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Publicado em: 25/06/2021

Uma história nunca contada

Padre viajou a Roma, mas não conseguiu falar

 
| Crédito: Divulgação
No ano de 2010, o Papa Bento XVI instituiu o Ano Sacerdotal para lembrar os 150 anos da morte de São João Maria Vianney e o declarar patrono de todos os párocos. Para essa ocasião, foram convidados os padres do mundo inteiro que pudessem ir a Roma e celebrar o encerramento desse ano especial, depois de muitas atividades realizadas em cada país. Nesse momento, o então padre – hoje bispo – Mário Spaki foi convocado para apresentar o que a Diocese de Ponta Grossa tinha vivido, em 2006, com a campanha idealizada por ele, enquanto coordenador diocesano da Ação Evangelizadora, para custear o término da construção da Catedral Sant’Ana.

Em construção há 27 anos, a nova Catedral seguia inacabada em 2006. Eram necessários US $ 430.000 para concluí-la. O valor foi apresentado ao clero pelo bispo dom Sergio Arthur Braschi, ao final dos exercícios espirituais dos sacerdotes, em 2005, suscitando propostas que, finalmente, possibilitassem o término do projeto. Foi aí que nasceu a ideia de envolver os 500 mil católicos da Diocese, que, por intermédio de seis mil leigos, seriam visitados, informados sobre a obra e chamados a colaborar mensalmente com R$ 1. A campanha durou de março a dezembro e arrecadou o dinheiro necessário para o arremate dos serviços da área externa da Catedral.

“Eu deveria apresentar em quatro minutos, cravados, toda essa experiência vivida. O encontro era televisionado mundialmente, então, esse era o tempo que eu tinha. Aqui no Brasil, tinha escrito um texto-base e chegando lá eles revisaram o italiano, corrigindo o que era necessário e de uma forma que o texto ficou cravado em quatro minutos. Teria que decorá-lo para apresentar sem ler, sem ter o texto nas mãos. Fiz isso”, relembra Dom Mário Spaki, que viajou por sua conta a Roma. Os padres que viajaram com ele - Sílvio Mocelim, Joel Nalepa, Fábio Sejanoski e Luiz Mirkoski – aproveitaram para visitar a cidades de Assis e Cássia. Ele ficou em Roma, para decorar o texto.

Porém, aconteceu um imprevisto. Antes da fala do padre da Diocese de Ponta Grossa, estava previsto o pronunciamento do cardeal Tarcisio Bertone, que era o prefeito da Secretaria de Estado do Vaticano, a pessoa mais importante em Roma depois do Papa. Ele também teria quatro minutos de tempo. “Mas, ao invés de falar os minutos propostos, o cardeal falou oito minutos. Como o encontro tinha transmissão ao vivo, a diretora de tv fez um sinal de tesoura para mim e eu nem cheguei a sair do meu lugar. Fiquei muito chateado no momento, mas, depois, pensei: o fato de ser convidado para uma experiência assim a nível mundial já é fantástico!”, cita o atual bispo, considerando o convite um grande reconhecimento.

O saldo dessa incrível jornada, conforme o próprio Dom Mário, é que, passeando por Roma, ele encontrou pequenas imagens do Menino Jesus, das quais acabou trazendo as formas para serem produzidas na Diocese e que foram um sucesso. Isso no período de encerramento das Santas Missões Populares. “Foi muito mais bonito o fato de ter trazido as forminhas do que ter contado a experiência. Foram mais de 40 mil imagens vendidas em todo o território diocesano, a R$ 1 cada”, comemora Dom Mário.

  • Diocede Ponta Grossa


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Publicado em: 25/06/2021

Uma história nunca contada

Padre viajou a Roma, mas não conseguiu falar

 
No ano de 2010, o Papa Bento XVI instituiu o Ano Sacerdotal para lembrar os 150 anos da morte de São João Maria Vianney e o declarar patrono de todos os párocos. Para essa ocasião, foram convidados os padres do mundo inteiro que pudessem ir a Roma e celebrar o encerramento desse ano especial, depois de muitas atividades realizadas em cada país. Nesse momento, o então padre – hoje bispo – Mário Spaki foi convocado para apresentar o que a Diocese de Ponta Grossa tinha vivido, em 2006, com a campanha idealizada por ele, enquanto coordenador diocesano da Ação Evangelizadora, para custear o término da construção da Catedral Sant’Ana. Em construção há 27 anos, a nova Catedral seguia inacabada em 2006. Eram necessários US $ 430.000 para concluí-la. O valor foi apresentado ao clero pelo bispo dom Sergio Arthur Braschi, ao final dos exercícios espirituais dos sacerdotes, em 2005, suscitando propostas que, finalmente, possibilitassem o término do projeto. Foi aí que nasceu a ideia de envolver os 500 mil católicos da Diocese, que, por intermédio de seis mil leigos, seriam visitados, informados sobre a obra e chamados a colaborar mensalmente com R$ 1. A campanha durou de março a dezembro e arrecadou o dinheiro necessário para o arremate dos serviços da área externa da Catedral. “Eu deveria apresentar em quatro minutos, cravados, toda essa experiência vivida. O encontro era televisionado mundialmente, então, esse era o tempo que eu tinha. Aqui no Brasil, tinha escrito um texto-base e chegando lá eles revisaram o italiano, corrigindo o que era necessário e de uma forma que o texto ficou cravado em quatro minutos. Teria que decorá-lo para apresentar sem ler, sem ter o texto nas mãos. Fiz isso”, relembra Dom Mário Spaki, que viajou por sua conta a Roma. Os padres que viajaram com ele - Sílvio Mocelim, Joel Nalepa, Fábio Sejanoski e Luiz Mirkoski – aproveitaram para visitar a cidades de Assis e Cássia. Ele ficou em Roma, para decorar o texto. Porém, aconteceu um imprevisto. Antes da fala do padre da Diocese de Ponta Grossa, estava previsto o pronunciamento do cardeal Tarcisio Bertone, que era o prefeito da Secretaria de Estado do Vaticano, a pessoa mais importante em Roma depois do Papa. Ele também teria quatro minutos de tempo. “Mas, ao invés de falar os minutos propostos, o cardeal falou oito minutos. Como o encontro tinha transmissão ao vivo, a diretora de tv fez um sinal de tesoura para mim e eu nem cheguei a sair do meu lugar. Fiquei muito chateado no momento, mas, depois, pensei: o fato de ser convidado para uma experiência assim a nível mundial já é fantástico!”, cita o atual bispo, considerando o convite um grande reconhecimento. O saldo dessa incrível jornada, conforme o próprio Dom Mário, é que, passeando por Roma, ele encontrou pequenas imagens do Menino Jesus, das quais acabou trazendo as formas para serem produzidas na Diocese e que foram um sucesso. Isso no período de encerramento das Santas Missões Populares. “Foi muito mais bonito o fato de ter trazido as forminhas do que ter contado a experiência. Foram mais de 40 mil imagens vendidas em todo o território diocesano, a R$ 1 cada”, comemora Dom Mário.
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