DIOCESE  DE  PONTA  GROSSA

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PASTORAL DO MUNDO DO TRABALHO - PASTORAL OPERÁRIA


1. Objetivo

    Contribuir para fortalecer uma ação coletiva, educadora e mobilizadora dos trabalhadores e trabalhadoras como agentes de mudança estrutural, unindo as ações de luta contra o desemprego em favor de todas as necessidades dos excluídos, priorizando a ética humana e a construção de uma sociedade justa e solidária.

2. Diretrizes

    Evangelizar os trabalhadores e trabalhadoras para que, a partir da fé em Jesus Cristo, resgatem sua dignidade e promovam o crescimento do projeto de Deus na história.

    Oportunizar ao trabalhador espaços de debate e formação dentro da realidade do mundo do trabalho, da espiritualidade e mística cristã, alimentadas nas celebrações e ações cotidianas.

    Promover iniciativas concretas de geração de emprego e renda e, somados a outros organismos sociais, apoiar e reivindicar ações que resultem na melhoria das condições de vida da população.

    Reafirmar e atualizar a opção pelos pobres, mais especificamente, trabalhadores/as.

3. Atividades

    Ser presença profética permanente nas situações mais críticas de descaso em que se encontra o ser humano.

    Orientar e apoiar as legítimas organizações dos trabalhadores que apontem alternativas ao desemprego e outras necessidades humanas, fortalecendo a economia popular solidária.

    Manter sistematicamente as reuniões, encontros, seminários, assembléias..., como fatores de integração, troca de experiências, avaliação e encaminhamentos de propostas dos diversos grupos e da Pastoral como um todo.

    Promover eventos, celebrações e atividades em parceria com outras entidades afins, em datas significativas, com vistas a estimular a luta e o compromisso de mudança social.

    Garantir a formação e capacitação de agentes da Pastoral do Mundo do Trabalho, em nível local, diocesano, Regional e Inter Regional.

PASTORAL DO MUNDO DO TRABALHO NA DIOCESE DE PONTA GROSSA

    A Pastoral do Mundo do Trabalho na Diocese de Ponta Grossa tem sua história ligada a Paróquia do Senhor Bom Jesus na Cidade de Ponta Grossa, quando um grupo de leigos assessorado pelos freis capuchinhos começou uma reflexão e caminhada em função da Pastoral Operária. Foram vários anos de encontros e temas de aprofundamento do mundo do trabalho. Ações como a “caminhada dos trabalhadores” no dia de São José Operário e no dia do trabalhador, precisamente dia 01 de Maio, ajudou a conscientizar a Igreja e a Sociedade para a evangelização da realidade dos trabalhadores, dos empresários e dos desempregados. Há várias ações visando a dignidade do trabalhador e a questão da justiça social. Uma das realidades levadas à frente pela Pastoral do Mundo do Trabalho em comunhão com as forças vivas da Diocese foram as “Feiras Solidárias” para geração de renda visando complemento de renda familiar ou atendendo às necessidades de pessoas desempregadas.

    Atualmente (2009) a Pastoral do Mundo do Trabalho tem uma Coordenação Diocesana que tem como coordenador o Sr. Eugenio Francisco Rosa e conta com a assessoria diocesana do Diácono Permanente João Vendelim Kieltyka.

MENSAGEM DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL PARA O DIA DO TRABALHADOR - 1º DE MAIO/2009

    “O salário que vós deixastes de pagar está gritando e o clamor dos trabalhadores chegou aos ouvidos do Senhor” (Tg5,4).

     Ao celebrar o Dia do Trabalhador, a CNBB confirma seu compromisso em favor dos direitos sociais do povo e, em especial, dos direitos trabalhistas e dos esforços para consolidar as suas organizações. Expressa também a solidariedade com todos os desempregados, vítimas da crise ou dos que se aproveitam dela. Os princípios da Doutrina Social da Igreja - a dignidade da pessoa humana, a destinação universal dos bens da terra e a prioridade do trabalho sobre o capital - inspiram alternativas para uma nova ordem econômica, em vista de um mundo justo e solidário.

    Neste ano, o dia 1º de maio acontece no contexto da crise que assola o conjunto da economia mundial. A crise mostra a sua face mais cruel ao se deslocar do capital financeiro para o setor produtivo, dizimando milhares de postos de trabalho, na cidade e no campo. Os países e as populações pobres sofrem mais diretamente as conseqüências do atual modelo capitalista de desenvolvimento, incapaz de assegurar a dignidade humana, garantir os direitos sociais básicos e preservar a vida em nosso planeta.

    Na origem da crise estão o sistema neoliberal globalizado e a falta de ética na economia e na regulamentação do mercado, gerando corrupção e especulação. O mercado financeiro, na medida em que comanda as relações dos seres humanos entre si e com a natureza, reforça o consumismo comprometendo a justiça social e o equilíbrio ambiental. A crise financeira e econômica é apenas uma parte da crise mais profunda que é social, política, cultural, ambiental,ética e espiritual. Todas essas dimensões devem ser consideradas com coragem e lucidez, na busca de uma saídasustentável.

    A crise atinge, sobretudo, os trabalhadores, os pobres, as pequenas e médias empresas. Os bancos recebem verbas milionárias dos governos para salvar o sistema financeiro. No entanto continuam as demissões, levando muitas pessoas a buscarem sua sobrevivência no trabalho informal. Tal situação corre o risco de ser agravada, caso seja aprovada a Proposta de Emenda Constitucional sobre a Reforma Tributária, do modo como está sendo apresentada. Ela atingiria o cerne do sistema de Seguridade Social e reduziria gravemente a proteção de mais de 36 milhões de trabalhadores aposentados e pensionistas.Os tempos atuais, mesmo difíceis, representam oportunidades para as mudanças necessárias em direção a uma nova ordem econômica. Nesse contexto, a Igreja faz ressoar o clamor dos trabalhadores por vida e dignidade. As aspirações do povo trabalhador, por meio de suas organizações, indicam caminhos para a consolidação dos direitos, tais como: não às demissões, valorização das aposentadorias, queda nos juros, redução da jornada de trabalho sem redução dos salários, reforma agrária e fortalecimento da agricultura familiar e agro-ecológica, combate ao trabalho escravo e degradante, valorização dos movimentos de trabalhadores desempregados, incentivo às iniciativas de economia popular solidária, investimento nas políticas públicas de saúde, educação e moradia.

    A CNBB convida trabalhadoras e trabalhadores a manterem viva a fé, a esperança e a alegria em Jesus Cristo Ressuscitado. Que Nossa Senhora Aparecida e São José Operário, o Carpinteiro de Nazaré, intercedam junto a Deus, a fim de que as mais copiosas bênçãos sejam derramadas sobre todos os que, irmanados pelos laços do trabalho, constroem o nosso País.

Indaiatuba- SP, 28 de abril de 2009.
Dom Geraldo Lyrio Rocha - Arcebispo de Mariana-MG - Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares Vieira - Arcebispo de Manaus-AM - Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa - Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro-RJ - Secretário Geral da CNBB

Contato
Coordenação: Eugenio Francisco Rosa.
Assessor Diocesano: Diácono João Vendelim Kieltyka.
Rua: Visconde de Araguaia, 348 – Uvaranas – Vila São Francisco.
Fone: (42) 3226-7980 / E-mail: pastoralmtrabalhopg@yahoo.com.br
Ponta Grossa – Paraná – CEP: 84.032-040


Visite o site: www.pastoraloperaria.org.br

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