encontro de Intérpretes Católicos – Regional Sul II da Pastoral dos Surdos, em Foz do Iguaçu, dias 21 e 22 de outubro

     Realizamos o momento da Espiritualidade - com teatro apresentado por Dílson interpretando Jesus, Danilo Felipe interpretando o cego, Juliece a surda, e Carlos representando a pessoa com deficiência física motora, todos surdos, membros da Pastoral - na Reunião do Conselho Diocesano de Pastoral em 10 de novembro de 2006, em agradecimento à Campanha da Fraternidade.

     O VI Encontro Diocesano da Pastoral aconteceu na cidade de Tibagi, em 11 de novembro, muito bem organizado por Salete e Evaldo. Todas as palestras foram ministradas por surdos. Registramos e agradecemos a presença do Pároco Padre Nelson.

     Em 3 de dezembro, a Igreja São José teve a honra de receber Pe. Wilson, 1º padre surdo do Paraná, para sua 3ª Celebração Eucarística. A Santa Missa Bilíngüe contou ainda, com a participação dos Padres Mário Dwulatka e Loir e Diáconos. No altar, comentarista e leitores surdos com intérprete para ouvintes.

     Dentre os eventos de 2007 destacamos a participação da diocese no VI Encontro Especial de Catequese na cidade de Umuarama, nos dias 9 e 10 de março.

     Realizado em Ponta Grossa, nos dias 18 a 20 de maio, o X encontro da Pastoral dos Surdos do Regional Sul II, na Casa de Retiros Copiosa Redenção.

     Em 1º de julho na cidade de Telêmaco Borba o VII Encontro Diocesano, contou com a organização da professora e mãe Neuli e com as presenças dos membros da Pastoral de Tibagi, Imbituva e Ponta Grossa. A Celebração Eucarística na Matriz foi celebrada por Pelos Padres Wilson e Loir que se deslocaram de suas cidades Curitiba e Piraí do Sul respectivamente, para o evento.

     Todo 1º domingo do mês, desde abril, com apoio financeiro da cúria diocesana, Pe. Loir celebra Missa bilíngüe na Igreja São José em Ponta Grossa, às 17 h. Momento em que envolvemos os familiares, comunidade e pessoas interessadas em desenvolver a compreensão das Libras, em nossa Igreja.

     O 3º Curso Básico de Libras aberto à comunidade que acontece no Centro Pastoral da Igreja São José desde maio e terá seu término, em 17 de novembro.

A história da Pastoral dos Surdos da Diocese de Ponta Grossa      IRATI com a profª Anizia Costa Zych, aos sábados das 14 às 16h, no centro catequético da Igreja São Miguel. Aproximadamente 20 surdos vindos de todas as Paróquias da cidade participam das atividades desenvolvidas.

Informações pelos telefones: secretaria da Paróquia São Miguel (42)3422-6573
Anizia – residência (42) 3423-1213

     TELÊMACO BORBA com a profª e mãe Neuli da Luz Cordeiro, aos sábados às 17h30 inicia a Catequese encerrando com Missa interpretada em Libras às 19h30, na Igreja Nossa Senhora de Fátima. São aproximadamente 15 surdos que perseveram na caminhada da Pastoral, entre eles, seus dois filhos. Informações pelos telefones: secretaria da Paróquia N.Sra. de Fátima (42) 3272-1028
Neuli – residência (42) 3272-0295

     TIBAGI com a profª Salete Aparecida Lopes e com o profº Evaldo Sebastião Lopes, às quintas-feiras 13h15 no Centro de Pastoral da Igreja Nossa Senhora dos Remédios acontece a Catequese e aos domingos às 19h, a Missa conta com intérprete. A Participação nas atividades conta com aproximadamente 12 surdos entre crianças, jovens e adultos.

Informações pelos telefones: secretaria da Paróquia N. Sra. dos Remédios (42) 3275-1231
Salete – residência (42) 3275-2363
Evaldo – comercial (42) 3275-2436

    IMBAÚ com Gilberto Nunes Machado, no Colégio Estadual Presidente Tancredo Neves, às quintas-feiras à tarde acontece a Catequese para 3 surdos.

Informações pelos telefones: secretaria da Paróquia São José (42) 3278-1691
Gilberto – celular (42) 9916-0132

    Ponta Grossa com Soraia Duarte Chequer Zardo, no Centro Pastoral da Igreja São José, aos domingos às 9h acontece os Encontros da Pastoral e em seguida Missa com intérprete em Libras. Aproximadamente 48 surdos, vindos de todas as paróquias da cidade se fazem presentes nas atividades da Pastoral.

Informações pelos telefones: secretaria da Paróquia São José (42) 3224-0616
Soraia – residência (42) 3028- 0607 - Escritório (42) 3028-8966

    Em reunião Geral do Clero no dia 30 de agosto de 2007 em Ipiranga, oficialmente o Pe. Loir Antonio Oliveira foi apresentado pelo Bispo Diocesano Dom Sérgio Arthur Braschi como o Assessor Eclesiástico da Pastoral dos Surdos, devido a sua experiência, zelo e amor pela Pastoral dos Surdos da Diocese de Ponta Grossa.

     A Pastoral dos Surdos expressa seus mais sinceros agradecimentos ao Padre Evandro Braum que esteve acompanhando a Pastoral dos Surdos até dia 30/08/2007.

     Trechos de uma história que continua...; sei que tem muitos nomes não foram aqui citados. São tantos, peço perdão pela omissão, e agradecemos a todos.

     Rogamos ao Padroeiro da Pastoral dos Surdos São Francisco de Sales e à Mãe do Silêncio que sejam sempre nossos companheiros e das nossas filhas e filhos surdos.

Ponta Grossa, 10 de setembro de 2007.
Soraia Duarte Chequer Zardo.
Coordenação da Pastoral dos Surdos

Diocese de Ponta Grossa
    Fragmentos da Apresentação do documento escrito por Dom João Braz de Aviz em 07/12/2002 para o XI Encontro Nacional da Pastoral dos Surdos.

     “A Pastoral dos Surdos tem 50 anos de existência no Brasil. Sou Bispo da Igreja Católica há sete anos, mas apenas há três anos fui atraído para perto dos cristãos - surdos pelo testemunho de amor de uma mãe por seu filho surdo e, através dela, comecei minha aproximação de amor com os surdos da Diocese e da Igreja no Paraná...; Que a Pastoral dos Surdos, aproximando ouvintes, intérpretes e surdos, Bispos ,sacerdotes, diáconos permanentes, consagrados e leigos, na mesma pastoral orgânica da Igreja, nos ajude todos a superar a surdez do coração ao amor de Deus, para superar a ruptura do nosso diálogo com Deus e com todos os irmãos e irmãs.”

Fonte: Soraia Duarte Chequer Zardo.

PASTORAL DOS SURDOS NO BRASIL

As mãos a serviço do irmão

     Surda é a pessoa destituída de audição. Como não tem a comunicação auditiva, usa a comunicação visual. O surdo tem uma cultura visual elaborada, enquanto o ouvinte tem uma cultura auditiva. Para interagir com o surdo, é preciso conhecer ou usar sua forma de comunicação, a língua dos sinais. Os surdos também fazem parte da nossa Igreja e têm uma Pastoral para que conheçam e vivam a Boa Nova de Jesus Cristo em todas as dimensões de sua vida.

     A Pastoral dos Surdos é formada por surdos de diferentes faixas etárias, por famílias constituídas, jovens e idosos. É uma comunidade aberta a todos. Junto da comunidade de surdos estão sacerdotes e religiosas, ouvintes e intérpretes dedicados à evangelização, à catequese e às celebrações litúrgicas. Além da dimensão comunitária cristã, diversas atividades são realizadas sempre visando ao crescimento, à inclusão e ao bem-estar dos surdos. Buscam-se caminhos alternativos e acima de tudo a transmissão da mensagem e do anúncio de Jesus Cristo. A Pastoral dos Surdos está diretamente engajada e inserida nas diretrizes das suas respectivas paróquias e dioceses e, ao mesmo tempo, orienta-se na linha de evangelização da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

     Os surdos, embora sejam pessoas normais, sofrem rejeição na sociedade única e exclusivamente porque são surdos. Contrariando essa realidade, a Pastoral do Surdo quer ultrapassar a exclusão e a normalização às quais o surdo está sujeito. A Campanha da Fraternidade de 2006 é um forte convite a todos os homens e mulheres, jovens e crianças, idosos, surdos e ouvintes para que assumam a vocação de viver e buscar a verdadeira felicidade através da pista deixada por Jesus: as bem-aventuranças (cf. Mt 5,1-12).

Fonte: Texto : Priscila Thomé Nuzzi

     Foi realizado, no dia 20 de janeiro, durante o 13º ENAPAS (Encontro Nacional da Pastoral dos Surdos), na cidade de Brasília, o lançamento oficial do livro da Pastoral dos Surdos. O livro contém 75 páginas e foi elaborado por uma equipe de profissionais de diversas áreas da sociedade que compõem a Coordenação Nacional da Pastoral, Catequese e Intérpretes de LIBRAS, com a colaboração das Irmãs Paulinas. O livro faz um breve relato sobre as dificuldades de integração da pessoa surda dentro da sociedade, fazendo uma retrospectiva histórica das comunidades surdas. A obra apresenta de forma simples e clara a perspectiva, a ação evangelizadora e a organização da Pastoral, fazendo uma abordagem sobre a Catequese, especificamente, voltada para o surdo e a Missão dos Intérpretes de LIBRAS dentro da Pastoral dos Surdos.O livro tem como objetivo divulgar a Pastoral dos Surdos e testemunhar a missão e fidelidade ao Evangelho de uma multidão de agentes surdos e ouvintes, que de uma forma dinâmica e natural rompe os desafios e abraçam os sinais do Reino na igreja do Brasil.

     Em Londrina, o livro será divulgado e distribuído gratuitamente nas paróquias com o objetivo de difundir a Pastoral e a Campanha da Fraternidade na Arquidiocese. Segundo José Carlos de Oliveira, coordenador da Pastoral dos Surdos, esse trabalho será possível graças ao apoio da Arquidiocese, das Irmãs e dos Padres da Pequena Missão para Surdos. Também serão realizados outros trabalhos importantes durante o ano de 2006, como a realização do curso de LIBRAS, no Centro Pastoral, a partir do mês de maio e, do curso de formação de catequistas para trabalhar com os surdos, previsto para o mês de outubro.Outra novidade é que a Arquidiocese de Londrina irá incluir o ensino de LIBRAS no currículo de formação dos seminaristas do Seminário Paulo VI, um exemplo a ser seguido em todo o Brasil.

O QUE É SURDEZ?
     A surdez é um defeito invisivel. Costuma-se não perceber a importância da audição em nossas vidas, a não ser quando começa a faltar a nós próprios. A audição é o sentido que mais nos coloca dentro do mundo e a comunicação humana é um bem de valor inestimável.Nosso ouvido é dividido em 3 partes: externo, médio e interno.

Ouvido externo: É formado pelo pavilhão auricular e canal auditivo com a membrana timpânica no fundo do canal.

Ouvido médio: Estão os 3 ossículos (martelo, bigorna, estribo) e a abertura da tuba auditiva.

Ouvido interno: Também chamado de labirinto, é formado pelo aparelho vestibular (equilíbrio) e cóclea (audição).

     A diminuição da audição (surdez) produz uma redução na percepção de sons e dificulta a compreensão das palavras. A dificuldade aumenta com o grau de surdez, que pode ser leve, moderada, severa e profunda.A prevenção da surdez hereditária é feita através do aconselhamento genético dos pais. Cuidado médico pré-natal na gestante previne possível surdez na criança que vai nascer. Doenças como a rubéola, sífilis e toxoplasmose na gestante são exemplos de doenças que podem causar surdez e outras anomalias. Toda mulher, especialmente dos 15 aos 35 anos, deve vacinar-se contra a rubéola. A vacinação é simples e altamente eficaz. Cuidado deve haver também com remédios tóxicos ao ouvido da criança e que são administrados na gestante.Nos casos de perda auditiva de grau leve as pessoas podem não se dar conta que ouvem menos; somente um teste de audição (audiometria) vai revelar a deficiência. Quando a perda auditiva passa a ser moderada para severa, os sons podem ficar distorcidos e na conversação as palavras se tornam abafadas e mais difíceis para entender, particularmente quando têm várias pessoas conversando em locais com ruído ambiental ou salas onde existe eco. O som da campainha e do telefone tornam-se difíceis para serem ouvidos; o deficiente auditivo pede a todo momento que falem mais alto ou que repitam as palavras.

FONTE: www. Effata.org.br

ALFABETO - LIBRAS
    LIBRAS, ou Língua Brasileira de Sinais, é a língua materna dos surdos brasileiros e, como tal, poderá ser aprendida por qualquer pessoa interessada pela comunicação com essa comunidade. Como língua, esta é composta de todos os componentes pertinentes às línguas orais, como gramática semântica, pragmática sintaxe e outros elementos, preenchendo, assim, os requisitos científicos para ser considerada instrumental lingüístico de poder e força. Possui todos os elementos classificatórios identificáveis de uma língua e demanda de prática para seu aprendizado, como qualquer outra língua. Foi na década de 60 que as línguas de sinais foram estudadas e analisadas, passando então a ocupar um status de língua. É uma língua viva e autônoma, reconhecida pela lingüística. Pesquisas com filhos surdos de pais surdos estabelecem que a aquisição precoce da Língua de Sinais dentro do lar é um benefício e que esta aquisição contribui para o aprendizado da língua oral como Segunda língua para os surdos. Os estudos em indivíduos surdos demonstram que a Língua de Sinais apresenta uma organização neural semelhante à língua oral, ou seja, que esta se organiza no cérebro da mesma maneira que as línguas faladas. A Língua de Sinais apresenta, por ser uma língua, um período crítico precoce para sua aquisição, considerando-se que a forma de comunicação natural é aquela para o qual o sujeito está mais bem preparado, levando-se em conta a noção de conforto estabelecido diante de qualquer tipo de aquisição na tenra idade.

COORDENADOR – LIBRAS - Padre Delci Conceição, PMS
Rua Comandante Carlos Alberto, 181 / CEP. 86039 150 – Londrina (PR)
Tel. (43) 3325 8105 – fax: (43) 3337 6625 – pmslondrina@uo.com.br
SITE DA PASTORAL DOS SURDOS: http://www.effata.org.br - Visite!

COORDENAÇÃO NACIONAL
Amélice Casalecchi Paqué
Rua Conceição, 841/122
CEP. 13025 – 355 – Campinas (SP)
Tele-fax: (19) 3252 5881 – jdapaque@aol.com.br


FOTOS DA PASTORAL DOS SURDOS – DIOCESE DE PONTA GROSSA









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COORDENAÇÃO DIOCESANA
Soraia Duarte Chequer Zardo.
Rua: Salomão Tuma, 32 – Vila Estrela.
Ponta Grossa – Paraná
Fone: (42) 3028 – 0607 - Celular: (42) 99722641

E-mail: soraiadczardo@hotmail.com

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