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Publicado em: 22/12/2021

Caritas facilita doação de 450 cestas básicas

Ação feita em parceria com ONG AS-PTA e Fundação BB

 
As pessoas vieram buscar as cestas no salão paroquial da Igrejinha As pessoas vieram buscar as cestas no salão paroquial da Igrejinha | Crédito: AssCom Diocese de Ponta Grossa

A Caritas Diocesana foi a entidade escolhida em Ponta Grossa para dar capilaridade ao Projeto Brasileiros pelo Brasil, da Fundação Banco do Brasil, que tem a ONG AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia como operadora e atende, por intermédio da distribuição de 1.600 cestas solidárias de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade. São oito os municípios atendidos, em duas etapas. Para a cidade vieram 450 cestas, entregues nesta quarta-feira (22), no salão da Paróquia Imaculada Conceição, a pessoas, entidades e paróquias. Cada cesta continha 25 quilos de alimento, entre açúcar, feijão, arroz, café, batata, laranja, repolho, alface, abobrinha, além de pão caseiro e uma barra de sabão.


     O presidente da Caritas, diácono Gilson Camilo da Silva, conta que a ONG entrou em contato e pediu ajuda na indicação de quem poderia receber essas cestas. “Como em setembro, foi montado um cadastro de famílias em vulnerabilidade social junto às paróquias, com o CPF, endereço, telefone, fomos atrás. Foram duas semanas de muito trabalho da nossa assistente social e voluntários, mas conseguimos. Além das famílias, também foram beneficiadas comunidades que atuam na Diocese, como a Mãe do Bom Conselho, a Associação de Promoção à Menina (Apam), Instituto João XXIII, Comunidade Deus Pai, Comunidade Fraternidade e Misericórdia Eucarística e paróquias”, detalha, elogiando o projeto por ajudar duas pontas distintas: aqueles que estão precisando na cidade e os que estão produzindo e não conseguem colocar os produtos no mercado consumidor.


     De acordo com o diácono, o representante do Banco do Brasil fez questão de dizer que o trabalho que a Caritas desenvolve é diferenciado e muito importante. “Ele me confidenciou que houve contato com prefeituras da região e esses municípios não aceitaram os kits por não terem condições de cadastrar as famílias a serem atendidas, saber quem estava precisando, recebê-las. A Caritas tem esse banco de dados. Não é trabalho fácil”, acrescenta. Segundo Gilson Camilo da Silva, algumas paróquias vieram buscar as cestas e fariam a entrega em seus territórios. A Caritas tem, inclusive, um portal onde podem ser cadastradas as famílias pelas paróquias. “Cada paróquia tem uma dinâmica, mas é certo que precisam de assistente social. Hoje, o trabalho é feito com muita boa vontade, mas sem critério, avaliação, sem um trabalho técnico.  Em Ponta Grossa, duas paróquias apenas contam com um profissional da área, a São Francisco e São Pedro Apóstolo, no Sabará. Isso não quer dizer que as demais não façam um trabalho excelente. Mas, precisava ser mais tecnicamente organizado”, afirma. 


     Adriana Alves dos Anjos, idealizadora do Projeto Florescer, foi uma das beneficiadas. “É um trabalho voluntário, que tem como objetivo ajudar no contraturno escolar e nas tarefas escolares das crianças. Ele começou em 2019 e veio a pandemia. Acabamos partindo para o âmbito social devido a triste realidade observada nas famílias. Ajudávamos nas tarefas, mas aí veio a fome. Como vieram pessoas oferecendo cestas básicas, fomos ajudando. O Rafael (Serrato, tesoureiro da Caritas) falou da ação de hoje. Estamos levando 22 cestas”, cita. O principal requisito para ter direito ao kit é não receber cestas básicas da paróquia. Esse é o caso do ‘Florescer’. O projeto atende crianças de diversas faixas escolares, especialmente do Infantil 5 até o quinto ano. Quem quiser conhecer mais sobre a ação pode buscar informações pelo (42) 9-9133-2905, ou, ir até a Rua Padre César de Buss, frente ao número 612, na Vila Liane.


     A assessora técnica da ONG AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia, Luíza Damigo, ressalta que a entidade atua há quase 30 anos no Paraná, pela promoção da agroecologia e agricultura familiar camponesa. Atende a região Centro-Sul do Paraná e Planalto Norte Catarinense, Paraíba e Rio de Janeiro. “A Fundação Banco do Brasil está junto desde o começo da pandemia com um projeto de arrecadação de recursos para a doação de cestas. No início do ano, nos três territórios, a ONG acessou esses recursos e entregou mais de três mil cestas e teve uma avaliação extremamente positiva por apoiar quem produz alimento saudável no campo e que está descoberto de políticas emergenciais, e garantir comida de verdade para as famílias que necessitam. O escritório fica em Palmeira, mas atendemos oito cidades da região Centro-Sul”.


      Da primeira vez, foram distribuídas cestas solidárias para Palmeira, São João do Triunfo, Irati e São Mateus do Sul. Agora, o número de cidades foi ampliado e passou a incluir Ponta Grossa, Teixeira Soares e Toledo. São frutas, verduras, tubérculos, pão, frescos, grande parte vinda da produção local. A ONG tem atuação junto a Misereor, um grupo alemão ligado à Igreja Católica. “Como a Fundação Banco do Brasil pediu para que fosse ampliado a Ponta Grossa e a Toledo as entregas, começamos a imaginar quem poderia ser esse apoio aqui na cidade. Nós estivemos presentes no Assentamento Maria Rosa do Contestado, em Castro, quando o bispo Dom Sergio Arthur Braschi deu uma benção especial, em um momento muito bonito. Começamos a conversar com o representante do Mandato Coletivo do PSOL, Guilherme Mazer, e ele sugeriu a Caritas. O ponto positivo foi a relação com as paróquias, esse trabalho em rede”, detalha.


     Conforme Luíza, a ONG atua na conservação da agrobiodiversidade, no foco com sementes crioulas; com mulheres, no processo organizativo das cooperativas, assessoria técnica das famílias agricultoras ou as organizações sociais que as representam -sindicatos, cooperativas – no diálogo próximo com prefeituras, pensando na criação de políticas públicas, e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao todo, serão cerca de 3.200 cestas, em um investimento de R$ 500 mil, obtidos pela Fundação Banco do Brasil por intermédio de uma campanha que aceita doações de pessoas físicas e jurídicas. A ação tem o apoio da BR Foods. 


 


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Publicado em: 22/12/2021

Caritas facilita doação de 450 cestas básicas

Ação feita em parceria com ONG AS-PTA e Fundação BB

 

A Caritas Diocesana foi a entidade escolhida em Ponta Grossa para dar capilaridade ao Projeto Brasileiros pelo Brasil, da Fundação Banco do Brasil, que tem a ONG AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia como operadora e atende, por intermédio da distribuição de 1.600 cestas solidárias de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade. São oito os municípios atendidos, em duas etapas. Para a cidade vieram 450 cestas, entregues nesta quarta-feira (22), no salão da Paróquia Imaculada Conceição, a pessoas, entidades e paróquias. Cada cesta continha 25 quilos de alimento, entre açúcar, feijão, arroz, café, batata, laranja, repolho, alface, abobrinha, além de pão caseiro e uma barra de sabão.


     O presidente da Caritas, diácono Gilson Camilo da Silva, conta que a ONG entrou em contato e pediu ajuda na indicação de quem poderia receber essas cestas. “Como em setembro, foi montado um cadastro de famílias em vulnerabilidade social junto às paróquias, com o CPF, endereço, telefone, fomos atrás. Foram duas semanas de muito trabalho da nossa assistente social e voluntários, mas conseguimos. Além das famílias, também foram beneficiadas comunidades que atuam na Diocese, como a Mãe do Bom Conselho, a Associação de Promoção à Menina (Apam), Instituto João XXIII, Comunidade Deus Pai, Comunidade Fraternidade e Misericórdia Eucarística e paróquias”, detalha, elogiando o projeto por ajudar duas pontas distintas: aqueles que estão precisando na cidade e os que estão produzindo e não conseguem colocar os produtos no mercado consumidor.


     De acordo com o diácono, o representante do Banco do Brasil fez questão de dizer que o trabalho que a Caritas desenvolve é diferenciado e muito importante. “Ele me confidenciou que houve contato com prefeituras da região e esses municípios não aceitaram os kits por não terem condições de cadastrar as famílias a serem atendidas, saber quem estava precisando, recebê-las. A Caritas tem esse banco de dados. Não é trabalho fácil”, acrescenta. Segundo Gilson Camilo da Silva, algumas paróquias vieram buscar as cestas e fariam a entrega em seus territórios. A Caritas tem, inclusive, um portal onde podem ser cadastradas as famílias pelas paróquias. “Cada paróquia tem uma dinâmica, mas é certo que precisam de assistente social. Hoje, o trabalho é feito com muita boa vontade, mas sem critério, avaliação, sem um trabalho técnico.  Em Ponta Grossa, duas paróquias apenas contam com um profissional da área, a São Francisco e São Pedro Apóstolo, no Sabará. Isso não quer dizer que as demais não façam um trabalho excelente. Mas, precisava ser mais tecnicamente organizado”, afirma. 


     Adriana Alves dos Anjos, idealizadora do Projeto Florescer, foi uma das beneficiadas. “É um trabalho voluntário, que tem como objetivo ajudar no contraturno escolar e nas tarefas escolares das crianças. Ele começou em 2019 e veio a pandemia. Acabamos partindo para o âmbito social devido a triste realidade observada nas famílias. Ajudávamos nas tarefas, mas aí veio a fome. Como vieram pessoas oferecendo cestas básicas, fomos ajudando. O Rafael (Serrato, tesoureiro da Caritas) falou da ação de hoje. Estamos levando 22 cestas”, cita. O principal requisito para ter direito ao kit é não receber cestas básicas da paróquia. Esse é o caso do ‘Florescer’. O projeto atende crianças de diversas faixas escolares, especialmente do Infantil 5 até o quinto ano. Quem quiser conhecer mais sobre a ação pode buscar informações pelo (42) 9-9133-2905, ou, ir até a Rua Padre César de Buss, frente ao número 612, na Vila Liane.


     A assessora técnica da ONG AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia, Luíza Damigo, ressalta que a entidade atua há quase 30 anos no Paraná, pela promoção da agroecologia e agricultura familiar camponesa. Atende a região Centro-Sul do Paraná e Planalto Norte Catarinense, Paraíba e Rio de Janeiro. “A Fundação Banco do Brasil está junto desde o começo da pandemia com um projeto de arrecadação de recursos para a doação de cestas. No início do ano, nos três territórios, a ONG acessou esses recursos e entregou mais de três mil cestas e teve uma avaliação extremamente positiva por apoiar quem produz alimento saudável no campo e que está descoberto de políticas emergenciais, e garantir comida de verdade para as famílias que necessitam. O escritório fica em Palmeira, mas atendemos oito cidades da região Centro-Sul”.


      Da primeira vez, foram distribuídas cestas solidárias para Palmeira, São João do Triunfo, Irati e São Mateus do Sul. Agora, o número de cidades foi ampliado e passou a incluir Ponta Grossa, Teixeira Soares e Toledo. São frutas, verduras, tubérculos, pão, frescos, grande parte vinda da produção local. A ONG tem atuação junto a Misereor, um grupo alemão ligado à Igreja Católica. “Como a Fundação Banco do Brasil pediu para que fosse ampliado a Ponta Grossa e a Toledo as entregas, começamos a imaginar quem poderia ser esse apoio aqui na cidade. Nós estivemos presentes no Assentamento Maria Rosa do Contestado, em Castro, quando o bispo Dom Sergio Arthur Braschi deu uma benção especial, em um momento muito bonito. Começamos a conversar com o representante do Mandato Coletivo do PSOL, Guilherme Mazer, e ele sugeriu a Caritas. O ponto positivo foi a relação com as paróquias, esse trabalho em rede”, detalha.


     Conforme Luíza, a ONG atua na conservação da agrobiodiversidade, no foco com sementes crioulas; com mulheres, no processo organizativo das cooperativas, assessoria técnica das famílias agricultoras ou as organizações sociais que as representam -sindicatos, cooperativas – no diálogo próximo com prefeituras, pensando na criação de políticas públicas, e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao todo, serão cerca de 3.200 cestas, em um investimento de R$ 500 mil, obtidos pela Fundação Banco do Brasil por intermédio de uma campanha que aceita doações de pessoas físicas e jurídicas. A ação tem o apoio da BR Foods. 


 


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