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Publicado em: 13/12/2021

A Igreja dos gestos de caridade

O cuidado social desempenhado pelas comunidades católicas

 
Na Deus Pai, são atendidas 36 pessoas em três cidades da Diocese Na Deus Pai, são atendidas 36 pessoas em três cidades da Diocese | Crédito: Casa Deus Pai

Dados referentes a 2020 do Anuário Estatístico da Igreja, publicado pela Agência Fides, apontam que a Igreja administra 115.352 institutos sanitários, de assistência e beneficência em todo o mundo.  Na Ásia, são 1.076 hospitais; 3.400 dispensários; 330 leprosários; 1.685 asilos; 3.900 orfanatos e 2.960 jardins de infância. Na África, 964 hospitais; 5 mil dispensários; 260 leprosários; 650 asilos; 800 orfanatos e 2 mil jardins de infância. Se a Igreja Católica saísse da África, 60% das escolas e hospitais seriam fechados. Na América, ela administra 1.900 hospitais; 5.400 dispensários; 50 leprosários; 3.700 asilos; 2.500 orfanatos e 4.200 jardins de infância. Na Oceania, são 170 hospitais; 180 dispensários; 1 leprosário; 360 asilos; 60 orfanatos e 90 jardins de infância. E na Europa, 1.230 hospitais; 2.450 dispensários; 4 Leprosários; 7.970 asilos e 2.370 jardins de infância.


     Por todo o mundo, as Dioceses têm suas ‘Obras Religiosas’, criadas mediante decreto do bispo diocesano. Estas obras nascem (na maioria das vezes) a partir de inspirações do Divino Espírito Santo. Começam como iniciativas pessoais, ou de grupos que visam colocar em prática as Obras de Misericórdia (corporais e espirituais). Com o passar do tempo, se estruturam e ganham volume, tanto em serviços, quanto em membros. São, então, organizadas com um diretório ou estatuto, que regerá suas ações. Este estatuto geralmente é feito sob a autoridade do bispo, ele é quem vai ser o sinal da sintonia do grupo com a vontade de Deus, sempre em espírito de comunhão eclesial. Fora desta comunhão, dificilmente dará os frutos esperados.


     Em Ponta Grossa, a Comunidade e Casa Deus Pai e duas de suas ramificações atendem, igualmente, pessoas em situação de rua. Cada uma dentro da especificidade de seus carismas. Dela, surgiram a Fraternidade e Misericórdia Eucarística, que funciona no centro da cidade, e a Mãe do Bom Conselho, instalada no Bairro Contorno. A Deus Pai existe há dez anos, com o carisma voltado à promoção humana, no sentido de acolher, ‘trabalhar’ fisicamente e espiritualmente pessoas em situação de rua para auxiliá-las na reinserção familiar e social. Além da unidade-matriz da Vila Hilgemberg, no Bairro Nova Rússia, em Ponta Grossa, a ’Deus Pai’ tem outras duas casas, uma na localidade de Ribeirão de Cima, em Teixeira Soares, a Casa São José, e, outra em Imbaú, Casa São Pio e São Bento. 


     Seu fundador, Roberto Carlos Amaral, conta que a missão começou com a Pastoral da Sopa, que, uma vez por mês saía às ruas, no primeiro sábado de cada mês, da meia noite até às 6 horas, entregando sopas e rezando com as pessoas em situação de rua. Depois de três anos, monsenhor Matthias Ham e padre Casemiro Oliszeski ofereceram a ele uma antiga capela desativada, que pertencia à Paróquia/Catedral Sant’Ana, no centro da cidade, para iniciar o trabalho. Hoje, as três casas atendem 36 pessoas, todas em condição de vulnerabilidade social e em situação de rua. “A casa fica aberta para dar esse suporte”, enfatiza Roberto Amaral. A Comunidade se mantém com trabalho que os próprios internos realizam fora, em especial reformas; da renda oriunda de bazares e com a ajuda da Cúria Diocesana.  


     A ‘Fraternidade e Misericórdia Eucarística’ funciona no endereço inicial da Comunidade Deus Pai, na Rua Jacob Zardo, 77, no centro da cidade. Em 29 de abril de 2022 completará dez anos. Acolhe pessoas em situação de rua, inclusive doentes. 27 moram ali. Além de acolher, fornece almoço, café da manhã, lanche da tarde e jantar para quem ainda está na rua e para pessoas carentes da região da Vila Nova. Esses moradores são auxiliados com cesta básica e roupas. A casa oferece banho e roupa limpa, além de encaminhar a dentistas e oftalmologistas, tudo graças a profissionais voluntários. “Há um ano e três meses, abrimos a adoração perpétua, conduzida pelos consagrados da comunidade, eu e minha esposa, e com a participação dos acolhidos”, conta o responsável, Luciano Ribas Martins. Os internos têm três momentos de oração por dia: rezam o Rosário pela manhã, às 15 e às 19 horas, além de fazer uma hora de oração pessoal, na capela. 


     Acontecem ainda retiros de espiritualidade. Uma vez por ano, o retiro ‘Tão Sublime Sacramento’, que é aberto, busca levar as pessoas a terem uma experiência com Jesus Sacramentado e conhecer mais sobre sacramentos e a Santa Missa. Pensando na reinserção à sociedade, os acolhidos cuidam da casa, cozinhando, limpando e, neste momento, construindo novas instalações. Parcerias com empresas da cidade garantem a recolocação no mercado de trabalho. Muitos já foram contratados por lojas e prestadoras de serviço. Alguns trabalham ainda morando na casa. É permitido que permaneçam até se estabelecerem e possam pagar aluguel. A Comunidade vive da Providência Divina e de doações.


 


  • Diocede Ponta Grossa


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Publicado em: 13/12/2021

A Igreja dos gestos de caridade

O cuidado social desempenhado pelas comunidades católicas

 

Dados referentes a 2020 do Anuário Estatístico da Igreja, publicado pela Agência Fides, apontam que a Igreja administra 115.352 institutos sanitários, de assistência e beneficência em todo o mundo.  Na Ásia, são 1.076 hospitais; 3.400 dispensários; 330 leprosários; 1.685 asilos; 3.900 orfanatos e 2.960 jardins de infância. Na África, 964 hospitais; 5 mil dispensários; 260 leprosários; 650 asilos; 800 orfanatos e 2 mil jardins de infância. Se a Igreja Católica saísse da África, 60% das escolas e hospitais seriam fechados. Na América, ela administra 1.900 hospitais; 5.400 dispensários; 50 leprosários; 3.700 asilos; 2.500 orfanatos e 4.200 jardins de infância. Na Oceania, são 170 hospitais; 180 dispensários; 1 leprosário; 360 asilos; 60 orfanatos e 90 jardins de infância. E na Europa, 1.230 hospitais; 2.450 dispensários; 4 Leprosários; 7.970 asilos e 2.370 jardins de infância.


     Por todo o mundo, as Dioceses têm suas ‘Obras Religiosas’, criadas mediante decreto do bispo diocesano. Estas obras nascem (na maioria das vezes) a partir de inspirações do Divino Espírito Santo. Começam como iniciativas pessoais, ou de grupos que visam colocar em prática as Obras de Misericórdia (corporais e espirituais). Com o passar do tempo, se estruturam e ganham volume, tanto em serviços, quanto em membros. São, então, organizadas com um diretório ou estatuto, que regerá suas ações. Este estatuto geralmente é feito sob a autoridade do bispo, ele é quem vai ser o sinal da sintonia do grupo com a vontade de Deus, sempre em espírito de comunhão eclesial. Fora desta comunhão, dificilmente dará os frutos esperados.


     Em Ponta Grossa, a Comunidade e Casa Deus Pai e duas de suas ramificações atendem, igualmente, pessoas em situação de rua. Cada uma dentro da especificidade de seus carismas. Dela, surgiram a Fraternidade e Misericórdia Eucarística, que funciona no centro da cidade, e a Mãe do Bom Conselho, instalada no Bairro Contorno. A Deus Pai existe há dez anos, com o carisma voltado à promoção humana, no sentido de acolher, ‘trabalhar’ fisicamente e espiritualmente pessoas em situação de rua para auxiliá-las na reinserção familiar e social. Além da unidade-matriz da Vila Hilgemberg, no Bairro Nova Rússia, em Ponta Grossa, a ’Deus Pai’ tem outras duas casas, uma na localidade de Ribeirão de Cima, em Teixeira Soares, a Casa São José, e, outra em Imbaú, Casa São Pio e São Bento. 


     Seu fundador, Roberto Carlos Amaral, conta que a missão começou com a Pastoral da Sopa, que, uma vez por mês saía às ruas, no primeiro sábado de cada mês, da meia noite até às 6 horas, entregando sopas e rezando com as pessoas em situação de rua. Depois de três anos, monsenhor Matthias Ham e padre Casemiro Oliszeski ofereceram a ele uma antiga capela desativada, que pertencia à Paróquia/Catedral Sant’Ana, no centro da cidade, para iniciar o trabalho. Hoje, as três casas atendem 36 pessoas, todas em condição de vulnerabilidade social e em situação de rua. “A casa fica aberta para dar esse suporte”, enfatiza Roberto Amaral. A Comunidade se mantém com trabalho que os próprios internos realizam fora, em especial reformas; da renda oriunda de bazares e com a ajuda da Cúria Diocesana.  


     A ‘Fraternidade e Misericórdia Eucarística’ funciona no endereço inicial da Comunidade Deus Pai, na Rua Jacob Zardo, 77, no centro da cidade. Em 29 de abril de 2022 completará dez anos. Acolhe pessoas em situação de rua, inclusive doentes. 27 moram ali. Além de acolher, fornece almoço, café da manhã, lanche da tarde e jantar para quem ainda está na rua e para pessoas carentes da região da Vila Nova. Esses moradores são auxiliados com cesta básica e roupas. A casa oferece banho e roupa limpa, além de encaminhar a dentistas e oftalmologistas, tudo graças a profissionais voluntários. “Há um ano e três meses, abrimos a adoração perpétua, conduzida pelos consagrados da comunidade, eu e minha esposa, e com a participação dos acolhidos”, conta o responsável, Luciano Ribas Martins. Os internos têm três momentos de oração por dia: rezam o Rosário pela manhã, às 15 e às 19 horas, além de fazer uma hora de oração pessoal, na capela. 


     Acontecem ainda retiros de espiritualidade. Uma vez por ano, o retiro ‘Tão Sublime Sacramento’, que é aberto, busca levar as pessoas a terem uma experiência com Jesus Sacramentado e conhecer mais sobre sacramentos e a Santa Missa. Pensando na reinserção à sociedade, os acolhidos cuidam da casa, cozinhando, limpando e, neste momento, construindo novas instalações. Parcerias com empresas da cidade garantem a recolocação no mercado de trabalho. Muitos já foram contratados por lojas e prestadoras de serviço. Alguns trabalham ainda morando na casa. É permitido que permaneçam até se estabelecerem e possam pagar aluguel. A Comunidade vive da Providência Divina e de doações.


 


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