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Publicado em: 24/08/2021

Oratório resume fé de uma família

Ícone de Senhora de Czestochowa foi trazido da Polônia

 
A cor escura do quadro se deve a fuligem das velas queimadas diante dele, ao longo dos séculos A cor escura do quadro se deve a fuligem das velas queimadas diante dele, ao longo dos séculos | Crédito: Roberval Mulhstedt

Na Diocese, há um oratório que leva o nome de Nossa Senhora de Czestochowa, na Colônia Moema, no Distrito de Uvaia, em Ponta Grossa. Atendida pela Paróquia São Pedro, são rezadas missas ali às quartas sextas-feiras de cada mês. Para lembrar o dia da santa, será também celebrado um tríduo, iniciado já nesta terça-feira, às 19h30. A missa solene acontecerá na quinta-feira, às 19h30, na capela que fica na propriedade de Verônica Mulhstedt, na região do Taquari dos Polacos.

     A história do ícone da Senhora de Czestochowa existente ali remonta a 200 anos. Ela começou quando o casal polonês João e Francisca Schoenk trouxeram da Polônia um ícone réplica da imagem. Ele ficava exposto na residência da família, como costume da época, sobre a grinalda de noiva de Francisca. Anos mais tarde, a casa pegou fogo, porém, nenhuma chama atingiu o quadro. João e Francisca tinham sete filhos e um deles herdou o ícone, Antonio Schoenk, esposo de Mariana, muito devoto a Nossa Senhora. Um incêndio, que se iniciou na cozinha, tomou conta de todos os cômodos, restando apenas a parede com o quadro da Senhora de Czestochowa. O casal tinha oito filhos e, ao chegar a hora de passar a imagem a um deles, Mariana resolve deixá-la com Verônica, esposa de Alfredo Mulhstedt, que, ao lado dos filhos, tinham o hábito de rezar o terço todos os dias.

     Verônica recebeu a imagem desgastada. A grinalda de sua avó já havia se desmanchado, devido aos muitos anos de existência de ambos. Por volta de 1992, dom Roberval Monteiro da Silva, monge beneditino, artista plástico especializado em arte sacra contemporânea, amigo da família, se dispôs a restaurar a imagem. Ela foi colocada em uma moldura em formato de capelinha, fabricada com a madeira do antigo altar da catedral de Ponta Grossa. O ícone ganhou lugar de destaque na sala da família até que o filho mais novo do casal, Roberval, foi ordenado padre, em 2016, e teve o desejo de construir um oratório dedicado a Nossa Senhora de Czestochowa. A construção iniciou em setembro de 2017 e foi concluída em abril de 2018, totalmente com recursos do padre e de benfeitores.  

     Dimas Schuink, primo de padre Roberval, mora na Colônia Taquari dos Polacos. “Rezo, canto, falo polonês. Eu aprendi com minha vozinha tudo.

Tenho orgulho de ser descendente desse povo de grande fé. Sou apaixonado pela história polonesa de Ponta Grossa e tenho grande amor a Nossa Senhora, Virgem Negra, de Czestochowa”, orgulha-se. 

Devoção

     A devoção a Nossa Senhora de Czestochowa é uma das mais marcantes devoções do Leste Europeu. Nossa Senhora do Monte Claro, ou, Jasna Góra, em polonês, assim chamado por ser um monte formado por de solo calcário, perto de Czestochowa, cidade da Polônia onde está o grande santuário a ela dedicado. Sua devoção, muito antiga, se firmou em 1382 por intermédio do príncipe polonês Wladyslaw Opalczyk, que teria encontrado no palácio em Belz, na Rússia, o quadro de Nossa Senhora do Monte Claro que, segundo a tradição, seria uma cópia fiel de uma pintura feita pelo evangelista São Lucas. Ao ser atacado pelos tártaros, muito mais numerosos que seus guardas, Wladyslaw recorreu à proteção de Maria, prostrando-se diante do quadro sagrado. Sua súplica foi atendida e ele derrotou os tártaros.

          Como Belz era muito vulnerável, o príncipe decidiu levar o quadro para seu castelo na Silésia, mas foi obrigado a deixá-la em Czestochowa porque ninguém conseguiu obrigar os cavalos a prosseguir viagem. Esse é o primeiro mito atribuído à ’virgem negra da Polônia’. O segundo surgiu em 1430, quando bandoleiros tentaram destruir o ícone. Ao desferir a espada contra o rosto da santa, o chefe dos assaltantes teria caído fulminado por um raio, no terceiro golpe. Os ladrões tentaram, então, fugir com a pintura mas ficaram com as mãos sujas de tinta. Irritados, cortaram o quadro e os cortes começaram a sangrar. Assustados, fugiram e deixaram o ícone. Não foi possível restaurá-lo por completo e até hoje é possível ver as cicatrizes no rosto da imagem. No século XVII, durante um cerco de tropas suecas, o rei Jan Kazimierz, com as bênçãos da santa, teria derrotado 17 mil soldados com apenas 200 homens. Em reconhecimento, em 1656, o monarca coroou a imagem da Virgem como Rainha da Polônia. No final da Segunda Guerra Mundial, Hitler teria reconhecido o fracasso das investidas nazistas contra a Polônia “por causa da negra de Czestochowa”.



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Publicado em: 24/08/2021

Oratório resume fé de uma família

Ícone de Senhora de Czestochowa foi trazido da Polônia

 

Na Diocese, há um oratório que leva o nome de Nossa Senhora de Czestochowa, na Colônia Moema, no Distrito de Uvaia, em Ponta Grossa. Atendida pela Paróquia São Pedro, são rezadas missas ali às quartas sextas-feiras de cada mês. Para lembrar o dia da santa, será também celebrado um tríduo, iniciado já nesta terça-feira, às 19h30. A missa solene acontecerá na quinta-feira, às 19h30, na capela que fica na propriedade de Verônica Mulhstedt, na região do Taquari dos Polacos.

     A história do ícone da Senhora de Czestochowa existente ali remonta a 200 anos. Ela começou quando o casal polonês João e Francisca Schoenk trouxeram da Polônia um ícone réplica da imagem. Ele ficava exposto na residência da família, como costume da época, sobre a grinalda de noiva de Francisca. Anos mais tarde, a casa pegou fogo, porém, nenhuma chama atingiu o quadro. João e Francisca tinham sete filhos e um deles herdou o ícone, Antonio Schoenk, esposo de Mariana, muito devoto a Nossa Senhora. Um incêndio, que se iniciou na cozinha, tomou conta de todos os cômodos, restando apenas a parede com o quadro da Senhora de Czestochowa. O casal tinha oito filhos e, ao chegar a hora de passar a imagem a um deles, Mariana resolve deixá-la com Verônica, esposa de Alfredo Mulhstedt, que, ao lado dos filhos, tinham o hábito de rezar o terço todos os dias.

     Verônica recebeu a imagem desgastada. A grinalda de sua avó já havia se desmanchado, devido aos muitos anos de existência de ambos. Por volta de 1992, dom Roberval Monteiro da Silva, monge beneditino, artista plástico especializado em arte sacra contemporânea, amigo da família, se dispôs a restaurar a imagem. Ela foi colocada em uma moldura em formato de capelinha, fabricada com a madeira do antigo altar da catedral de Ponta Grossa. O ícone ganhou lugar de destaque na sala da família até que o filho mais novo do casal, Roberval, foi ordenado padre, em 2016, e teve o desejo de construir um oratório dedicado a Nossa Senhora de Czestochowa. A construção iniciou em setembro de 2017 e foi concluída em abril de 2018, totalmente com recursos do padre e de benfeitores.  

     Dimas Schuink, primo de padre Roberval, mora na Colônia Taquari dos Polacos. “Rezo, canto, falo polonês. Eu aprendi com minha vozinha tudo.

Tenho orgulho de ser descendente desse povo de grande fé. Sou apaixonado pela história polonesa de Ponta Grossa e tenho grande amor a Nossa Senhora, Virgem Negra, de Czestochowa”, orgulha-se. 

Devoção

     A devoção a Nossa Senhora de Czestochowa é uma das mais marcantes devoções do Leste Europeu. Nossa Senhora do Monte Claro, ou, Jasna Góra, em polonês, assim chamado por ser um monte formado por de solo calcário, perto de Czestochowa, cidade da Polônia onde está o grande santuário a ela dedicado. Sua devoção, muito antiga, se firmou em 1382 por intermédio do príncipe polonês Wladyslaw Opalczyk, que teria encontrado no palácio em Belz, na Rússia, o quadro de Nossa Senhora do Monte Claro que, segundo a tradição, seria uma cópia fiel de uma pintura feita pelo evangelista São Lucas. Ao ser atacado pelos tártaros, muito mais numerosos que seus guardas, Wladyslaw recorreu à proteção de Maria, prostrando-se diante do quadro sagrado. Sua súplica foi atendida e ele derrotou os tártaros.

          Como Belz era muito vulnerável, o príncipe decidiu levar o quadro para seu castelo na Silésia, mas foi obrigado a deixá-la em Czestochowa porque ninguém conseguiu obrigar os cavalos a prosseguir viagem. Esse é o primeiro mito atribuído à ’virgem negra da Polônia’. O segundo surgiu em 1430, quando bandoleiros tentaram destruir o ícone. Ao desferir a espada contra o rosto da santa, o chefe dos assaltantes teria caído fulminado por um raio, no terceiro golpe. Os ladrões tentaram, então, fugir com a pintura mas ficaram com as mãos sujas de tinta. Irritados, cortaram o quadro e os cortes começaram a sangrar. Assustados, fugiram e deixaram o ícone. Não foi possível restaurá-lo por completo e até hoje é possível ver as cicatrizes no rosto da imagem. No século XVII, durante um cerco de tropas suecas, o rei Jan Kazimierz, com as bênçãos da santa, teria derrotado 17 mil soldados com apenas 200 homens. Em reconhecimento, em 1656, o monarca coroou a imagem da Virgem como Rainha da Polônia. No final da Segunda Guerra Mundial, Hitler teria reconhecido o fracasso das investidas nazistas contra a Polônia “por causa da negra de Czestochowa”.



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A cor escura do quadro se deve a fuligem das velas queimadas diante dele, ao longo dos séculos   |   Roberval Mulhstedt

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A pintura mostra a Mãe Santificada e Jesus criança.   |   Paróquia Nossa Senhora do Monte Claro

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Na Reitoria do Sagrado Coação, a Igreja dos Polacos, o ícone fica em um altar lateral   |   Reitoria Sagrado Coração de Jesus

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