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Na Trilha da Fé
Publicado em: 11/09/2021

Bandeira remete a Nossa Senhora

Cores azul e branco predominam na Virgem Maria

 
| Crédito:

     A relação da Igreja com a cidade de Ponta Grossa é forte e histórica. Vai muito além da devoção de um grupo de famílias que, há quase 200 anos, solicitou a presença permanente de um padre aqui por essas paragens e marcou, com esse pedido, a transformação do ‘bairro’ em ‘freguesia’. A fé do povo está estampada até mesmo na bandeira municipal. As especificações de como seria o pavilhão constam do decreto 473/69, promulgado pelo prefeito Cyro Martins, em 21 de novembro de 1969. Nele, entre outras características, definiu-se que as cores azul e branca da bandeira foram assim escolhidas por serem as predominantes da Virgem Santíssima, “invocada pelo povo, através de Nossa Senhora da Vila Velha, mãe da Divina Graça, e da Senhora Sant`Ana, sua excelsa mãe, Padroeira de Ponta Grossa”1.

     O aspecto da bandeira, registra o Decreto, corresponde a tradição “que emoldura o espírito do povo, tais como as duas pombas brancas que, conforme a lenda, escolheram o local onde se erigiu a primeira Igreja sob o orago Sant`Ana, hoje Catedral do Bispado, fazendo surgir, do então aglomerado de casas ao seu redor, a Cidade de Ponta Grossa”2. Na verdade, a Igreja foi preponderante no surgimento do município. Para ser elevado à Freguesia, o Bairro de Ponta Grossa precisava cumprir certas prerrogativas, entre elas, a distância dos recursos espirituais, a capela pavimentada e a fixação da côngrua ao pároco (renda recebida pelo padre para seu sustento).

     Até 1821, quando foi apresentado o pedido ao governo provincial de São Paulo, o vigário vinha de Castro de vez em quando rezar missas e realizar casamentos e batizados, celebrações feitas provisoriamente em uma capela, a Casa da Telha, que, em 15 de setembro de 1823, com a elevação à Freguesia, foi escolhido um local no alto de uma colina, perto do Caminho das Tropas, para a construção de uma nova igreja, essa em homenagem à Senhora de Sant’Ana. Esta colina é onde hoje se encontra a Catedral, a igreja-mãe da Diocese que, em 2023, completa 200 anos.

     O decreto de 1969 explicitava ainda as características de como deveria ser a bandeira de Ponta Grossa. Um retângulo branco, com uma faixa azul ao centro e em forma diagonal, indo do canto superior esquerdo ao inferior direito, ostentando no centro da diagonal azul duas pombas brancas, voltadas uma para outra e apoiadas em lua vermelha tendo a forma de um segmento lenticular côncavo e, encimando as pombas, uma coroa dourada, com detalhes em preto. A coroa simboliza o cognome de ‘Princesa dos Campos’. A meia lua em vermelho ressalta a fundação de Ponta Grossa, no reinado Imperial, cuja cor preponderante era a encarnada. 

 

∗Fontes:

- 1Decreto Municipal 473/69

- 2Decreto Municipal 473/69

- ‘A CNBB no Paraná e a História da Evangelização’, de Carlos Alberto Chiquim. Instituto Gaudium de Proteção a Vida, 2005, Curitiba.

 

 


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Publicado em: 11/09/2021

Bandeira remete a Nossa Senhora

Cores azul e branco predominam na Virgem Maria

 

     A relação da Igreja com a cidade de Ponta Grossa é forte e histórica. Vai muito além da devoção de um grupo de famílias que, há quase 200 anos, solicitou a presença permanente de um padre aqui por essas paragens e marcou, com esse pedido, a transformação do ‘bairro’ em ‘freguesia’. A fé do povo está estampada até mesmo na bandeira municipal. As especificações de como seria o pavilhão constam do decreto 473/69, promulgado pelo prefeito Cyro Martins, em 21 de novembro de 1969. Nele, entre outras características, definiu-se que as cores azul e branca da bandeira foram assim escolhidas por serem as predominantes da Virgem Santíssima, “invocada pelo povo, através de Nossa Senhora da Vila Velha, mãe da Divina Graça, e da Senhora Sant`Ana, sua excelsa mãe, Padroeira de Ponta Grossa”1.

     O aspecto da bandeira, registra o Decreto, corresponde a tradição “que emoldura o espírito do povo, tais como as duas pombas brancas que, conforme a lenda, escolheram o local onde se erigiu a primeira Igreja sob o orago Sant`Ana, hoje Catedral do Bispado, fazendo surgir, do então aglomerado de casas ao seu redor, a Cidade de Ponta Grossa”2. Na verdade, a Igreja foi preponderante no surgimento do município. Para ser elevado à Freguesia, o Bairro de Ponta Grossa precisava cumprir certas prerrogativas, entre elas, a distância dos recursos espirituais, a capela pavimentada e a fixação da côngrua ao pároco (renda recebida pelo padre para seu sustento).

     Até 1821, quando foi apresentado o pedido ao governo provincial de São Paulo, o vigário vinha de Castro de vez em quando rezar missas e realizar casamentos e batizados, celebrações feitas provisoriamente em uma capela, a Casa da Telha, que, em 15 de setembro de 1823, com a elevação à Freguesia, foi escolhido um local no alto de uma colina, perto do Caminho das Tropas, para a construção de uma nova igreja, essa em homenagem à Senhora de Sant’Ana. Esta colina é onde hoje se encontra a Catedral, a igreja-mãe da Diocese que, em 2023, completa 200 anos.

     O decreto de 1969 explicitava ainda as características de como deveria ser a bandeira de Ponta Grossa. Um retângulo branco, com uma faixa azul ao centro e em forma diagonal, indo do canto superior esquerdo ao inferior direito, ostentando no centro da diagonal azul duas pombas brancas, voltadas uma para outra e apoiadas em lua vermelha tendo a forma de um segmento lenticular côncavo e, encimando as pombas, uma coroa dourada, com detalhes em preto. A coroa simboliza o cognome de ‘Princesa dos Campos’. A meia lua em vermelho ressalta a fundação de Ponta Grossa, no reinado Imperial, cuja cor preponderante era a encarnada. 

 

∗Fontes:

- 1Decreto Municipal 473/69

- 2Decreto Municipal 473/69

- ‘A CNBB no Paraná e a História da Evangelização’, de Carlos Alberto Chiquim. Instituto Gaudium de Proteção a Vida, 2005, Curitiba.

 

 


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